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Santa Maria, RS, Brazil

Prática do skate faz parte do cenário santa-mariense

Um “shape”, quatro pequenas rodas e dois “trucks”, ou melhor, dois eixos e pronto! O skate está montado e uma das práticas esportivas mais radicais que conhecemos pode ser executava por qualquer pessoa, basta que tenha interesse em aprender as manobras ou simplesmente “sair deslizando por aí”, utilizando-o também como meio de transporte.

Hoje, as funcionalidades do skate são tantas que o esporte cresceu, tomou proporções internacionais e chamou a atenção do público feminino. Em Santa Maria (RS), há muitas meninas skatistas, como a estudante de Odontologia Flávia Vieira Isaia, 26 anos. “Eu tinha muitos vizinhos que andavam de skate em Alegrete, onde morava na infância. Por causa da convivência com eles que surgiu o interesse pelo esporte. Além disso, o primeiro skate em que subi foi um longboard”, recorda.

Praticante de uma modalidade diferente do skate convencional, o “longboard”, Flávia pode ser vista descendo as “lombas” da cidade desde 2010, ano em que comprou seu primeiro skate. A estudante confessa que, devido à ascensão da moda hip-hop, houve um aumento no número de meninas adeptas do esporte. Mesmo assim, ainda há preconceito, em especial por parte dos skatistas “das antigas”, que veem os praticantes de “longboard” como seguidores de tendência.

Mesmo com a falta de estrutura para a prática da modalidade em Santa Maria, Flávia não sente essa precariedade da mesma forma que os skatistas que praticam “street”. Eles, geralmente, necessitam de uma pista ou locais da cidade que simulem obstáculos. “Como o ‘long’ não necessita de uma rampa, eu exploro as ruas”, afirma.

A falta de lugares específicos para os skatistas é uma realidade em Santa Maria. Com a pista do Centro Desportivo Municipal interditada, os únicos lugares possíveis para dar alguns “flips” e “ollies” são improvisados, já que as autoridades não permitem a prática do esporte nas ruas. Uma das reclamações de quem anda de skate na cidade é a falta de manutenção da pista, feita pelos próprios frequentadores.

Alexandre Fernandes, o conhecido Quáquá, tem 27 anos e anda de skate desde os 14. Para ele, a estrutura disponível para os skatistas está ainda mais precária se comparada a da época da explosão da modalidade, por volta dos anos 2000. Segundo ele, foram as lojas especializadas que proporcionaram locais para andar de skate. Mesmo assim, ele afirma que o preconceito contra os praticantes diminuiu, principalmente devido à midiatização do esporte. “A sociedade está mais jovem e tem mais acesso à informação. Tudo se tornou mais dialogável”, esclarece.

Flávia também enaltece que não sente preconceito por ser uma mulher skatista, pelo contrário, as pessoas se espantam por ver uma menina em cima do shape. A            o longo dos anos, a ascensão do Brasil no cenário profissional fez com que o esporte ficasse cada vez mais popular, tendo uma boa aceitação entre jovens e adultos.

Como surgiu o skate?  Com influência de outras modalidades esportivas, como o surf, o nome em inglês não é por acaso, já que o skate surgiu na Califórnia em meados dos anos 1960. O skate nasce a partir da ideia de alguns surfistas que queriam levar o divertimento da prancha também para as ruas. “Surfar nos asfaltos”, equilibrando-se em uma prancha menor, parecia um desafio aos olhos dos leigos, que aos poucos tomaram conhecimento à medida que o esporte cresceu com os primeiros campeonatos. Já na década de 70, os skatistas adaptaram manobras, muitas delas também do surf, entre um movimento e outro, seja na lomba, na rua ou sobre obstáculos. O skate se tornou símbolo de como o homem pode ser habilidoso ao executar os movimentos de maior ou menor grau de dificuldade.

