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Alguém ainda lembra que é Dia do Índio?

 Não se pode fechar os olhos para os problemas que estão ao nosso lado, se perante a lei somos todos iguais. Neste domingo, 19 de abril, alguém ainda lembra que é Dia do Índio?

 

 

 

 

 

 

“Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo muitas coisas pequenas, mudarão a face da terra”. Foi  com esse provérbio que a irmã Lourdes Dill, coordenadora geral do projeto Esperança/Cooesperança deu início às atividades no espaço Dom Ivo Lorscheiter, neste sábado que antecede o 19 de abril.

 

 

 

 

 O projeto Esperança/Cooesperança é um setor social da diocese de Santa Maria, ligado à Caritas e ao Banco da Esperança, que está em prática há 22 anos, visando a inclusão de todos os povos excluídos, seja financeira ou socialmente. Irmã Lourdes, diz que o objetivo do projeto é ajudar essas pessoas a se organizarem de forma pequena e associativa, incentivando-as a prover seu próprio sustento, confeccionando produtos artesanais ou rurais para ajudar nas despesas de seus lares.
 

 A união faz a força

Nesta mesma linha de solidariedade ao próximo, porém sem nenhum vínculo político/religioso, surgiu o projeto Onça, com uma proposta que visa melhorar, ou pelo menos tornar mais fácil, a vida dos índios que residem na nossa cidade. Projetos distintos que tiveram seus objetivos interligados, o que acabou somando forças, pois o projeto Onça necessitava de um espaço para uma maior divulgação e o projeto Esperança tinha o espaço necessário para que isto acontecesse. Assim, o feirão colonial deste mês optou por uma data estratégica – 18 e 19 de abril – para que, em parceria com o projeto Onça, pudessem divulgar o Dia do Índio e expandir o projeto Onça.

 

O Projeto Onça iniciou no dia 19 de abril do ano passado. Um grupo de amigas resolveu montar um brechó solidário para arrecadar alimentos para os índios. Quem doasse um quilo de alimento, tinha direito a escolher algum produto do brechó. A idéia deu certo, mas as amigas não acharam o bastante, queriam mais.  Procuraram somar forças, conquistando parceiros e parceiras. E conseguiram. Deu tudo tão certo, que neste domingo, 19 de abril, no Dia do Índio, o projeto faz um ano.

 

Por quê do nome “Projeto Onça”

 

Por ser a onça um animal quase extinto, assim como as culturas e histórias dos povos indígenas que estão se perdendo, não só pela falta de terra para produzir, mas pela falta de consciência da sociedade, que parece indiferente aos problemas que os rodeiam.

 

 Lídia Leão, uma das voluntárias e organizadoras do projeto, fala da necessidade da união: “toda sociedade quer ajudar de alguma forma, mas colocar em seus cestinhos uma moedinha no dia de hoje para minimizar a consciência, não dá”. Para ela é necessário essa integração entre as pessoas. E o espaço da feira é uma boa oportunidade para que isso aconteça. A voluntária questiona sobre os índios estarem vivendo fora de seus costumes, devido a essas ajudas que recebem. Lídia diz saber que não é o certo, que o ideal seria que os índios pudessem viver de acordo com seus costumes, mas já que isso não é possível, o projeto é uma tentativa de melhorar esta situação, uma vez que eles nã
o estão lá na feira pedindo, estão expondo seus artesanatos e divulgando sua cultura.   

 

 

 Albino Gimenez, 36 anos, índio guarani do município de Caçapava, da tribo Irapuá, reconhece a necessidade dessa integração, e agradece a quem comparece na feira. Albino tem um grupo musical, formado há cinco  meses, por adultos e crianças que tocam músicas em tupy guarani. Ele diz que é importante que as pessoas conheçam seu trabalho e seus costumes, pois eles procuram mostrar o que realmente são. Uma prova disso são as crianças que só cantam e falam em guarani, e só depois de mais velhos aprendem o português.

 

 

 Até 1973 as leis consideravam os indígenas incapazes de compreender o que é certo e o que é errado. O estatuto do índio prevê alterações, o que lhes equipara aos demais cidadãos brasileiros.

 

O Feirão Colonial funciona todos os sábados no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, na rua Heitor Campos, ao lado do Colégio Irmão José Otão , no bairro Medianeira, em Santa Maria.

