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Venda de bebidas alcoólicas tumultua arredores da Unifra

Os bares e distribuidoras de bebidas alcoólicas, em sua maioria, sempre atraem pessoas que querem beber, descontrair e conversar, entre outras coisas. Mas quando eles se estabelecem em locais próximos a instituições de ensino, se tornam uma dor de cabeça. Isso é o que ocorre próximo aos conjuntos I e III da Unifra. Os proprietários abrem seus estabelecimentos no entorno do Centro Universitário pelo grande fluxo de estudantes.

Algumas das reclamações são pelo fato dos frequentadores dos bares ficarem nas ruas, sem condições de higiene, além da algazarra no local. Há poucos dias, a Igreja Nossa Senhora do Rosário gradeou as laterais do prédio. O motivo é que as escadarias estavam sendo usadas como bancos pelosjovens que se reúnem para beber.


Segundo a reitora da Unifra, professora Irani Rupolo, esta preocupação não é recente. Há cerca de cinco anos ela procura autoridades para que solucionem esses problemas. No entanto, todas se dizem incapazes de resolverem sozinhas. A reitora ainda ressalta que antes que fosse aberto qualquer bar  próximo ao Conjunto III, ela havia solicitado à Prefeitura para que não permitisse. Mas nada foi feito para impedir a abertura dos bares.


A preocupação da professora Irani é com os jovens, pois alguns estudantes procuram os bares nos intervalos das aulas. “Se nós queremos a saúde do jovem, como vamos vender bebidas na porta das escolas?",  questiona. “Que lucro isso dá, se prejudica o jovem?”. Ela ainda diz que se houvesse uma lei que proibisse essa prática de venda, iria diminuir a motivação para ingerir bebidas alcoólicas. “Agora somente a ordem pública para resolver”.


A reitora ainda acrescenta que a preocupação não é somente com os alunos da Unifra, mas com toda a cidade, pois, em algumas escolas existem bares por perto. “A nossa cidade está muito lenta em relação a esse assunto”, lamenta.


Segundo o promotor público João Marcos Adede y Castro, cada problema tem que ser estudado individualmente. Mas acrescenta que já está havendo uma investigação na distribuidora em frente ao conjunto III. “Tem que ver a situação de cada um, quem sabe estabelecer critérios de convivência”, disse o promotor.


Para o Dr. Adede y Castro, a questão acústica, higiene dos bares e estruturas são algumas das medidas que têm que ser averiguadas. Ele diz que é preciso ter bom senso para uma boa convivência e fazer uma interpretação racional sobre esses casos, mas que a maioria destes estabelecimentos está autorizada pelo município. “Cada um tem que exercer sua atividade sem incomodar o outro. A princípio não há nenhuma proibição desses bares se estabelecerem nesses locais”, diz.


A opinião dos proprietários de bares sobre o assunto


Bar Stribe: “isso é um transtorno mesmo, mas quando vim para cá não existia a Unifra aqui nesse conjunto. Tenho esse bar há 11 anos”, relata o proprietário Edson Batista Stribe. Segundo ele, uma maneira de boa convivência é, talvez, diminuir os horários e se adequar às leis. “Vou fazer o que for pedido pela lei”, disse.


Restaurante e Lancheria Bom Motivo: Segundo a proprietária, Deise de Oliveira, não tem problemas com estudantes, pois seu público é outro. “Mas acho certo, deveria ser proibida a venda de bebidas, sim! Principalmente para menores, e é o caso de alguns estudantes”.


Bar da Bia: O proprietário, Beloni Knoll, acredita que seu bar não prejudica o Centro Universitário. “Se a Unifra pagar nossos salários eu fecho o bar”.


Garage Bar: “A principio consigo controlar o pessoal que bebe aqui dentro, tento evitar que eles bebam do lado de fora”, disse o dono do bar, Vanderson Charão Rodrigues. Ainda acrescenta que sempre que os carros estacionados estão com som  alto, ele mesmo pede que baixem o volume. “Depois a reclamação vem para mim”, disse.  Rodrigues falou que já recebeu reclamações dos vizinhos pelo excesso de barulho.


República das Bebidas: Os proprietários foram procurados diversas vezes pela Agência CentralSul para dar sua opinião e falar sobre as investigações. No entanto, em nenhuma das oportunidades foram encontrados os responsáveis.

