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Livro no Brasil é elitista, afirma Nikelen Witter

Nikelen Acosta Witter (centro), doutora em história pela UFF, e as debatedoras Monalisa Dias de Siqueira (UFRGS) e Ursula da Silva (UFPEL). Foto: Ana Carolina Grützmann

A 16° Jornada Nacional da Educação da Unifra chegou ao fim ontem (23),  e a leitura foi um dos temas abordados durante o dia.
A primeira conferência da tarde foi ministrada pela professora  Nikelen Acosta Witter, doutora em história pela UFF, e teve como debatedoras  as professoras Monalisa Dias de Siqueira(UFRGS) e  Ursula da Silva (UFPEL).

Nikelen Witter introduziu o tema “a leitura como memória do mundo” fazendo um levantamento histórico da evolução da escrita e do livro, relacionando-o com os processos da leitura. Ela faz uma análise da situação do Brasil e aponta as escolas como grandes responsáveis pelo desinteresse das crianças e dos jovens pela leitura. “A leitura não precisa necessariamente ser uma coisa pesada e chata. Na escola, ou o aluno lê aquilo que os professores oferecem ou ele será rotulado como um aluno que não gosta de ler”, afirma.

Ainda analisando o retrospecto da leitura em nosso país, Nikelen compreende que temos uma visão muito utilitarista da leitura. ‘’Você lê para passar no concurso, ou no vestibular. Acho que temos que ler por prazer e só assim vamos conseguir nos identificar e criar gosto pela leitura”.

Ao citar suas próprias experiências do colegial, a professora diz que aprendeu a ler longe da escola, buscando aquilo que lhe causava interesse, e fez um alerta sobre a imagem elitista do que se criou do livro no Brasil. “Isso causa um afastamento do público comum às livrarias, pois o cidadão comum não se sente convidado, ou até mesmo capaz de frequentar o ambiente literário.”

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Nikelen Acosta Witter (centro), doutora em história pela UFF, e as debatedoras Monalisa Dias de Siqueira (UFRGS) e Ursula da Silva (UFPEL). Foto: Ana Carolina Grützmann

A 16° Jornada Nacional da Educação da Unifra chegou ao fim ontem (23),  e a leitura foi um dos temas abordados durante o dia.
A primeira conferência da tarde foi ministrada pela professora  Nikelen Acosta Witter, doutora em história pela UFF, e teve como debatedoras  as professoras Monalisa Dias de Siqueira(UFRGS) e  Ursula da Silva (UFPEL).

Nikelen Witter introduziu o tema “a leitura como memória do mundo” fazendo um levantamento histórico da evolução da escrita e do livro, relacionando-o com os processos da leitura. Ela faz uma análise da situação do Brasil e aponta as escolas como grandes responsáveis pelo desinteresse das crianças e dos jovens pela leitura. “A leitura não precisa necessariamente ser uma coisa pesada e chata. Na escola, ou o aluno lê aquilo que os professores oferecem ou ele será rotulado como um aluno que não gosta de ler”, afirma.

Ainda analisando o retrospecto da leitura em nosso país, Nikelen compreende que temos uma visão muito utilitarista da leitura. ‘’Você lê para passar no concurso, ou no vestibular. Acho que temos que ler por prazer e só assim vamos conseguir nos identificar e criar gosto pela leitura”.

Ao citar suas próprias experiências do colegial, a professora diz que aprendeu a ler longe da escola, buscando aquilo que lhe causava interesse, e fez um alerta sobre a imagem elitista do que se criou do livro no Brasil. “Isso causa um afastamento do público comum às livrarias, pois o cidadão comum não se sente convidado, ou até mesmo capaz de frequentar o ambiente literário.”