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Restinga Sêca: alunos colorem a paisagem da escola

Há alguns anos, a grafitagem era considerada uma forma de vandalismo, mas já conquistou espaço por ter função estética e social. Tendo como pano de fundo a finalidade de transmitir uma mensagem, um projeto está transformando os muros de uma escola pública do município de Restinga Sêca, região central do Estado.

Os muros da Escola Francisco Giuliani, estão ganhando um colorido especial com a realização do projeto interdisciplinar “Colorir+Cooperar+Transformar=Um Novo Ambiente Escolar”. A ação começou a ser desenvolvida em 27 de agosto deste ano e faz parte das atividades do “Programa A União Faz a Vida”, por meio da Oficina de Grafite.

Professores e funcionários apreciando o novo visual da escola. Foto: Arquivo da EMEF Francisco Giuliani

As paredes dos muros internos e externos da escola, que antes eram brancas, recebem desenhos e mensagens escritas sobre o meio ambiente e a cidade. Os painéis retratam os pontos turísticos do município e foram desenvolvidos em aulas de educação artística do 4º ano à 8ª série, por iniciativa do trabalho de professores. Eles sentiam a necessidade de embelezar o espaço escolar.

No desenvolvimento das ações eles contam com a parceria do grafiteiro Lenon, que desenvolve o projeto Grafite na Escola, e com o apoio da equipe diretiva, composta pelos professores César Bertulini, Adriana Heinsch, Maria Elisa Milanesi e Andréa Gehrke. Para dar início às atividades, os alunos receberam algumas orientações sobre técnicas de desenho e pintura. O material necessário para a atividade foi fornecido pela Secretaria de Educação do Município.

Após as orientações, os alunos foram convidados a deixar sua marca nos muros da escola com desenhos e dizeres escolhidos por eles, registrando a visão de cada estudante sobre o ambiente da cidade. Nos primeiros traços, já se pôde visualizar a Estação Férrea, ponto turístico presente na origem do município e uma grande abelha, símbolo do Programa União Faz a Vida.

Todos os alunos do 4º ano a 8ª série foram convidados a participar, mas efetivamente estiveram presentes na grafitagem em torno de 50 alunos. Eles próprios se colocaram à disposição conforme sua vontade, disponibilidade e aptidão.

Alunos realizando a atividade. Foto: Professora Daniela Dotto

A vice-diretora Adriana Heinsch conta que os alunos se sentiram valorizados pela confiança que lhes foi depositada para realizar tal atividade e destaca que os resultados positivos já estão aparecendo. “Tivemos uma grande colaboração dos estudantes e mesmo aqueles que estavam desinteressados se envolveram e surpreenderam no quesito responsabilidade que o trabalho exige”, avalia.

Além do resultado prático de mudar a imagem externa da escola, o projeto, segundo a vice-diretora, possibilitou identificar grandes talentos entre os estudantes e despertou neles o valor da escola como patrimônio de todos. “Nossos alunos estão orgulhosos do que conseguiram realizar, muitos se surpreenderam com a descoberta do que são capazes de fazer a partir do grafite”, afirma.

“Eles foram ótimos, fizeram muitos dos desenhos, escolheram as cores e a maneira de como pintar. Foram assíduos, as pinturas eram em turno inverso, e muito empenhados. Acredito que isso reflita, de imediato, no cuidado com o bem público e talvez isso contribua até para uma escolha profissional”, expõe Adriana.

Para a estudante Michele Veiga, 16 anos, que cursa o 9º ano, a experiência está sendo emocionante. “Sempre gostei de desenhar. Estou adorando participar deste projeto e aprendi muito com o grafiteiro, é uma experiência bem legal, de criação e inspiração para a arte”, disse a estudante.

A permanência no projeto exige um bom comportamento. “Para ficar no projeto, é preciso disciplina”, conta. “Interesse e comprometimento também são fundamentais, pois o nosso objetivo é mudar a imagem da escola que é um bem de todos”, completa Michele.

A atividade está resultando na mudança radical da fachada da escola. O muro, em um futuro não muito distante, será cartão de visita da escola, do bairro e da cidade.

Panorâmica dos muros da EMEF Francisco Giuliani. Foto: Professora Daniela Dotto

 

Programa União faz a Vida

Desenvolvido em parceria com o Sicredi, por meio de palestras, cursos de Formação para o Corpo docente e discente da escola, o programa União faz a Vida visa a construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania, por meio de práticas de educação cooperativa, contribuindo para a educação integral de crianças e adolescentes, em âmbito nacional.

Além de serem contemplados com esse programa, os alunos também participam do Programa Mais Educação, que é desenvolvido em turno inverso de segunda a sexta-feira e oferta oficinas de judô, percussão, investigação científica, futebol e futsal e aulas de reforço.

