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Jornalismo Esportivo

Caravana do Esporte promove debate sobre jornalismo esportivo

Jornalistas do grupo RBS estiveram conversando com alunos do curso de Jornalismo da UFN

Uma conversa com os jornalistas Alice Bastos Neves, Luciano Périco, Maurício Saraiva e Tiago Cirqueira, ocorreu na última sexta-feira, 19, no salão do Júri da Universidade Franciscana.

Os jornalistas Alice Bastos Neves, Luciano Périco, Maurício Saraiva e Tiago Cirqueira. Imagem: Luiza Silveira

A caravana apresentou alguns temas na hora do debate, como a forma que o grupo RBS produz seu conteúdo,  como eles tentam passar suas informações, quadros do programa Globo Esporte, podcasts que estão em circulação, além da apresentação do novo quadro do Globo Esporte “Minha Raiz”, onde Alice vai ao interior do estado e assiste de perto a emoção de quem está torcendo para seu time sair da divisão de acesso do Gauchão. Também foi confirmada a terceira temporada da série “Vitórias”, esta que conta as histórias de superação das mulheres frente ao câncer. Alice contou sobre como foi gravar o GE de casa durante a quarentena enquanto fazia o tratamento contra o câncer, “eu parei, o mundo parou  porque veio a pandemia. Eu fiz todo o meu tratamento dentro de casa, do quarto que eu ocupava na casa dos meus pais, de lá entrava ao vivo todos os dias no GE. Voltei pra casa deles e fiquei com eles durante todo o tratamento. Quando estreamos a primeira temporada de vitórias, eu ainda estava carequinha e em uma nova conversa decidimos que, então, eu apresentaria o Globo Esporte sem a peruca que me acompanhava. Achei que era muito justo por todas as mulheres que passam por isso, e acabou repercutindo nacionalmente e internacionalmente. Foi uma atitude inicialmente motivada por algo pessoal, porém se tornou algo coletivo. Se uma mulher foi fazer o exame a partir desse conteúdo, estamos prestando um belíssimo serviço. Que bom que podemos tratar de todos esses temas, assim podemos transformar”.

Alice Bastos Neves, apresentadora do Globo Esportes. Imagem: Luiza Silveira

A acadêmica de jornalismo Caroline Freitas, contou que toda a conversa foi muito significativa: “Mas a parte que mais me tocou foi como eles conduziram a palestra. Trouxe uma aproximação de como é o dia a dia da carreira”. Para ela é necessário, na trajetória acadêmica, ouvir as experiências de profissionais da área. “O que me marcou muito no início da conversa, foi uma fala da Alice quando trouxe sua experiência acadêmica. Ela citou que fez outro curso durante sua graduação de jornalismo e disse que não podemos ter medo de experimentar, até decidirmos o que realmente queremos para nós”, acrescentou Caroline. A estudante também ressaltou que é gratificante ouvir frente a frente os profissionais que admira, “traz uma mistura de sentimentos. Mas o principal é que ouvi-los, bem ali na nossa frente, nos esclarece muitas dúvidas e inseguranças. Faz nos sentirmos no caminho certo”.

Tiago Cirqueira, gerente executivo Esporte do Grupo RBS. Imagem: Luiza Silveira

Miguel Cardoso, acadêmico do segundo semestre de Jornalismo, conta que para ele a palestra significou que está no caminho certo e que talvez o jornalismo não seja tão difícil quanto ele pensou que fosse no semestre anterior: “porque a conversa me mostrou que é possível ter contato com pessoas do tamanho deles. Eles mostraram humildade, falaram durante um grande período de tempo e isso me pegou de surpresa. Ainda mais pela parte do Tiago que fica por trás das câmeras, é algo que eu já pensei em fazer porque gosto da parte técnica. Ele conversou comigo depois da palestra e isso foi muito legal. Isso representou muita coisa para mim”.

Para ele as partes que mais o marcaram foram: quando o Jornalista Maurício Saraiva respondeu uma de suas perguntas sobre termos técnicos que são de difícil compreensão na TV aberta por ter todos os tipos de público e ele explicou como deveria proceder, além do sentimento de conhecê-los, “eu sou um grande fã da Alice, eu acho ela uma pessoa muito gentil. Foi legal tirar foto e conversar com ela. Mas principalmente o Tiago que mostrou que queria estar lá, ele fala muito bem. O Tiago falou de Counter-Strike, conversou sobre diversidade que é algo que precisa ser falado. Essa foi a primeira grande palestra da minha carreira”.

