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Bate-papo com Vínicius Gomes atraiu artistas e jovens fotógrafos

Todos sentados em uma roda no chão entre diálogos e perguntas sobre o processo criativo das fotografias de Vinícius Diefenbach Gomes foi como ocorreu o debate sobre a subjetividade que envolve as fotos artísticas, que iniciou às 14h30, na sala de Exposições Angelita Stefani, durante a 5ª Mostra das Profissões.  A linguagem, a criação e a interpretação pessoal que cada um tem das imagens foi o foco do bate-papo.
“Vinícius é um observador silencioso, como um alguém que passa ao fundo desejando não ser percebido, ele registra o que vê interferindo o mínimo possível na cena”, descreve a curadora da exposição Élle de Bernardini. A artista contemporânea também participou da conversa com Vinícius, o estudante de biologia, 28 anos, comentou sobre seu processo de sair para fotografar sem um objetivo, apenas analisando a realidade.

A coordenadora da sala de Exposição, Círia Moro, também participou da conversa (Foto por: Eduardo Machado/Laboratório de Fotografia e Memória)
A coordenadora da sala de Exposição, Círia Moro, também participou da conversa (Foto por: Eduardo Machado/Laboratório de Fotografia e Memória)

Alguns jovens que estavam na conversa contaram suas experiências com fotografia. Uma pintora estava presente e questionou a preferência de Vinícius pelos tons escuros, o jogo de luz e sombra, visto que a maioria das fotografias são em preto e branco. O fotógrafo contou que agora está fazendo uma série colorida, mas optou pelo sépia pelo seu estado de espírito que estava no momento da captação. Ele acredita que cores são muita informação e desviam o foco da subjetividade e intimidade que suas fotografias pretendem transmitir.

“A gente (eu e Élle) escolheu dois formatos de fotos, as pequenas e essas grandes. Todas as imagens pequenas foram captadas por celular, e as maiores pela minha câmera DSLR (profissional). Eu comecei a fotografar com câmeras, mas acabei partindo para o celular pela praticidade, pois eu trabalho muito no meu cotidiano, então é mais prático carregar o celular, para captar um objeto que me cause interesse e interfira na minha consciência”, explica o fotógrafo. Vinícius conta que demorou para se adaptar ao celular, mas ele acredita que se torne mais interessante, estar na sua rotina e captar algo que chame sua atenção e tenha um sentido.
“Comecei a fotografar com mais intensidade em 2008, quando comprei uma câmera, e a construção da minha linguagem foi um processo muito natural, eu fui identificando o que transmitia o que me interessava e acabei chegando nesse formato. É sua primeira exposição individual, por ideia da Élle, então ele conta que foi seu primeiro contato em construir uma exposição. Toda a montagem e seleção das fotos partiu da Élle.
Vínicius já expôs em grupo no Varal Fotográfico, aqui em Santa Maria, no Macondo Circus, e em uma festa da sua curadora. Ele também trabalha em casamentos, e como freelancer.

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Todos sentados em uma roda no chão entre diálogos e perguntas sobre o processo criativo das fotografias de Vinícius Diefenbach Gomes foi como ocorreu o debate sobre a subjetividade que envolve as fotos artísticas, que iniciou às 14h30, na sala de Exposições Angelita Stefani, durante a 5ª Mostra das Profissões.  A linguagem, a criação e a interpretação pessoal que cada um tem das imagens foi o foco do bate-papo.
“Vinícius é um observador silencioso, como um alguém que passa ao fundo desejando não ser percebido, ele registra o que vê interferindo o mínimo possível na cena”, descreve a curadora da exposição Élle de Bernardini. A artista contemporânea também participou da conversa com Vinícius, o estudante de biologia, 28 anos, comentou sobre seu processo de sair para fotografar sem um objetivo, apenas analisando a realidade.

A coordenadora da sala de Exposição, Círia Moro, também participou da conversa (Foto por: Eduardo Machado/Laboratório de Fotografia e Memória)
A coordenadora da sala de Exposição, Círia Moro, também participou da conversa (Foto por: Eduardo Machado/Laboratório de Fotografia e Memória)

Alguns jovens que estavam na conversa contaram suas experiências com fotografia. Uma pintora estava presente e questionou a preferência de Vinícius pelos tons escuros, o jogo de luz e sombra, visto que a maioria das fotografias são em preto e branco. O fotógrafo contou que agora está fazendo uma série colorida, mas optou pelo sépia pelo seu estado de espírito que estava no momento da captação. Ele acredita que cores são muita informação e desviam o foco da subjetividade e intimidade que suas fotografias pretendem transmitir.

“A gente (eu e Élle) escolheu dois formatos de fotos, as pequenas e essas grandes. Todas as imagens pequenas foram captadas por celular, e as maiores pela minha câmera DSLR (profissional). Eu comecei a fotografar com câmeras, mas acabei partindo para o celular pela praticidade, pois eu trabalho muito no meu cotidiano, então é mais prático carregar o celular, para captar um objeto que me cause interesse e interfira na minha consciência”, explica o fotógrafo. Vinícius conta que demorou para se adaptar ao celular, mas ele acredita que se torne mais interessante, estar na sua rotina e captar algo que chame sua atenção e tenha um sentido.
“Comecei a fotografar com mais intensidade em 2008, quando comprei uma câmera, e a construção da minha linguagem foi um processo muito natural, eu fui identificando o que transmitia o que me interessava e acabei chegando nesse formato. É sua primeira exposição individual, por ideia da Élle, então ele conta que foi seu primeiro contato em construir uma exposição. Toda a montagem e seleção das fotos partiu da Élle.
Vínicius já expôs em grupo no Varal Fotográfico, aqui em Santa Maria, no Macondo Circus, e em uma festa da sua curadora. Ele também trabalha em casamentos, e como freelancer.