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Santa Maria, RS, Brazil

Encontro discute Transtorno Bipolar

O V Encontro Regional da AFAB (Associação de Familiares, Amigos e Bipolares de Santa Maria) iniciou hoje e vai até amanhã no salão de atos da Unifra, conjunto 1, na rua dos Andradas. O evento que reúne familiares, amigos, portadores do transtorno bipolar e profissionais da área da saúde, vindos de várias regiões do Brasil, discute o problema e as alternativas para o seu enfrentamento.

 

 

A AFAB, fuafabpsi.jpgndada em 28 de maio de 1997 em Santa Maria, foi a primeira associação do Brasil  criada através de um empreendedorismo social do idealizador Sergio Valter da Silva, portador de transtorno bipolar, e o apoio da médica psiquiatra Martha Noal. A Associação segue o padrão de associações de hipertensos, diabéticos e colostomizados, e presta atendimento a portadores e familiares, utilizando métodos psico-educacionais e realizando reuniões mensais que ocorrem nas quartas-feiras, abertas a interessados.

Bipolaridade

A bipolaridade é uma doença que faz com que o paciente oscile de humor, tendo momentos de irritação, tristeza e euforia. Após um diagnóstico correto, inicia um tratamento adequado, o que melhora – e muito – a vida dos pacientes e familiares. Não havendo o diagnóstico, isso pode prejudicar o cotidiano de portadores. “O melhor caminho que tem é a prevenção precoce, se existe uma patologia, que a gente a trate o quanto antes”, ressalta Martha Noal.

A doença é genética, mas pode ser agravada por várias consequências, principalmente na infância, como por exemplo, abuso sexual, abuso moral e físico e negligência paterna.

 Oficinas

Na tarde de hoje ocorreram  oficinas. Interativas, dinâmicas com a participação de todos os presentes e com métodos distintos: afab2.jpgNeuropsicologia, Arteterapia, Grupos de Familiares do Caps de Santa Cruz e Pensando a Família.

A oficina de Neuropsicolgia trabalhou com construção de cartazes, para que o grupo conseguisse através de suas produções, trabalhar com estereótipos, permitindo uma troca e interação entre grupos, “É uma atividade dinâmica  para construir  essa quebra de preconceitos”, diz a doutora em psicologia escolar e desenvolvimento, Ana Cristina Dias. 

 

Já na oficina de Arteterapia, que tem a proposta de usar a arte como forma de fala – uma terapia através da arte, através de técnicas artísticas. “A arteterapia serve como prevenção também, porque na verdade o que interessa é o fazer, não é a arte final”, declara Simone Cambraia, arteterapeuta.

 

afab_dulce.jpgEntre os participantes estava Dulce Edie Pedro dos Santos, que veio de São Vicente, São Paulo. “Acredito que esses apoios que tem hoje nos Caps, são muito importantes para familiares, porque isso dá segurança.”, afirma.

 

afab_denizard_jessica.jpgO atual presidente da associação, Denizar Oliveira da Silva, portador de bipolaridade e que hoje tem uma vida tranquila, é casado e aposentado. Ele conta que faz o seu tratamento corretamente, sem nunca desistir e acredita que o seu maior apoio está na AFAB. “É um vínculo para que a gente consiga dar continuidade ao tratamento. Ali tem um respaldo, com discussões entre familiares sobre a doença. Tem apoio ambulatorial, terapêutico. E  ainda precisa do lado social e cultural que ajuda muito”, diz ele.      

Para mais informações, acesse o site da AFAB.

 

Fotos: Jéssica Martini (Laboratório de Fotografia e Memória)

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O V Encontro Regional da AFAB (Associação de Familiares, Amigos e Bipolares de Santa Maria) iniciou hoje e vai até amanhã no salão de atos da Unifra, conjunto 1, na rua dos Andradas. O evento que reúne familiares, amigos, portadores do transtorno bipolar e profissionais da área da saúde, vindos de várias regiões do Brasil, discute o problema e as alternativas para o seu enfrentamento.

 

 

A AFAB, fuafabpsi.jpgndada em 28 de maio de 1997 em Santa Maria, foi a primeira associação do Brasil  criada através de um empreendedorismo social do idealizador Sergio Valter da Silva, portador de transtorno bipolar, e o apoio da médica psiquiatra Martha Noal. A Associação segue o padrão de associações de hipertensos, diabéticos e colostomizados, e presta atendimento a portadores e familiares, utilizando métodos psico-educacionais e realizando reuniões mensais que ocorrem nas quartas-feiras, abertas a interessados.

Bipolaridade

A bipolaridade é uma doença que faz com que o paciente oscile de humor, tendo momentos de irritação, tristeza e euforia. Após um diagnóstico correto, inicia um tratamento adequado, o que melhora – e muito – a vida dos pacientes e familiares. Não havendo o diagnóstico, isso pode prejudicar o cotidiano de portadores. “O melhor caminho que tem é a prevenção precoce, se existe uma patologia, que a gente a trate o quanto antes”, ressalta Martha Noal.

A doença é genética, mas pode ser agravada por várias consequências, principalmente na infância, como por exemplo, abuso sexual, abuso moral e físico e negligência paterna.

 Oficinas

Na tarde de hoje ocorreram  oficinas. Interativas, dinâmicas com a participação de todos os presentes e com métodos distintos: afab2.jpgNeuropsicologia, Arteterapia, Grupos de Familiares do Caps de Santa Cruz e Pensando a Família.

A oficina de Neuropsicolgia trabalhou com construção de cartazes, para que o grupo conseguisse através de suas produções, trabalhar com estereótipos, permitindo uma troca e interação entre grupos, “É uma atividade dinâmica  para construir  essa quebra de preconceitos”, diz a doutora em psicologia escolar e desenvolvimento, Ana Cristina Dias. 

 

Já na oficina de Arteterapia, que tem a proposta de usar a arte como forma de fala – uma terapia através da arte, através de técnicas artísticas. “A arteterapia serve como prevenção também, porque na verdade o que interessa é o fazer, não é a arte final”, declara Simone Cambraia, arteterapeuta.

 

afab_dulce.jpgEntre os participantes estava Dulce Edie Pedro dos Santos, que veio de São Vicente, São Paulo. “Acredito que esses apoios que tem hoje nos Caps, são muito importantes para familiares, porque isso dá segurança.”, afirma.

 

afab_denizard_jessica.jpgO atual presidente da associação, Denizar Oliveira da Silva, portador de bipolaridade e que hoje tem uma vida tranquila, é casado e aposentado. Ele conta que faz o seu tratamento corretamente, sem nunca desistir e acredita que o seu maior apoio está na AFAB. “É um vínculo para que a gente consiga dar continuidade ao tratamento. Ali tem um respaldo, com discussões entre familiares sobre a doença. Tem apoio ambulatorial, terapêutico. E  ainda precisa do lado social e cultural que ajuda muito”, diz ele.      

Para mais informações, acesse o site da AFAB.

 

Fotos: Jéssica Martini (Laboratório de Fotografia e Memória)