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Santa Maria, RS, Brazil

Apocalipse now

 

Pânico.
Destruição. Caos. Correria. Morte. Quem nunca imaginou como seria o fim do
mundo? Se você é da vertente que pensa no apocalipse como um festival de
desespero e dor, enquanto a Terra sucumbe a infindáveis desastres naturais e
sobrenaturais, não pense que está sozinho. Você compartilha da mesma impressão
que o cineasta alemão Roland Emmerich tem do que seriam os nossos últimos
instantes no planeta. Com 2012, seu
mais novo filme-hecatombe, o diretor extermina a civilização partindo de uma
antiga profecia maia, cujo calendário tem como derradeiro o dia 21 de dezembro
de 2012.
 

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Emmerich
já havia sido responsável pelo fim dos tempos em Independence Day (1996), onde alienígenas invadiam a Terra em uma
missão pouco pacífica, e em O Dia Depois
de Amanhã
(2004), em que acionou o alarme para os efeitos do aquecimento
global. Para o historiador e cinéfilo Alexandre Maccari, obras que atendem ao
subgênero “cinema catástrofe” costumam criar uma situação dúbia. “Por serem
filmes hollywoodianos, geralmente são construídos como um projeto que visa, a
priori
, a necessidade de lucro”, afirma. “Mesmo assim, quando esses filmes
aliam preocupação sócio-política, tendem a serem exemplos que marcam a
cinematografia mundial”.

2012 pode
já ter estreado há mais de uma semana, mas os questionamentos que levanta são
bastante pertinentes: o mundo, de fato, chegará ao fim algum dia? Se chegar, o
que poderíamos fazer para evitar o pior? O planeta já não vem mostrando,
afinal, sinais de desgaste? “O mundo está acabando aos poucos”, refletem as
amigas Rosane Guterres e Giza Finamor ao final de uma sessão do longa-metragem.
Para Rosane, o fato de o filme apresentar o último dia como algo descomunal e
grandioso serve como alerta. “Por mais que seja exagerado, faz pensar em como
somos frágeis, que podemos acabar rapidamente”, analisa. Giza discorda da
visão megalomaníaca do diretor. “O homem está destruindo a Terra e ela já não
produz tanto, mas não acredito que algo vá acontecer como no filme”.

Na
tela, marcos como o Cristo Redentor, a Casa Branca e a Capela Sistina são transformados
em pó, enquanto cientistas procuram entender como a previsão, datada de séculos
atrás, tornou-se bem sucedida. “A tecnologia maia era, sem dúvida, muito
avançada para a época”, afirma Maccari. Apesar disso, o historiador prefere ser
cauteloso em relação a qualquer tipo de presságio. “Tanto os maias quanto
outros pensadores constituíram suposições baseadas em leituras instantâneas e
visões futuristas. E se pensarmos nas chances de concretização dessas
previsões, para os maias, pelo menos, o mundo acabou há um bom tempo”, pensa.

Após
“sobreviver” ao fim dos tempos no cinema, o estudante Márcio Carvalho considera
a possibilidade de buscar um abrigo seguro, caso estejamos com os dias
contados. “No filme é mostrado uma espécie de esconderijo nas montanhas. Não
sei se adiantaria alguma coisa, mas não custa tentar”, diz. Para Giza, os três
anos que estendem-se até 2012 não são suficientes. “Ainda tenho muita coisa
para fazer”, admite.

Não
são poucos os motivos que fazem com que conspirólogos de plantão ganhem cada
vez mais seguidores e adeptos de 2012. Além dos maias, o notório profeta
Nostradamus é outro nome relacionado com frequência a profecias apocalípticas,
ainda que, para muitos pesquisadores, suas previsões remetam a 21 de dezembro
de 2012 não como o fim, mas como o início de uma nova era. “Creio que o mundo
acaba com a morte de cada ser humano”, considera Maccari. “Assim, o mundo
poderá acabar, mas sem profecias que mais servem para alarmar as pessoas do que
para oferecer respostas rápidas para problemas endêmicos como a fome e a
pobreza”.

