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Santa Maria, RS, Brazil

Responsabilidade social de uma empresa, case Natura

Desde sua fundação, a empresa de cosméticos Natura tem como estratégia fazer vendas diretas, baseadas nas relações humanas. Fundada em 1969, a Natura cresceu 35 vezes até os anos 80. Na década de 90, inicia a idéia de desenvolvimento sustentável e compromisso social como base. O case Natura foi apresentado aos participantes do  VI Fórum de Comunicação da Unifra na manhã desta quarta-feira.

 

Para a gerente de projetos da Natura, Cláudia Nóbrega, uma empresa deve buscar aperfeiçoamento, qualidade das relações, ter comprometimento empresarial ético, produtos inovadores, sem perder a qualidade. E na Natura, crenças sem conceitos não fazem parte dos produtos, segundo ela.

 

A empresa possui programas como Carbono Neutro, que visa eliminar os poluentes. Em seus compostos, utiliza produtos orgânicos e vegetais. Os negócios são voltados para sustentabilidade, assim a empresa busca resultado econômico, social e ambiental.

 

 A filosofia da empresa é desenvolver produtos para o bem-estar, na relação harmoniosa individual, e estar bem, nas relações com os outros e com o mundo. Em média, é lançado um produto a cada dois dias e meio. São investidos 3,5% do lucro anual em inovações. Porém, há um conflito com os consumidores. Inovar pode implicar em tirar de linha um produto a que está acostumado. 

Existem algumas limitações que podem fazer um produto sair de linha. Por exemplo, o fim da matéria-prima, como aconteceu com a linha Pitanga, que não está mais em catálogo; ou mesmo proibição da comercialização, rejeição e algumas tendências de moda.

Segundo a estudande de Publicidade e Propaganda, Cristiane Fabian, a Natura é um bom exemplo para o Fórum que trata de responsabilidade social. "As empresas, hoje, apelam para mostrar e dizer que têm responsabilidade social. O que não acontece na  Natura, que desde o início teve preocupação ambiental. Além do trabalho nas comunidades, uso de produtos brasileiros, até o fato de cancelar um produto por ser contra a ‘ideologia’. São raras as empresas que fariam essa opção".

A Natura tem o maior centro de pesquisa e de desenvolvimento da América Latina, em parceria com algumas universidades. Os testes para produtos não são utilizam animais. Na fase final,  voluntários experimentam.

Um desafio futuro é recolher as embalagens utilizadas, mesmo as de refil, que a empresa foi a pioneira em implantar. Para famílias e comunidades onde são cultivadas as matérias-primas, há incentivo à educação e cuidados com a natureza.

 Fotos: Gabriela Perufo e Vinícius Freitas (Laboratório de Fotografia e Memória)

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Desde sua fundação, a empresa de cosméticos Natura tem como estratégia fazer vendas diretas, baseadas nas relações humanas. Fundada em 1969, a Natura cresceu 35 vezes até os anos 80. Na década de 90, inicia a idéia de desenvolvimento sustentável e compromisso social como base. O case Natura foi apresentado aos participantes do  VI Fórum de Comunicação da Unifra na manhã desta quarta-feira.

 

Para a gerente de projetos da Natura, Cláudia Nóbrega, uma empresa deve buscar aperfeiçoamento, qualidade das relações, ter comprometimento empresarial ético, produtos inovadores, sem perder a qualidade. E na Natura, crenças sem conceitos não fazem parte dos produtos, segundo ela.

 

A empresa possui programas como Carbono Neutro, que visa eliminar os poluentes. Em seus compostos, utiliza produtos orgânicos e vegetais. Os negócios são voltados para sustentabilidade, assim a empresa busca resultado econômico, social e ambiental.

 

 A filosofia da empresa é desenvolver produtos para o bem-estar, na relação harmoniosa individual, e estar bem, nas relações com os outros e com o mundo. Em média, é lançado um produto a cada dois dias e meio. São investidos 3,5% do lucro anual em inovações. Porém, há um conflito com os consumidores. Inovar pode implicar em tirar de linha um produto a que está acostumado. 

Existem algumas limitações que podem fazer um produto sair de linha. Por exemplo, o fim da matéria-prima, como aconteceu com a linha Pitanga, que não está mais em catálogo; ou mesmo proibição da comercialização, rejeição e algumas tendências de moda.

Segundo a estudande de Publicidade e Propaganda, Cristiane Fabian, a Natura é um bom exemplo para o Fórum que trata de responsabilidade social. "As empresas, hoje, apelam para mostrar e dizer que têm responsabilidade social. O que não acontece na  Natura, que desde o início teve preocupação ambiental. Além do trabalho nas comunidades, uso de produtos brasileiros, até o fato de cancelar um produto por ser contra a ‘ideologia’. São raras as empresas que fariam essa opção".

A Natura tem o maior centro de pesquisa e de desenvolvimento da América Latina, em parceria com algumas universidades. Os testes para produtos não são utilizam animais. Na fase final,  voluntários experimentam.

Um desafio futuro é recolher as embalagens utilizadas, mesmo as de refil, que a empresa foi a pioneira em implantar. Para famílias e comunidades onde são cultivadas as matérias-primas, há incentivo à educação e cuidados com a natureza.

 Fotos: Gabriela Perufo e Vinícius Freitas (Laboratório de Fotografia e Memória)