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 Não se pode fechar os olhos para os problemas que estão ao nosso lado, se perante a lei somos todos iguais. Neste domingo, 19 de abril, alguém ainda lembra que é Dia do Índio?

 

 

 

 

 

 

“Muita gente pequena, em muitos lugares pequenos, fazendo muitas coisas pequenas, mudarão a face da terra”. Foi  com esse provérbio que a irmã Lourdes Dill, coordenadora geral do projeto Esperança/Cooesperança deu início às atividades no espaço Dom Ivo Lorscheiter, neste sábado que antecede o 19 de abril.

 

 

 

 

 O projeto Esperança/Cooesperança é um setor social da diocese de Santa Maria, ligado à Caritas e ao Banco da Esperança, que está em prática há 22 anos, visando a inclusão de todos os povos excluídos, seja financeira ou socialmente. Irmã Lourdes, diz que o objetivo do projeto é ajudar essas pessoas a se organizarem de forma pequena e associativa, incentivando-as a prover seu próprio sustento, confeccionando produtos artesanais ou rurais para ajudar nas despesas de seus lares.
 

 A união faz a força

Nesta mesma linha de solidariedade ao próximo, porém sem nenhum vínculo político/religioso, surgiu o projeto Onça, com uma proposta que visa melhorar, ou pelo menos tornar mais fácil, a vida dos índios que residem na nossa cidade. Projetos distintos que tiveram seus objetivos interligados, o que acabou somando forças, pois o projeto Onça necessitava de um espaço para uma maior divulgação e o projeto Esperança tinha o espaço necessário para que isto acontecesse. Assim, o feirão colonial deste mês optou por uma data estratégica – 18 e 19 de abril – para que, em parceria com o projeto Onça, pudessem divulgar o Dia do Índio e expandir o projeto Onça.

 

O Projeto Onça iniciou no dia 19 de abril do ano passado. Um grupo de amigas resolveu montar um brechó solidário para arrecadar alimentos para os índios. Quem doasse um quilo de alimento, tinha direito a escolher algum produto do brechó. A idéia deu certo, mas as amigas não acharam o bastante, queriam mais.  Procuraram somar forças, conquistando parceiros e parceiras. E conseguiram. Deu tudo tão certo, que neste domingo, 19 de abril, no Dia do Índio, o projeto faz um ano.

 

Por quê do nome “Projeto Onça”

 

Por ser a onça um animal quase extinto, assim como as culturas e histórias dos povos indígenas que estão se perdendo, não só pela falta de terra para produzir, mas pela falta de consciência da sociedade, que parece indiferente aos problemas que os rodeiam.

 

 Lídia Leão, uma das voluntárias e organizadoras do projeto, fala da necessidade da união: “toda sociedade quer ajudar de alguma forma, mas colocar em seus cestinhos uma moedinha no dia de hoje para minimizar a consciência, não dá”. Para ela é necessário essa integração entre as pessoas. E o espaço da feira é uma boa oportunidade para que isso aconteça. A voluntária questiona sobre os índios estarem vivendo fora de seus costumes, devido a essas ajudas que recebem. Lídia diz saber que não é o certo, que o ideal seria que os índios pudessem viver de acordo com seus costumes, mas já que isso não é possível, o projeto é uma tentativa de melhorar esta situação, uma vez que eles nã
o estão lá na feira pedindo, estão expondo seus artesanatos e divulgando sua cultura.   

 

 

 Albino Gimenez, 36 anos, índio guarani do município de Caçapava, da tribo Irapuá, reconhece a necessidade dessa integração, e agradece a quem comparece na feira. Albino tem um grupo musical, formado há cinco  meses, por adultos e crianças que tocam músicas em tupy guarani. Ele diz que é importante que as pessoas conheçam seu trabalho e seus costumes, pois eles procuram mostrar o que realmente são. Uma prova disso são as crianças que só cantam e falam em guarani, e só depois de mais velhos aprendem o português.

 

 

 Até 1973 as leis consideravam os indígenas incapazes de compreender o que é certo e o que é errado. O estatuto do índio prevê alterações, o que lhes equipara aos demais cidadãos brasileiros.

 

O Feirão Colonial funciona todos os sábados no Centro de Referência de Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, na rua Heitor Campos, ao lado do Colégio Irmão José Otão , no bairro Medianeira, em Santa Maria.