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Pânico.
Destruição. Caos. Correria. Morte. Quem nunca imaginou como seria o fim do
mundo? Se você é da vertente que pensa no apocalipse como um festival de
desespero e dor, enquanto a Terra sucumbe a infindáveis desastres naturais e
sobrenaturais, não pense que está sozinho. Você compartilha da mesma impressão
que o cineasta alemão Roland Emmerich tem do que seriam os nossos últimos
instantes no planeta. Com 2012, seu
mais novo filme-hecatombe, o diretor extermina a civilização partindo de uma
antiga profecia maia, cujo calendário tem como derradeiro o dia 21 de dezembro
de 2012.
 

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já havia sido responsável pelo fim dos tempos em Independence Day (1996), onde alienígenas invadiam a Terra em uma
missão pouco pacífica, e em O Dia Depois
de Amanhã
(2004), em que acionou o alarme para os efeitos do aquecimento
global. Para o historiador e cinéfilo Alexandre Maccari, obras que atendem ao
subgênero “cinema catástrofe” costumam criar uma situação dúbia. “Por serem
filmes hollywoodianos, geralmente são construídos como um projeto que visa, a
priori
, a necessidade de lucro”, afirma. “Mesmo assim, quando esses filmes
aliam preocupação sócio-política, tendem a serem exemplos que marcam a
cinematografia mundial”.

2012 pode
já ter estreado há mais de uma semana, mas os questionamentos que levanta são
bastante pertinentes: o mundo, de fato, chegará ao fim algum dia? Se chegar, o
que poderíamos fazer para evitar o pior? O planeta já não vem mostrando,
afinal, sinais de desgaste? “O mundo está acabando aos poucos”, refletem as
amigas Rosane Guterres e Giza Finamor ao final de uma sessão do longa-metragem.
Para Rosane, o fato de o filme apresentar o último dia como algo descomunal e
grandioso serve como alerta. “Por mais que seja exagerado, faz pensar em como
somos frágeis, que podemos acabar rapidamente”, analisa. Giza discorda da
visão megalomaníaca do diretor. “O homem está destruindo a Terra e ela já não
produz tanto, mas não acredito que algo vá acontecer como no filme”.

Na
tela, marcos como o Cristo Redentor, a Casa Branca e a Capela Sistina são transformados
em pó, enquanto cientistas procuram entender como a previsão, datada de séculos
atrás, tornou-se bem sucedida. “A tecnologia maia era, sem dúvida, muito
avançada para a época”, afirma Maccari. Apesar disso, o historiador prefere ser
cauteloso em relação a qualquer tipo de presságio. “Tanto os maias quanto
outros pensadores constituíram suposições baseadas em leituras instantâneas e
visões futuristas. E se pensarmos nas chances de concretização dessas
previsões, para os maias, pelo menos, o mundo acabou há um bom tempo”, pensa.

Após
“sobreviver” ao fim dos tempos no cinema, o estudante Márcio Carvalho considera
a possibilidade de buscar um abrigo seguro, caso estejamos com os dias
contados. “No filme é mostrado uma espécie de esconderijo nas montanhas. Não
sei se adiantaria alguma coisa, mas não custa tentar”, diz. Para Giza, os três
anos que estendem-se até 2012 não são suficientes. “Ainda tenho muita coisa
para fazer”, admite.

Não
são poucos os motivos que fazem com que conspirólogos de plantão ganhem cada
vez mais seguidores e adeptos de 2012. Além dos maias, o notório profeta
Nostradamus é outro nome relacionado com frequência a profecias apocalípticas,
ainda que, para muitos pesquisadores, suas previsões remetam a 21 de dezembro
de 2012 não como o fim, mas como o início de uma nova era. “Creio que o mundo
acaba com a morte de cada ser humano”, considera Maccari. “Assim, o mundo
poderá acabar, mas sem profecias que mais servem para alarmar as pessoas do que
para oferecer respostas rápidas para problemas endêmicos como a fome e a
pobreza”.