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Santa Maria, RS, Brazil

Atividades comunitárias do Centro Universitário Franciscano

Na nossa matéria anterior sobre os programas e atividades comunitárias do Centro Universitário Franciscano, falamos sobre os cursos de Fisioterapia, Serviço Social e Odontologia. Desta vez a coordenadora adjunta do curso de Psicologia, Cristina Kruel, comentou sobre o sistema de estruturas de estágios, que são organizados em quatro ênfases, que se refere à atuação do psicólogo em diversas áreas. Tem-se a linha de Processos Clínicos, Processos Organizacionais do Trabalho, Contexto Educacionais e Promoção e Prevenção da Saúde.

“Desde o Estágio Básico l, que começa no quarto semestre do curso e segue até o décimo semestre, nesse tempo eles se envolvem com estágios de observação, depois com grupos, avaliação psicológica, após, o estágio específico, os últimos quatro semestres são para ênfases que o aluno se especifica na sua função dentro das atividades. Numa carga horária de 12 horas de práticas, mais 2 horas de supervisão com o orientador. Hoje eles atuam em empresas, hospitais, comunidades e clínicas. O sétimo e oitavo semestres têm uma enfase, e o nono e décimo em outra, obrigatoriamente eles devem trocar as especificações, para quando formados, terem atuado em pelo menos duas das quatro especialidades da graduação”, detalha a coordenadora.

As atividades específicas de cada estágio

A atividade de Psicologia em Processos Clínicos trabalha no Centro Universitário, em escolas, hospitais, mas sempre com o foco de avaliação, intervenção psicológica voltada para a clínica.

O estágio de Psicologia do Trabalhador e Organizacional, atua principalmente em empresas, também em escolas, trabalhando com o treinamento e recrutamento de profissionais.

O estágio em Psicologia da Promoção e Prevenção da Saúde atua nas comunidades da zona oeste e hospitais. São atividades voltadas para Estratégias de Saúde da Família, Unidades Básica de Saúde, grupos com jovens, gestantes, psicoinformativos, também os alunos atuam no Caps, com atividades de práxis terapia. Nos Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), trabalhamos com estágios em Prevenção da Saúde, com Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-saúde) e através das residências.

Na área de Psicologia em Contextos Educacionais, ele identifica demandas com alunos de escolas, junto aos professores. Essas escolas sempre são selecionadas de acordo com a procura da comunidade, todo semestre as escolas municipais e estaduais entram em contato para pedir o serviço, após uma avaliação com os professores, os acadêmicos passam a trabalhar nessas escolas. “Os estágios obrigatórios são gratuitos para as instituições que são atendidas, a instituição cede seu espaço físico, a demanda e o campo para os estagiários, e nós oferecemos esse serviço. A supervisão dos orientadores com os estagiários é indireta, o orientador não fica durante as atividades em campo, o aluno relata após o que foi feito e trabalhado para o supervisor avaliar e dar sugestões. Isso dá liberdade e autonomia para o estudante”, comenta Cristina.

A Coordenação de Atenção aos Estudantes 

Coordenadora adjunta do curso de psicologia (foto: Ticiana Leal/Laboratório de Fotografia e Memória)
Coordenadora adjunta do curso de psicologia (Foto: Ticiana Leal/Laboratório de Fotografia e Memória)

Em relação à Coordenadoria de Atenção aos Estudantes (Cores), é um órgão voltado para alunos, professores e atuantes dentro do Centro Universitário, vinculado à pró-reitoria de pós-graduação. Esse serviço é coordenado pelo professor de psicologia, Carlos Décimo, tem a atuação de alunos do curso, há também projetos de Pesquisa e Extensão. O modo de funcionamento é de acordo com a demanda que professores, coordenadores ou alunos percebem que necessitam, é uma iniciativa que pode partir do estudante que precisa de atendimento psicológico, ou de professores que vêm essa necessidade, em questão de aprendizagem e profissional, além de outros tratamentos. Há o encaminhamento do aluno para o Cores, ele informa que gostaria de receber o atendimento psicológico, e é encaminhado para o Programa de Atenção Integrada em Psicologia (PAIP).

No Cores atua também a clínica Laboratório de Prática, coordenada pela professora Cristiane Bottoli, a clínica funciona de acordo com um processo de triagem, feita uma vez por ano, onde os alunos do estágio específico avaliam as pessoas que vão até a clínica, durante um mês. Na triagem se identifica se a queixa que a pessoa traz é uma demanda para atendimento psicológico ou não, quando se verifica se há demanda o paciente entra na lista de quem será atendido naquele ano, os acadêmicos realizam uma avaliação, o diagnóstico e o tratamento posterior. “Existe uma taxa simbólica, que foi alterada esse semestre, mas sempre avaliamos essa taxa conforme o poder aquisitivo da família, se o paciente pode ou não pagar o valor, caso ele não possa arcar com a despesa o atendimento é feito igualmente. A taxa é de R$ 10,00 por sessão, são quatro sessões por mês, então fica um total de R$ 40,00 por mês”, explica a coordenadora.