 

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Há alguns anos, a grafitagem era considerada uma forma de vandalismo, mas já conquistou espaço por ter função estética e social. Tendo como pano de fundo a finalidade de transmitir uma mensagem, um projeto está transformando os muros de uma escola pública do município de Restinga Sêca, região central do Estado.

Os muros da Escola Francisco Giuliani, estão ganhando um colorido especial com a realização do projeto interdisciplinar “Colorir+Cooperar+Transformar=Um Novo Ambiente Escolar”. A ação começou a ser desenvolvida em 27 de agosto deste ano e faz parte das atividades do “Programa A União Faz a Vida”, por meio da Oficina de Grafite.

Professores e funcionários apreciando o novo visual da escola. Foto: Arquivo da EMEF Francisco Giuliani

As paredes dos muros internos e externos da escola, que antes eram brancas, recebem desenhos e mensagens escritas sobre o meio ambiente e a cidade. Os painéis retratam os pontos turísticos do município e foram desenvolvidos em aulas de educação artística do 4º ano à 8ª série, por iniciativa do trabalho de professores. Eles sentiam a necessidade de embelezar o espaço escolar.

No desenvolvimento das ações eles contam com a parceria do grafiteiro Lenon, que desenvolve o projeto Grafite na Escola, e com o apoio da equipe diretiva, composta pelos professores César Bertulini, Adriana Heinsch, Maria Elisa Milanesi e Andréa Gehrke. Para dar início às atividades, os alunos receberam algumas orientações sobre técnicas de desenho e pintura. O material necessário para a atividade foi fornecido pela Secretaria de Educação do Município.

Após as orientações, os alunos foram convidados a deixar sua marca nos muros da escola com desenhos e dizeres escolhidos por eles, registrando a visão de cada estudante sobre o ambiente da cidade. Nos primeiros traços, já se pôde visualizar a Estação Férrea, ponto turístico presente na origem do município e uma grande abelha, símbolo do Programa União Faz a Vida.

Todos os alunos do 4º ano a 8ª série foram convidados a participar, mas efetivamente estiveram presentes na grafitagem em torno de 50 alunos. Eles próprios se colocaram à disposição conforme sua vontade, disponibilidade e aptidão.

Alunos realizando a atividade. Foto: Professora Daniela Dotto

A vice-diretora Adriana Heinsch conta que os alunos se sentiram valorizados pela confiança que lhes foi depositada para realizar tal atividade e destaca que os resultados positivos já estão aparecendo. “Tivemos uma grande colaboração dos estudantes e mesmo aqueles que estavam desinteressados se envolveram e surpreenderam no quesito responsabilidade que o trabalho exige”, avalia.

Além do resultado prático de mudar a imagem externa da escola, o projeto, segundo a vice-diretora, possibilitou identificar grandes talentos entre os estudantes e despertou neles o valor da escola como patrimônio de todos. “Nossos alunos estão orgulhosos do que conseguiram realizar, muitos se surpreenderam com a descoberta do que são capazes de fazer a partir do grafite”, afirma.

“Eles foram ótimos, fizeram muitos dos desenhos, escolheram as cores e a maneira de como pintar. Foram assíduos, as pinturas eram em turno inverso, e muito empenhados. Acredito que isso reflita, de imediato, no cuidado com o bem público e talvez isso contribua até para uma escolha profissional”, expõe Adriana.

Para a estudante Michele Veiga, 16 anos, que cursa o 9º ano, a experiência está sendo emocionante. “Sempre gostei de desenhar. Estou adorando participar deste projeto e aprendi muito com o grafiteiro, é uma experiência bem legal, de criação e inspiração para a arte”, disse a estudante.

A permanência no projeto exige um bom comportamento. “Para ficar no projeto, é preciso disciplina”, conta. “Interesse e comprometimento também são fundamentais, pois o nosso objetivo é mudar a imagem da escola que é um bem de todos”, completa Michele.

A atividade está resultando na mudança radical da fachada da escola. O muro, em um futuro não muito distante, será cartão de visita da escola, do bairro e da cidade.

Panorâmica dos muros da EMEF Francisco Giuliani. Foto: Professora Daniela Dotto

 

Programa União faz a Vida

Desenvolvido em parceria com o Sicredi, por meio de palestras, cursos de Formação para o Corpo docente e discente da escola, o programa União faz a Vida visa a construir e vivenciar atitudes e valores de cooperação e cidadania, por meio de práticas de educação cooperativa, contribuindo para a educação integral de crianças e adolescentes, em âmbito nacional.

Além de serem contemplados com esse programa, os alunos também participam do Programa Mais Educação, que é desenvolvido em turno inverso de segunda a sexta-feira e oferta oficinas de judô, percussão, investigação científica, futebol e futsal e aulas de reforço.