 

Fotos: Potira Souto, Halisson Barcelos e Rômulo D’Avila (Laboratório de Fotografia e Memória)

 

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Os bares e distribuidoras de bebidas alcoólicas, em sua maioria, sempre atraem pessoas que querem beber, descontrair e conversar, entre outras coisas. Mas quando eles se estabelecem em locais próximos a instituições de ensino, se tornam uma dor de cabeça. Isso é o que ocorre próximo aos conjuntos I e III da Unifra. Os proprietários abrem seus estabelecimentos no entorno do Centro Universitário pelo grande fluxo de estudantes.

Algumas das reclamações são pelo fato dos frequentadores dos bares ficarem nas ruas, sem condições de higiene, além da algazarra no local. Há poucos dias, a Igreja Nossa Senhora do Rosário gradeou as laterais do prédio. O motivo é que as escadarias estavam sendo usadas como bancos pelosjovens que se reúnem para beber.


Segundo a reitora da Unifra, professora Irani Rupolo, esta preocupação não é recente. Há cerca de cinco anos ela procura autoridades para que solucionem esses problemas. No entanto, todas se dizem incapazes de resolverem sozinhas. A reitora ainda ressalta que antes que fosse aberto qualquer bar  próximo ao Conjunto III, ela havia solicitado à Prefeitura para que não permitisse. Mas nada foi feito para impedir a abertura dos bares.


A preocupação da professora Irani é com os jovens, pois alguns estudantes procuram os bares nos intervalos das aulas. “Se nós queremos a saúde do jovem, como vamos vender bebidas na porta das escolas?",  questiona. “Que lucro isso dá, se prejudica o jovem?”. Ela ainda diz que se houvesse uma lei que proibisse essa prática de venda, iria diminuir a motivação para ingerir bebidas alcoólicas. “Agora somente a ordem pública para resolver”.


A reitora ainda acrescenta que a preocupação não é somente com os alunos da Unifra, mas com toda a cidade, pois, em algumas escolas existem bares por perto. “A nossa cidade está muito lenta em relação a esse assunto”, lamenta.


Segundo o promotor público João Marcos Adede y Castro, cada problema tem que ser estudado individualmente. Mas acrescenta que já está havendo uma investigação na distribuidora em frente ao conjunto III. “Tem que ver a situação de cada um, quem sabe estabelecer critérios de convivência”, disse o promotor.


Para o Dr. Adede y Castro, a questão acústica, higiene dos bares e estruturas são algumas das medidas que têm que ser averiguadas. Ele diz que é preciso ter bom senso para uma boa convivência e fazer uma interpretação racional sobre esses casos, mas que a maioria destes estabelecimentos está autorizada pelo município. “Cada um tem que exercer sua atividade sem incomodar o outro. A princípio não há nenhuma proibição desses bares se estabelecerem nesses locais”, diz.


A opinião dos proprietários de bares sobre o assunto


Bar Stribe: “isso é um transtorno mesmo, mas quando vim para cá não existia a Unifra aqui nesse conjunto. Tenho esse bar há 11 anos”, relata o proprietário Edson Batista Stribe. Segundo ele, uma maneira de boa convivência é, talvez, diminuir os horários e se adequar às leis. “Vou fazer o que for pedido pela lei”, disse.


Restaurante e Lancheria Bom Motivo: Segundo a proprietária, Deise de Oliveira, não tem problemas com estudantes, pois seu público é outro. “Mas acho certo, deveria ser proibida a venda de bebidas, sim! Principalmente para menores, e é o caso de alguns estudantes”.


Bar da Bia: O proprietário, Beloni Knoll, acredita que seu bar não prejudica o Centro Universitário. “Se a Unifra pagar nossos salários eu fecho o bar”.


Garage Bar: “A principio consigo controlar o pessoal que bebe aqui dentro, tento evitar que eles bebam do lado de fora”, disse o dono do bar, Vanderson Charão Rodrigues. Ainda acrescenta que sempre que os carros estacionados estão com som  alto, ele mesmo pede que baixem o volume. “Depois a reclamação vem para mim”, disse.  Rodrigues falou que já recebeu reclamações dos vizinhos pelo excesso de barulho.


República das Bebidas: Os proprietários foram procurados diversas vezes pela Agência CentralSul para dar sua opinião e falar sobre as investigações. No entanto, em nenhuma das oportunidades foram encontrados os responsáveis.

 

Fotos: Potira Souto, Halisson Barcelos e Rômulo D’Avila (Laboratório de Fotografia e Memória)