Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

Ivorá e a preservação do patrimônio histórico, cultural, religioso e gastronômico

Ivorá, vista panorâmica. Foto: divulgação

Preservar o patrimônio histórico, cultural, religioso e gastronômico e ainda contribuir para o desenvolvimento do potencial turístico da Quarta Colônia de Imigração Italiana. Estes foram os objetivos que marcaram as apresentações do curso de Turismo na 17ª edição do Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão, o Sepe. No segundo dia do evento, duas acadêmicas do Curso de Turismo tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos, na sala 504, do prédio 14, no conjunto II, da Instituição. Ivorá, município de imigração Italiana, com 2.424 habitantes (IBGE: 2009), localizado na Serra de São Martinho à 47 km de Santa Maria foi o foco das apresentações.

A acadêmica Paola Nicola Correa juntamente com sua orientadora, a professora Adriana Pisoni da Silva apresentaram o projeto de pesquisa “O perfil dos visitantes da Festa da Abobora em Ivorá”. Segundo a professora a escolha do tema ocorreu porque essa festa é organizada pela comunidade e não pela Igreja, sendo, portanto, um diferencial entre os eventos realizados na localidade. A pesquisa contou com a aplicação de questionários de cunho quantitativo e qualitativo, que buscou identificar o perfil das pessoas que visitam a festa da Abobora de Ivorá. A conclusão que se chegou, segundo a acadêmica Paola foi que os visitantes não podem ser classificados como turistas e sim como excursionistas, visto que, estes não permanecem no município mais do que 24 horas e a o principal interesse é a gastronomia típica italiana.

As festas católicas são outro atrativo marcante no município de Ivorá, pois a religiosidade faz parte da cultura e da identidade dos imigrantes italianos. E foi com esse foco que a acadêmica Thais Viera Bezerra apresentou o projeto “Festa no Capitel: O turismo cultural em Ivorá”. A professora Eva Regina Barbosa Coelho, orientadora do projeto revelou que há muito tempo tinha interesse em estudar a história e os significados dos Capitéis encontrados na Quarta Colônia. A pesquisa revelou que as festividades e as cerimônias realizadas em torno do Capitel podem ser consideradas como um evento turístico.

Os Capitéis são oratórios construídos ao longo das estradas, podendo também ser designados como capelinhas. Estes são construídos por famílias que desejam pagar alguma promessa ou homenagear um santo de devoção. Mas segundo a professora Eva, apesar dos Capitéis serem construídos por pessoas particulares, por estarem à beira das estradas, passam a ser públicos. Entretanto, algumas capelinhas são adotadas por famílias que passam a se dedicar a sua preservação e a organização de festas religiosas em seu entorno, atraindo fieis de diversas regiões e cidades vizinhas.

Os dois trabalhos apresentados fazem parte de projetos maiores que tem por objetivo pesquisar o potencial turístico das cidades da Quarta Colônia de Imigração Italiana, contribuindo com a preservação dos patrimônios dessas comunidades. Essas pesquisas são relevantes na medida em que contribuem com o desenvolvimento da economia local, oferecem uma alternativa de trabalho aos jovens e contribuem para a elevação da autoestima dos moradores.

Por Daiane Spiazzi

LEIA TAMBÉM

2 respostas

  1. É o maior repositório de documentos antigos de São Paulo Endereço indispensável para quem quer fazer uma pesquisa completa sobre qualquer matéria histórica, inclusive sobre a imigração italiana.

  2. Parabéns! Lindo trabalho de pesquisa e importante para a região e para as comunidades. É um resgate histórico,cultural e religioso muito importante.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Ivorá, vista panorâmica. Foto: divulgação

Preservar o patrimônio histórico, cultural, religioso e gastronômico e ainda contribuir para o desenvolvimento do potencial turístico da Quarta Colônia de Imigração Italiana. Estes foram os objetivos que marcaram as apresentações do curso de Turismo na 17ª edição do Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão, o Sepe. No segundo dia do evento, duas acadêmicas do Curso de Turismo tiveram a oportunidade de apresentar seus trabalhos, na sala 504, do prédio 14, no conjunto II, da Instituição. Ivorá, município de imigração Italiana, com 2.424 habitantes (IBGE: 2009), localizado na Serra de São Martinho à 47 km de Santa Maria foi o foco das apresentações.

A acadêmica Paola Nicola Correa juntamente com sua orientadora, a professora Adriana Pisoni da Silva apresentaram o projeto de pesquisa “O perfil dos visitantes da Festa da Abobora em Ivorá”. Segundo a professora a escolha do tema ocorreu porque essa festa é organizada pela comunidade e não pela Igreja, sendo, portanto, um diferencial entre os eventos realizados na localidade. A pesquisa contou com a aplicação de questionários de cunho quantitativo e qualitativo, que buscou identificar o perfil das pessoas que visitam a festa da Abobora de Ivorá. A conclusão que se chegou, segundo a acadêmica Paola foi que os visitantes não podem ser classificados como turistas e sim como excursionistas, visto que, estes não permanecem no município mais do que 24 horas e a o principal interesse é a gastronomia típica italiana.

As festas católicas são outro atrativo marcante no município de Ivorá, pois a religiosidade faz parte da cultura e da identidade dos imigrantes italianos. E foi com esse foco que a acadêmica Thais Viera Bezerra apresentou o projeto “Festa no Capitel: O turismo cultural em Ivorá”. A professora Eva Regina Barbosa Coelho, orientadora do projeto revelou que há muito tempo tinha interesse em estudar a história e os significados dos Capitéis encontrados na Quarta Colônia. A pesquisa revelou que as festividades e as cerimônias realizadas em torno do Capitel podem ser consideradas como um evento turístico.

Os Capitéis são oratórios construídos ao longo das estradas, podendo também ser designados como capelinhas. Estes são construídos por famílias que desejam pagar alguma promessa ou homenagear um santo de devoção. Mas segundo a professora Eva, apesar dos Capitéis serem construídos por pessoas particulares, por estarem à beira das estradas, passam a ser públicos. Entretanto, algumas capelinhas são adotadas por famílias que passam a se dedicar a sua preservação e a organização de festas religiosas em seu entorno, atraindo fieis de diversas regiões e cidades vizinhas.

Os dois trabalhos apresentados fazem parte de projetos maiores que tem por objetivo pesquisar o potencial turístico das cidades da Quarta Colônia de Imigração Italiana, contribuindo com a preservação dos patrimônios dessas comunidades. Essas pesquisas são relevantes na medida em que contribuem com o desenvolvimento da economia local, oferecem uma alternativa de trabalho aos jovens e contribuem para a elevação da autoestima dos moradores.

Por Daiane Spiazzi