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Santa Maria realiza 3º Encontro Gaúcho de Parkour

 Neste domingo de Páscoa, 12 de abril, Santa Maria sediou o 3º Encontro Gaúcho de Parkour. O encontro foi no Parque Itaimbé, das 9 da manhã às 6 horas da tarde e, apesar do nome, também reuniu praticantes de Santa Catarina e do Paraná.
 
 
 
 
 
 
 

 Com o objetivo de conhecer e integrar traceurs* do Rio Grande do Sul e de outros estados, o evento contou com oficinas e ensinamentos sobre a atividade, obstáculos naturais e artificiais à disposição dos participantes, treino físico e música eletrônica. No início, foi feito um aquecimento coletivo de 15 minutos e, em seguida, os praticantes ficaram liberados para treinar.

 

 O estudante de Educação Física, Mairus Stanislawski, 21, pratica o Parkour desde 2006 e foi um dos organizadores do encontro. Para ele, a importância de reunir os adeptos da modalidade reside nas trocas de experiências que realizam. “Como o Parkour ainda é recente, tem poucos praticantes e não existe professor da modalidade no Brasil, temos de nos reunir para que possamos aprender uns com os outros. De outra forma, o jeito é descobrir sozinho, fazendo pesquisa na internet, assistindo  a vídeos, lendo a respeito. Mesmo sendo um processo de autoconhecimento, é importante trocar idéias com outros que estão no mesmo caminho”, afirmou.

A falta de informações que explicassem corretamente o objetivo do Parkour, principalmente em nosso país, fez com que boa parte da população encarasse a atividade como ato de vandalismo. Num primeiro momento, as pessoas viam pela televisão os traceurs saltando em muros, percorrendo trajetos difíceis e diziam que eram marginais. Essa é uma realidade que aos poucos está sendo revertida.

 Na verdade, o Parkour exige muita disciplina e concentração. É um caminho para a saúde, a superação da força física e do medo. “Sofremos muito com o preconceito. Quem não conhece a atividade, pensa que estamos destruindo o patrimônio público. Nos rotulam como marginais, vândalos, quando é justamente o contrário. Nosso objetivo é cuidar ao máximo dos locais de treinamento. O Parkour é um estilo de vida. Exige cuidados com o corpo e com a mente. O praticante cuida para ter uma alimentação saudável, não abusar de bebidas alcoólicas e, de preferência, não fumar.  São atitudes que auxiliam nos treinamentos. Enfim, o Parkour não combina com nenhum tipo de droga e é uma prática que só visa a saúde e o bem-estar pessoal”, conclui Mairus.

 

 O analista de sistemas Wagner Weimer, 25, veio de Novo Hamburgo para participar do encontro. “Faz 5 meses que comecei a praticar o Parkour. Eu estava passando na rua e vi um pessoal treinando e, entre eles, um ex-colega de escola. Ele me convidou para fazer parte do grupo e eu acabei me interesssando e aceitando. Este é o meu primeiro encontro de Parkour e já deu para conhecer e interagir com muitas pessoas.Estávamos há mais de um mês nos preparando para vir a Santa Maria!”, exclamou.

 

 E quem pensa que Parkour é coisa só para homem, está muito enganado. A estudante Cinthia Lacerda, 20, entrou em contato com a atividade física por intermédio do namorado e garante que as mulheres podem fazer parte da atividade. “Tem muitas meninas que não procuram nem saber do que se trata porque acham que só homens praticam. Elas olham os guris fazendo saltos difíceis e ficam inibidas. Mas Parkour não é só pular em muros altos e árvores. Aliás, a essência do Parkour tem muito pouco a ver com saltos”, explicou.

 

 A televisão criou uma imagem errônea do Parkour porque só veicula imagens de saltos difíceis e arriscados, executados por traceurs experientes. Apesar de envolver os riscos que toda atividade física proporciona, o Parkour é muito seguro. A maioria dos acidentes são de iniciantes que procuram aprender sozinhos e tentam imitar os praticantes mais
avançados. É por isso que os encontros de Parkour são tão importantes, na medida que informam a quem está começando, a maneira correta de treinar. É corrente entre os praticantes do Parkour a frase: “Não se deve saltar etapas!” Isso significa que todos devem aprender as técnicas básicas, as técnicas de fortalecimento do corpo, para depois tentar os saltos mais difíceis.

