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Santa Maria, RS, Brazil

Seminário discute alternativas à produção do fumo

“Mais de 800 mil pessoas passam
fome no mundo. Parte disso existe porque há muita desigualdade social, fazendo
as pessoas não terem acesso ao alimento. Cerca de 40% dos alimentos são
desperdiçados, segundo dados do Conselho Nacional de Segurança
Alimentar. A fome no mundo moralmente não nos autoriza a cultivar plantas
nocivas. Produzir alimento é ter quantidade e qualidade de vida. Assim terá
menos fome e facilitará a igualdade entre as pessoas”.

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O depoimento da irmã Lourdes Dill
é um dos argumentos para a realização, nesta quinta-feira, em Novo Cabrais (RS) do
21° Seminário Estadual de Alternativas à Cultura do Fumo, promovido pela
Arquidiocese de Santa Maria.

O encontro ocorre anualmente em
diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Este ano, Novo Cabrais sedia o
encontro por haver, na região, grande número de plantadores de fumo que vive em
situação de precariedade.

O seminário deste ano tem como
lema “A Realidade da Agricultura Camponesa com Políticas Públicas e Reforma
Agrária”, que visa opções para a substituição de plantio que gere maior renda e
qualidade de vida.

A irmã Lourdes Dill, coordenadora
do Projeto Esperança/Cooesperança, que faz parte do trabalho do Banco da
Esperança da Arquidiocese de Santa Maria, diz que vê esse projeto como uma nova
maneira de encontrar soluções para os problemas sociais como a fome, a
exploração e a desigualdade social. “O fumo não é a solução, e é importante que
se abram caminhos para as alternativas”.

Irmã Lourdes explica a escolha do
tema e diz que o foco principal são as más condições de vida e a exploração dos
plantadores de fumo: “A fumicultura é forte e poucos plantadores têm terra
própria. São explorados pelos fumageiros, correm risco de vida e têm a
remuneração muito baixa”, conta.

A coordenadora do projeto fala
sobre a importância de substituir o cultivo do fumo por alimentos de consumo
saudável, como produtos agroindustriais e hortigranjeiros. “Plantação de
feijão, de verduras e legumes, criação de peixes são algumas das escolhas que
permitem uma renda concentrada que não se tem no fumo. Além disso, sempre é
preciso, pois o consumo destes é inevitável”, destaca.

Ela também destaca a questão da
saúde dos fumicultores e o índice de doenças entre os plantadores de fumo. “São
pessoas que trabalham sem nenhum tipo de proteção, fazendo com que a maioria
tenha câncer. As mortes nessa região são frequentes também em decorrência do
veneno e da má qualidade de vida”.

O Brasil perde somente para a
China na exportação do fumo. Entretanto, muitos dos plantadores vêm aderindo às
novas políticas de substituição, segundo a irmã. “No distrito de Santa Flora,
há mais ou menos sete anos existiam 50 plantadores. Hoje se sabe que o número é
bem menor, em função das mudanças e dos programas do governo”. A coordenadora
tem consciência de que parar a produção é impossível, mas afirma que muitos
produtores deixam a plantação por conta própria. “Não obrigamos ninguém a
deixar de plantar, o que fazemos é mostrar alternativas para que esses
plantadores vejam novas oportunidades. Produzimos um feirão colonial, onde
ex-plantadores de fumo expõem suas novas plantações e mostram seu novo estilo
de vida”, salienta.

 

Fotos: Arquivo/Agência CentralSul

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“Mais de 800 mil pessoas passam
fome no mundo. Parte disso existe porque há muita desigualdade social, fazendo
as pessoas não terem acesso ao alimento. Cerca de 40% dos alimentos são
desperdiçados, segundo dados do Conselho Nacional de Segurança
Alimentar. A fome no mundo moralmente não nos autoriza a cultivar plantas
nocivas. Produzir alimento é ter quantidade e qualidade de vida. Assim terá
menos fome e facilitará a igualdade entre as pessoas”.

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O depoimento da irmã Lourdes Dill
é um dos argumentos para a realização, nesta quinta-feira, em Novo Cabrais (RS) do
21° Seminário Estadual de Alternativas à Cultura do Fumo, promovido pela
Arquidiocese de Santa Maria.

O encontro ocorre anualmente em
diferentes cidades do Rio Grande do Sul. Este ano, Novo Cabrais sedia o
encontro por haver, na região, grande número de plantadores de fumo que vive em
situação de precariedade.

O seminário deste ano tem como
lema “A Realidade da Agricultura Camponesa com Políticas Públicas e Reforma
Agrária”, que visa opções para a substituição de plantio que gere maior renda e
qualidade de vida.

A irmã Lourdes Dill, coordenadora
do Projeto Esperança/Cooesperança, que faz parte do trabalho do Banco da
Esperança da Arquidiocese de Santa Maria, diz que vê esse projeto como uma nova
maneira de encontrar soluções para os problemas sociais como a fome, a
exploração e a desigualdade social. “O fumo não é a solução, e é importante que
se abram caminhos para as alternativas”.

Irmã Lourdes explica a escolha do
tema e diz que o foco principal são as más condições de vida e a exploração dos
plantadores de fumo: “A fumicultura é forte e poucos plantadores têm terra
própria. São explorados pelos fumageiros, correm risco de vida e têm a
remuneração muito baixa”, conta.

A coordenadora do projeto fala
sobre a importância de substituir o cultivo do fumo por alimentos de consumo
saudável, como produtos agroindustriais e hortigranjeiros. “Plantação de
feijão, de verduras e legumes, criação de peixes são algumas das escolhas que
permitem uma renda concentrada que não se tem no fumo. Além disso, sempre é
preciso, pois o consumo destes é inevitável”, destaca.

Ela também destaca a questão da
saúde dos fumicultores e o índice de doenças entre os plantadores de fumo. “São
pessoas que trabalham sem nenhum tipo de proteção, fazendo com que a maioria
tenha câncer. As mortes nessa região são frequentes também em decorrência do
veneno e da má qualidade de vida”.

O Brasil perde somente para a
China na exportação do fumo. Entretanto, muitos dos plantadores vêm aderindo às
novas políticas de substituição, segundo a irmã. “No distrito de Santa Flora,
há mais ou menos sete anos existiam 50 plantadores. Hoje se sabe que o número é
bem menor, em função das mudanças e dos programas do governo”. A coordenadora
tem consciência de que parar a produção é impossível, mas afirma que muitos
produtores deixam a plantação por conta própria. “Não obrigamos ninguém a
deixar de plantar, o que fazemos é mostrar alternativas para que esses
plantadores vejam novas oportunidades. Produzimos um feirão colonial, onde
ex-plantadores de fumo expõem suas novas plantações e mostram seu novo estilo
de vida”, salienta.

 

Fotos: Arquivo/Agência CentralSul