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Editora executiva da Zero Hora fala sobre Jornalismo Cultural na Unifra

 claudia_laitano_fabiane_milani.jpg “O jornalista cultural deve estar ligado naquilo que ainda não aconteceu, mas vai  acontecer. Oferecer um repertório cultural ao leitor”, enfatiza a jornalista Claudia Laitano, editora-executiva da área de cultura e colunista do jornal Zero Hora durante palestra no Salão de Atos da Unifra.
Claudia esteve em Santa Maria nesta última quinta-feira, 5 de maio, e conversou com os acadêmicos dos cursos de Jornalismo.

“O jornalismo cultural faz parte de todo esse caldo cultural – com as artes, a música e o cinema, e ele está tentando se moldar”, diz Claudia Laitano sobre o desafio de se fazer jornalismo cultural em um momento em que os leitores são multifacetados e não é mais um público homogêneo.

Segundo a jornalista, o maior desafio é captar os leitores jovens para o jornalismo impresso. Hoje, ainda se pergunta se o formato vai sobreviver com uma geração que não consome notícia desta forma. “O tempo médio que o leitor dedica à leitura de um jornal é em média 21 minutos”, conta Claudia.

claudia_laitano_fabianemilani.jpgSobre o jornalismo online, Claudia afirma que o papel do jornalista é filtrar essas reportagens e informações que são publicadas de forma instantânea na internet. “O jornalista deixou de ser um mediador. Ele não traz mais a novidade de um lugar longínquo, que ninguém conhece”, explica ela, sobre o fácil acesso de informação sobre cultura que o leitor já tem, e o desafio que o profissional da comunicação tem ao apresentar uma novidade cultural ao público impresso.

Na hora de se escolher um assunto para virar pauta, Claudia explica que é necessário saber se o que vai ser publicado é o que o leitor já sabe, ou o que deveria saber. Um exemplo, citado pela jornalista, são os assuntos relacionados às celebridades. A mídia, principalmente na internet, está sempre divulgando notícias sobre os famosos. Portanto, um caderno cultural precisa ajudar as pessoas a criarem repertório e a conhecer outros produtos culturais, apostar e apresentar outros talentos ao público do impresso. Além da indústria cultural e da agenda, mostrar o que está acontecendo na cidade como serviço para o leitor.

“O jornalista tem que sair do lugar comum, causar debate defendendo a cultura”, enfatiza a editora. Ela ainda comenta sobre a importância das redações terem jornalistas de qualidade e especializados, com o poder crítico. As empresas, cada vez mais, investem em profissionais pró-ativos e com o poder de perceber o que está acontecendo ao redor. Ser interlocutor cultural local e regional.

Claudia Laitano é jornalista com especialização em Economia da Cultura. Desde 2000 é editora da área cultural do jornal Zero Hora, no qual, a partir de 2004, passou a publicar crônicas semanais. A palestra realizada no Centro Universitário Franciscano faz parte das comemorações dos 47 anos da ZH.

Fotos: Fabiane Milani (Laboratório de Fotografia e Memória)

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 claudia_laitano_fabiane_milani.jpg “O jornalista cultural deve estar ligado naquilo que ainda não aconteceu, mas vai  acontecer. Oferecer um repertório cultural ao leitor”, enfatiza a jornalista Claudia Laitano, editora-executiva da área de cultura e colunista do jornal Zero Hora durante palestra no Salão de Atos da Unifra.
Claudia esteve em Santa Maria nesta última quinta-feira, 5 de maio, e conversou com os acadêmicos dos cursos de Jornalismo.

“O jornalismo cultural faz parte de todo esse caldo cultural – com as artes, a música e o cinema, e ele está tentando se moldar”, diz Claudia Laitano sobre o desafio de se fazer jornalismo cultural em um momento em que os leitores são multifacetados e não é mais um público homogêneo.

Segundo a jornalista, o maior desafio é captar os leitores jovens para o jornalismo impresso. Hoje, ainda se pergunta se o formato vai sobreviver com uma geração que não consome notícia desta forma. “O tempo médio que o leitor dedica à leitura de um jornal é em média 21 minutos”, conta Claudia.

claudia_laitano_fabianemilani.jpgSobre o jornalismo online, Claudia afirma que o papel do jornalista é filtrar essas reportagens e informações que são publicadas de forma instantânea na internet. “O jornalista deixou de ser um mediador. Ele não traz mais a novidade de um lugar longínquo, que ninguém conhece”, explica ela, sobre o fácil acesso de informação sobre cultura que o leitor já tem, e o desafio que o profissional da comunicação tem ao apresentar uma novidade cultural ao público impresso.

Na hora de se escolher um assunto para virar pauta, Claudia explica que é necessário saber se o que vai ser publicado é o que o leitor já sabe, ou o que deveria saber. Um exemplo, citado pela jornalista, são os assuntos relacionados às celebridades. A mídia, principalmente na internet, está sempre divulgando notícias sobre os famosos. Portanto, um caderno cultural precisa ajudar as pessoas a criarem repertório e a conhecer outros produtos culturais, apostar e apresentar outros talentos ao público do impresso. Além da indústria cultural e da agenda, mostrar o que está acontecendo na cidade como serviço para o leitor.

“O jornalista tem que sair do lugar comum, causar debate defendendo a cultura”, enfatiza a editora. Ela ainda comenta sobre a importância das redações terem jornalistas de qualidade e especializados, com o poder crítico. As empresas, cada vez mais, investem em profissionais pró-ativos e com o poder de perceber o que está acontecendo ao redor. Ser interlocutor cultural local e regional.

Claudia Laitano é jornalista com especialização em Economia da Cultura. Desde 2000 é editora da área cultural do jornal Zero Hora, no qual, a partir de 2004, passou a publicar crônicas semanais. A palestra realizada no Centro Universitário Franciscano faz parte das comemorações dos 47 anos da ZH.

Fotos: Fabiane Milani (Laboratório de Fotografia e Memória)