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Simpósio ambiental discute poluição atmosférica

Nas últimas semanas, as queimadas nas regiões norte e centro-oeste do país são notícias constantes nos jornais e telejornais. Não é à toa que a preocupação aumenta em torno do assunto à medida que a seca atinge diversas regiões. O Brasil representa um dos maiores poluidores da atmosfera do mundo. No segundo dia de palestras da semana comemorativa aos 10 anos do curso de Engenharia Ambiental , a tarde de quarta-feira foi dedicada à temática Ar.

Para falar sobre Monitoramento da qualidade do ar a convidada foi a engenheira química e professora Damaris Kirsch Pinheiro, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Para apresentar o Controle da poluição atmosférica e odores, o convidado foi o engenheiro civil e professor Henrique de Melo Lisboa, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Segundo Damaris Kirsch, o excesso de acúmulo de aerossóis traz graves problemas de saúde para os moradores das grandes cidades e, hoje, já atinge outras regiões, pois as partículas ficam suspensas e se espalham conforme o movimento atmosférico. Os estados que mais praticaram queimadas nos últimos anos foram o Pará, o Tocantins e o Amazonas.

O que são aerossóis?

São partículas tanto sólidas quanto líquidas, que incluem fumaça, fuligem, poeira, nevoeiros, “sprays”, entre outras. Podem ficar em suspensão durante horas até sete dias. São emitidos em um local, mas o movimento atmosférico carrega e o movimenta para outros locais. São eles que influenciam no balanço da radiação da atmosfera e o clima.

Pela intensidade de focos de queimadas no centro-oeste do Brasil, Paraguai e norte da Argentina, há o aumento da quantidade de aerossóis e monóxido de carbono na atmosfera. Essa poluição está convergindo para outras regiões e chega até o Rio Grande do Sul. Junto com as frentes frias, provoca neblina e até chuvas ácidas, como ocorreu entre os dias 11 e 13 de agosto, em Porto Alegre.

“O Brasil aumentou 160% as suas queimadas em apenas um ano”, relata a palestrante.

E os efeitos na Saúde?

As partículas pequenas que chegam até o pulmão provocam:

– O aumento dos sintomas como irritação nas vias aéreas;

– A diminuição das funções dos pulmões;

– Agravamento da asma e desenvolvimento de bronquite crônica;

– Batimentos cardíacos irregulares, entre outras mudanças na saúde.

Outras questões que afetam a população das cidades que possuem indústrias são os odores. O desenvolvimento tecnológico e industrial gerados por processos químicos e biológicos, como também atividades agrícolas, urbanas e naturais podem trazer impacto na qualidade do ar e alterar o cheiro. Isso afeta quem trabalha nas empresas e gera incômodo aos moradores. Segundo o engenheiro Henrique de Melo Lisboa, o maior índice de reclamação da poluição atmosférica é sobre os odores.

“A poluição atmosférica começa na fonte, é preciso criar sistemas de exaustão, dutos dimensionados para capturar os poluentes, dentro das indústrias”, explica Lisboa,  ao detalhar os estudos sobre odores e desodorização no Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC.

 

Fotos: Ana Rauber (Laboratório de Fotografia e Memória)

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Nas últimas semanas, as queimadas nas regiões norte e centro-oeste do país são notícias constantes nos jornais e telejornais. Não é à toa que a preocupação aumenta em torno do assunto à medida que a seca atinge diversas regiões. O Brasil representa um dos maiores poluidores da atmosfera do mundo. No segundo dia de palestras da semana comemorativa aos 10 anos do curso de Engenharia Ambiental , a tarde de quarta-feira foi dedicada à temática Ar.

Para falar sobre Monitoramento da qualidade do ar a convidada foi a engenheira química e professora Damaris Kirsch Pinheiro, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Para apresentar o Controle da poluição atmosférica e odores, o convidado foi o engenheiro civil e professor Henrique de Melo Lisboa, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Segundo Damaris Kirsch, o excesso de acúmulo de aerossóis traz graves problemas de saúde para os moradores das grandes cidades e, hoje, já atinge outras regiões, pois as partículas ficam suspensas e se espalham conforme o movimento atmosférico. Os estados que mais praticaram queimadas nos últimos anos foram o Pará, o Tocantins e o Amazonas.

O que são aerossóis?

São partículas tanto sólidas quanto líquidas, que incluem fumaça, fuligem, poeira, nevoeiros, “sprays”, entre outras. Podem ficar em suspensão durante horas até sete dias. São emitidos em um local, mas o movimento atmosférico carrega e o movimenta para outros locais. São eles que influenciam no balanço da radiação da atmosfera e o clima.

Pela intensidade de focos de queimadas no centro-oeste do Brasil, Paraguai e norte da Argentina, há o aumento da quantidade de aerossóis e monóxido de carbono na atmosfera. Essa poluição está convergindo para outras regiões e chega até o Rio Grande do Sul. Junto com as frentes frias, provoca neblina e até chuvas ácidas, como ocorreu entre os dias 11 e 13 de agosto, em Porto Alegre.

“O Brasil aumentou 160% as suas queimadas em apenas um ano”, relata a palestrante.

E os efeitos na Saúde?

As partículas pequenas que chegam até o pulmão provocam:

– O aumento dos sintomas como irritação nas vias aéreas;

– A diminuição das funções dos pulmões;

– Agravamento da asma e desenvolvimento de bronquite crônica;

– Batimentos cardíacos irregulares, entre outras mudanças na saúde.

Outras questões que afetam a população das cidades que possuem indústrias são os odores. O desenvolvimento tecnológico e industrial gerados por processos químicos e biológicos, como também atividades agrícolas, urbanas e naturais podem trazer impacto na qualidade do ar e alterar o cheiro. Isso afeta quem trabalha nas empresas e gera incômodo aos moradores. Segundo o engenheiro Henrique de Melo Lisboa, o maior índice de reclamação da poluição atmosférica é sobre os odores.

“A poluição atmosférica começa na fonte, é preciso criar sistemas de exaustão, dutos dimensionados para capturar os poluentes, dentro das indústrias”, explica Lisboa,  ao detalhar os estudos sobre odores e desodorização no Departamento de Engenharia Sanitária e Ambiental da UFSC.

 

Fotos: Ana Rauber (Laboratório de Fotografia e Memória)