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Reitoria destaca avaliação institucional

 O primeiro dia do Vestibular de Inverno do Centro Universitário Franciscano também teve espaço para o esclarecimento de questões sobre a avaliação institucional, a possível crise nos cursos de licenciatura, a desregulamentação do jornalismo e a criação de novas habilitações. Na manhã desta terça-feira, a reitora da Unifra, irmã Irani Rupolo e a professora Vanilde Bisognin, pró-reitora de Graduação, conversaram com professores e acadêmicos de jornalismo, durante a cobertura do Vestibular realizada pelos Laboratórios de Rádio, TV, Fotografia e Agência de Notícias.

Avaliação institucional apresenta bons resultados

A notícia de que a Unifra atingiu o índice 4 (quatro)  em uma escala que vai de um a cinco, empregada pelo Inep para verificar a qualidade das universidades brasileiras, agradou a comunidade acadêmica. Para a reitora, Ir. Irani Rupolo, o resultado positivo da avaliação institucional promovida pelo Ministério da Educação serve de motivação para novas metas. “Penso que de fato, nós devemos ficar muito satisfeitos com este reconhecimento alcançado, mas isso também nos chama, nos incita, nos motiva a continuarmos no processo de qualificação institucional. (…) Parar já é retroceder”, disse.  A avaliação  a que ela se refere considera indicadores como o Enade, além do plano de desenvolvimento institucional, a proposta pedagógica, as políticas de ensino, pesquisa e extensão, a relação e a comunicação da instituição com a sociedade, a infra-estrutura, a sustentabilidade institucional, o corpo docente, entre outros elementos.

Licenciaturas em Crise

A pró-reitora de graduação, professora Vanilde Bisognin, falou sobre a necessidade de dedicar atenção especial aos cursos de licenciatura em um momento que se verifica uma diminuição da procura por esse campo do conhecimento. A causa disso seria a desvalorização da educação e do educador. “Desvalorização pela própria sociedade e pelo próprio governo. Isso faz com que o estudante que analisa o contexto na hora de fazer a escolha da sua profissão, procure outras alternativas, já que o crescimento da educação superior foi grande e oferece outras alternativas. O colapso, eu acredito que esteja muito breve se não houver uma reversão nesse sentido”, opina. Segundo Vanilde, estabelecer vínculos com as escolas de educação básica é uma maneira de entender as necessidades e dificuldades encontradas no cotidiano escolar e uma estratégia para formar bons profissionais.

Em defesa da verdade

Lamentável. Desta maneira a pró-reitora de graduação definiu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a obrigatoriedade do diploma para o exercício da atividade jornalística. “Foi uma decisão lamentável, um retrocesso. Penso que os cursos de jornalismo, seus estudantes, sua comunidade devem protestar em relação a isso, juntar-se a outros pares, outras universidades e continuar com esse processo. (…) Quem é responsável pela verdade? Eu acho que o jornalista, em primeiro lugar, ele é responsável por uma notícia verdadeira. E nesse sentido a regulamentação da profissão é de extrema importância, é fundamental”, comentou. Já a reitora IIrani Rupolo lamentou o não reconhecimento da profissão, porém ratificou a importância da formação acadêmica. “Nós continuamos acreditando na importância e na necessidade na formação de bons comunicadores, jornalistas, portanto, reafirmamos a expectativa e a confiança no curso de Jornalismo da Unifra”, concluiu.

Novidades para quem ainda não escolheu uma carreira

Implantado no primeiro semestre desde ano, o curso de Engenharia de Materiais vai receber novos alunos. “As vagas que nós abrimos agora foi para uma complementação da turma e estamos muito satisfeitos com a procura”, explicou Ir. Irani. Para o próximo vestibular, ainda está em processo de análise a criação de uma nova habilitação da Comunicação Social,  Produção Editorial. “Isso é mais uma prova de que nós acreditamos no curso de comunicação. É uma necessidade de mercado”, afirmou a pró-reitora de graduação, Vanilde Bisognin.