 

Texto e fotos: Bruno Mello, Carina Rosa, Jefferson Andrade e Tarso Negrini

Edição: Gilson Piber

Edição de web: Daniela Hinerasky

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Um “shape”, quatro pequenas rodas e dois “trucks”, ou melhor, dois eixos e pronto! O skate está montado e uma das práticas esportivas mais radicais que conhecemos pode ser executava por qualquer pessoa, basta que tenha interesse em aprender as manobras ou simplesmente “sair deslizando por aí”, utilizando-o também como meio de transporte.

Hoje, as funcionalidades do skate são tantas que o esporte cresceu, tomou proporções internacionais e chamou a atenção do público feminino. Em Santa Maria (RS), há muitas meninas skatistas, como a estudante de Odontologia Flávia Vieira Isaia, 26 anos. “Eu tinha muitos vizinhos que andavam de skate em Alegrete, onde morava na infância. Por causa da convivência com eles que surgiu o interesse pelo esporte. Além disso, o primeiro skate em que subi foi um longboard”, recorda.

Praticante de uma modalidade diferente do skate convencional, o “longboard”, Flávia pode ser vista descendo as “lombas” da cidade desde 2010, ano em que comprou seu primeiro skate. A estudante confessa que, devido à ascensão da moda hip-hop, houve um aumento no número de meninas adeptas do esporte. Mesmo assim, ainda há preconceito, em especial por parte dos skatistas “das antigas”, que veem os praticantes de “longboard” como seguidores de tendência.

Mesmo com a falta de estrutura para a prática da modalidade em Santa Maria, Flávia não sente essa precariedade da mesma forma que os skatistas que praticam “street”. Eles, geralmente, necessitam de uma pista ou locais da cidade que simulem obstáculos. “Como o ‘long’ não necessita de uma rampa, eu exploro as ruas”, afirma.

A falta de lugares específicos para os skatistas é uma realidade em Santa Maria. Com a pista do Centro Desportivo Municipal interditada, os únicos lugares possíveis para dar alguns “flips” e “ollies” são improvisados, já que as autoridades não permitem a prática do esporte nas ruas. Uma das reclamações de quem anda de skate na cidade é a falta de manutenção da pista, feita pelos próprios frequentadores.

Alexandre Fernandes, o conhecido Quáquá, tem 27 anos e anda de skate desde os 14. Para ele, a estrutura disponível para os skatistas está ainda mais precária se comparada a da época da explosão da modalidade, por volta dos anos 2000. Segundo ele, foram as lojas especializadas que proporcionaram locais para andar de skate. Mesmo assim, ele afirma que o preconceito contra os praticantes diminuiu, principalmente devido à midiatização do esporte. “A sociedade está mais jovem e tem mais acesso à informação. Tudo se tornou mais dialogável”, esclarece.

Flávia também enaltece que não sente preconceito por ser uma mulher skatista, pelo contrário, as pessoas se espantam por ver uma menina em cima do shape. A            o longo dos anos, a ascensão do Brasil no cenário profissional fez com que o esporte ficasse cada vez mais popular, tendo uma boa aceitação entre jovens e adultos.

Como surgiu o skate?  Com influência de outras modalidades esportivas, como o surf, o nome em inglês não é por acaso, já que o skate surgiu na Califórnia em meados dos anos 1960. O skate nasce a partir da ideia de alguns surfistas que queriam levar o divertimento da prancha também para as ruas. “Surfar nos asfaltos”, equilibrando-se em uma prancha menor, parecia um desafio aos olhos dos leigos, que aos poucos tomaram conhecimento à medida que o esporte cresceu com os primeiros campeonatos. Já na década de 70, os skatistas adaptaram manobras, muitas delas também do surf, entre um movimento e outro, seja na lomba, na rua ou sobre obstáculos. O skate se tornou símbolo de como o homem pode ser habilidoso ao executar os movimentos de maior ou menor grau de dificuldade.

 

Texto e fotos: Bruno Mello, Carina Rosa, Jefferson Andrade e Tarso Negrini

Edição: Gilson Piber

Edição de web: Daniela Hinerasky