 

 Praticado, em grande parte, por jovens entre 15 e 25 anos, o Parkour deixa muitos pais com medo de permitirem que seus filhos pratiquem a atividade. Esse não é o caso do funcionário público Rodrigo Bonoto, 38, que acompanhou o filho durante o 3º Encontro Gaúcho de Parkour. “No início, fiquei aflito e preocupado que ele pudesse se machucar, mas depois entendi a finalidade do Parkour e fiquei bem mais calmo. É uma atividade física saudável e proveitosa”.

 

 Quem mora perto do Parque Itaimbé, convive diariamente com os praticantes do Parkour. A aposentada Nara Alves, 47, é uma dessas pessoas. “Eu conhecia o Parkour pela televisão e, ao vivo, tornou-se mais interessante. Acompanho os treinos dos guris aqui na frente e acho maravilhoso porque desenvolve o corpo. Gostaria que meus filhos praticassem e daria a maior força”, comentou.

 

 

 

 O secretário de Esportes e Lazer de Santa Maria, Tubias Calil, também prestigiou o encontro. Para ele, com a ajuda do poder público a atividade ganhará respeitabilidade. “A prefeitura de Santa Maria, através da Secretaria de Esportes e Lazer, apóia todas as ações do Parkour na cidade. Este é o 3º Encontro Gaúcho de Parkour e já existe a idéia de fazermos o 4º aqui também. Fornecendo um espaço adequado para a atividade e dando assistência aos participantes, queremos fazer de Santa Maria a capital do Parkour no estado. Nós vamos anunciar, dentro de alguns dias, a criação de um espaço que servirá para diversas atividades esportivas, dentre elas, o Parkour”, garantiu o secretário.

 

 (*) Traceur ou traceuses (para mulheres) é como são chamados os praticantes do Le Parkour.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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 Neste domingo de Páscoa, 12 de abril, Santa Maria sediou o 3º Encontro Gaúcho de Parkour. O encontro foi no Parque Itaimbé, das 9 da manhã às 6 horas da tarde e, apesar do nome, também reuniu praticantes de Santa Catarina e do Paraná.
 
 
 
 
 
 
 

 Com o objetivo de conhecer e integrar traceurs* do Rio Grande do Sul e de outros estados, o evento contou com oficinas e ensinamentos sobre a atividade, obstáculos naturais e artificiais à disposição dos participantes, treino físico e música eletrônica. No início, foi feito um aquecimento coletivo de 15 minutos e, em seguida, os praticantes ficaram liberados para treinar.

 

 O estudante de Educação Física, Mairus Stanislawski, 21, pratica o Parkour desde 2006 e foi um dos organizadores do encontro. Para ele, a importância de reunir os adeptos da modalidade reside nas trocas de experiências que realizam. “Como o Parkour ainda é recente, tem poucos praticantes e não existe professor da modalidade no Brasil, temos de nos reunir para que possamos aprender uns com os outros. De outra forma, o jeito é descobrir sozinho, fazendo pesquisa na internet, assistindo  a vídeos, lendo a respeito. Mesmo sendo um processo de autoconhecimento, é importante trocar idéias com outros que estão no mesmo caminho”, afirmou.

A falta de informações que explicassem corretamente o objetivo do Parkour, principalmente em nosso país, fez com que boa parte da população encarasse a atividade como ato de vandalismo. Num primeiro momento, as pessoas viam pela televisão os traceurs saltando em muros, percorrendo trajetos difíceis e diziam que eram marginais. Essa é uma realidade que aos poucos está sendo revertida.

