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Seminário encerra Mostra Cultural Futura

A Mostra Cultural Futura “Por que democracia” encerrou sua participação no Santa Maria Vídeo e Cinema com o seminário: “Cultura audiovisual, cidadania e transformação social”. Os palestrantes foram os cineastas Buca Dantas, Valter Filé e o homenageado nacional do festival, Giba Assis Brasil.

Durante o SMVC a Mostra Cultural apresentou filmes na Cesma, nas tardes de segunda a quinta e, na sexta-feira, o seminário. Na palestra, os cineastas resumiram suas trajetórias. Buca Dantas, do Rio Grande do Norte, hoje trabalha no Cinema Processo, criado em 2006. Sua carreira no áudiovisual começou na década de 90, quando criou com mais cinco colegas a TV Garrancho. O grupo viajou pelo nordeste para fazer documentários. Depois cada um seguiu seu caminho e Buca, o jornalismo. Trabalhou na TV Globo, mas confessa gostar mais de cinema: “Já fiz um curta-metragem que custou R$ 15,00”. Segundo ele, o Cinema Processo é um provocador de discussão entre realizadores, meios de divulgação e receptores.

 

Na década de 80 foi o cineasta Valter Filé  que começou a produzir audiovisual com a TV Machamboa, na Baixada Fluminense. No jornalismo, hoje, trabalha com resgate histórico do samba carioca e como professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
 
 
Giba Assis Brasil começou com as produções cinematográficas no fim dos anos 80. Época em que produziu, com Nelson Nadotti, seu primeiro longa-metragem, “Deu pra ti anos 70”, ainda em Super-8, com a Cooperativa Casa de Cinema. O montador de filmes preferido de Jorge Furtado, com quem trabalha há quase 30 anos, é o Homenageado Nacional do SMVC desse ano. 

 

Foi com o filme “Ilha das Flores” que a Cooperativa se transformou na Produtora Casa de Cinema: “Foi após a exibição do filme no festival de Berlim que obtivemos reconhecimento”, conta Giba. A Casa de Cinema produziu o especial para a Rede Globo “Comer, amar e morrer”, que será exibido em dezembro. Além disso, estão em fase final do filme “Antes que o mundo acabe”, de Ana Azevedo.

 

O cineasta comentou sobre a popularização das câmeras: “É fundamental porque facilita a produção de qualquer lugar, mas não pode esquecer que cinema é produção em equipe. Teremos boas e nem tão boas produções”.

 

Os filmes brasileiros têm investimento, “mas são pouco assistidos, vivemos o impasse da distribuição”, lamenta Giba. “A mudança da cultura faz com que as pessoas vão menos ao cinema também”, complementa.

 

A mostra de documentários e o seminário foram trazidos ao festival em parceria com o Canal Futura . Encabeçada pela BBC de Londres, a idéia do intitulado Why Democracy? (Por que Democracia?) é reunir emissoras de televisão de todo o mundo para transmitir documentários e então discutir em cadeia global um tema bastante complexo: a democracia. 

 

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A Mostra Cultural Futura “Por que democracia” encerrou sua participação no Santa Maria Vídeo e Cinema com o seminário: “Cultura audiovisual, cidadania e transformação social”. Os palestrantes foram os cineastas Buca Dantas, Valter Filé e o homenageado nacional do festival, Giba Assis Brasil.

Durante o SMVC a Mostra Cultural apresentou filmes na Cesma, nas tardes de segunda a quinta e, na sexta-feira, o seminário. Na palestra, os cineastas resumiram suas trajetórias. Buca Dantas, do Rio Grande do Norte, hoje trabalha no Cinema Processo, criado em 2006. Sua carreira no áudiovisual começou na década de 90, quando criou com mais cinco colegas a TV Garrancho. O grupo viajou pelo nordeste para fazer documentários. Depois cada um seguiu seu caminho e Buca, o jornalismo. Trabalhou na TV Globo, mas confessa gostar mais de cinema: “Já fiz um curta-metragem que custou R$ 15,00”. Segundo ele, o Cinema Processo é um provocador de discussão entre realizadores, meios de divulgação e receptores.

 

Na década de 80 foi o cineasta Valter Filé  que começou a produzir audiovisual com a TV Machamboa, na Baixada Fluminense. No jornalismo, hoje, trabalha com resgate histórico do samba carioca e como professor na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro.
 
 
Giba Assis Brasil começou com as produções cinematográficas no fim dos anos 80. Época em que produziu, com Nelson Nadotti, seu primeiro longa-metragem, “Deu pra ti anos 70”, ainda em Super-8, com a Cooperativa Casa de Cinema. O montador de filmes preferido de Jorge Furtado, com quem trabalha há quase 30 anos, é o Homenageado Nacional do SMVC desse ano. 

 

Foi com o filme “Ilha das Flores” que a Cooperativa se transformou na Produtora Casa de Cinema: “Foi após a exibição do filme no festival de Berlim que obtivemos reconhecimento”, conta Giba. A Casa de Cinema produziu o especial para a Rede Globo “Comer, amar e morrer”, que será exibido em dezembro. Além disso, estão em fase final do filme “Antes que o mundo acabe”, de Ana Azevedo.

 

O cineasta comentou sobre a popularização das câmeras: “É fundamental porque facilita a produção de qualquer lugar, mas não pode esquecer que cinema é produção em equipe. Teremos boas e nem tão boas produções”.

 

Os filmes brasileiros têm investimento, “mas são pouco assistidos, vivemos o impasse da distribuição”, lamenta Giba. “A mudança da cultura faz com que as pessoas vão menos ao cinema também”, complementa.

 

A mostra de documentários e o seminário foram trazidos ao festival em parceria com o Canal Futura . Encabeçada pela BBC de Londres, a idéia do intitulado Why Democracy? (Por que Democracia?) é reunir emissoras de televisão de todo o mundo para transmitir documentários e então discutir em cadeia global um tema bastante complexo: a democracia.