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Santa Maria, RS, Brazil

A Revolução pela Arte

Uma das atividades do Seminário 50 anos de Revolução – arte revolucionária, na CESMA, foi a exibição do filme Memórias do subdesenvolvimento,
do diretor Tomás Gutiérrez Alea, na quarta-feira.

A artista plástica cubana Adela Hilda Figueroa
Gutiérrez debateu com o público presente a necessidade do fim
do embargo econômico ao seu país e outras questões relativas à Revolução
Cubana. Adela vem ao Brasil pela segunda vez através do Instituto Cubano de
Amizade entre os Povos (ICAP).

Com apenas 11 anos,
a artista já estava vinculada à Revolução Cubana. Seu pai foi quem a ensinou a amar
o país e a não deixá-lo, como fez grande parte do povo. Quem saía do país falava
que a guerra iria acabar logo: “Eles diziam, isso não vai durar five minutes.
Mas erraram, a revolução já durou 50 anos”, salienta Adela.

Ainda sobre Cuba, a
artista contou como é o desenvolvimento da cultura de seu país. “Cuba está
cheia de galerias de arte. Todas as cidades têm casa de cultura. Não há ordens para fazer isso ou aquilo no meu país, nós
somos livres para criar”, diz Adela.

A cubana teve o
primeiro contato com as artes plásticas ainda no meio acadêmico, em 1967. Em
68, descobriu como ajudar as pessoas através da expressão artística. Uma das
atividades realizadas por Adela é visitar  Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) 
de diferentes países. “Aqui no Brasil tem sido maravilhoso o trabalho com o CAPS. A experiência com o CAPS é forte porque é muito triste. Hoje mesmo, tive
contato com um grupo de meninos entre 11 e 18 anos que haviam sido viciados em
crack e que estão se recuperando. Então, se encontra nos CAPS o mais doloroso
da sociedade. E eu levo aos meninos um pouquinho de expressão do que não podiam
dizer em suas casas, seus bairros, através da arte plástica. É muito
reconfortante e eu fui recebida de uma maneira incrível. Em tão pouco tempo se
estabeleceu um nexo de amor entre nós”, comenta Adela.

O principal
material usado pela cubana para levar essa expressão artística é o couro. Os
temas mais comuns em suas obras são: a segunda guerra mundial, a ecologia, o
paisagismo de Cuba e o anti-elitismo. Adela afirma que vai levar muito
aprendizado do Brasil: “Como artista levo todo o contato aqui com outras
pessoas criadoras plásticas maravilhosas, ou seja, do ponto de vista
profissional o contato foi muito bom”. 
Do ponto de vista humano são tão parecidos aos cubanos, que eu não
sei;  eu vou com todo esse amor na mala.
Não me sinto fora de casa. São tão doces, 
pessoas maravilhosas com um recebimento incrível”, conclui Adela.

A programação completa do Seminário sobre a Revolução Cubana pode ser conferida aqui.

Fotos 1 e 2: Augusto Coelho (Laboratório de Fotografia e Memória).

Foto 3: Arquivo da internet.

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Uma das atividades do Seminário 50 anos de Revolução – arte revolucionária, na CESMA, foi a exibição do filme Memórias do subdesenvolvimento,
do diretor Tomás Gutiérrez Alea, na quarta-feira.

A artista plástica cubana Adela Hilda Figueroa
Gutiérrez debateu com o público presente a necessidade do fim
do embargo econômico ao seu país e outras questões relativas à Revolução
Cubana. Adela vem ao Brasil pela segunda vez através do Instituto Cubano de
Amizade entre os Povos (ICAP).

Com apenas 11 anos,
a artista já estava vinculada à Revolução Cubana. Seu pai foi quem a ensinou a amar
o país e a não deixá-lo, como fez grande parte do povo. Quem saía do país falava
que a guerra iria acabar logo: “Eles diziam, isso não vai durar five minutes.
Mas erraram, a revolução já durou 50 anos”, salienta Adela.

Ainda sobre Cuba, a
artista contou como é o desenvolvimento da cultura de seu país. “Cuba está
cheia de galerias de arte. Todas as cidades têm casa de cultura. Não há ordens para fazer isso ou aquilo no meu país, nós
somos livres para criar”, diz Adela.

A cubana teve o
primeiro contato com as artes plásticas ainda no meio acadêmico, em 1967. Em
68, descobriu como ajudar as pessoas através da expressão artística. Uma das
atividades realizadas por Adela é visitar  Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) 
de diferentes países. “Aqui no Brasil tem sido maravilhoso o trabalho com o CAPS. A experiência com o CAPS é forte porque é muito triste. Hoje mesmo, tive
contato com um grupo de meninos entre 11 e 18 anos que haviam sido viciados em
crack e que estão se recuperando. Então, se encontra nos CAPS o mais doloroso
da sociedade. E eu levo aos meninos um pouquinho de expressão do que não podiam
dizer em suas casas, seus bairros, através da arte plástica. É muito
reconfortante e eu fui recebida de uma maneira incrível. Em tão pouco tempo se
estabeleceu um nexo de amor entre nós”, comenta Adela.

O principal
material usado pela cubana para levar essa expressão artística é o couro. Os
temas mais comuns em suas obras são: a segunda guerra mundial, a ecologia, o
paisagismo de Cuba e o anti-elitismo. Adela afirma que vai levar muito
aprendizado do Brasil: “Como artista levo todo o contato aqui com outras
pessoas criadoras plásticas maravilhosas, ou seja, do ponto de vista
profissional o contato foi muito bom”. 
Do ponto de vista humano são tão parecidos aos cubanos, que eu não
sei;  eu vou com todo esse amor na mala.
Não me sinto fora de casa. São tão doces, 
pessoas maravilhosas com um recebimento incrível”, conclui Adela.

A programação completa do Seminário sobre a Revolução Cubana pode ser conferida aqui.

Fotos 1 e 2: Augusto Coelho (Laboratório de Fotografia e Memória).

Foto 3: Arquivo da internet.