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Não é só com beijos que se prova o amor?

O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim, como é conhecido em alguns países, é o data de celebrar a união amorosa entre duas pessoas. No Brasil, o dia é comemorado em 12 de junho, nesta sexta-feira.

Além das questões culturais que envolvem as histórias de São Valentim, a data, assim como Dia das Mães e o Dia dos Pais, também possui um caráter econômico muito representativo. Segundo o pesquisador em marketing Philip Kotler, essas três datas foram promovidas para motivar as vendas. O fato de o Dia dos Namorados ser em junho tem, então, como justificativa as questões que envolvem o comércio. O mês foi escolhido por ser de baixas vendas no setor terciário, o que ocasionou no lançamento de uma campanha para melhorar as vendas de junho. A proposta foi de retardar o Dia de São Valentim, celebrado em 14 de fevereiro, para o dia 12 de junho, o que funcionou bem em São Paulo e, depois, foi absorvido nos outros estados brasileiros.A data que é comemorada nesta sexta-feira (12) é a terceira data mais lucrativa para o comércio nacional, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães.

 Professor de economia não vê grandes faturamentos para este ano

Segundo o professor de Ciências Econômicas Mateus Sangoi Frozza, do Centro Universitário Franciscano, neste ano a data não deve refletir em grandes lucros para o comércio. “As datas comemorativas por si só gerariam aumentos nas vendas, refletiriam em empregos gerados mas, esta realidade ficou para trás”, comenta.

Para o professor, a baixa nas vendas em datas comemorativas deve-se ao fato de estarmos em um momento de restrições de consumo, como o aumento nos preços, os juros e o maior endividamento da população. “O declínio já vem acontecendo de forma mais significativa desde março deste ano”, analisa.

Para Talita Valcanover, 21 anos, estudante de Letras-Inglês o Dia dos Namorados significa a celebração do amor entre as pessoas, não apenas entre casais, mas também entre familiares e amigos que realmente se amam . “Com certeza devemos amar quem nos cerca todos os dias, mas nem sempre temos tempo ou se quer nos lembramos de ser afetuosos. O 12 de Junho serve para nos lembrarmos desses momentos”, afirma.

Talita diz ainda que não vê necessidade de presentear, mas acha interessante pois é uma forma de demonstrar que nos lembramos da pessoa que estamos presenteando. “O comércio físico e online nos influencia muito, mas não importa o custo do presente e sim o valor sentimental investido nele”, diz.

A estudante de Jornalismo Gabriela Iensen, 20 anos, afirma que o que torna a data incomum varia dentro de cada relacionamento. “Eu acredito na ideia de que a diferença esteja na vontade de passar o dia ao lado de quem se ama, acima de presentes, jantares, flores e velas”, compara.

Gabriela fala também que gosta muito de presentear seu namorado, mesmo que não seja uma data especial. “Acredito que todo casal sinta vontade de presentear seu parceiro(a), não que haja uma necessidade, mas sim que exista certa satisfação”, avalia.

Por Henrique Orlandi e Luiz Gustavo Mousquer de Oliveira para a disciplina de Jornalismo Online

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O Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim, como é conhecido em alguns países, é o data de celebrar a união amorosa entre duas pessoas. No Brasil, o dia é comemorado em 12 de junho, nesta sexta-feira.

Além das questões culturais que envolvem as histórias de São Valentim, a data, assim como Dia das Mães e o Dia dos Pais, também possui um caráter econômico muito representativo. Segundo o pesquisador em marketing Philip Kotler, essas três datas foram promovidas para motivar as vendas. O fato de o Dia dos Namorados ser em junho tem, então, como justificativa as questões que envolvem o comércio. O mês foi escolhido por ser de baixas vendas no setor terciário, o que ocasionou no lançamento de uma campanha para melhorar as vendas de junho. A proposta foi de retardar o Dia de São Valentim, celebrado em 14 de fevereiro, para o dia 12 de junho, o que funcionou bem em São Paulo e, depois, foi absorvido nos outros estados brasileiros.A data que é comemorada nesta sexta-feira (12) é a terceira data mais lucrativa para o comércio nacional, ficando atrás apenas do Natal e do Dia das Mães.

 Professor de economia não vê grandes faturamentos para este ano

Segundo o professor de Ciências Econômicas Mateus Sangoi Frozza, do Centro Universitário Franciscano, neste ano a data não deve refletir em grandes lucros para o comércio. “As datas comemorativas por si só gerariam aumentos nas vendas, refletiriam em empregos gerados mas, esta realidade ficou para trás”, comenta.

Para o professor, a baixa nas vendas em datas comemorativas deve-se ao fato de estarmos em um momento de restrições de consumo, como o aumento nos preços, os juros e o maior endividamento da população. “O declínio já vem acontecendo de forma mais significativa desde março deste ano”, analisa.

Para Talita Valcanover, 21 anos, estudante de Letras-Inglês o Dia dos Namorados significa a celebração do amor entre as pessoas, não apenas entre casais, mas também entre familiares e amigos que realmente se amam . “Com certeza devemos amar quem nos cerca todos os dias, mas nem sempre temos tempo ou se quer nos lembramos de ser afetuosos. O 12 de Junho serve para nos lembrarmos desses momentos”, afirma.

Talita diz ainda que não vê necessidade de presentear, mas acha interessante pois é uma forma de demonstrar que nos lembramos da pessoa que estamos presenteando. “O comércio físico e online nos influencia muito, mas não importa o custo do presente e sim o valor sentimental investido nele”, diz.

A estudante de Jornalismo Gabriela Iensen, 20 anos, afirma que o que torna a data incomum varia dentro de cada relacionamento. “Eu acredito na ideia de que a diferença esteja na vontade de passar o dia ao lado de quem se ama, acima de presentes, jantares, flores e velas”, compara.

Gabriela fala também que gosta muito de presentear seu namorado, mesmo que não seja uma data especial. “Acredito que todo casal sinta vontade de presentear seu parceiro(a), não que haja uma necessidade, mas sim que exista certa satisfação”, avalia.

Por Henrique Orlandi e Luiz Gustavo Mousquer de Oliveira para a disciplina de Jornalismo Online