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Carlos Wagner conta suas aventuras nos 45 anos de ZH

 Na noite de terça-feira, o jornalista Carlos Wagner participou de um bate-papo com profissionais, alunos e professores da Unifra. Antes da conversa, foi exibido um vídeo mostrando a rotina produtiva do jornal Zero Hora, nos seus 45 anos.

 

 

 Wagner, que começou na distribuição de jornais e depois foi para a fabricação das notícias, se considera um repórter bem sucedido. Relatou que o principal para ser um bom repórter é saber apurar, procurar as coisas, saber se adaptar, ter interesse.

Contou diversas de suas aventuras como repórter de Zero Hora. Algumas delas cômicas e outras de cunho bem profundo, como quando investigou sobre a prostituição de índias menores de idade na região de Tenente Portela, RS.

Os alunos do curso de Jornalismo interagiram perguntando sobre sua vida como repórter, dicas de como ser um bom profissional, como ser um repórter investigativo, entre outras curiosidades.

Wagner declarou-se favorável ao diploma de jornalista, pois se ele for extinto, "voltaremos à idade da pedra além de que fazer um jornal não é coisa para amadores". “Tem que ter diploma na mão para se exercer a profissão”, completou. Sobre a Lei de imprensa, declarou: “acho ótima a mudança porque agora podemos ir presos”.

O jornalista detalhou sobre a diferença de investigação e incitação ao crime que é, segundo ele, o que a mídia televisiva faz muito hoje. “Não existe bom jornalismo sem respeito às leis”, acrescentou. Deu o devido destaque à opinião pública, que hoje é o quinto poder no país. Ela participa, manda e-mail, telefona e muitas vezes acaba pautando o repórter sobre fatos que lhe interessam. A mídia hoje é um instrumento da população que alavanca mudanças. “As pessoas compram o jornal porque ele é um meio de protesto e elas querem uma informação de qualidade".

Carlos Wagner é repórter especial do jornal Zero Hora desde 1983. Já ganhou 38 prêmios de jornalismo, entre eles o Prêmio de Reportagem da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em 1992, com a reportagem Meninas Prostitutas, em parceria com o colega Nilson Mariano. Em 2003, venceu o prêmio Embratel de Reportagem Região Sul, com a matéria País-Bandido. Essa reportagem se transformou em um dos seus oito livros publicados.

Fotos: Carolina Moro (Laboratório de Fotografia e Memória) 

 

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 Na noite de terça-feira, o jornalista Carlos Wagner participou de um bate-papo com profissionais, alunos e professores da Unifra. Antes da conversa, foi exibido um vídeo mostrando a rotina produtiva do jornal Zero Hora, nos seus 45 anos.

 

 

 Wagner, que começou na distribuição de jornais e depois foi para a fabricação das notícias, se considera um repórter bem sucedido. Relatou que o principal para ser um bom repórter é saber apurar, procurar as coisas, saber se adaptar, ter interesse.

Contou diversas de suas aventuras como repórter de Zero Hora. Algumas delas cômicas e outras de cunho bem profundo, como quando investigou sobre a prostituição de índias menores de idade na região de Tenente Portela, RS.

Os alunos do curso de Jornalismo interagiram perguntando sobre sua vida como repórter, dicas de como ser um bom profissional, como ser um repórter investigativo, entre outras curiosidades.

Wagner declarou-se favorável ao diploma de jornalista, pois se ele for extinto, "voltaremos à idade da pedra além de que fazer um jornal não é coisa para amadores". “Tem que ter diploma na mão para se exercer a profissão”, completou. Sobre a Lei de imprensa, declarou: “acho ótima a mudança porque agora podemos ir presos”.

O jornalista detalhou sobre a diferença de investigação e incitação ao crime que é, segundo ele, o que a mídia televisiva faz muito hoje. “Não existe bom jornalismo sem respeito às leis”, acrescentou. Deu o devido destaque à opinião pública, que hoje é o quinto poder no país. Ela participa, manda e-mail, telefona e muitas vezes acaba pautando o repórter sobre fatos que lhe interessam. A mídia hoje é um instrumento da população que alavanca mudanças. “As pessoas compram o jornal porque ele é um meio de protesto e elas querem uma informação de qualidade".

Carlos Wagner é repórter especial do jornal Zero Hora desde 1983. Já ganhou 38 prêmios de jornalismo, entre eles o Prêmio de Reportagem da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), em 1992, com a reportagem Meninas Prostitutas, em parceria com o colega Nilson Mariano. Em 2003, venceu o prêmio Embratel de Reportagem Região Sul, com a matéria País-Bandido. Essa reportagem se transformou em um dos seus oito livros publicados.

Fotos: Carolina Moro (Laboratório de Fotografia e Memória)