 

Foto: Evandro Sturm (Laboratório de Fotografia e Memória)

 

 

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 O primeiro dia do Vestibular de Inverno do Centro Universitário Franciscano também teve espaço para o esclarecimento de questões sobre a avaliação institucional, a possível crise nos cursos de licenciatura, a desregulamentação do jornalismo e a criação de novas habilitações. Na manhã desta terça-feira, a reitora da Unifra, irmã Irani Rupolo e a professora Vanilde Bisognin, pró-reitora de Graduação, conversaram com professores e acadêmicos de jornalismo, durante a cobertura do Vestibular realizada pelos Laboratórios de Rádio, TV, Fotografia e Agência de Notícias.

Avaliação institucional apresenta bons resultados

A notícia de que a Unifra atingiu o índice 4 (quatro)  em uma escala que vai de um a cinco, empregada pelo Inep para verificar a qualidade das universidades brasileiras, agradou a comunidade acadêmica. Para a reitora, Ir. Irani Rupolo, o resultado positivo da avaliação institucional promovida pelo Ministério da Educação serve de motivação para novas metas. “Penso que de fato, nós devemos ficar muito satisfeitos com este reconhecimento alcançado, mas isso também nos chama, nos incita, nos motiva a continuarmos no processo de qualificação institucional. (…) Parar já é retroceder”, disse.  A avaliação  a que ela se refere considera indicadores como o Enade, além do plano de desenvolvimento institucional, a proposta pedagógica, as políticas de ensino, pesquisa e extensão, a relação e a comunicação da instituição com a sociedade, a infra-estrutura, a sustentabilidade institucional, o corpo docente, entre outros elementos.

Licenciaturas em Crise

A pró-reitora de graduação, professora Vanilde Bisognin, falou sobre a necessidade de dedicar atenção especial aos cursos de licenciatura em um momento que se verifica uma diminuição da procura por esse campo do conhecimento. A causa disso seria a desvalorização da educação e do educador. “Desvalorização pela própria sociedade e pelo próprio governo. Isso faz com que o estudante que analisa o contexto na hora de fazer a escolha da sua profissão, procure outras alternativas, já que o crescimento da educação superior foi grande e oferece outras alternativas. O colapso, eu acredito que esteja muito breve se não houver uma reversão nesse sentido”, opina. Segundo Vanilde, estabelecer vínculos com as escolas de educação básica é uma maneira de entender as necessidades e dificuldades encontradas no cotidiano escolar e uma estratégia para formar bons profissionais.

Em defesa da verdade

Lamentável. Desta maneira a pró-reitora de graduação definiu a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de derrubar a obrigatoriedade do diploma para o exercício da atividade jornalística. “Foi uma decisão lamentável, um retrocesso. Penso que os cursos de jornalismo, seus estudantes, sua comunidade devem protestar em relação a isso, juntar-se a outros pares, outras universidades e continuar com esse processo. (…) Quem é responsável pela verdade? Eu acho que o jornalista, em primeiro lugar, ele é responsável por uma notícia verdadeira. E nesse sentido a regulamentação da profissão é de extrema importância, é fundamental”, comentou. Já a reitora IIrani Rupolo lamentou o não reconhecimento da profissão, porém ratificou a importância da formação acadêmica. “Nós continuamos acreditando na importância e na necessidade na formação de bons comunicadores, jornalistas, portanto, reafirmamos a expectativa e a confiança no curso de Jornalismo da Unifra”, concluiu.

Novidades para quem ainda não escolheu uma carreira

Implantado no primeiro semestre desde ano, o curso de Engenharia de Materiais vai receber novos alunos. “As vagas que nós abrimos agora foi para uma complementação da turma e estamos muito satisfeitos com a procura”, explicou Ir. Irani. Para o próximo vestibular, ainda está em processo de análise a criação de uma nova habilitação da Comunicação Social,  Produção Editorial. “Isso é mais uma prova de que nós acreditamos no curso de comunicação. É uma necessidade de mercado”, afirmou a pró-reitora de graduação, Vanilde Bisognin.

 

Foto: Evandro Sturm (Laboratório de Fotografia e Memória)