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Maiara Bersch:”uma recém-formada apaixonada pela profissão”

Eles passaram pelo curso de Jornalismo da Unifra.  Hoje estão no mercado de trabalho. São jornalistas, assessores, professores, pesquisadores, consultores, empreendedores. Atuam com a comunicação em diferentes partes do país e do mundo, e agora retornam em depoimentos sobre os 10 anos do curso. Todos muito bem-vindos!

 

“Quando tu entraste na faculdade já pensava em seguir na fotografia?” Esta é uma pergunta frequente que preciso responder. A resposta não é tão emocionante e nem soa tão inspiradora aos curiosos. Nada de “eu ajudava meu avô na câmara escura que ele tinha nos fundos de casa”;  nem “desde nova eu apreciava a obra de Robert Capa e Sebastião Salgado”.

Maiara Bersch, formada em jornalismo pela Unifra. Foto Germano Rorato

A reposta é um simples “não! Tomei gosto na faculdade”. No máximo, quando pequena, ficava chateada com minha mãe quando ela cortava cabeças nas fotos do meu aniversário, mas fui aprender sobre enquadramento e composição dentro da faculdade de jornalismo. Já no primeiro semestre a professora Laura, de fotografia, me convidou para participar do laboratório de foto. Mal sabia eu que a partir daquelas primeiras fotos feitas com uma Pentax, o destino como repórter fotográfica estava traçado. Parece piegas e um pouco romântico, mas já escutei pessoas falando que não escolhemos a fotografia, ela que nos escolhe. Concordo em partes, pois sim, fui encontrada por ela, porém, precisei me dedicar muito para conseguir algum destaque dentro do laboratório e depois na faculdade, para mais tarde usar todo o aprendizado no mercado de trabalho.

O tempo que passei no laboratório foi precioso para construir a noção de como trabalhar uma pauta, do contato com os repórteres, da edição das revistas e dos jornais, da felicidade das fotos publicadas e também da frustração do “poderia ter ficado melhor”. Mas assim como disse Henri Cartier-Bresson “as suas primeiras 10 mil fotos serão as piores”. Ainda luto pelas melhores, aprendendo a cada dia, assim como há quatro anos aprendia no laboratório a dominar a luz, a pensar em velocidade, iso, abertura, cor e foco. Hoje, uso cada um desses ensinamentos em todas as fotos que produzo.

Maiara Bersch é repórter fotográfica do jornal A Notícia – Grupo RBS- de Joinville.  Foi a vencedora na categoria Fotografia com a foto Dor: incêndio em Rio Negrinho, na categoria melhores do ano do jornal A Notícia.

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Eles passaram pelo curso de Jornalismo da Unifra.  Hoje estão no mercado de trabalho. São jornalistas, assessores, professores, pesquisadores, consultores, empreendedores. Atuam com a comunicação em diferentes partes do país e do mundo, e agora retornam em depoimentos sobre os 10 anos do curso. Todos muito bem-vindos!

 

“Quando tu entraste na faculdade já pensava em seguir na fotografia?” Esta é uma pergunta frequente que preciso responder. A resposta não é tão emocionante e nem soa tão inspiradora aos curiosos. Nada de “eu ajudava meu avô na câmara escura que ele tinha nos fundos de casa”;  nem “desde nova eu apreciava a obra de Robert Capa e Sebastião Salgado”.

Maiara Bersch, formada em jornalismo pela Unifra. Foto Germano Rorato

A reposta é um simples “não! Tomei gosto na faculdade”. No máximo, quando pequena, ficava chateada com minha mãe quando ela cortava cabeças nas fotos do meu aniversário, mas fui aprender sobre enquadramento e composição dentro da faculdade de jornalismo. Já no primeiro semestre a professora Laura, de fotografia, me convidou para participar do laboratório de foto. Mal sabia eu que a partir daquelas primeiras fotos feitas com uma Pentax, o destino como repórter fotográfica estava traçado. Parece piegas e um pouco romântico, mas já escutei pessoas falando que não escolhemos a fotografia, ela que nos escolhe. Concordo em partes, pois sim, fui encontrada por ela, porém, precisei me dedicar muito para conseguir algum destaque dentro do laboratório e depois na faculdade, para mais tarde usar todo o aprendizado no mercado de trabalho.

O tempo que passei no laboratório foi precioso para construir a noção de como trabalhar uma pauta, do contato com os repórteres, da edição das revistas e dos jornais, da felicidade das fotos publicadas e também da frustração do “poderia ter ficado melhor”. Mas assim como disse Henri Cartier-Bresson “as suas primeiras 10 mil fotos serão as piores”. Ainda luto pelas melhores, aprendendo a cada dia, assim como há quatro anos aprendia no laboratório a dominar a luz, a pensar em velocidade, iso, abertura, cor e foco. Hoje, uso cada um desses ensinamentos em todas as fotos que produzo.

Maiara Bersch é repórter fotográfica do jornal A Notícia – Grupo RBS- de Joinville.  Foi a vencedora na categoria Fotografia com a foto Dor: incêndio em Rio Negrinho, na categoria melhores do ano do jornal A Notícia.