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Encontro na Famurs debate defesa da volta do diploma de jornalista

Encontro para traçar uma estratégia dos parlamentares gaúchos em relação à aprovação das Propostas de Emenda Constitucional (PEC) para reverter a decisão do STF que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão reuniu, ontem, 17 de agosto, em Porto Alegre, deputados federais, jornalistas, coordenadores de cursos de Jornalismo, estudantes, sindicato da categoria e representantes da Associação Riograndense de Imprensa (ARI).

A reunião ocorreu na Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e teve a participação da coordenadora do curso de Jornalismo da Unifra, profª Rosana Zucolo.
 
O dia era simbólico: 17 de agosto marcava dois meses da decisão do SupremoTribunal Federal que votou pelo fim do diploma de jornalista. Estavam presentes os deputados federais Paulo Pimenta (PT), Henrique Fontana (PT) e  Luis Carlos Heinze (PP); o presidente da Famurs, Marcus Vinícius de Almeida; o vice-presidente da ARI, João Batista Filho; a presidente do Conselho dos Assessores Municipais de Comunicação Social (Ceascom), Genoveva Penz; o presidente do Sindicato, José Nunes; e o representante do Núcleo de Estudantes do Sindicato, Fernando Rotta.
 
Foi feito um relato sobre a situação da PEC encaminhada pelo deputado Paulo Pimenta, que tenta derrubar a decisão do STF. Segundo relata a profª Rosana, "os parlamentares foram claros na necessidade de mantê-los sob pressão para que a PEC seja votada". Os deputados Pimenta e Heinze destacaram o fato de que a grande mídia não deu o devido espaço para a votação que derrubou o diploma de jornalista. "Nenhum grande jornal do país noticiou a votação do diploma – não era notícia!" lembrou Pimenta. Heinze criticou a mídia que não dá espaço para a verdade: "falta informação de qualidade", destacou.
 
A profª Rosana, da Unifra, também destaca a participação do presidente da Famurs, Marcus Vinícius Vieira de Almeida, um jovem prefeito de 26 anos, que se posicionou favorável à luta pela regulamentação do diploma de jornalista. O presidente da entidade defende a exigência do diploma para a contratação dos assessores de imprensa em todas as cidades do interior.
 
A Associação Rio-grandense de Imprensa, através de seu vice-presidente, João Batista Filho, fez uma defesa intransigente da regulamentação do diploma: "a desregulamentação é um atentado à sociedade", disse o representante da ARI.
 
No próximo domingo, dia 23, haverá uma manifestação nacional dos alunos de Jornalismo pelo diploma. E, no dia 3 de setembro, em Santa Maria, uma audiência pública será realizada na Câmara dos Vereadores. A iniciativa é também nacional e acontece em outros municípios e Estados em diferentes datas.
 

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Encontro para traçar uma estratégia dos parlamentares gaúchos em relação à aprovação das Propostas de Emenda Constitucional (PEC) para reverter a decisão do STF que derrubou a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão reuniu, ontem, 17 de agosto, em Porto Alegre, deputados federais, jornalistas, coordenadores de cursos de Jornalismo, estudantes, sindicato da categoria e representantes da Associação Riograndense de Imprensa (ARI).

A reunião ocorreu na Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e teve a participação da coordenadora do curso de Jornalismo da Unifra, profª Rosana Zucolo.
 
O dia era simbólico: 17 de agosto marcava dois meses da decisão do SupremoTribunal Federal que votou pelo fim do diploma de jornalista. Estavam presentes os deputados federais Paulo Pimenta (PT), Henrique Fontana (PT) e  Luis Carlos Heinze (PP); o presidente da Famurs, Marcus Vinícius de Almeida; o vice-presidente da ARI, João Batista Filho; a presidente do Conselho dos Assessores Municipais de Comunicação Social (Ceascom), Genoveva Penz; o presidente do Sindicato, José Nunes; e o representante do Núcleo de Estudantes do Sindicato, Fernando Rotta.
 
Foi feito um relato sobre a situação da PEC encaminhada pelo deputado Paulo Pimenta, que tenta derrubar a decisão do STF. Segundo relata a profª Rosana, "os parlamentares foram claros na necessidade de mantê-los sob pressão para que a PEC seja votada". Os deputados Pimenta e Heinze destacaram o fato de que a grande mídia não deu o devido espaço para a votação que derrubou o diploma de jornalista. "Nenhum grande jornal do país noticiou a votação do diploma – não era notícia!" lembrou Pimenta. Heinze criticou a mídia que não dá espaço para a verdade: "falta informação de qualidade", destacou.
 
A profª Rosana, da Unifra, também destaca a participação do presidente da Famurs, Marcus Vinícius Vieira de Almeida, um jovem prefeito de 26 anos, que se posicionou favorável à luta pela regulamentação do diploma de jornalista. O presidente da entidade defende a exigência do diploma para a contratação dos assessores de imprensa em todas as cidades do interior.
 
A Associação Rio-grandense de Imprensa, através de seu vice-presidente, João Batista Filho, fez uma defesa intransigente da regulamentação do diploma: "a desregulamentação é um atentado à sociedade", disse o representante da ARI.
 
No próximo domingo, dia 23, haverá uma manifestação nacional dos alunos de Jornalismo pelo diploma. E, no dia 3 de setembro, em Santa Maria, uma audiência pública será realizada na Câmara dos Vereadores. A iniciativa é também nacional e acontece em outros municípios e Estados em diferentes datas.