Coordenadora ressalta os serviços gratuitos do curso de nutrição (foto: Julia Trombini/Laboratório de Fotografia e Memória)
Coordenadora ressalta os serviços gratuitos do curso de nutrição (Foto: Julia Trombini/Laboratório de Fotografia e Memória)

Os estágios do curso de Nutrição

A coordenadora do curso de Nutrição, Cristina Bragança de Moraes, conta que a graduação tem o trabalho, dos acadêmicos do sexto semestre, de atendimento voltado ao público da comunidade pela clínica de Práticas de nutrição, no prédio 17, gratuito de acordo com a renda do paciente, eles recebem encaminhamentos de hospitais públicos e Unidades Básicas de Saúde, a partir do sétimo semestre eles realizam o atendimento. Esse atendimento e acompanhamento é feito de acordo com a patologias, dentro do Centro Universitário.

“Temos os estágios nas Unidades Básicas de Saúde Coletiva, no sexto semestre do curso, para a comunidade da região oeste, também é feito o trabalho com pessoas em vulnerabilidade social, de forma individual ou em grupos. Temos apoios à pacientes diabéticos e hipertensos. Há projetos de professores que ocorrem em escolas de baixa renda, com educação nutricional com os alunos e a família, aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)”, ressalta a coordenadora.

Os estágios são feitos, inclusive, no Hospital Universitário (HUSM), no ambulatório da Casa de Saúde e no Hospital São Francisco, com pacientes internados, esses são os últimos estágios acadêmicos, a partir do oitavo semestre.

As atividades nas escolas é realizado nas instituições, e essa escolas são trocadas de semestre em semestre para conseguirmos atender um maior número, os alunos atuam nesse estágio a partir do quinto semestre, com supervisões de seus professores. Esse programa de atendimento às escolas é vinculado com a Prefeitura de Santa Maria, visto que são escolas municipais que pedem e autorizam o recebimento do acadêmico para as atividades. A Prefeitura manda uma lista com as instituições escolas e nós atendemos prioritariamente as que a Direção se mostra à vontade para receber o trabalho dos alunos.

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Na nossa matéria anterior sobre os programas e atividades comunitárias do Centro Universitário Franciscano, falamos sobre os cursos de Fisioterapia, Serviço Social e Odontologia. Desta vez a coordenadora adjunta do curso de Psicologia, Cristina Kruel, comentou sobre o sistema de estruturas de estágios, que são organizados em quatro ênfases, que se refere à atuação do psicólogo em diversas áreas. Tem-se a linha de Processos Clínicos, Processos Organizacionais do Trabalho, Contexto Educacionais e Promoção e Prevenção da Saúde.

“Desde o Estágio Básico l, que começa no quarto semestre do curso e segue até o décimo semestre, nesse tempo eles se envolvem com estágios de observação, depois com grupos, avaliação psicológica, após, o estágio específico, os últimos quatro semestres são para ênfases que o aluno se especifica na sua função dentro das atividades. Numa carga horária de 12 horas de práticas, mais 2 horas de supervisão com o orientador. Hoje eles atuam em empresas, hospitais, comunidades e clínicas. O sétimo e oitavo semestres têm uma enfase, e o nono e décimo em outra, obrigatoriamente eles devem trocar as especificações, para quando formados, terem atuado em pelo menos duas das quatro especialidades da graduação”, detalha a coordenadora.

As atividades específicas de cada estágio

A atividade de Psicologia em Processos Clínicos trabalha no Centro Universitário, em escolas, hospitais, mas sempre com o foco de avaliação, intervenção psicológica voltada para a clínica.

O estágio de Psicologia do Trabalhador e Organizacional, atua principalmente em empresas, também em escolas, trabalhando com o treinamento e recrutamento de profissionais.

O estágio em Psicologia da Promoção e Prevenção da Saúde atua nas comunidades da zona oeste e hospitais. São atividades voltadas para Estratégias de Saúde da Família, Unidades Básica de Saúde, grupos com jovens, gestantes, psicoinformativos, também os alunos atuam no Caps, com atividades de práxis terapia. Nos Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), trabalhamos com estágios em Prevenção da Saúde, com Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-saúde) e através das residências.

