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MEC propõe alternativa ao vestibular

O vestibular tradicional pode estar com os dias contados. Tudo indica que a prova que tira o sono de milhares de estudantes a cada edição ganhará um substituto: o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Uma nova proposta do Ministério da Educação (MEC) sugere às universidades o aproveitamento da nota do Enem no processo de seleção dos novos alunos. A idéia é unificar o método de ingresso nas faculdades federais para que os alunos que pretendem disputar mais de uma vaga não tenham que prestar várias provas, e sim uma só, com validade para todo o território nacional. A sugestão é extensiva às faculdades particulares. Além disso, a mudança influenciaria uma reforma no currículo escolar do ensino médio. Para isso, a prova vai passar de 63 para 200 questões, além da redação, que já é aplicada.

As universidades têm autonomia para decidir por seus métodos próprios de seleção ou pelo novo exame, porém em Santa Maria não deve haver grandes mudanças. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) já manifestou que o Enem ainda não será adotado no próximo ano. No Centro Universitário Franciscano (Unifra), a nota do exame pode ser usada por quem deseja concorrer a uma das vagas remanescentes, mas segundo o responsável pela Coordenadoria de Seleção e Ingresso, Jovelino Pozzera, a idéia é manter e valorizar o vestibular da instituição em seu atual modelo.

A vestibulanda Eduarda Talleyrand não aprova a mudança: “O conteúdo do vestibular é mais específico, fica mais fácil estudar. A prova do Enem é mais ampla, vai ficar mais complicado de saber o que exatamente as questões vão pedir. Além disso, acho que a concorrência vai se manter do mesmo jeito”.

Para a pedagoga e professora do ensino médio, Maristela Martins, a mudança vem para favorecer os estudantes de escolas públicas. “Pelo que tenho observado, os alunos têm obtido melhores resultados no Enem se comparado aos vestibulares”, diz.

Mais mudanças pela frente:

  • A partir do ano que vem, o Enem será pré-requisito para que o estudante receba o certificado de conclusão escolar.  A intenção é avaliar a qualidade do ensino médio assim como acontece no ensino fundamental através da Provinha Brasil.
  • Para atender o programa do novo Enem, a idéia do MEC é futuramente dividir o ensino médio em quatro áreas: exatas e biológicas, línguas, matemática e humanas. Atualmente, o currículo é composto por 12 matérias.

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O vestibular tradicional pode estar com os dias contados. Tudo indica que a prova que tira o sono de milhares de estudantes a cada edição ganhará um substituto: o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Uma nova proposta do Ministério da Educação (MEC) sugere às universidades o aproveitamento da nota do Enem no processo de seleção dos novos alunos. A idéia é unificar o método de ingresso nas faculdades federais para que os alunos que pretendem disputar mais de uma vaga não tenham que prestar várias provas, e sim uma só, com validade para todo o território nacional. A sugestão é extensiva às faculdades particulares. Além disso, a mudança influenciaria uma reforma no currículo escolar do ensino médio. Para isso, a prova vai passar de 63 para 200 questões, além da redação, que já é aplicada.

As universidades têm autonomia para decidir por seus métodos próprios de seleção ou pelo novo exame, porém em Santa Maria não deve haver grandes mudanças. A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) já manifestou que o Enem ainda não será adotado no próximo ano. No Centro Universitário Franciscano (Unifra), a nota do exame pode ser usada por quem deseja concorrer a uma das vagas remanescentes, mas segundo o responsável pela Coordenadoria de Seleção e Ingresso, Jovelino Pozzera, a idéia é manter e valorizar o vestibular da instituição em seu atual modelo.

A vestibulanda Eduarda Talleyrand não aprova a mudança: “O conteúdo do vestibular é mais específico, fica mais fácil estudar. A prova do Enem é mais ampla, vai ficar mais complicado de saber o que exatamente as questões vão pedir. Além disso, acho que a concorrência vai se manter do mesmo jeito”.

Para a pedagoga e professora do ensino médio, Maristela Martins, a mudança vem para favorecer os estudantes de escolas públicas. “Pelo que tenho observado, os alunos têm obtido melhores resultados no Enem se comparado aos vestibulares”, diz.

Mais mudanças pela frente:

  • A partir do ano que vem, o Enem será pré-requisito para que o estudante receba o certificado de conclusão escolar.  A intenção é avaliar a qualidade do ensino médio assim como acontece no ensino fundamental através da Provinha Brasil.
  • Para atender o programa do novo Enem, a idéia do MEC é futuramente dividir o ensino médio em quatro áreas: exatas e biológicas, línguas, matemática e humanas. Atualmente, o currículo é composto por 12 matérias.