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Santa Maria recebe Iº Festival de Cinema Acessível

Primeiro festival de Cinema
Primeiro Festival de Cinema Acessível aconteceu na CESMA, na noite de quarta-feira. Fotos: Iuri Patias

Foi através da comédia Saneamento Básico, o Filme, e do clássico romance de Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento, que Santa Maria recebeu, nesta quarta-feira, 13, na Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA), o Primeiro Festival de Cinema Acessível. Os filmes, adaptado com legendas explicativas, janelas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e áudio-descrição, são alguns dos títulos disponíveis no catálogo da parceria entre a Universidade Corporativa do Banrisul e a empresa Som da Luz.

Empresário e proprietário da empresa Som da Luz, Sidnei Schames conta que o projeto de levar filmes com conteúdo acessível para deficientes auditivos e visuais, nasceu através da constatação de que produções com este tipo de adaptação eram praticamente inexistentes: “No Som da Luz, inicialmente trabalhávamos com gravação de áudio e áudio-descrição. Ao longo do período, percebemos que a quantidade de conteúdo acessível era mínima, quase inexistente. E conversando com as pessoas, com deficiência e sem deficiência, percebemos que o que tinha de conteúdo acessível era sempre ligado à temática da pessoa com deficiência”, observa o produtor cultural, que escreveu o projeto em 2013, obtendo sua aprovação no mesmo ano.

Após patrocinarem a ideia, o Banrisul, em suas agências, realizou a exibição dos filmes com tecnologias assistivas para os funcionários e entidades de pessoas com deficiência. A partir do bom retorno obtido, decidiu-se expandir o projeto: “A proposta de expansão partiu do nosso gerente, Marcio Kaiser, da Universidade Corporativa, que idealizou levar esta experiência para cidade sedes onde têm as regionais – do banco -, como é o caso de santa Maria”, conta Marta Silva Neves, funcionária do Banrisul e uma das organizadoras do evento.

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O circuito de filmes com tecnologias assistivas começou em março, em Caxias do Sul. Santa Maria é a quinta cidade do estado a receber o evento.

O circuito de filmes com tecnologias assistivas começou em março, em Caxias do Sul. De lá pra cá, passou por Novo Hamburgo, Santa Cruz e Pelotas, sendo Santa Maria a quinta cidade do estado a receber o evento. Para cada uma, um filme é selecionado para exibição: “Os filmes que temos apresentados para cada localidade são: O Tempo e o Vento, O Homem que Copiava, e Saneamento Básico, o Filme. Para Santa Maria, trouxemos o mesmo portfólio, e de forma também inovadora, fizemos o evento com duas seções: uma fechada para as escolas, às 14h, com o público infanto-juvenil, em que o filme escolhido foi Saneamento Básico, o Filme, e outra para a seção das 17h, envolvendo a participação dos funcionários do banco, onde o filme selecionado foi O Tempo e o Vento”, comenta Rafael Martins dos Santos, da Gestão Corporativa Banrisul, deficiente visual que igualmente destacou a importância do projeto para que a cultura de acessibilidade se expanda cada vez mais.
A qualidade de áudio-descrição, e demais elementos de acessibilidade da película exibida, impressionou quem assistia. É o caso do deficiente visual Cristian Evandro Cena: “Este filme [O Tempo e o vento] que assistimos hoje, já havia assistido duas outras vezes na televisão, em uma versão diferente. Hoje – após a exibição do longa adaptado -, me dei conta da perda de tempo que tive vendo as outras versões, justamente pela pouca informação, pela pouca acessibilidade que era oferecida”. “ Fiquei impressionado e muito feliz por ter aproveitado esta seção e ter prestigiado este belíssimo trabalho”, afirma o técnico administrativo de educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que atua no núcleo de acessibilidade da instituição.

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O projeto nasceu da constatação de que adaptação das produções para pessoas com deficiência praticamente inexistiam.-

“Quando a gente pensou neste projeto, não tínhamos a dimensão e a importância que teria, e a receptividade que iríamos ter no interior. E hoje, vendo aqui em Santa Maria uma primeira seção lotada, com mais de 150 pessoas, percebemos mais ainda a repercussão positiva”, destaca Marcio Kaiser, gerente executivo da Universidade Corporativa Banrisul, que já garante uma nova edição do Festival para 2017.

Em Santa Maria, o evento contou com o apoio da Promotoria Regional de Educação (PREduc), Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Secretaria de Educação e do Conselho Municipal dos Diretos das Pessoas com Deficiência de Santa Maria (Comdepedesma).

