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Peneiras kaingang resgatam tradições indígenas

A técnica de trançados Kaingang ganha uma nova contextualização para resgatar as tradições indígenas. A exposição Poética dos Trançados está visitando Santa Maria até o dia 11 de julho. Ambientada com peneiras, imagens, luz e som, o universo estético-simbólico traz obras que representam o sol e a lua, elementos valorizados pela cultura indígena.

 

 

 

O projeto, acompanhado pela artista plástica Ana Norogrando e uma equipe de artistas, conta com a participação dos Kaingang de doze terras e comunidade indígenas (TIs|CIs). As peneiras foram produzidas pelos artesãos em diversos tamanhos, com a técnica tradicional. Nas obras foram empregados símbolos da sua cultura. O sol é chamado de Kamé e a lua Kainru Kré. “…Velhos índios kaingang contam que no início dos tempos eram dois sóis Kamé. Então um deles se perdeu na sua intensidade luminosa para se tornar o astro da noite e se chamou de Kainru-kré.” A explicação exposta no mural logo na entrada da exposição deixa claro que existem duas sociedades que se complementam. As peneiras com trançados abertos representam Kamé, o sol que ilumina. Kainru kré é representada nos objetos com trançado fechado, a lua na escuridão.  

 

 Estima-se hoje uma população kaingang de 25.875 pessoas vivendo em 32 Terras Indígenas (Funasa, 2003). No entanto, verifica-se a presença de famílias vivendo nas zonas urbanas e rurais próximas às Terras Indígenas. Na grande Porto Alegre surgiram três grupos kaingang que passaram a viver na cidade e um já conseguiu local para construir a aldeia. Na zona rural a presença kaingang se dá por unidades familiares ou individualmente, que, pela impossibilidade (econômica ou política) de viverem nas TIs, passaram a viver como trabalhadores não qualificados em fazendas e sítios das regiões próximas às aldeias. Se computadas todas essas famílias, o contingente populacional kaingang poderá chegar a 30 mil.

Poética dos Trançados – Kaingang

Local: sala de exposições da UNIFRA – prédio 14, conjunto III, rua Silva Jardim nº 1175.


Fotos: Vinícius Freitas – Núcleo de Fotografia e Memória

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A técnica de trançados Kaingang ganha uma nova contextualização para resgatar as tradições indígenas. A exposição Poética dos Trançados está visitando Santa Maria até o dia 11 de julho. Ambientada com peneiras, imagens, luz e som, o universo estético-simbólico traz obras que representam o sol e a lua, elementos valorizados pela cultura indígena.

 

 

 

O projeto, acompanhado pela artista plástica Ana Norogrando e uma equipe de artistas, conta com a participação dos Kaingang de doze terras e comunidade indígenas (TIs|CIs). As peneiras foram produzidas pelos artesãos em diversos tamanhos, com a técnica tradicional. Nas obras foram empregados símbolos da sua cultura. O sol é chamado de Kamé e a lua Kainru Kré. “…Velhos índios kaingang contam que no início dos tempos eram dois sóis Kamé. Então um deles se perdeu na sua intensidade luminosa para se tornar o astro da noite e se chamou de Kainru-kré.” A explicação exposta no mural logo na entrada da exposição deixa claro que existem duas sociedades que se complementam. As peneiras com trançados abertos representam Kamé, o sol que ilumina. Kainru kré é representada nos objetos com trançado fechado, a lua na escuridão.  

 

 Estima-se hoje uma população kaingang de 25.875 pessoas vivendo em 32 Terras Indígenas (Funasa, 2003). No entanto, verifica-se a presença de famílias vivendo nas zonas urbanas e rurais próximas às Terras Indígenas. Na grande Porto Alegre surgiram três grupos kaingang que passaram a viver na cidade e um já conseguiu local para construir a aldeia. Na zona rural a presença kaingang se dá por unidades familiares ou individualmente, que, pela impossibilidade (econômica ou política) de viverem nas TIs, passaram a viver como trabalhadores não qualificados em fazendas e sítios das regiões próximas às aldeias. Se computadas todas essas famílias, o contingente populacional kaingang poderá chegar a 30 mil.

Poética dos Trançados – Kaingang

Local: sala de exposições da UNIFRA – prédio 14, conjunto III, rua Silva Jardim nº 1175.


Fotos: Vinícius Freitas – Núcleo de Fotografia e Memória