Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

Um dia dedicado à luta contra o crack

EventoEla não é nenhuma pedra preciosa, mas mesmo assim conquista cada vez mais admiradores. Barata e popular, espalha-se pelo Brasil e destrói vidas. Para discutir sobre o crack, a Câmara de Vereadores de Santa Maria abriu as portas para o 1º Seminário Regional de Combate ao Crack. O encontro começou na manhã dessa sexta-feira, dia 22, e promoveu uma série de discussões sobre a prevenção, o combate e o tratamento contra a droga.

O plenário da Câmara ficou lotado. O público também acompanhou o ciclo de palestras no plenarinho e na sala Eduardo Trevisan. Durante o dia estavam programadas seis exposições. Entre as abordagens, estavam os princípios fundamentais do crack, a participação da família e a relação dos adolescentes nesse meio.

Santa Maria preocupada com os jovens

Prefeito SchirmerA cidade é conhecida pela população jovem. Cerca de 15% dela é composta por universitários e mais 100 mil de estudantes. Esta juventude, segundo o prefeito Cezar Schirmer (PMDB), é a principal vítima da droga. “Ele (o crack) é um problema em Santa Maria e em particular na nossa juventude”, comenta o governante.

Conforme Schirmer, o papel da prefeitura é agir de forma preventiva e auxiliar as pessoas. É preciso conscientizar os jovens e promover atividades alternativas como nas áreas da cultura ou do esporte.  “Antes da morte, o crack leva à violência”, diz.

Os santamarienses vivem uma "Guerra Santa" contra a dependência, os traficantes e as drogas. “Busquemos o caminho do enfrentamento da construção de uma sociedade digna, justa, próspera e feliz”, diz Schirmer.

SecretárioO Secretário de Esportes e Lazer, Tubias Calil (PMDB), acredita que a ação deve permear a batalha contra as drogas. O peemedebista antecipou algumas informações sobre um projeto chamado “Craque só no Esporte”. O plano visa realizar atividades com crianças e adolescentes. “Temos que ocupar os jovens, principalmente na parte esportiva”, elucida o secretário.

Troca de experiências

Um dos momentos mais esperados da manhã foi a palestra “Segurança pública no combate às drogas”, ministrada pelo Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. O público ouviu atento a experiência do gaúcho na luta contra o tráfico. “O contexto do Rio de Janeiro é adaptável para outras regiões”, destaca.

 A explanação revelou uma das causas do problema através de uma breve retrospectiva da história do Rio de Janeiro. De acordo com Beltrame, emigrantes se instalaram na Capital de forma desenfreada. “O principal problema é que essas pessoas tiveram o apoio da classe política”, diz o delegado da Polícia Federal. Outro agravante é a própria geografia que, constituída por muitos morros, tem espaço para a construção de várias moradias. Hoje, o Rio de Janeiro tem mil favelas.

Para o chefe da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, a solução na luta contra as drogas é a ação social. Não basta apenas realizar as operações, é preciso permanecer na comunidade. O resultado é positivo quando as outras secretarias também se unem para oferecer uma melhor infraestrutura. “Em lugares sem perspectiva, quem ganha é o tráfico”, profere.

O crack no Rio de Janeiro

“A droga da miséria”. É assim que Beltrame se refere ao crack. O preço baixo, de até R$ 5,00, faz com que seja popular entre os menos favorecidos.  Apesar da quantia aumentar a cada operação, o percentual ainda é baixo. No Rio, a Baixada Fluminense é a área onde mais se consome a pedra branca.

O grande responsável pelas apreensões é a Polícia Militar. O Secretário explica que as pessoas consomem a droga na rua e a polícia efetua a prisão. Já o “Disque Crack”, onde as pessoas podem fazer denúncias relacionadas ao problema, é responsável por 33% dos recolhimentos.

Unidos pelo Congresso de Combate ao Tráfico de Drogas

Após a primeira exposição, foi realizada uma reunião da Comissão de Combate ao Tráfico de Drogas, no gabinete do Presidente da Câmara, João Carlos Maciel (PMDB). O grupo era composto por autoridades políticas, militares, ministrados e policiais. O objetivo, segundo o presidente da OAB de Santa Maria, Ricardo Jobim, era “buscar algo produtivo e ver o que é possível fazer para reduzir o tráfico”.

A vereadora Sandra Rebelato (PP) acompanhou o encontro. De acordo com a apoiadora do Seminário, todos devem se reunir, despojados de preconceitos. “O encontro é a concentração de esforços, no sentido de unirmos as forças da cidade na busca por um objetivo em comum”, elucida Sandra.

O Secretário José Mariano Beltrame contou mais um pouco sobre seu trabalho, ofereceu ajuda ao comitê e sugeriu a criação de um centro de informações técnicas e de um disque denúncia. “À medida que se combate o tráfico de drogas, combate-se o crack”, suscita.

No debate, os participantes concluíram que era preciso mapear o problema. Entre as discussões estavam temas relacionados a prevenção, recuperação de viciados e centro de informações. Também foi comunicada a instauração de um Gabinete de Gestão, que pretende buscar "um paradigma" contra o tráfico.

