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Seminário de Pesquisa discute a responsabilidade social

Responsabilidade social e comunicação pautam o segundo encontro do Seminário de Pesquisa, promovido pelo Laboratório de Pesquisa para os acadêmicos de Comunicação Social. Ministrado pelas professoras Ângela Lovatto Delazzana e Cristina Hollerbach, a discussão foi em torno da responsabilidade das empresas e dos comunicadores.

O trabalho de pesquisa selecionou 36 empresas do Rio Grande do Sul associadas ao Instituto Ethos de Empresas com Responsabilidade Social. Ângela afirma que as organizações adotam a “responsabilidade social” preocupadas com administração cidadã, mas as pessoas estão preparadas para cobrar.

A análise iniciou nos sites das empresas, de que maneira abordavam o tema, por que as empresas se associaram ao Ethos e de que forma a responsabilidade social está incorporada na comunicação on-line. Dez empresas foram excluídas da pesquisa por não possuírem site. A professora explica que foram adotados três termos-chave para identificar o conteúdo nas páginas: ética, responsabilidade social e sustentabilidade. A palavra ética foi encontrada em uma das páginas principais das empresas e 16 delas não a citavam. Já a responsabilidade social foi citada em seis home pages e nove só citavam a partir de um link. A sustentabilidade foi mencionada em dois sites e em cinco era preciso ‘clicar’ em um link. 
 
Então, o que é preciso para se associar ao Instituto Ethos? A pesquisadora descobriu que não há requisito, não precisa comprovar nenhuma ação, basta pagar uma taxa mensal, e questiona: “Qual a razão de se associar? E a finalidade do instituto? As empresas, movidas pelo lucro responsabilidade social?”. 

A responsabilidade social, segundo Cristina, é dividida em três âmbitos: legal, ético e a responsabilidade com as ações. Para isso a empresa deve possuir um código escrito, e não pode ter irregularidades. São questões que a professora resume como: “Um dilema econômico versus ambiental”, pois provoca algum dano na empresa ou no ambiente.

As empresas que insistem em falar que estão corretas são comparadas com as pessoas que se “auto-vendem” ao falar de suas qualidades: “Quando alguém fala muito que faz isso ou aquilo, duvidamos se ela realmente faz tudo o que diz”. Cristina explica que os publicitários, por exemplo, podem questionar a empresa sobre a legitimidade das ações antes de criar a campanha.  

Junto com a expressão responsabilidade social surgiram novas expressões, como, por exemplo, marketing holístico. A empresa não pode se preocupar só com os desejos do consumidor, deve se preocupar com a sociedade, o meio em que vive.

O próximo encontro do Seminário de Pesquisa, e último neste semestre, será no dia 25 de maio, sobre Imagem Política, com os professores Bebeto Badke, Sibila Rocha e Laura Fabrício, às 18h30min, no Salão de Atos do prédio 14 da Unifra.

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Responsabilidade social e comunicação pautam o segundo encontro do Seminário de Pesquisa, promovido pelo Laboratório de Pesquisa para os acadêmicos de Comunicação Social. Ministrado pelas professoras Ângela Lovatto Delazzana e Cristina Hollerbach, a discussão foi em torno da responsabilidade das empresas e dos comunicadores.

O trabalho de pesquisa selecionou 36 empresas do Rio Grande do Sul associadas ao Instituto Ethos de Empresas com Responsabilidade Social. Ângela afirma que as organizações adotam a “responsabilidade social” preocupadas com administração cidadã, mas as pessoas estão preparadas para cobrar.

A análise iniciou nos sites das empresas, de que maneira abordavam o tema, por que as empresas se associaram ao Ethos e de que forma a responsabilidade social está incorporada na comunicação on-line. Dez empresas foram excluídas da pesquisa por não possuírem site. A professora explica que foram adotados três termos-chave para identificar o conteúdo nas páginas: ética, responsabilidade social e sustentabilidade. A palavra ética foi encontrada em uma das páginas principais das empresas e 16 delas não a citavam. Já a responsabilidade social foi citada em seis home pages e nove só citavam a partir de um link. A sustentabilidade foi mencionada em dois sites e em cinco era preciso ‘clicar’ em um link. 
 
Então, o que é preciso para se associar ao Instituto Ethos? A pesquisadora descobriu que não há requisito, não precisa comprovar nenhuma ação, basta pagar uma taxa mensal, e questiona: “Qual a razão de se associar? E a finalidade do instituto? As empresas, movidas pelo lucro responsabilidade social?”. 

A responsabilidade social, segundo Cristina, é dividida em três âmbitos: legal, ético e a responsabilidade com as ações. Para isso a empresa deve possuir um código escrito, e não pode ter irregularidades. São questões que a professora resume como: “Um dilema econômico versus ambiental”, pois provoca algum dano na empresa ou no ambiente.

As empresas que insistem em falar que estão corretas são comparadas com as pessoas que se “auto-vendem” ao falar de suas qualidades: “Quando alguém fala muito que faz isso ou aquilo, duvidamos se ela realmente faz tudo o que diz”. Cristina explica que os publicitários, por exemplo, podem questionar a empresa sobre a legitimidade das ações antes de criar a campanha.  

Junto com a expressão responsabilidade social surgiram novas expressões, como, por exemplo, marketing holístico. A empresa não pode se preocupar só com os desejos do consumidor, deve se preocupar com a sociedade, o meio em que vive.

O próximo encontro do Seminário de Pesquisa, e último neste semestre, será no dia 25 de maio, sobre Imagem Política, com os professores Bebeto Badke, Sibila Rocha e Laura Fabrício, às 18h30min, no Salão de Atos do prédio 14 da Unifra.