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Regime Militar e posicionamento da mídia: palestra movimentou primeira noite do Fórum

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Manchetes dos jornais durante a ditadura militar (Foto: Roger Bonfanti Haeffner)

Na noite da última terça-feira, 26 de agosto, o Salão de Atos do Prédio 14, do Conjunto III do Centro Universitário Franciscano, contou com a presença do professor Álvaro Larangeira, que conduziu a palestra “A mídia e o Golpe de 64” no encerramento do primeiro dia do 12° Fórum de Comunicação do Centro Universitário Franciscano.

O professor da Universidade Tuiuti do Paraná mostrou alguns resultados de seu estudo sobre o posicionamento de diversos veículos de comunicação durante a ditadura militar, como O Globo, Folha de São Paulo e até mesmo A Razão, jornal santa-mariense. Ao decorrer de sua fala, Larangeira conseguiu levar, de certa forma, os alunos e professores presentes à época do regime militar – apresentando capas de jornais daquele período e suas principais manchetes. Ao explorar diferentes perspectivas, da econômica à político-partidária, Larangeira conseguiu destacar como a mídia se identificou com o Golpe.

Comentou também sobre o que ele chama de “Ingratidão da mídia”, em referência ao fato de que, no princípio, o lado bom do Regime Militar era bastante ressaltado, mas 20 anos depois o mesmo já era taxado como autoritário e um verdadeiro retrocesso. A noite foi encerrada com um espaço para que o público se dirigisse ao palestrante com perguntas. Larangeira destacou a importância da leitura para a formação de um bom comunicador, e deixou uma reflexão para todos os presentes: “Será o destino da mídia estar sempre do lado dos lobos?”.

Natália Rosso

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Uma resposta

  1. O golpe de 64 foi um capítulo curioso na História do Brasil. Havia uma política anticomunista nos Estados Unidos, devido a Guerra Fria. Eram tempos que os Estados Unidos estavam investindo maciçamente contra os soviéticos, seja em tecnologia espacial, militar e influência econômica e política o redor do mundo.
    A CIA atuava com força na América Latina. Patrocinando ditaduras, grupos de Direita, golpes de estado. Aqui encontraram o ambiente propício para agir. Com grupos entre os militares tentando há tempos aplicar um golpe de estado no Brasil, esses grupos se tornaram aliados inestimáveis para avançar com seus planos.
    Somente a forma como João Goulart pode assumir (parlamentarismo), já mostra como esses setores estiveram atuando desde o início para reduzir o poder do presidente ou manter sua influência acima dos planos dele.

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Manchetes dos jornais durante a ditadura militar (Foto: Roger Bonfanti Haeffner)

Na noite da última terça-feira, 26 de agosto, o Salão de Atos do Prédio 14, do Conjunto III do Centro Universitário Franciscano, contou com a presença do professor Álvaro Larangeira, que conduziu a palestra “A mídia e o Golpe de 64” no encerramento do primeiro dia do 12° Fórum de Comunicação do Centro Universitário Franciscano.

O professor da Universidade Tuiuti do Paraná mostrou alguns resultados de seu estudo sobre o posicionamento de diversos veículos de comunicação durante a ditadura militar, como O Globo, Folha de São Paulo e até mesmo A Razão, jornal santa-mariense. Ao decorrer de sua fala, Larangeira conseguiu levar, de certa forma, os alunos e professores presentes à época do regime militar – apresentando capas de jornais daquele período e suas principais manchetes. Ao explorar diferentes perspectivas, da econômica à político-partidária, Larangeira conseguiu destacar como a mídia se identificou com o Golpe.

Comentou também sobre o que ele chama de “Ingratidão da mídia”, em referência ao fato de que, no princípio, o lado bom do Regime Militar era bastante ressaltado, mas 20 anos depois o mesmo já era taxado como autoritário e um verdadeiro retrocesso. A noite foi encerrada com um espaço para que o público se dirigisse ao palestrante com perguntas. Larangeira destacou a importância da leitura para a formação de um bom comunicador, e deixou uma reflexão para todos os presentes: “Será o destino da mídia estar sempre do lado dos lobos?”.

Natália Rosso