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Santa Maria, RS, Brazil

Quanto leem os santa-marienses?

Uma pesquisa recentemente divulgada pelo IBGE mostrou a quantidade da população brasileira que adquire livros não didáticos: apenas 7,47%. E em Santa Maria, como estão os leitores e a procura pelos livros?

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Você entra no ambiente e é inevitável a vontade de folheá-los. Também pudera, a quantidade de prateleiras e cestos recheados de livros, antigos ou nem tanto, e só esperando uma mãozinha os puxar, é imensa. É em meio a esse cenário, coberto de estantes que vão do chão ao teto, que trabalha a mestre em Educação Simone Burigo, proprietária do Sebo Café de Santa Maria. O estabelecimento vende cerca de 500 livros por mês. “O que mais sai é literatura estrangeira, clássicos e leituras obrigatórias do vestibular”, ressalta Simone. Na loja, há a possibilidade de compra, venda e troca de livros, revistas, discos de vinil e CD’s. “Aqui a facilidade da troca dinamiza mais a leitura”, explica a proprietária.

Há três anos na cidade, o Sebo Café já tem um bom movimento e clientes assíduos. Um deles, Geison Pereira de Oliveira, 21, era tão bom frequentador que foi contratado para trabalhar na loja. Seu interesse pela leitura começou cedo. “Sempre quis me aprofundar nos assuntos, pra mim a literatura está envolvida em tudo”, comenta. Geison ainda pretende fazer vestibular para o curso de Letras.

 

 

Josué Andrade, 27, também funcionário do Sebo, trabalha com livros há mais de 10 anos. Segundo ele, para trabalhar em sebo é preciso gostar de livros.“Ler é sair desse mundo de correrias e incomodações, e imaginar esses personagens que estão em outro cenário, fazer uma fantasia, uma viagem”, define.

 

 

Para Celso da Silva Schmidt, que trabalha na Livraria da Mente, a leitura em Santa Maria está abaixo do esperado. “Na livraria vendemos bastante porque temos livros de todas as áreas. Mas somos praticamente sozinhos na cidade, falta mais livrarias”, comenta. Quanto à Feira do Livro, enfatiza : “Adoro a feira, acho fantástica. A venda é excelente, esse foi o ano que mais vendemos”.

 

O Sebo Café utilizou alternativas diferentes para estimular a venda na Feira do Livro esse ano. “Fizemos uma mesa com livros a preço de 3 unidades por 10 reais”, explica Simone. Essa é uma das alternativas para popularizar o acesso à leitura, que para o Sebo, deu resultado. “Foi o sucesso da feira”, completa.

Apesar de muitas pessoas gostarem da leitura, o índice de leitores no Brasil é muito pequeno. Conforme pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE, a renda familiar utilizada para a compra de livros é de apenas 0,05%.  Segundo a professora do curso de Letras da UFSM, Maria Eulália Albuquerque, um dos problemas da falta de leitura é o preço do livro. “ Revistas de pornografia no Brasil não pagam impostos, e livros pagam, e aí se tornam caros”.

Para ela, é preciso estimular a leitura desde cedo, e mostrar-se um bom leitor, tanto para os filhos quanto para os alunos. “Quando fiz 15 anos, não ganhei viagem para Disney. Ganhei uma coleção de livros do José de Alencar, e tinha de ler todos”, relembra.

Para Simone, proprietária do Sebo, Santa Maria tem um bom público para a leitura, mas o que falta é o incentivo na base. “Se houvesse um trabalho diferencial de incentivo nas escolas, e não a cobrança, talvez houvessem mais interessados pela leitura”, acrescenta.

Já Maria Eulalia lembra que essa é a época de uma geração onde tudo se faz rápido, e não há paciência para sentar com um livro na mão. Fazendo comparações, a professora enfatiza: “Temos que ser mais ou menos como o Dom Quixote: como ele brigava com os moinhos, nós temos que brigar com a televisão, com o tempo, para dar mais espaço à leitura". E conclui: “É difícil, mas a gente consegue”.

Fotos: Maiara Bersch

 

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Uma pesquisa recentemente divulgada pelo IBGE mostrou a quantidade da população brasileira que adquire livros não didáticos: apenas 7,47%. E em Santa Maria, como estão os leitores e a procura pelos livros?

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Há três anos na cidade, o Sebo Café já tem um bom movimento e clientes assíduos. Um deles, Geison Pereira de Oliveira, 21, era tão bom frequentador que foi contratado para trabalhar na loja. Seu interesse pela leitura começou cedo. “Sempre quis me aprofundar nos assuntos, pra mim a literatura está envolvida em tudo”, comenta. Geison ainda pretende fazer vestibular para o curso de Letras.

 

 

Josué Andrade, 27, também funcionário do Sebo, trabalha com livros há mais de 10 anos. Segundo ele, para trabalhar em sebo é preciso gostar de livros.“Ler é sair desse mundo de correrias e incomodações, e imaginar esses personagens que estão em outro cenário, fazer uma fantasia, uma viagem”, define.

 

 

Para Celso da Silva Schmidt, que trabalha na Livraria da Mente, a leitura em Santa Maria está abaixo do esperado. “Na livraria vendemos bastante porque temos livros de todas as áreas. Mas somos praticamente sozinhos na cidade, falta mais livrarias”, comenta. Quanto à Feira do Livro, enfatiza : “Adoro a feira, acho fantástica. A venda é excelente, esse foi o ano que mais vendemos”.

 

O Sebo Café utilizou alternativas diferentes para estimular a venda na Feira do Livro esse ano. “Fizemos uma mesa com livros a preço de 3 unidades por 10 reais”, explica Simone. Essa é uma das alternativas para popularizar o acesso à leitura, que para o Sebo, deu resultado. “Foi o sucesso da feira”, completa.

Apesar de muitas pessoas gostarem da leitura, o índice de leitores no Brasil é muito pequeno. Conforme pesquisa divulgada recentemente pelo IBGE, a renda familiar utilizada para a compra de livros é de apenas 0,05%.  Segundo a professora do curso de Letras da UFSM, Maria Eulália Albuquerque, um dos problemas da falta de leitura é o preço do livro. “ Revistas de pornografia no Brasil não pagam impostos, e livros pagam, e aí se tornam caros”.

Para ela, é preciso estimular a leitura desde cedo, e mostrar-se um bom leitor, tanto para os filhos quanto para os alunos. “Quando fiz 15 anos, não ganhei viagem para Disney. Ganhei uma coleção de livros do José de Alencar, e tinha de ler todos”, relembra.

Para Simone, proprietária do Sebo, Santa Maria tem um bom público para a leitura, mas o que falta é o incentivo na base. “Se houvesse um trabalho diferencial de incentivo nas escolas, e não a cobrança, talvez houvessem mais interessados pela leitura”, acrescenta.

Já Maria Eulalia lembra que essa é a época de uma geração onde tudo se faz rápido, e não há paciência para sentar com um livro na mão. Fazendo comparações, a professora enfatiza: “Temos que ser mais ou menos como o Dom Quixote: como ele brigava com os moinhos, nós temos que brigar com a televisão, com o tempo, para dar mais espaço à leitura". E conclui: “É difícil, mas a gente consegue”.

Fotos: Maiara Bersch