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Santa Maria, RS, Brazil

“Essa juventude é tudo igual”

A formação cultural do jovem pode influenciar no modo como
a mídia interfere na formação de sua identidade, podendo a mídia se
tornar
central ou não. Na opinião da profª Veneza Ronsini, a força maior da mídia vai depender
do que
a escola e a família são capazes de suprir. 

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A noite desta quinta-feira de Fórum de
Comunicação da Unifra

começou com a palestra da professora da Universidade Federal de Santa
Maria
(UFSM),  abordando Consumo
de mídia e identidades juvenis
.

A professora iniciou contando de um grupo de jovens franceses
do subúrbio de Paris, filhos de trabalhadores, do inicio do século XX e que se
designavam Apaches inspirados nos livros infantis. Eles estavam insatisfeitos
com a condição de proletários e romperam com a ideia de continuidade, ou seja,
que os filhos deveriam seguir o mesmo destino dos pais, e se rebelavam contra a
sua posição de classe.  Ao longo da idade
moderna foi uma constante essa tendência da juventude constituir as suas
identidades a partir e com a mídia e também o desejo dos jovens em romper com
as tradições das gerações passadas.

 Veneza Ronsini
acredita que a escola também contribuiu para essa ruptura que está cada vez
maior das gerações atuais com as passadas. “Foi se constituindo de fato um
fosso geracional entre o mundo dos adultos e os dos jovens. A escola participou
disso uma vez que incentivou que os jovens convivessem com os jovens. Porém, ao
contrário da mídia que incentiva a constante inovação, a escola enfatiza a importância
da continuidade da tradição”, explica a professora.

Segundo uma pesquisa, mais de 1700 pessoas fazem plástica por
dia no Brasil e a palestrante disse que esse é o padrão hegemônico de conduta no
país, imitar os jovens e não envelhecer.  “É proibido envelhecer, as pessoas permanecem
jovens, são os velhos que imitam os jovens e não mais o contrário”, diz Veneza.

Quando falamos de padrão hegemônico dos jovens na mídia não
podemos deixar de visualizar jovens bonitos, felizes, bem vestidos, que fazem uso das
tecnologias, vivem incluídos em um grupo e namoram. Porém essa visão é
totalmente contrastante com outro grupo de jovens que não possuem a mesma
visibilidade na mídia e na sociedade, os que trabalham, têm filhos, casam com
menores condições econômicas.

“Existem apropriações da mídia de diferentes formas entre as
classes. A juventude popular é diferente da juventude de classe média ou alta. E
não existe mais um movimento de classe com um sentido político para modificar
as classes, os movimentos de resistência não são para mudar o sistema capitalista
e, sim, para se incluir nele”, explica a professora.

Porém, não é só a diferença de classe que interfere na forma
de apropriação do conteúdo da mídia.  Ela
explica que o gênero, a faixa etária, etnia, e tudo que pertence à ordem da identidade
também influencia o modo como se irá reagir aos conteúdos e selecionar o
conteúdo da mídia.

A mídia também é influenciada pela sociedade, na opinião da
professora Veneza, pois a mídia muitas vezes captura movimentos emergentes na
sociedade porque vê que pode obter lucro com aquilo e cria uma estrada de mão
dupla, onde uma influencia a outra.

Historicamente, a maioria procura se adequar e as minorias repudiam o hegemônico
mas o que unifica é o fato que ninguém gosta de afirmar que é influenciado pela
mídia.

 

Acompanhe as atividades do Fórum  pelo blog:  www.forcomunifra.blogspot.com

e também pelo twitter: twitter.com/forcomunifra

 

 

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A formação cultural do jovem pode influenciar no modo como
a mídia interfere na formação de sua identidade, podendo a mídia se
tornar
central ou não. Na opinião da profª Veneza Ronsini, a força maior da mídia vai depender
do que
a escola e a família são capazes de suprir. 

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A noite desta quinta-feira de Fórum de
Comunicação da Unifra

começou com a palestra da professora da Universidade Federal de Santa
Maria
(UFSM),  abordando Consumo
de mídia e identidades juvenis
.

A professora iniciou contando de um grupo de jovens franceses
do subúrbio de Paris, filhos de trabalhadores, do inicio do século XX e que se
designavam Apaches inspirados nos livros infantis. Eles estavam insatisfeitos
com a condição de proletários e romperam com a ideia de continuidade, ou seja,
que os filhos deveriam seguir o mesmo destino dos pais, e se rebelavam contra a
sua posição de classe.  Ao longo da idade
moderna foi uma constante essa tendência da juventude constituir as suas
identidades a partir e com a mídia e também o desejo dos jovens em romper com
as tradições das gerações passadas.

 Veneza Ronsini
acredita que a escola também contribuiu para essa ruptura que está cada vez
maior das gerações atuais com as passadas. “Foi se constituindo de fato um
fosso geracional entre o mundo dos adultos e os dos jovens. A escola participou
disso uma vez que incentivou que os jovens convivessem com os jovens. Porém, ao
contrário da mídia que incentiva a constante inovação, a escola enfatiza a importância
da continuidade da tradição”, explica a professora.

Segundo uma pesquisa, mais de 1700 pessoas fazem plástica por
dia no Brasil e a palestrante disse que esse é o padrão hegemônico de conduta no
país, imitar os jovens e não envelhecer.  “É proibido envelhecer, as pessoas permanecem
jovens, são os velhos que imitam os jovens e não mais o contrário”, diz Veneza.

Quando falamos de padrão hegemônico dos jovens na mídia não
podemos deixar de visualizar jovens bonitos, felizes, bem vestidos, que fazem uso das
tecnologias, vivem incluídos em um grupo e namoram. Porém essa visão é
totalmente contrastante com outro grupo de jovens que não possuem a mesma
visibilidade na mídia e na sociedade, os que trabalham, têm filhos, casam com
menores condições econômicas.

“Existem apropriações da mídia de diferentes formas entre as
classes. A juventude popular é diferente da juventude de classe média ou alta. E
não existe mais um movimento de classe com um sentido político para modificar
as classes, os movimentos de resistência não são para mudar o sistema capitalista
e, sim, para se incluir nele”, explica a professora.

Porém, não é só a diferença de classe que interfere na forma
de apropriação do conteúdo da mídia.  Ela
explica que o gênero, a faixa etária, etnia, e tudo que pertence à ordem da identidade
também influencia o modo como se irá reagir aos conteúdos e selecionar o
conteúdo da mídia.

A mídia também é influenciada pela sociedade, na opinião da
professora Veneza, pois a mídia muitas vezes captura movimentos emergentes na
sociedade porque vê que pode obter lucro com aquilo e cria uma estrada de mão
dupla, onde uma influencia a outra.

Historicamente, a maioria procura se adequar e as minorias repudiam o hegemônico
mas o que unifica é o fato que ninguém gosta de afirmar que é influenciado pela
mídia.

 

Acompanhe as atividades do Fórum  pelo blog:  www.forcomunifra.blogspot.com

e também pelo twitter: twitter.com/forcomunifra