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Vitória Oliveira

Com capacidade de se conectar com as pessoas e sendo empática, esta é a jornalista formada desde 2018 pela Universidade Franciscana (UFN), Tisa de Oliveira, natural de Tapera. O jornalismo a escolheu logo em seu primeiro emprego. Com uma boa escrita e uma boa interpretação, ela conseguiu se consolidar na profissão, criando até mesmo seu próprio site de notícias.

Tisa terminou a graduação em 2018. Imagem: Arquivo pessoal

Iniciou sua trajetória na carreira, por indicação de seu professor de inglês, na década de 90. “O filho deste professor se formou e abriu um jornal na minha cidade. Como sempre me destaquei nesta questão da leitura e da escrita, eles foram até a minha casa me convidar para integrar a equipe deste novo empreendimento”, explica ela. Seu primeiro trabalho no ambiente foi como secretária, mas em questão de semanas já estava fazendo pequenas pautas. Ela relembra que: “Eu saía para apurar as informações, depois voltava para a redação, escrevia e salvava as matérias no disquete”. Para Tisa, foi aí que começou sua relação com o jornalismo. 

Em 2005, a jornalista mudou-se para Caçapava do Sul, onde esteve durante um período sem trabalhar por conta de estar cuidando de sua filha, que tinha apenas um ano. Mas não conseguiu ficar muito tempo parada, logo foi contratada pelo Jornal Gazeta de Caçapava, pois já tinha experiência na área. Ana Júlia Lacerda, filha de Tisa, ressalta que: “A mãe começou a trabalhar com o jornal em 2010, que é uma das minhas primeiras lembranças dela nessa profissão. Por mais que ela tenha começado a trabalhar até tarde no jornal, descobriu que era aquilo que ela gostava e que era aquilo que ela queria fazer. Ela tem uma capacidade de se conectar com as pessoas, é muito empática e eu acho que isso faz dela uma ótima jornalista, porque se coloca no lugar das pessoas”. Neste mesmo período, incentivada por seu chefe, Tisa iniciou o curso de Letras, no Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp), porém nunca concluiu. 

Ela atuou em jornais de Caçapava do sul. Imagem: Arquivo pessoal

Quando ingressou na UFN, em 2015, ela estava trabalhando no portal de notícias Farrapo. “Eu entrei mais madura. Eu já tinha uma experiência na área da comunicação, a prática, e eu fui em busca da teoria”, comenta a egressa. Por trabalhar durante o dia em Caçapava do Sul, ela acabava viajando todos os dias para Santa Maria, onde à noite estudava na instituição. Ela expõe que: “Eu não tinha como fazer os laboratórios. Isso é uma coisa que eu senti muita falta. Pois era uma forma de ter mais contato com os professores na universidade. O único momento que eu tinha esta oportunidade era à noite. Os laboratórios ofereciam uma área diferente daquela que eu tinha prática, que era o impresso e online. Sempre tive muita curiosidade, muita vontade de fazer, mas infelizmente a minha condição não me permitia participar”.

Tisa analisou em seu trabalho final de graduação (TFG) A construção do capital social do deputado Paulo Pimenta a partir da publicação de lives no Facebook.  Ela explica que, no terceiro semestre da graduação, já sabia qual tema queria desenvolver sua pesquisa. “No meu trajeto de trabalho, de vida profissional e vida universitária, eu fui parar na Câmara de Vereadores. Por isso, escolhi abordar a área política”, destaca a ex-aluna.  O projeto também foi desenvolvido com base nas redes sociais, pois, era um tema que a encantava por ser “uma ferramenta extraordinária, que tem uma força muito grande, desde que seja bem aproveitada”. E complementa: “Isso me intrigava, sim, porque as pessoas públicas, não só os políticos, não utilizavam essas ferramentas para divulgar os seus projetos e as suas ações. Claro que a gente sabe que em outras cidades, assim, capitais, isso já acontecia, mas em cidades pequenas ainda não. Por isso, eu fui estudar essa questão de como o Pimenta constituiu o capital social através das redes sociais dele, que era, e, continua sendo, Facebook e Instagram”.

Ela também recorda que sugeriu algumas pessoas para a orientação de seu TFG,  o escolhido para a acompanhar no desenvolvimento do trabalho foi a sua última opção, no caso o professor Bebeto Badke. “Ele até brincou, que eu não queria ele, mas ele foi maravilhoso. O meu texto ficou muito rico. O Bebeto contribuiu bastante, pois exigiu muito de mim e aí deu tudo certo. Tirei uma nota boa e a apresentação também foi tranquila. Mas porque estava muito certa e confiante de que era aquilo que queria escrever”, argumenta ela. A egressa também relata que não foi cansativo desenvolver o trabalho, a única parte que exigiu um pouco mais foi a leitura, mas: “Foi gratificante, para falar a verdade”.

Tisa já atuou no jornal impresso e online, e na assessoria de comunicação. A jornalista explica que todos os trabalhos que eu já tive me marcaram de alguma forma. “ Eu acho que o jornalismo impresso e online, você produz matérias que exigem mais apuração, que exigem muita pesquisa, conversar com mais pessoas, ouvir fontes técnicas. Quando você consegue colocar isso no papel de uma forma que afete o seu leitor, que quando o leitor vai ler aquilo, ele se enxerga no teu texto, isso é muito gratificante”, destaca a ex-aluna. 