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EventoEla não é nenhuma pedra preciosa, mas mesmo assim conquista cada vez mais admiradores. Barata e popular, espalha-se pelo Brasil e destrói vidas. Para discutir sobre o crack, a Câmara de Vereadores de Santa Maria abriu as portas para o 1º Seminário Regional de Combate ao Crack. O encontro começou na manhã dessa sexta-feira, dia 22, e promoveu uma série de discussões sobre a prevenção, o combate e o tratamento contra a droga.

O plenário da Câmara ficou lotado. O público também acompanhou o ciclo de palestras no plenarinho e na sala Eduardo Trevisan. Durante o dia estavam programadas seis exposições. Entre as abordagens, estavam os princípios fundamentais do crack, a participação da família e a relação dos adolescentes nesse meio.

Santa Maria preocupada com os jovens

Prefeito SchirmerA cidade é conhecida pela população jovem. Cerca de 15% dela é composta por universitários e mais 100 mil de estudantes. Esta juventude, segundo o prefeito Cezar Schirmer (PMDB), é a principal vítima da droga. “Ele (o crack) é um problema em Santa Maria e em particular na nossa juventude”, comenta o governante.

Conforme Schirmer, o papel da prefeitura é agir de forma preventiva e auxiliar as pessoas. É preciso conscientizar os jovens e promover atividades alternativas como nas áreas da cultura ou do esporte.  “Antes da morte, o crack leva à violência”, diz.

Os santamarienses vivem uma "Guerra Santa" contra a dependência, os traficantes e as drogas. “Busquemos o caminho do enfrentamento da construção de uma sociedade digna, justa, próspera e feliz”, diz Schirmer.

SecretárioO Secretário de Esportes e Lazer, Tubias Calil (PMDB), acredita que a ação deve permear a batalha contra as drogas. O peemedebista antecipou algumas informações sobre um projeto chamado “Craque só no Esporte”. O plano visa realizar atividades com crianças e adolescentes. “Temos que ocupar os jovens, principalmente na parte esportiva”, elucida o secretário.

Troca de experiências

Um dos momentos mais esperados da manhã foi a palestra “Segurança pública no combate às drogas”, ministrada pelo Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. O público ouviu atento a experiência do gaúcho na luta contra o tráfico. “O contexto do Rio de Janeiro é adaptável para outras regiões”, destaca.

 A explanação revelou uma das causas do problema através de uma breve retrospectiva da história do Rio de Janeiro. De acordo com Beltrame, emigrantes se instalaram na Capital de forma desenfreada. “O principal problema é que essas pessoas tiveram o apoio da classe política”, diz o delegado da Polícia Federal. Outro agravante é a própria geografia que, constituída por muitos morros, tem espaço para a construção de várias moradias. Hoje, o Rio de Janeiro tem mil favelas.

Para o chefe da Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro, a solução na luta contra as drogas é a ação social. Não basta apenas realizar as operações, é preciso permanecer na comunidade. O resultado é positivo quando as outras secretarias também se unem para oferecer uma melhor infraestrutura. “Em lugares sem perspectiva, quem ganha é o tráfico”, profere.

O crack no Rio de Janeiro

“A droga da miséria”. É assim que Beltrame se refere ao crack. O preço baixo, de até R$ 5,00, faz com que seja popular entre os menos favorecidos.  Apesar da quantia aumentar a cada operação, o percentual ainda é baixo. No Rio, a Baixada Fluminense é a área onde mais se consome a pedra branca.

O grande responsável pelas apreensões é a Polícia Militar. O Secretário explica que as pessoas consomem a droga na rua e a polícia efetua a prisão. Já o “Disque Crack”, onde as pessoas podem fazer denúncias relacionadas ao problema, é responsável por 33% dos recolhimentos.

Unidos pelo Congresso de Combate ao Tráfico de Drogas

Após a primeira exposição, foi realizada uma reunião da Comissão de Combate ao Tráfico de Drogas, no gabinete do Presidente da Câmara, João Carlos Maciel (PMDB). O grupo era composto por autoridades políticas, militares, ministrados e policiais. O objetivo, segundo o presidente da OAB de Santa Maria, Ricardo Jobim, era “buscar algo produtivo e ver o que é possível fazer para reduzir o tráfico”.

A vereadora Sandra Rebelato (PP) acompanhou o encontro. De acordo com a apoiadora do Seminário, todos devem se reunir, despojados de preconceitos. “O encontro é a concentração de esforços, no sentido de unirmos as forças da cidade na busca por um objetivo em comum”, elucida Sandra.

O Secretário José Mariano Beltrame contou mais um pouco sobre seu trabalho, ofereceu ajuda ao comitê e sugeriu a criação de um centro de informações técnicas e de um disque denúncia. “À medida que se combate o tráfico de drogas, combate-se o crack”, suscita.

No debate, os participantes concluíram que era preciso mapear o problema. Entre as discussões estavam temas relacionados a prevenção, recuperação de viciados e centro de informações. Também foi comunicada a instauração de um Gabinete de Gestão, que pretende buscar "um paradigma" contra o tráfico.