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Liberte-se do fumo

 Você está preso ao vício do cigarro? Preocupada com a saúde de seus alunos e funcionários, a Unifra lança a campanha Liberte-se. Com outdoor e banners, a campanha pretende incentivá-los a parar de fumar e evitar adesão de novos fumantes.

Elaborada pela Gema -Agência Experimental de Propaganda- a campanha foi encomendada pela reitora Irani Rupolo, para conscientizar e reduzir o consumo do cigarro. A orientadora de criação da Gema, Janea Kessler, conta que a reitora estava preocupada com a quantidade de alunos e professores fumantes.

O tema Liberte-se foi desenvolvido a partir da idéia de que o cigarro controla e o fumante perde sua liberdade: “Ele está privado de lugares para fumar, alguns alunos até saem da aula para fumar, ser fumante traz limitações”, explica Janea (foto à direita).

 

A professora Irani Rupolo conta que a idéia da campanha não é recente. Faz algum tempo que pensa sobre o assunto. Até já havia sido feito algo, há alguns anos atrás, mas com cartazes e adesivos, “não organizado como hoje”.

Foi no início do ano, ao conversar com algumas professoras, que a profª Irani questionou a possibilidade de produzir um material de conscientização para o não uso do cigarro. “Houve uma época em que parecia que o consumo do cigarro tinha diminuído. Hoje parece que voltaram a fumar cada vez mais. As pessoas não se preocupam. O cigarro não deixa de ser uma droga”, afirma ela.
 

 A campanha é para toda Unifra e deve se transformar em projeto: “Uma campanha tem que ser contínua, senão passa. Deve estimular a reflexão das pessoas”, diz a publicitária e profª Janea. Satisfeita com o produto da campanha, a reitora também defende sua continuidade, mas diz que depende da aceitação. Para isso, a campanha vai ser associada a um grupo de pesquisa para fazer a avaliação.
Há novas possibilidades de desenvolver a idéia, já que a Unifra oferece diversos cursos, pode haver acompanhamento no futuro. Irmã Irani explica que “a maior dificuldade do fumante que deseja parar de fumar é a recaída. Mas o melhor é a prevenção. Deve ter acompanhamento na saúde para quem parou. A campanha é um alerta. A medicina é curativa e a cultura preventiva. A campanha é cultural, mas educativa”.

 

Quem não fuma torna-se fumante passivo em muitos ambientes. Além da fumaça, o cigarro deixa cheiro nas pessoas e muitas não se dão por conta, nem do cheiro nem do mal que causa para o organismo. Por enjoar do cheiro, Ananda Simon, 24 anos, conta que conseguiu parar de fumar. Ela começou ‘de bobeira’ com os amigos aos 19 anos e há poucos meses conseguiu abandonar o vício.

 

A estudante Ana da Cruz, 19 anos, iniciou a fumar com 14 anos, com amigos. Ana conta que fuma, em média, uma carteira a cada três dias: “Já fiquei três meses sem fumar, quem sabe um dia eu pare. Achei legal a campanha, mas cada um sabe o que faz”.

O estudante Cristiano Zanferrari, 30 anos, diz que começou fumar com a influência dos amigos, há dez anos. Ele já tentou parar e conseguiu ficar dois meses sem fumar, mas voltou.

 O estudante Muriel Dini (foto ao lado), 23 anos, começou a fumar há cinco anos. Chegou a tomar remédio para tentar parar de fumar porque estava fazendo mal, estava sem fôlego. Mas não demorou muito e reiniciou o consumo. 

A estudante Pamela Colpo, 20 anos, também já tentou para de fumar. Mas, diz que só fuma quando bebe ou está nervosa. Para ela, “Quem é viciado não dá bola para as campanhas. As pessoas param de fumar porque estão doentes ou alguém que gosta está doente”.

 Acadêmica de Fisioterapia, Fernanda Vieira Corá (foto ao lado), 20 anos, diz que começou a fumar aos 15 anos com a ‘galera’: “Nunca tentei parar, mas tenho vontade. O cigarro faz mal, curso área da saúde, eu sei disso”.

A estudante Lilian Peres, 18 anos, diz que tentou parar de fumar quando teve um problema sério na garganta, mas ao melhorar voltou a fumar. Já a estudante Ticiana Pereira, 27 anos, afirma que só fuma esporadicamente, quando bebe.

