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Santa Maria, RS, Brazil

Projetos para impactar o mundo

(Foto: Pedro Gabriel Gonçalves/ Lab. Fotografia e Memória)
(Foto: Pedro Gabriel Gonçalves/ Lab. Fotografia e Memória)

Ações que causem impacto. Essa foi a proposta da oficina “Hack The City”, realizada na tarde de quinta-feira, 16, no último dia do 13° Fórum de Comunicação. Ministrada por Luciano Braga, o workshop propôs a criação de ações que solucionem problemas da cidade de Santa Maria.

“Um publicitário, artista urbano, ativista, cartunista, roteirista, palestrante, editor de vídeos e meio que professor”. É assim que Luciano se conceitua. O integrante do Estúdio Criativo de Comunicação Shoot The Shit, de Porto Alegre, conversou com os participantes da oficina sobre a ideia da empresa. “Para mim, tu tens que gerar valor para as pessoas com o que tu faz”, comenta. A Shoot The Shit, que nasceu em 2010 como um projeto paralelo, hoje trabalha com a comunicação para impacto social. “Nossos projetos não vendem produtos, mas sim geram impacto”, afirma.

Uma das ações realizadas pela Shoot The Shit foi em um tapume de obra vermelho, que estava intacto, sem pichações. O projeto se constituia de um estêncil onde dizia: “Porto Alegre precisa de mais” com uma lacuna a ser completada e caixas com giz de quadro negro para os pedestres escreverem o que estava faltando na cidade. No dia seguinte, os gizes tinham acabado e o espaço, também. “Tu pensas que, se der espaço às pessoas para que se manifestem, elas vão estragar a proposta. Felizmente, não foi o que aconteceu”, relata Braga. As carências da capital são inúmeras, de pessoas a heliportos.  Sim, heliportos. O dono de uma empresa de aluguel de helicópteros fez uso do espaço para tentar melhorar seu negócio.

Em outro projeto foi colocado um aparelho de ginástica próximo às paradas de ônibus, fazendo as pessoas repensarem em como gastam seu tempo livre. Dentre tantas ideias legais para conscientização, os gastos são inevitáveis, e o Shoot The Shit se mantém com doações contínuas por meio da plataforma de financiamento coletivo Recorrente. Os chamados “patronos” recebem, como recompensa, uma caixa com material para ações de impacto social.

Assim, com a ideia do engajamento social, os participantes do workshop desenvolveram ideias de projetos para solucionar problemas de Santa Maria. Através da apresentação de um cartaz, os alunos falaram sobre ações que melhorassem a segurança nas faculdades, a segurança após a saída de baladas, a cooperação entre motoristas e pedestres e até mesmo sobre felicidade.

Ao final, Luciano comentou sobre as ações propostas e ressaltou sobre a importância de um constante exercício criativo para a co-criação de ideias para um mundo melhor. “Criatividade é uma prática, ninguém é criativo do nada”, completa.

A próxima atividade do Fórum ocorre às 18h30min, com o bate-papo “Esporte Sul”, com Diogo Viedo e Bruno Tech. Luciano Braga encerra a noite com a palestra “Comunicação para impacto social”, a partir das 20h.

Por Victória Debortoli e Bibiana Campos

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(Foto: Pedro Gabriel Gonçalves/ Lab. Fotografia e Memória)
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Ações que causem impacto. Essa foi a proposta da oficina “Hack The City”, realizada na tarde de quinta-feira, 16, no último dia do 13° Fórum de Comunicação. Ministrada por Luciano Braga, o workshop propôs a criação de ações que solucionem problemas da cidade de Santa Maria.

“Um publicitário, artista urbano, ativista, cartunista, roteirista, palestrante, editor de vídeos e meio que professor”. É assim que Luciano se conceitua. O integrante do Estúdio Criativo de Comunicação Shoot The Shit, de Porto Alegre, conversou com os participantes da oficina sobre a ideia da empresa. “Para mim, tu tens que gerar valor para as pessoas com o que tu faz”, comenta. A Shoot The Shit, que nasceu em 2010 como um projeto paralelo, hoje trabalha com a comunicação para impacto social. “Nossos projetos não vendem produtos, mas sim geram impacto”, afirma.

Uma das ações realizadas pela Shoot The Shit foi em um tapume de obra vermelho, que estava intacto, sem pichações. O projeto se constituia de um estêncil onde dizia: “Porto Alegre precisa de mais” com uma lacuna a ser completada e caixas com giz de quadro negro para os pedestres escreverem o que estava faltando na cidade. No dia seguinte, os gizes tinham acabado e o espaço, também. “Tu pensas que, se der espaço às pessoas para que se manifestem, elas vão estragar a proposta. Felizmente, não foi o que aconteceu”, relata Braga. As carências da capital são inúmeras, de pessoas a heliportos.  Sim, heliportos. O dono de uma empresa de aluguel de helicópteros fez uso do espaço para tentar melhorar seu negócio.

Em outro projeto foi colocado um aparelho de ginástica próximo às paradas de ônibus, fazendo as pessoas repensarem em como gastam seu tempo livre. Dentre tantas ideias legais para conscientização, os gastos são inevitáveis, e o Shoot The Shit se mantém com doações contínuas por meio da plataforma de financiamento coletivo Recorrente. Os chamados “patronos” recebem, como recompensa, uma caixa com material para ações de impacto social.

Assim, com a ideia do engajamento social, os participantes do workshop desenvolveram ideias de projetos para solucionar problemas de Santa Maria. Através da apresentação de um cartaz, os alunos falaram sobre ações que melhorassem a segurança nas faculdades, a segurança após a saída de baladas, a cooperação entre motoristas e pedestres e até mesmo sobre felicidade.

Ao final, Luciano comentou sobre as ações propostas e ressaltou sobre a importância de um constante exercício criativo para a co-criação de ideias para um mundo melhor. “Criatividade é uma prática, ninguém é criativo do nada”, completa.

A próxima atividade do Fórum ocorre às 18h30min, com o bate-papo “Esporte Sul”, com Diogo Viedo e Bruno Tech. Luciano Braga encerra a noite com a palestra “Comunicação para impacto social”, a partir das 20h.

Por Victória Debortoli e Bibiana Campos