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Livro Livre com Caco Barcellos é sucesso na Feira do Livro

Na noite de 26 de abril, quarta-feira, a atração da Feira do Livro foi o jornalista da Rede Globo, Caco Barcellos. Olhares apreensivos, grande aglomeração de pessoas e os bancos da praça lotados mostravam a expectativa do público para ver mais de perto o jornalista. Com 40 minutos de atraso, Caco subiu ao palco sob muitos aplausos e durante a apresentação foi carismático e demonstrou empatia com a plateia.

No bate-papo do Livro Livre, o jornalista falou sobre seus livros Rota 66, O Abusado e Nicarágua: a Revolução das Crianças e contou sobre os anos de pesquisa para escrever sobre a polícia que mata em São Paulo e no Rio de Janeiro. Também comentou a forma como as milícias abusam do poder nas favelas e ainda revelou como conseguia conquistar a confiança dos moradores do morro e dos traficantes para realizar seu trabalho. “Preciso conquistar um morador, depois o vizinho e após o quarteirão. Então já é um quarteirão a menos contra mim”, relatou Caco.

Quando o público pode realizar as perguntas para o jornalista, as principais dúvidas ficaram em torno do tráfico de drogas e da violência urbana. Ao ser questionado se uma forma de diminuir a violência nas ruas pode ser a legalização das drogas, Caco argumentou que este é um assunto ainda a ser debatido em sociedade e com o Estado: “É preciso discutir sobre as drogas, mas nada pode estar pior do que está”.

Com os olhos fixados no palco, atentos ao jornalista e à sua fala, o aposentado Delei Diniz, 54 anos, revela que foi o jornalista consagrado da TV Globo que o levou à Feira na noite de ontem. “Admiro muito ele, trabalha em casos concretos, jornalismo sério. Homem de bom caráter, personalidade, estou aqui só para ver ele”, disse.

Algumas pessoas assistiam o bate-papo em pé, os lugares estavam todos ocupados, e muretas e escadas se tornaram assento para o povo. Para a artista plástica Fernanda Martelli, 28 anos, que também assistiu toda a conversa, Santa Maria tem poucos eventos assim, que tragam personalidades importantes. “Só estou parada aqui porque é o Caco Barcelos”.

Caco Barcellos também comentou sobre o alto preço dos livros e a desvalorização do autor que recebe apenas 10% do lucro de sua obra. Apesar das pessoas ainda quererem fazer perguntas, já havia passado do horário previsto de encerramento. O jornalista agradeceu a plateia e se despediu, sendo aplaudido em pé por quem acompanhou o debate.

No final, os livreiros anunciaram que todos os exemplares dos livros de Caco Barcellos foram vendidos durante o “Livro Livre”, em todas as bancas da Feira. Após o anúncio, uma fila de pessoas se formou ao lado do palco, esperando receber um autógrafo. A organização da Feira está empenhada em repor mais exemplares das obras de Caco Barcellos, mas está com dificuldade de encontrar. "Mesmo que a gente consiga comprar, não devem chegar a tempo do final da Feira", explica o presidente da Câmara do Livro de Santa Maria, Télcio Brezolin.

 

 

 

O jornalista Caco Barcellos é apresentador do programa Profissão Repórter, que mostra diferentes ângulos da reportagem, com participação de jovens repórteres. Há um ano, a egressa do Curso de Jornalismo  do Centro Universitário Franciscano, Caroline Kleinubing, faz parte da equipe do programa. 

 

As notícias, fotos, lista dos mais vendidos e atualizações da
programação da Feira do LIvro de Santa Maria 2010 podem ser encontradas
em www.feiradolivrosm.com.br

A novidade este ano é o twitter.com/feiradolivrosm

 

Fotos:  Diego Fontanella (Laboratório de Fotografia e Memória)

 

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Na noite de 26 de abril, quarta-feira, a atração da Feira do Livro foi o jornalista da Rede Globo, Caco Barcellos. Olhares apreensivos, grande aglomeração de pessoas e os bancos da praça lotados mostravam a expectativa do público para ver mais de perto o jornalista. Com 40 minutos de atraso, Caco subiu ao palco sob muitos aplausos e durante a apresentação foi carismático e demonstrou empatia com a plateia.

No bate-papo do Livro Livre, o jornalista falou sobre seus livros Rota 66, O Abusado e Nicarágua: a Revolução das Crianças e contou sobre os anos de pesquisa para escrever sobre a polícia que mata em São Paulo e no Rio de Janeiro. Também comentou a forma como as milícias abusam do poder nas favelas e ainda revelou como conseguia conquistar a confiança dos moradores do morro e dos traficantes para realizar seu trabalho. “Preciso conquistar um morador, depois o vizinho e após o quarteirão. Então já é um quarteirão a menos contra mim”, relatou Caco.

Quando o público pode realizar as perguntas para o jornalista, as principais dúvidas ficaram em torno do tráfico de drogas e da violência urbana. Ao ser questionado se uma forma de diminuir a violência nas ruas pode ser a legalização das drogas, Caco argumentou que este é um assunto ainda a ser debatido em sociedade e com o Estado: “É preciso discutir sobre as drogas, mas nada pode estar pior do que está”.

Com os olhos fixados no palco, atentos ao jornalista e à sua fala, o aposentado Delei Diniz, 54 anos, revela que foi o jornalista consagrado da TV Globo que o levou à Feira na noite de ontem. “Admiro muito ele, trabalha em casos concretos, jornalismo sério. Homem de bom caráter, personalidade, estou aqui só para ver ele”, disse.

Algumas pessoas assistiam o bate-papo em pé, os lugares estavam todos ocupados, e muretas e escadas se tornaram assento para o povo. Para a artista plástica Fernanda Martelli, 28 anos, que também assistiu toda a conversa, Santa Maria tem poucos eventos assim, que tragam personalidades importantes. “Só estou parada aqui porque é o Caco Barcelos”.

Caco Barcellos também comentou sobre o alto preço dos livros e a desvalorização do autor que recebe apenas 10% do lucro de sua obra. Apesar das pessoas ainda quererem fazer perguntas, já havia passado do horário previsto de encerramento. O jornalista agradeceu a plateia e se despediu, sendo aplaudido em pé por quem acompanhou o debate.

No final, os livreiros anunciaram que todos os exemplares dos livros de Caco Barcellos foram vendidos durante o “Livro Livre”, em todas as bancas da Feira. Após o anúncio, uma fila de pessoas se formou ao lado do palco, esperando receber um autógrafo. A organização da Feira está empenhada em repor mais exemplares das obras de Caco Barcellos, mas está com dificuldade de encontrar. "Mesmo que a gente consiga comprar, não devem chegar a tempo do final da Feira", explica o presidente da Câmara do Livro de Santa Maria, Télcio Brezolin.

 

 

 

O jornalista Caco Barcellos é apresentador do programa Profissão Repórter, que mostra diferentes ângulos da reportagem, com participação de jovens repórteres. Há um ano, a egressa do Curso de Jornalismo  do Centro Universitário Franciscano, Caroline Kleinubing, faz parte da equipe do programa. 

 

As notícias, fotos, lista dos mais vendidos e atualizações da
programação da Feira do LIvro de Santa Maria 2010 podem ser encontradas
em www.feiradolivrosm.com.br

A novidade este ano é o twitter.com/feiradolivrosm

 

Fotos:  Diego Fontanella (Laboratório de Fotografia e Memória)