Fotos: Carolina Moro (Laboratório de Fotografia e Memória)

 

 

 

 

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 Você está preso ao vício do cigarro? Preocupada com a saúde de seus alunos e funcionários, a Unifra lança a campanha Liberte-se. Com outdoor e banners, a campanha pretende incentivá-los a parar de fumar e evitar adesão de novos fumantes.

Elaborada pela Gema -Agência Experimental de Propaganda- a campanha foi encomendada pela reitora Irani Rupolo, para conscientizar e reduzir o consumo do cigarro. A orientadora de criação da Gema, Janea Kessler, conta que a reitora estava preocupada com a quantidade de alunos e professores fumantes.

O tema Liberte-se foi desenvolvido a partir da idéia de que o cigarro controla e o fumante perde sua liberdade: “Ele está privado de lugares para fumar, alguns alunos até saem da aula para fumar, ser fumante traz limitações”, explica Janea (foto à direita).

 

A professora Irani Rupolo conta que a idéia da campanha não é recente. Faz algum tempo que pensa sobre o assunto. Até já havia sido feito algo, há alguns anos atrás, mas com cartazes e adesivos, “não organizado como hoje”.

Foi no início do ano, ao conversar com algumas professoras, que a profª Irani questionou a possibilidade de produzir um material de conscientização para o não uso do cigarro. “Houve uma época em que parecia que o consumo do cigarro tinha diminuído. Hoje parece que voltaram a fumar cada vez mais. As pessoas não se preocupam. O cigarro não deixa de ser uma droga”, afirma ela.
 

 A campanha é para toda Unifra e deve se transformar em projeto: “Uma campanha tem que ser contínua, senão passa. Deve estimular a reflexão das pessoas”, diz a publicitária e profª Janea. Satisfeita com o produto da campanha, a reitora também defende sua continuidade, mas diz que depende da aceitação. Para isso, a campanha vai ser associada a um grupo de pesquisa para fazer a avaliação.
Há novas possibilidades de desenvolver a idéia, já que a Unifra oferece diversos cursos, pode haver acompanhamento no futuro. Irmã Irani explica que “a maior dificuldade do fumante que deseja parar de fumar é a recaída. Mas o melhor é a prevenção. Deve ter acompanhamento na saúde para quem parou. A campanha é um alerta. A medicina é curativa e a cultura preventiva. A campanha é cultural, mas educativa”.

 

Quem não fuma torna-se fumante passivo em muitos ambientes. Além da fumaça, o cigarro deixa cheiro nas pessoas e muitas não se dão por conta, nem do cheiro nem do mal que causa para o organismo. Por enjoar do cheiro, Ananda Simon, 24 anos, conta que conseguiu parar de fumar. Ela começou ‘de bobeira’ com os amigos aos 19 anos e há poucos meses conseguiu abandonar o vício.

 

A estudante Ana da Cruz, 19 anos, iniciou a fumar com 14 anos, com amigos. Ana conta que fuma, em média, uma carteira a cada três dias: “Já fiquei três meses sem fumar, quem sabe um dia eu pare. Achei legal a campanha, mas cada um sabe o que faz”.

O estudante Cristiano Zanferrari, 30 anos, diz que começou fumar com a influência dos amigos, há dez anos. Ele já tentou parar e conseguiu ficar dois meses sem fumar, mas voltou.

 O estudante Muriel Dini (foto ao lado), 23 anos, começou a fumar há cinco anos. Chegou a tomar remédio para tentar parar de fumar porque estava fazendo mal, estava sem fôlego. Mas não demorou muito e reiniciou o consumo. 

A estudante Pamela Colpo, 20 anos, também já tentou para de fumar. Mas, diz que só fuma quando bebe ou está nervosa. Para ela, “Quem é viciado não dá bola para as campanhas. As pessoas param de fumar porque estão doentes ou alguém que gosta está doente”.

 Acadêmica de Fisioterapia, Fernanda Vieira Corá (foto ao lado), 20 anos, diz que começou a fumar aos 15 anos com a ‘galera’: “Nunca tentei parar, mas tenho vontade. O cigarro faz mal, curso área da saúde, eu sei disso”.

A estudante Lilian Peres, 18 anos, diz que tentou parar de fumar quando teve um problema sério na garganta, mas ao melhorar voltou a fumar. Já a estudante Ticiana Pereira, 27 anos, afirma que só fuma esporadicamente, quando bebe.

Fotos: Carolina Moro (Laboratório de Fotografia e Memória)