 Na verdade, o Parkour exige muita disciplina e concentração. É um caminho para a saúde, a superação da força física e do medo. “Sofremos muito com o preconceito. Quem não conhece a atividade, pensa que estamos destruindo o patrimônio público. Nos rotulam como marginais, vândalos, quando é justamente o contrário. Nosso objetivo é cuidar ao máximo dos locais de treinamento. O Parkour é um estilo de vida. Exige cuidados com o corpo e com a mente. O praticante cuida para ter uma alimentação saudável, não abusar de bebidas alcoólicas e, de preferência, não fumar.  São atitudes que auxiliam nos treinamentos. Enfim, o Parkour não combina com nenhum tipo de droga e é uma prática que só visa a saúde e o bem-estar pessoal”, conclui Mairus.

 

 O analista de sistemas Wagner Weimer, 25, veio de Novo Hamburgo para participar do encontro. “Faz 5 meses que comecei a praticar o Parkour. Eu estava passando na rua e vi um pessoal treinando e, entre eles, um ex-colega de escola. Ele me convidou para fazer parte do grupo e eu acabei me interesssando e aceitando. Este é o meu primeiro encontro de Parkour e já deu para conhecer e interagir com muitas pessoas.Estávamos há mais de um mês nos preparando para vir a Santa Maria!”, exclamou.

 

 E quem pensa que Parkour é coisa só para homem, está muito enganado. A estudante Cinthia Lacerda, 20, entrou em contato com a atividade física por intermédio do namorado e garante que as mulheres podem fazer parte da atividade. “Tem muitas meninas que não procuram nem saber do que se trata porque acham que só homens praticam. Elas olham os guris fazendo saltos difíceis e ficam inibidas. Mas Parkour não é só pular em muros altos e árvores. Aliás, a essência do Parkour tem muito pouco a ver com saltos”, explicou.

 

 A televisão criou uma imagem errônea do Parkour porque só veicula imagens de saltos difíceis e arriscados, executados por traceurs experientes. Apesar de envolver os riscos que toda atividade física proporciona, o Parkour é muito seguro. A maioria dos acidentes são de iniciantes que procuram aprender sozinhos e tentam imitar os praticantes mais
avançados. É por isso que os encontros de Parkour são tão importantes, na medida que informam a quem está começando, a maneira correta de treinar. É corrente entre os praticantes do Parkour a frase: “Não se deve saltar etapas!” Isso significa que todos devem aprender as técnicas básicas, as técnicas de fortalecimento do corpo, para depois tentar os saltos mais difíceis.

 

 Praticado, em grande parte, por jovens entre 15 e 25 anos, o Parkour deixa muitos pais com medo de permitirem que seus filhos pratiquem a atividade. Esse não é o caso do funcionário público Rodrigo Bonoto, 38, que acompanhou o filho durante o 3º Encontro Gaúcho de Parkour. “No início, fiquei aflito e preocupado que ele pudesse se machucar, mas depois entendi a finalidade do Parkour e fiquei bem mais calmo. É uma atividade física saudável e proveitosa”.

 

 Quem mora perto do Parque Itaimbé, convive diariamente com os praticantes do Parkour. A aposentada Nara Alves, 47, é uma dessas pessoas. “Eu conhecia o Parkour pela televisão e, ao vivo, tornou-se mais interessante. Acompanho os treinos dos guris aqui na frente e acho maravilhoso porque desenvolve o corpo. Gostaria que meus filhos praticassem e daria a maior força”, comentou.

 

 

 

 O secretário de Esportes e Lazer de Santa Maria, Tubias Calil, também prestigiou o encontro. Para ele, com a ajuda do poder público a atividade ganhará respeitabilidade. “A prefeitura de Santa Maria, através da Secretaria de Esportes e Lazer, apóia todas as ações do Parkour na cidade. Este é o 3º Encontro Gaúcho de Parkour e já existe a idéia de fazermos o 4º aqui também. Fornecendo um espaço adequado para a atividade e dando assistência aos participantes, queremos fazer de Santa Maria a capital do Parkour no estado. Nós vamos anunciar, dentro de alguns dias, a criação de um espaço que servirá para diversas atividades esportivas, dentre elas, o Parkour”, garantiu o secretário.

 

 (*) Traceur ou traceuses (para mulheres) é como são chamados os praticantes do Le Parkour.