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Livro sobre o olhar feminino no cinema é lançado em Santa Maria

O livro “O Olhar Feminino no Cinema”, organizado pela professora do Centro Universitário Franciscano (Unifra), Maria Cristina Tonetto, teve lançamento na Feira do Livro de Santa Maria, na tarde de sexta-feira, dia 4, durante a sessão de autógrafos. “É a primeira vez que participo de uma sessão de autógrafos na feira do livro. É uma grande satisfação porque é a realização de um trabalho que eu vinha batalhando há um ano e meio, com vários autores, colegas, estudiosos e curiosos de cinema”, comenta Cristina Tonetto.

A obra apresenta 14 artigos sobre personagens femininas no cinema e, para analisar essas mulheres foram convidados professores de diferentes cursos de graduação. A professora explica que o livro não é uma crítica e sim a visão dos autores sobre as personagens. “O livro não se propõem a ser uma crítica. Eu nunca pensei em fazer uma crítica. Ele é mais esse olhar de todos os autores sobre as personagens femininas. Como se vê essas personagens”.

O filme que a organizadora escolheu para analisar foi Gilda, por ser um personagem que representa uma mudança na representação da mulher. “Nesse primeiro momento – esse é o primeiro livro – , eu queria uma personagem que me remetesse ao cinema do século passado. E o filme Gilda tem muitas característica que mudam, que dão uma virada nessa representação da mulher no cinema. A mulher deixa de ser aquela mulher angelical e passa a ser mais ousada no cinema”, afirma Cristina.

Estiveram presentes na praça alguns autores que participaram do livro, entre eles, a professora do curso de Jornalismo Rosana Cabral Zucolo e o professor Marcos Pippi. O texto de Rosana Zucolo no livro fala sobre o filme “A excêntrica família de Antônia”. Segundo a autora, é um filme que evidencia a capacidade das pessoas serem solidárias, serem gregárias, além da diretora lidar muito com a criatividade, a imaginação. Penso que ele também revela essa capacidade humana da inventividade”.

Já o professor Marcos Pippi faz uma análise do filme nacional “Casa de Areia”. O motivo, segundo ele, é por ser uma história que aborda a condição feminina sob a perspectiva das diferenças entre as gerações de mulheres. “Eu me encantei na primeira vez que eu olhei o filme justamente por se tratar de um tema ligado ao feminino”.

O filme fala sobre o mito entre as diferentes gerações de mulheres no meio de um deserto de areia. Segundo o autor, a ideia do filme partiu das casas que eram engolidas pelas areias dos Lençóis maranhenses. “Então isso me pareceu depois, quando já estava elaborando o artigo, uma estética do desamparo feminino e que eu tentei elaborar e dar um certo olhar para isso dentro do meu escrito”, comenta Pippi.

Questionado sobre como a mulher é vista atualmente no cinema, ele comenta que é difícil pensar que exista apenas uma forma de representação das mulheres. “Eu acho que o livro mostra essa diversidade de lugares que o feminino habita. Até de pensar o feminino para além da mulher, ou seja, o feminino como um lugar, uma certa forma, como trabalho no texto, uma ética, uma estética”.

A obra “O Olhar Feminino no Cinema” contempla a diversidade da mulher contemporânea segundo a organizadora e seus autores. De acordo com Pipi, “Se a gente pensar, hoje, a mulher contemporânea ocupa um lugar diverso que os colegas todos que escreveram e o livro mostra. Além de apresentar um recorte singular da mulher dentro da cultura cinematográfica”.

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O livro “O Olhar Feminino no Cinema”, organizado pela professora do Centro Universitário Franciscano (Unifra), Maria Cristina Tonetto, teve lançamento na Feira do Livro de Santa Maria, na tarde de sexta-feira, dia 4, durante a sessão de autógrafos. “É a primeira vez que participo de uma sessão de autógrafos na feira do livro. É uma grande satisfação porque é a realização de um trabalho que eu vinha batalhando há um ano e meio, com vários autores, colegas, estudiosos e curiosos de cinema”, comenta Cristina Tonetto.

A obra apresenta 14 artigos sobre personagens femininas no cinema e, para analisar essas mulheres foram convidados professores de diferentes cursos de graduação. A professora explica que o livro não é uma crítica e sim a visão dos autores sobre as personagens. “O livro não se propõem a ser uma crítica. Eu nunca pensei em fazer uma crítica. Ele é mais esse olhar de todos os autores sobre as personagens femininas. Como se vê essas personagens”.

O filme que a organizadora escolheu para analisar foi Gilda, por ser um personagem que representa uma mudança na representação da mulher. “Nesse primeiro momento – esse é o primeiro livro – , eu queria uma personagem que me remetesse ao cinema do século passado. E o filme Gilda tem muitas característica que mudam, que dão uma virada nessa representação da mulher no cinema. A mulher deixa de ser aquela mulher angelical e passa a ser mais ousada no cinema”, afirma Cristina.

Estiveram presentes na praça alguns autores que participaram do livro, entre eles, a professora do curso de Jornalismo Rosana Cabral Zucolo e o professor Marcos Pippi. O texto de Rosana Zucolo no livro fala sobre o filme “A excêntrica família de Antônia”. Segundo a autora, é um filme que evidencia a capacidade das pessoas serem solidárias, serem gregárias, além da diretora lidar muito com a criatividade, a imaginação. Penso que ele também revela essa capacidade humana da inventividade”.

Já o professor Marcos Pippi faz uma análise do filme nacional “Casa de Areia”. O motivo, segundo ele, é por ser uma história que aborda a condição feminina sob a perspectiva das diferenças entre as gerações de mulheres. “Eu me encantei na primeira vez que eu olhei o filme justamente por se tratar de um tema ligado ao feminino”.

O filme fala sobre o mito entre as diferentes gerações de mulheres no meio de um deserto de areia. Segundo o autor, a ideia do filme partiu das casas que eram engolidas pelas areias dos Lençóis maranhenses. “Então isso me pareceu depois, quando já estava elaborando o artigo, uma estética do desamparo feminino e que eu tentei elaborar e dar um certo olhar para isso dentro do meu escrito”, comenta Pippi.

Questionado sobre como a mulher é vista atualmente no cinema, ele comenta que é difícil pensar que exista apenas uma forma de representação das mulheres. “Eu acho que o livro mostra essa diversidade de lugares que o feminino habita. Até de pensar o feminino para além da mulher, ou seja, o feminino como um lugar, uma certa forma, como trabalho no texto, uma ética, uma estética”.

A obra “O Olhar Feminino no Cinema” contempla a diversidade da mulher contemporânea segundo a organizadora e seus autores. De acordo com Pipi, “Se a gente pensar, hoje, a mulher contemporânea ocupa um lugar diverso que os colegas todos que escreveram e o livro mostra. Além de apresentar um recorte singular da mulher dentro da cultura cinematográfica”.