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Santa Maria, RS, Brazil

Um novo espaço para o xadrez em Santa Maria

 A sala 15A, localizada no segundo andar da Casa de Cultura, é o mais novo ponto de encontro dos enxadristas santa-marienses. É lá que, desde o dia 13 de março deste ano, fica a sede do Santa Maria Xadrez Clube.

Fundado em 1921, o clube é o segundo mais antigo do Brasil no gênero, perdendo apenas para o Clube de Xadrez São Paulo, de 1902. Naquela época, a avenida Rio Branco era o local de encontro dos jogadores. Em tempos mais recentes a sede do clube esteve no Clube Caixeral, nos anos 80; no Clube Comercial, na década de 90; nos corredores da Casa de Cultura, em 2005; e, por períodos mais curtos, na AABB e na praça de alimentação do Santa Maria Shopping.

 

Neste ano, o clube voltou para os corredores da Casa de Cultura durante os primeiros meses. Após uma reunião entre o presidente do Santa Maria Xadrez Clube, Paulo da Rosa Paulo, o professor Davi Homercher, o secretário de Cultura Titi Roth e a diretora da Casa de Cultura, Cândice Lorenzoni, uma sala foi disponibilizada para o clube.

 

Batizada com o nome de uma das maiores personalidades do xadrez que a cidade já teve, o major Carlos Gomes*, a sala fica aberta de segunda a sexta, das 5 da tarde às 10 horas da noite. Qualquer pessoa que goste de xadrez ou tenha interesse em aprender a jogar pode comparecer ao local. As mesas, peças e relógios de xadrez ficam disponíveis para o uso de todos.

 

 Com a inauguração da nova sala, jogadores que já há algum tempo não frequentavam o clube voltaram a aparecer. É o caso do médico aposentado Paulo Abreu, 88, que joga desde os 8 anos e se considera um apaixonado pelo jogo: “Retornei ao clube depois que conseguiram esta sala. Não gostava de jogar nos corredores. Prefiro partidas pensadas e um lugar mais tranquilo é fundamental”.

 
 

 Para quem está começando na arte do xadrez o novo espaço também trouxe benefícios. O estudante Luiz Henrique Guerra, 15, iniciou a jogar em 2005 e não esconde a alegria de ter um espaço mais reservado para desenvolver seu jogo: “Quando jogávamos nos corredores ficávamos interrompendo a passagem das pessoas e isso causava problemas. Outra melhoria que a sala trouxe é o silêncio. Antes, o barulho de pessoas conversando o tempo todo atrapalhava o andamento das partidas”.

 

 

 O professor de xadrez João Batista Cézar, 41, participa do clube desde a década de 70 e ressalta um aspecto importante desta conquista da comunidade enxadrística local: “O ambiente é mais aconchegante, o que torna a prática do xadrez mais prazerosa”.

 

 

A Casa de Cultura fica na Praça Saldanha Marinho, perto do Theatro Treze de Maio. No site www.smxadrezclube.com.br você encontrará mais informações sobre o Santa Maria Xadrez Clube.

 

 

* Carlos Gomes era major, médico e enxadrista. Foi presidente da Federação Gaúcha de Xadrez (FGX), três vezes campeão gaúcho e vice-campeão mundial na categoria Veterano. Organizou mais de cem eventos enxadrísticos (por equipes, individuais, etc) e foi professor de xadrez em clubes e escolas, um trabalho reconhecido a nível nacional. Faleceu em 1997, aos 60 anos.

 

Fotos: Gabriela Perufo (Laboratório de Fotografia e Memória)

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 A sala 15A, localizada no segundo andar da Casa de Cultura, é o mais novo ponto de encontro dos enxadristas santa-marienses. É lá que, desde o dia 13 de março deste ano, fica a sede do Santa Maria Xadrez Clube.

Fundado em 1921, o clube é o segundo mais antigo do Brasil no gênero, perdendo apenas para o Clube de Xadrez São Paulo, de 1902. Naquela época, a avenida Rio Branco era o local de encontro dos jogadores. Em tempos mais recentes a sede do clube esteve no Clube Caixeral, nos anos 80; no Clube Comercial, na década de 90; nos corredores da Casa de Cultura, em 2005; e, por períodos mais curtos, na AABB e na praça de alimentação do Santa Maria Shopping.

 

Neste ano, o clube voltou para os corredores da Casa de Cultura durante os primeiros meses. Após uma reunião entre o presidente do Santa Maria Xadrez Clube, Paulo da Rosa Paulo, o professor Davi Homercher, o secretário de Cultura Titi Roth e a diretora da Casa de Cultura, Cândice Lorenzoni, uma sala foi disponibilizada para o clube.

 

Batizada com o nome de uma das maiores personalidades do xadrez que a cidade já teve, o major Carlos Gomes*, a sala fica aberta de segunda a sexta, das 5 da tarde às 10 horas da noite. Qualquer pessoa que goste de xadrez ou tenha interesse em aprender a jogar pode comparecer ao local. As mesas, peças e relógios de xadrez ficam disponíveis para o uso de todos.

 

 Com a inauguração da nova sala, jogadores que já há algum tempo não frequentavam o clube voltaram a aparecer. É o caso do médico aposentado Paulo Abreu, 88, que joga desde os 8 anos e se considera um apaixonado pelo jogo: “Retornei ao clube depois que conseguiram esta sala. Não gostava de jogar nos corredores. Prefiro partidas pensadas e um lugar mais tranquilo é fundamental”.

 
 

 Para quem está começando na arte do xadrez o novo espaço também trouxe benefícios. O estudante Luiz Henrique Guerra, 15, iniciou a jogar em 2005 e não esconde a alegria de ter um espaço mais reservado para desenvolver seu jogo: “Quando jogávamos nos corredores ficávamos interrompendo a passagem das pessoas e isso causava problemas. Outra melhoria que a sala trouxe é o silêncio. Antes, o barulho de pessoas conversando o tempo todo atrapalhava o andamento das partidas”.

 

 

 O professor de xadrez João Batista Cézar, 41, participa do clube desde a década de 70 e ressalta um aspecto importante desta conquista da comunidade enxadrística local: “O ambiente é mais aconchegante, o que torna a prática do xadrez mais prazerosa”.

 

 

A Casa de Cultura fica na Praça Saldanha Marinho, perto do Theatro Treze de Maio. No site www.smxadrezclube.com.br você encontrará mais informações sobre o Santa Maria Xadrez Clube.

 

 

* Carlos Gomes era major, médico e enxadrista. Foi presidente da Federação Gaúcha de Xadrez (FGX), três vezes campeão gaúcho e vice-campeão mundial na categoria Veterano. Organizou mais de cem eventos enxadrísticos (por equipes, individuais, etc) e foi professor de xadrez em clubes e escolas, um trabalho reconhecido a nível nacional. Faleceu em 1997, aos 60 anos.

 

Fotos: Gabriela Perufo (Laboratório de Fotografia e Memória)