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Bancários recusam proposta da Fenaban e greve continua

Os bancários de Santa Maria e região rejeitaram as novas propostas oferecidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banrisul nesta sexta-feira, 11. A decisão foi tomada em assembleia no final da tarde de hoje, na AABB, em Santa Maria.
A categoria também aprovou a manutenção da greve e uma contraproposta formulada pelo movimento sindical Novo Rumo.
Assembleia dos bancários realizada em Santa Maria, vota pela continuidade da greve. Foto: Maiquel Rosauro
 Proposta da Fenaban
A proposta recusada foi apresentada hoje pela Fenaban  ao Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, após 16 horas de negociação.  Nela, o  índice de reajuste sobre os salários e as verbas foi elevado para  8,5% sobre o piso salarial (ganho real de 2,29%) e 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), e também aumenta de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.
Ainda no dia de hoje, após a negociação com a Fenaban, o Comando Nacional se reuniu separadamente com os negociadores do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste para receber as propostas das reivindicações específicas dos bancários dos três bancos públicos federais.
O que querem os bancários
 Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real mais inflação projetada de 6,6%);
PLR: três salários mais R$ 5.553,15;
Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese);
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);
Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários;
Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;
 Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários;
 Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação;
Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;
Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
A categoria realiza nova assembleia na segunda-feira,14, às 18h, na AABB, em Santa Maria.
Fonte: Maiquel Rosauro. Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e região.

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Os bancários de Santa Maria e região rejeitaram as novas propostas oferecidas pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil e Banrisul nesta sexta-feira, 11. A decisão foi tomada em assembleia no final da tarde de hoje, na AABB, em Santa Maria.
A categoria também aprovou a manutenção da greve e uma contraproposta formulada pelo movimento sindical Novo Rumo.
Assembleia dos bancários realizada em Santa Maria, vota pela continuidade da greve. Foto: Maiquel Rosauro
 Proposta da Fenaban
A proposta recusada foi apresentada hoje pela Fenaban  ao Comando Nacional dos Bancários, coordenado pela Contraf-CUT, após 16 horas de negociação.  Nela, o  índice de reajuste sobre os salários e as verbas foi elevado para  8,5% sobre o piso salarial (ganho real de 2,29%) e 10% sobre o valor fixo da regra básica e sobre o teto da parcela adicional da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), e também aumenta de 2% para 2,2% o lucro líquido a ser distribuído linearmente na parcela adicional da PLR.
Ainda no dia de hoje, após a negociação com a Fenaban, o Comando Nacional se reuniu separadamente com os negociadores do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste para receber as propostas das reivindicações específicas dos bancários dos três bancos públicos federais.
O que querem os bancários
 Reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real mais inflação projetada de 6,6%);
PLR: três salários mais R$ 5.553,15;
Piso: R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese);
Vales alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional);
Melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários;
Emprego: fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, especialmente ao PL 4330 que precariza as condições de trabalho, além da aprovação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas;
 Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) para todos os bancários;
 Auxílio-educação: pagamento para graduação e pós-graduação;
Prevenção contra assaltos e sequestros, com o fim da guarda das chaves de cofres e agências por bancários;
Igualdade de oportunidades para bancários e bancárias, com a contratação de pelo menos 20% de negros e negras.
A categoria realiza nova assembleia na segunda-feira,14, às 18h, na AABB, em Santa Maria.
Fonte: Maiquel Rosauro. Assessoria de Comunicação do Sindicato dos Bancários de Santa Maria e região.