Na área de Psicologia em Contextos Educacionais, ele identifica demandas com alunos de escolas, junto aos professores. Essas escolas sempre são selecionadas de acordo com a procura da comunidade, todo semestre as escolas municipais e estaduais entram em contato para pedir o serviço, após uma avaliação com os professores, os acadêmicos passam a trabalhar nessas escolas. “Os estágios obrigatórios são gratuitos para as instituições que são atendidas, a instituição cede seu espaço físico, a demanda e o campo para os estagiários, e nós oferecemos esse serviço. A supervisão dos orientadores com os estagiários é indireta, o orientador não fica durante as atividades em campo, o aluno relata após o que foi feito e trabalhado para o supervisor avaliar e dar sugestões. Isso dá liberdade e autonomia para o estudante”, comenta Cristina.

A Coordenação de Atenção aos Estudantes 

Coordenadora adjunta do curso de psicologia (foto: Ticiana Leal/Laboratório de Fotografia e Memória)
Coordenadora adjunta do curso de psicologia (Foto: Ticiana Leal/Laboratório de Fotografia e Memória)

Em relação à Coordenadoria de Atenção aos Estudantes (Cores), é um órgão voltado para alunos, professores e atuantes dentro do Centro Universitário, vinculado à pró-reitoria de pós-graduação. Esse serviço é coordenado pelo professor de psicologia, Carlos Décimo, tem a atuação de alunos do curso, há também projetos de Pesquisa e Extensão. O modo de funcionamento é de acordo com a demanda que professores, coordenadores ou alunos percebem que necessitam, é uma iniciativa que pode partir do estudante que precisa de atendimento psicológico, ou de professores que vêm essa necessidade, em questão de aprendizagem e profissional, além de outros tratamentos. Há o encaminhamento do aluno para o Cores, ele informa que gostaria de receber o atendimento psicológico, e é encaminhado para o Programa de Atenção Integrada em Psicologia (PAIP).

No Cores atua também a clínica Laboratório de Prática, coordenada pela professora Cristiane Bottoli, a clínica funciona de acordo com um processo de triagem, feita uma vez por ano, onde os alunos do estágio específico avaliam as pessoas que vão até a clínica, durante um mês. Na triagem se identifica se a queixa que a pessoa traz é uma demanda para atendimento psicológico ou não, quando se verifica se há demanda o paciente entra na lista de quem será atendido naquele ano, os acadêmicos realizam uma avaliação, o diagnóstico e o tratamento posterior. “Existe uma taxa simbólica, que foi alterada esse semestre, mas sempre avaliamos essa taxa conforme o poder aquisitivo da família, se o paciente pode ou não pagar o valor, caso ele não possa arcar com a despesa o atendimento é feito igualmente. A taxa é de R$ 10,00 por sessão, são quatro sessões por mês, então fica um total de R$ 40,00 por mês”, explica a coordenadora.

Coordenadora ressalta os serviços gratuitos do curso de nutrição (foto: Julia Trombini/Laboratório de Fotografia e Memória)
Coordenadora ressalta os serviços gratuitos do curso de nutrição (Foto: Julia Trombini/Laboratório de Fotografia e Memória)

Os estágios do curso de Nutrição

A coordenadora do curso de Nutrição, Cristina Bragança de Moraes, conta que a graduação tem o trabalho, dos acadêmicos do sexto semestre, de atendimento voltado ao público da comunidade pela clínica de Práticas de nutrição, no prédio 17, gratuito de acordo com a renda do paciente, eles recebem encaminhamentos de hospitais públicos e Unidades Básicas de Saúde, a partir do sétimo semestre eles realizam o atendimento. Esse atendimento e acompanhamento é feito de acordo com a patologias, dentro do Centro Universitário.

“Temos os estágios nas Unidades Básicas de Saúde Coletiva, no sexto semestre do curso, para a comunidade da região oeste, também é feito o trabalho com pessoas em vulnerabilidade social, de forma individual ou em grupos. Temos apoios à pacientes diabéticos e hipertensos. Há projetos de professores que ocorrem em escolas de baixa renda, com educação nutricional com os alunos e a família, aprovado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq)”, ressalta a coordenadora.

Os estágios são feitos, inclusive, no Hospital Universitário (HUSM), no ambulatório da Casa de Saúde e no Hospital São Francisco, com pacientes internados, esses são os últimos estágios acadêmicos, a partir do oitavo semestre.

As atividades nas escolas é realizado nas instituições, e essa escolas são trocadas de semestre em semestre para conseguirmos atender um maior número, os alunos atuam nesse estágio a partir do quinto semestre, com supervisões de seus professores. Esse programa de atendimento às escolas é vinculado com a Prefeitura de Santa Maria, visto que são escolas municipais que pedem e autorizam o recebimento do acadêmico para as atividades. A Prefeitura manda uma lista com as instituições escolas e nós atendemos prioritariamente as que a Direção se mostra à vontade para receber o trabalho dos alunos.