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Primeiro festival de Cinema
Primeiro Festival de Cinema Acessível aconteceu na CESMA, na noite de quarta-feira. Fotos: Iuri Patias

Foi através da comédia Saneamento Básico, o Filme, e do clássico romance de Érico Veríssimo, O Tempo e o Vento, que Santa Maria recebeu, nesta quarta-feira, 13, na Cooperativa dos Estudantes de Santa Maria (CESMA), o Primeiro Festival de Cinema Acessível. Os filmes, adaptado com legendas explicativas, janelas de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e áudio-descrição, são alguns dos títulos disponíveis no catálogo da parceria entre a Universidade Corporativa do Banrisul e a empresa Som da Luz.

Empresário e proprietário da empresa Som da Luz, Sidnei Schames conta que o projeto de levar filmes com conteúdo acessível para deficientes auditivos e visuais, nasceu através da constatação de que produções com este tipo de adaptação eram praticamente inexistentes: “No Som da Luz, inicialmente trabalhávamos com gravação de áudio e áudio-descrição. Ao longo do período, percebemos que a quantidade de conteúdo acessível era mínima, quase inexistente. E conversando com as pessoas, com deficiência e sem deficiência, percebemos que o que tinha de conteúdo acessível era sempre ligado à temática da pessoa com deficiência”, observa o produtor cultural, que escreveu o projeto em 2013, obtendo sua aprovação no mesmo ano.

Após patrocinarem a ideia, o Banrisul, em suas agências, realizou a exibição dos filmes com tecnologias assistivas para os funcionários e entidades de pessoas com deficiência. A partir do bom retorno obtido, decidiu-se expandir o projeto: “A proposta de expansão partiu do nosso gerente, Marcio Kaiser, da Universidade Corporativa, que idealizou levar esta experiência para cidade sedes onde têm as regionais – do banco -, como é o caso de santa Maria”, conta Marta Silva Neves, funcionária do Banrisul e uma das organizadoras do evento.

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O circuito de filmes com tecnologias assistivas começou em março, em Caxias do Sul. Santa Maria é a quinta cidade do estado a receber o evento.

O circuito de filmes com tecnologias assistivas começou em março, em Caxias do Sul. De lá pra cá, passou por Novo Hamburgo, Santa Cruz e Pelotas, sendo Santa Maria a quinta cidade do estado a receber o evento. Para cada uma, um filme é selecionado para exibição: “Os filmes que temos apresentados para cada localidade são: O Tempo e o Vento, O Homem que Copiava, e Saneamento Básico, o Filme. Para Santa Maria, trouxemos o mesmo portfólio, e de forma também inovadora, fizemos o evento com duas seções: uma fechada para as escolas, às 14h, com o público infanto-juvenil, em que o filme escolhido foi Saneamento Básico, o Filme, e outra para a seção das 17h, envolvendo a participação dos funcionários do banco, onde o filme selecionado foi O Tempo e o Vento”, comenta Rafael Martins dos Santos, da Gestão Corporativa Banrisul, deficiente visual que igualmente destacou a importância do projeto para que a cultura de acessibilidade se expanda cada vez mais.
A qualidade de áudio-descrição, e demais elementos de acessibilidade da película exibida, impressionou quem assistia. É o caso do deficiente visual Cristian Evandro Cena: “Este filme [O Tempo e o vento] que assistimos hoje, já havia assistido duas outras vezes na televisão, em uma versão diferente. Hoje – após a exibição do longa adaptado -, me dei conta da perda de tempo que tive vendo as outras versões, justamente pela pouca informação, pela pouca acessibilidade que era oferecida”. “ Fiquei impressionado e muito feliz por ter aproveitado esta seção e ter prestigiado este belíssimo trabalho”, afirma o técnico administrativo de educação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que atua no núcleo de acessibilidade da instituição.

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O projeto nasceu da constatação de que adaptação das produções para pessoas com deficiência praticamente inexistiam.-

“Quando a gente pensou neste projeto, não tínhamos a dimensão e a importância que teria, e a receptividade que iríamos ter no interior. E hoje, vendo aqui em Santa Maria uma primeira seção lotada, com mais de 150 pessoas, percebemos mais ainda a repercussão positiva”, destaca Marcio Kaiser, gerente executivo da Universidade Corporativa Banrisul, que já garante uma nova edição do Festival para 2017.

Em Santa Maria, o evento contou com o apoio da Promotoria Regional de Educação (PREduc), Núcleo de Acessibilidade da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Secretaria de Educação e do Conselho Municipal dos Diretos das Pessoas com Deficiência de Santa Maria (Comdepedesma).