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Vírus H1N1 novamente em pauta

Antigos problemas, novos desafios: a questão da Gripe A no Brasil foi o tema da mesa-redonda  realizada no campus I da Unifra nessa terça-feira à noite, durante a 3ª Jornada Interdisciplinar em Saúde.

Os integrantes da mesa eram Alexandre Vargas Scwarzbold, médico-infectologista do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM); Luciane Ramos, enfermeira do Setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Claudete Schroeder Lopes, delegada Regional de Saúde da 4ª CRS.

Segundo a enfermeira Luciane Ramos, esta não é a primeira epidemia com o vírus H1N1 mas, sim, a quinta. “A primeira epidemia ocorreu em 1889 com 300 mil pessoas mortas. A segunda, em 1918, foi a famosa Gripe Espanhola, durante a Primeira Guerra Mundial, que matou 50% da população mundial, cerca de 40 milhões de pessoas”, conta Luciane. 

Para o ano de 2010, as estratégias de vigilância para a saúde pretendem evitar que o episódio do ano passado se repita. “Estamos seguindo todas as orientações do Ministério da Saúde. Como a campanha da vacina está em fase de finalização, agora vamos ampliar a divulgação das medidas de prevenção. Estamos monitorando os casos graves hospitalizados de síndrome respiratória aguda e esperamos que com a cobertura ocorra a diminuição significativa de vírus circulante” diz Luciane.

A delegada Claudete explicou que a transmissão do vírus H1N1 é semelhante à da influenza sazonal (gripe comum) e pode ser contraída de maneira indireta, pelas mãos, e direta, pelo contato com secreções das vias respiratórias, por exemplo. Devido às formas de transmissão da doença, cuidados como higienizar as mãos, usar lenços descartáveis, não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal, evitar locais aglomerados e apertos de mão, abraços e beijo social são necessários.

A polêmica da vacina – Não há consenso sobre o uso da vacina e surgiram várias versões e opiniões sobre o vírus e o uso do Tamiflu. Na opinião do médico Alexandre Scwarzbold, muitas teorias que surgiram na Internet são mito, como, por exemplo, a criação de um vírus em laboratório, em função da alta concentração de mercúrio na vacina, além do fato das crianças e velhos serem os principais grupos de riscos. Mesmo assim, não defende o uso do Tamiflu em casos que não são diagnosticados a gripe A.

“Tomar Tamiflu por causa de qualquer resfriado não é adequado. Se estão tomando de modo desnecessário pode ter efeito adverso e outro problema é que o vírus pode criar resistência ao remédio”, comenta Alexandre. 

Segundo a enfermeira Luciane é comum uma mínima quantidade de mercúrio na maioria das vacinas, o que não causa nenhum dano ao corpo humano, segundo ela. O médico apresentou dados que mostravam que os jovens e adultos são os que mais contraíram a doença e a maioria dos casos de mortes estava nessa faixa etária. Contudo, também são os que menos se vacinaram nesta atual campanha.

A
delegada de Saúde afirma que vacinação é uma cultura que o povo brasileiro tem
que desenvolver, pois sempre houve desconfiança e resistência à vacina, referindo-se à Revolta da Vacina ocorrida em 1904 no Rio de Janeiro contra a
vacinação imposta pelo governo federal.

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O erro em Santa Maria – A respeito dos 564 casos que receberam doses incorretas de vacina contra o vírus H1N1, em Santa Maria, Luciane afirmou que 80% das pessoas já foram revacinadas com a vacina do laboratório Butantan, que é frasco único. A vacina que foi utilizada era da companhia farmacêutica britânica Glaxo SmithKline (GSK) que é dividida em dois frascos, os quais devem ser misturados antes de aplicados, o que não aconteceu. Quem tomou a dose errada foi chamado para a segunda aplicação. Segundo a enfermeira, não são esperadas reações adversas para quem tomou só uma dose ou a outra.

Foto: Diego Fontanella (Laboratório de Fotografia e Memória)

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Antigos problemas, novos desafios: a questão da Gripe A no Brasil foi o tema da mesa-redonda  realizada no campus I da Unifra nessa terça-feira à noite, durante a 3ª Jornada Interdisciplinar em Saúde.

Os integrantes da mesa eram Alexandre Vargas Scwarzbold, médico-infectologista do Hospital Universitário de Santa Maria (HUSM); Luciane Ramos, enfermeira do Setor de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) e Claudete Schroeder Lopes, delegada Regional de Saúde da 4ª CRS.

Segundo a enfermeira Luciane Ramos, esta não é a primeira epidemia com o vírus H1N1 mas, sim, a quinta. “A primeira epidemia ocorreu em 1889 com 300 mil pessoas mortas. A segunda, em 1918, foi a famosa Gripe Espanhola, durante a Primeira Guerra Mundial, que matou 50% da população mundial, cerca de 40 milhões de pessoas”, conta Luciane. 

Para o ano de 2010, as estratégias de vigilância para a saúde pretendem evitar que o episódio do ano passado se repita. “Estamos seguindo todas as orientações do Ministério da Saúde. Como a campanha da vacina está em fase de finalização, agora vamos ampliar a divulgação das medidas de prevenção. Estamos monitorando os casos graves hospitalizados de síndrome respiratória aguda e esperamos que com a cobertura ocorra a diminuição significativa de vírus circulante” diz Luciane.

A delegada Claudete explicou que a transmissão do vírus H1N1 é semelhante à da influenza sazonal (gripe comum) e pode ser contraída de maneira indireta, pelas mãos, e direta, pelo contato com secreções das vias respiratórias, por exemplo. Devido às formas de transmissão da doença, cuidados como higienizar as mãos, usar lenços descartáveis, não partilhar alimentos, copos, toalhas e objetos de uso pessoal, evitar locais aglomerados e apertos de mão, abraços e beijo social são necessários.

A polêmica da vacina – Não há consenso sobre o uso da vacina e surgiram várias versões e opiniões sobre o vírus e o uso do Tamiflu. Na opinião do médico Alexandre Scwarzbold, muitas teorias que surgiram na Internet são mito, como, por exemplo, a criação de um vírus em laboratório, em função da alta concentração de mercúrio na vacina, além do fato das crianças e velhos serem os principais grupos de riscos. Mesmo assim, não defende o uso do Tamiflu em casos que não são diagnosticados a gripe A.

“Tomar Tamiflu por causa de qualquer resfriado não é adequado. Se estão tomando de modo desnecessário pode ter efeito adverso e outro problema é que o vírus pode criar resistência ao remédio”, comenta Alexandre. 

Segundo a enfermeira Luciane é comum uma mínima quantidade de mercúrio na maioria das vacinas, o que não causa nenhum dano ao corpo humano, segundo ela. O médico apresentou dados que mostravam que os jovens e adultos são os que mais contraíram a doença e a maioria dos casos de mortes estava nessa faixa etária. Contudo, também são os que menos se vacinaram nesta atual campanha.

A
delegada de Saúde afirma que vacinação é uma cultura que o povo brasileiro tem
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Foto: Diego Fontanella (Laboratório de Fotografia e Memória)