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FEISMA: Arte em lata

FeismaBrinquedos, enfeites e bijuterias. Ao passar pelas exposições da Feisma, o visitante se depara com esses produtos em diversos estandes, porém em um deles existe uma peculiaridade: os objetos são feitos de alumínio reciclado. A matéria-prima vem das latas de refrigerante e de cerveja coletadas por catadores e por associações de reciclagem.
Segundo o artista plástico carioca Sérgio Luiz, a transformação de material reciclável em pequenos objetos começou com uma brincadeira. Tudo iniciou quando percebeu que sua mãe consumia cerveja e acumulava as latas de alumínio em casa. O primeiro objeto que construiu foi uma panela de pressão de brinquedo. A partir disso, Luiz se interessou pela produção e usou a criatividade para desenvolver novos materiais. Ele comenta que tinha o direito de ensinar os catadores e outras pessoas que trabalham com a reciclagem. “Quero transmitir esse conhecimento para que essas pessoas possam ter uma profissão, a de artesão”, explica. Com a vontade de ensinar, Luiz montou uma oficina de reciclagem e, através de um convite, várias pessoas aceitaram participar do projeto. Ele oferecia o material para a prática e o almoço para os aprendizes. Luiz explica que os objetos possuem um valor agregado, além da educação ambiental e da preocupação com o futuro do planeta.

FeismaPara demonstrar a importância do projeto, o artista plástico contou que em certa ocasião decidiu seguir uma senhora que recolhia latas e as vendia num ferro velho. Durante uma semana, observou que ela vendia os objetos e, com o dinheiro, ia até um açougue comprar pé de galinha. Num desses dias, Luiz abordou a senhora e explicou que trabalhava com oficina de reciclagem. O artista aproveitou o momento para convidá-la a participar do projeto, porém ela não demonstrou interesse. Um tempo depois, a mesma senhora procurou Luiz para aprender o ofício. O resultado o surpreendeu: num certo dia, ela o chamou até sua casa e mostrou que com a confecção e venda dos objetos conseguiu comprar uma televisão à vista.

O artista plástico trabalha há 10 anos reciclando alumínio e há 2 anos tem a parceria da Coca-Cola na campanha “Reciclar também é gerar renda”. Com o apoio da empresa, Luiz conseguiu realizar seu sonho de abrir a ONG Ecolata. A entidade atende a vários públicos, e o enfoque principal deste trabalho se detém à terapia ocupacional, com ênfase aos deficientes físicos. Aos que portam o mal de Parkinson é oferecida a possibilidade de desenvolver melhor a coordenação motora durante o aprendizado. Na ONG, cerca de 800 pessoas participam das oficinas. “Nenhum deles ganha menos de R$40,00 por dia”, explica Luiz.

No domingo, dois de novembro, o artista ministrou uma oficina de reciclagem com latas de alumínio em um estande da Feisma.

 
Fotos:  Gabriela Perufo

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FeismaBrinquedos, enfeites e bijuterias. Ao passar pelas exposições da Feisma, o visitante se depara com esses produtos em diversos estandes, porém em um deles existe uma peculiaridade: os objetos são feitos de alumínio reciclado. A matéria-prima vem das latas de refrigerante e de cerveja coletadas por catadores e por associações de reciclagem.
Segundo o artista plástico carioca Sérgio Luiz, a transformação de material reciclável em pequenos objetos começou com uma brincadeira. Tudo iniciou quando percebeu que sua mãe consumia cerveja e acumulava as latas de alumínio em casa. O primeiro objeto que construiu foi uma panela de pressão de brinquedo. A partir disso, Luiz se interessou pela produção e usou a criatividade para desenvolver novos materiais. Ele comenta que tinha o direito de ensinar os catadores e outras pessoas que trabalham com a reciclagem. “Quero transmitir esse conhecimento para que essas pessoas possam ter uma profissão, a de artesão”, explica. Com a vontade de ensinar, Luiz montou uma oficina de reciclagem e, através de um convite, várias pessoas aceitaram participar do projeto. Ele oferecia o material para a prática e o almoço para os aprendizes. Luiz explica que os objetos possuem um valor agregado, além da educação ambiental e da preocupação com o futuro do planeta.

FeismaPara demonstrar a importância do projeto, o artista plástico contou que em certa ocasião decidiu seguir uma senhora que recolhia latas e as vendia num ferro velho. Durante uma semana, observou que ela vendia os objetos e, com o dinheiro, ia até um açougue comprar pé de galinha. Num desses dias, Luiz abordou a senhora e explicou que trabalhava com oficina de reciclagem. O artista aproveitou o momento para convidá-la a participar do projeto, porém ela não demonstrou interesse. Um tempo depois, a mesma senhora procurou Luiz para aprender o ofício. O resultado o surpreendeu: num certo dia, ela o chamou até sua casa e mostrou que com a confecção e venda dos objetos conseguiu comprar uma televisão à vista.

O artista plástico trabalha há 10 anos reciclando alumínio e há 2 anos tem a parceria da Coca-Cola na campanha “Reciclar também é gerar renda”. Com o apoio da empresa, Luiz conseguiu realizar seu sonho de abrir a ONG Ecolata. A entidade atende a vários públicos, e o enfoque principal deste trabalho se detém à terapia ocupacional, com ênfase aos deficientes físicos. Aos que portam o mal de Parkinson é oferecida a possibilidade de desenvolver melhor a coordenação motora durante o aprendizado. Na ONG, cerca de 800 pessoas participam das oficinas. “Nenhum deles ganha menos de R$40,00 por dia”, explica Luiz.

No domingo, dois de novembro, o artista ministrou uma oficina de reciclagem com latas de alumínio em um estande da Feisma.

 
Fotos:  Gabriela Perufo