Maurício Saraiva, comentarista esportivo. Imagem: Luiza Silveira

O acadêmico Felipe Perosa está no segundo semestre de Jornalismo e, para ele, não foi uma palestra e sim uma aula, “significou muito, eles passaram tanto conhecimento que vão nos ajudar mais adiante e durante o curso de Jornalismo. Outras pessoas que estavam lá se interessaram pelo curso pois sentiram-se motivados. Eles são maravilhosos, inteligentíssimos e muito bons no que fazem”. A parte que o aluno mais gostou foi quando os jornalistas começaram a responder as perguntas, “eu acho que isso é muito importante, pois eles sabem o que estamos passando porque já fizeram a faculdade. Eles estavam ali dispostos a sanar nossas dúvidas em relação ao nosso futuro. Eu fiz duas perguntas que foram muito bem respondidas”, conta Perosa.

Para o acadêmico o sentimento de conhecê-los foi extremamente gratificante: “São pessoas que eu vejo na TV desde criança, pra mim é muito importante ver que eles existem, que eles são reais e que eu consigo chegar até eles. Eu acho que o principal medo da pessoa que quer entrar no jornalismo perder a humanização e acabar nos tornando robôs quando viramos famosos”.

Luciano Périco, narrador e radialista. Imagem: Luiza Silveira

A coordenadora do curso Sione Gomes explica que é de grande importância ouvir sobre  as experiências de quem está há mais tempo no mercado de trabalho, “profissionais que estão no dia a dia da profissão e que sentem a realidade de ser jornalista. É fundamental para os novos jornalistas enxergar na realidade o que se fala na sala de aula, aquilo que trabalha-se de forma experimental, laboratorial e espelhar-se nessa realidade. A vinda deles na academia, na universidade, contribui de uma forma gigantesca, tanto neste sentido na troca de experiências quanto no de relatos vivenciados por esses jornalistas. Para que estes profissionais tornem-se exemplos e referências para os acadêmicos seguirem e aprimorarem-se enquanto acompanham o desdobrar destas trajetórias. É sempre muito importante esse tipo de visita”, concluiu Sione.

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Uma conversa com os jornalistas Alice Bastos Neves, Luciano Périco, Maurício Saraiva e Tiago Cirqueira, ocorreu na última sexta-feira, 19, no salão do Júri da Universidade Franciscana.

Os jornalistas Alice Bastos Neves, Luciano Périco, Maurício Saraiva e Tiago Cirqueira. Imagem: Luiza Silveira

A caravana apresentou alguns temas na hora do debate, como a forma que o grupo RBS produz seu conteúdo,  como eles tentam passar suas informações, quadros do programa Globo Esporte, podcasts que estão em circulação, além da apresentação do novo quadro do Globo Esporte “Minha Raiz”, onde Alice vai ao interior do estado e assiste de perto a emoção de quem está torcendo para seu time sair da divisão de acesso do Gauchão. Também foi confirmada a terceira temporada da série “Vitórias”, esta que conta as histórias de superação das mulheres frente ao câncer. Alice contou sobre como foi gravar o GE de casa durante a quarentena enquanto fazia o tratamento contra o câncer, “eu parei, o mundo parou  porque veio a pandemia. Eu fiz todo o meu tratamento dentro de casa, do quarto que eu ocupava na casa dos meus pais, de lá entrava ao vivo todos os dias no GE. Voltei pra casa deles e fiquei com eles durante todo o tratamento. Quando estreamos a primeira temporada de vitórias, eu ainda estava carequinha e em uma nova conversa decidimos que, então, eu apresentaria o Globo Esporte sem a peruca que me acompanhava. Achei que era muito justo por todas as mulheres que passam por isso, e acabou repercutindo nacionalmente e internacionalmente. Foi uma atitude inicialmente motivada por algo pessoal, porém se tornou algo coletivo. Se uma mulher foi fazer o exame a partir desse conteúdo, estamos prestando um belíssimo serviço. Que bom que podemos tratar de todos esses temas, assim podemos transformar”.

Alice Bastos Neves, apresentadora do Globo Esportes. Imagem: Luiza Silveira

A acadêmica de jornalismo Caroline Freitas, contou que toda a conversa foi muito significativa: “Mas a parte que mais me tocou foi como eles conduziram a palestra. Trouxe uma aproximação de como é o dia a dia da carreira”. Para ela é necessário, na trajetória acadêmica, ouvir as experiências de profissionais da área. “O que me marcou muito no início da conversa, foi uma fala da Alice quando trouxe sua experiência acadêmica. Ela citou que fez outro curso durante sua graduação de jornalismo e disse que não podemos ter medo de experimentar, até decidirmos o que realmente queremos para nós”, acrescentou Caroline. A estudante também ressaltou que é gratificante ouvir frente a frente os profissionais que admira, “traz uma mistura de sentimentos. Mas o principal é que ouvi-los, bem ali na nossa frente, nos esclarece muitas dúvidas e inseguranças. Faz nos sentirmos no caminho certo”.

Tiago Cirqueira, gerente executivo Esporte do Grupo RBS. Imagem: Luiza Silveira

Miguel Cardoso, acadêmico do segundo semestre de Jornalismo, conta que para ele a palestra significou que está no caminho certo e que talvez o jornalismo não seja tão difícil quanto ele pensou que fosse no semestre anterior: “porque a conversa me mostrou que é possível ter contato com pessoas do tamanho deles. Eles mostraram humildade, falaram durante um grande período de tempo e isso me pegou de surpresa. Ainda mais pela parte do Tiago que fica por trás das câmeras, é algo que eu já pensei em fazer porque gosto da parte técnica. Ele conversou comigo depois da palestra e isso foi muito legal. Isso representou muita coisa para mim”.

Para ele as partes que mais o marcaram foram: quando o Jornalista Maurício Saraiva respondeu uma de suas perguntas sobre termos técnicos que são de difícil compreensão na TV aberta por ter todos os tipos de público e ele explicou como deveria proceder, além do sentimento de conhecê-los, “eu sou um grande fã da Alice, eu acho ela uma pessoa muito gentil. Foi legal tirar foto e conversar com ela. Mas principalmente o Tiago que mostrou que queria estar lá, ele fala muito bem. O Tiago falou de Counter-Strike, conversou sobre diversidade que é algo que precisa ser falado. Essa foi a primeira grande palestra da minha carreira”.

Maurício Saraiva, comentarista esportivo. Imagem: Luiza Silveira

O acadêmico Felipe Perosa está no segundo semestre de Jornalismo e, para ele, não foi uma palestra e sim uma aula, “significou muito, eles passaram tanto conhecimento que vão nos ajudar mais adiante e durante o curso de Jornalismo. Outras pessoas que estavam lá se interessaram pelo curso pois sentiram-se motivados. Eles são maravilhosos, inteligentíssimos e muito bons no que fazem”. A parte que o aluno mais gostou foi quando os jornalistas começaram a responder as perguntas, “eu acho que isso é muito importante, pois eles sabem o que estamos passando porque já fizeram a faculdade. Eles estavam ali dispostos a sanar nossas dúvidas em relação ao nosso futuro. Eu fiz duas perguntas que foram muito bem respondidas”, conta Perosa.

Para o acadêmico o sentimento de conhecê-los foi extremamente gratificante: “São pessoas que eu vejo na TV desde criança, pra mim é muito importante ver que eles existem, que eles são reais e que eu consigo chegar até eles. Eu acho que o principal medo da pessoa que quer entrar no jornalismo perder a humanização e acabar nos tornando robôs quando viramos famosos”.

Luciano Périco, narrador e radialista. Imagem: Luiza Silveira

A coordenadora do curso Sione Gomes explica que é de grande importância ouvir sobre  as experiências de quem está há mais tempo no mercado de trabalho, “profissionais que estão no dia a dia da profissão e que sentem a realidade de ser jornalista. É fundamental para os novos jornalistas enxergar na realidade o que se fala na sala de aula, aquilo que trabalha-se de forma experimental, laboratorial e espelhar-se nessa realidade. A vinda deles na academia, na universidade, contribui de uma forma gigantesca, tanto neste sentido na troca de experiências quanto no de relatos vivenciados por esses jornalistas. Para que estes profissionais tornem-se exemplos e referências para os acadêmicos seguirem e aprimorarem-se enquanto acompanham o desdobrar destas trajetórias. É sempre muito importante esse tipo de visita”, concluiu Sione.