A egressa também relembra uma situação curiosa em que quando ainda trabalhava com jornalismo impresso, o jornalista Euclides Torres, que era professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), lhe entregou um livro de obituários do The New York Times. “Então ele disse assim, você vai ler esse livro para aprender a escrever o obituário. Eu achei aquilo muito engraçado, mas enfim, eu li o livro e comecei a escrever. É extremamente difícil escrever este tipo de texto, porque a família está enterrando a pessoa e tu tem que estar lá questionando. Tinham pessoas que depois vinham e me falavam assim, eu chorei quando li o obituário no jornal. Ou então, outra vez uma pessoa também comentou o seguinte, essa pessoa que morreu nem era tão especial assim, mas o jeito que tu falou sobre ele, a gente sentiu, quem não conheceu com certeza sentiu vontade de conhecer. Então são comentários que te dão satisfação e alegria e tu, ufa, cumpri com o meu papel”, relata Tisa.

  Outra história que a marcou foi quando escreveu uma matéria sobre a Associação do Banco da Amizade (ABA), associação beneficente localizada em Caçapava do Sul e que era administrada por Onilady Pires, Tia Lady. O espaço estava precisando de doações, e quando a matéria saiu no jornal, várias arrecadações chegaram na ABA. “Então, isso é bem bacana, sabe, poder contribuir com a sua comunidade. É uma coisa assim que não tem preço, não tem o que pague isso”, evidencia a jornalista. Para ela são tantas histórias que ela deseja que um dia eu possa escrever um livro sobre os bastidores do jornalismo, pois elas são bem mais interessantes do que aquele pequeno recorte da notícia.

A jornalista também comenta que foi bem complicado administrar a vida durante a universidade, pois era casada e tinha uma filha pré-adolescente na época. Ana Júlia também comenta que: “Quando ela decidiu fazer a faculdade, acho que eu tinha 13 anos. Foi uma mudança para mim, o pai e a mãe. Eu a via pouco. Nos víamos aos finais de semana e no almoço. Foram quatro anos muito doidos, mas acho que trouxe experiências e memórias muito boas, porque eu sempre convivi muito com os colegas de trabalho dela. Tive oportunidades até de ver ela na faculdade e isto foi muito lindo”. Já Tisa expõe que: “Sabe aquele meme, aquelas frases de rede social que a janela de ônibus é o melhor psicólogo. Então, muitas vezes era assim. Geralmente, na volta eu pensava muito, porque na ida eu ia dormindo a viagem toda, morta de canseira. Às vezes, eu acordava já pensando, não vejo a hora de embarcar no ônibus para poder dormir e descansar. Mas, na volta, eu vinha divagando, assim, e a janela do ônibus, aquela paisagem correndo, e eu vinha pensando, meu Deus, o que eu estou fazendo”. Ela teve que iniciar duas vezes o curso, porém quando realmente se comprometeu  consigo mesma terminou a graduação. 

“Eu acho que, quando a gente ama o que faz, a gente sempre encontra o que fazer. Sempre tem portas te esperando. Como eu amo fazer comunicação, eu acho que eu me dou bem em tudo aquilo que eu me proponho. Tudo que surge na minha vida, eu me realizo. Então, depois que eu me formei, eu fui trabalhar com uma assessoria de comunicação, que é o que eu amo fazer. Foi muito bom essa experiência, esse período”, fala a egressa. 

Atualmente ela não está mais trabalhando nesta área, pois está empreendendo na área do turismo, onde é dona do Sítio Pedra Furada em Caçapava do Sul. “Eu acho que, nessa mudança que teve agora na minha vida, fez com que eu entendesse que tenho que me dedicar às coisas que a gente quer desenvolver. Estou me entregando da mesma forma que eu me entreguei aos meus outros trabalhos. Eu acho que tudo que eu aprendi na faculdade e na vida vão servir agora, nesse momento, que é isso que eu estou vivendo, que é empreender e poder colocar em prática também a questão da comunicação”, comenta. Para ela este é o momento em que pode se dar ao luxo de escolher se quer escrever ou não, por mais que ame muito a escrita. Quando tem este tempo foca em colocar todas as ideias de uma vez no papel. “Eu acho que, como jornalista, eu sou aquela bem clichê, que tem vontade de mudar o mundo e que ainda acredita que a comunicação é uma arma poderosa para que isso aconteça”, completa ela.

Perfil produzido no 1º semestre de 2023, na disciplina de Narrativa Jornalística, sob orientação da professora Sione Gomes.

Jovem do olhar sensível para fazer leituras do cotidiano e dos sujeitos, co-criador do Maria Cult e repórter do Gay Blog Brasil, este é Deivid Pazatto. Santa-mariense de nascença, jornalista de formação e ativista LGBTQIA+ na vida profissional e pessoal, está sempre se reinventando em sua trajetória. 

Gravação do programa Janela Audiovisual. Foto: Arquivo pessoal

Deivid foi bolsista pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) na Universidade Franciscana (UFN), o jornalista relembra o início de sua trajetória como acadêmico em 2015 com muito entusiasmo: “Eu lembro que a gente tinha aulas, com cerca de 42 alunos, então era muita gente, fazíamos um auê aqui dentro do curso, os estúdios lotavam”. Ele ingressou na graduação focado em trabalhar com televisão, pois: “quando era criança sempre ficava na frente da TV e pensava que eu podia fazer aquilo da minha vida depois que eu saísse do ensino médio. Como poderia trabalhar na televisão? Foi aí que surgiu o jornalismo”.  

No começo da Universidade decidiu que queria se encontrar, por isso optou por fazer parte do Laboratório de Produção Audiovisual (LaProa), atual Laboratório de Produção Audiovisual dos Cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda (LabSeis), onde começou a desenvolver alguns projetos na televisão. Entre estas atividades está o Toca da Raposa, programa sobre variedades desenvolvido pelos acadêmicos. Participou ainda do programa ‘Janela Audiovisual’, ao lado de Paola Saldanha, onde os estudantes apresentavam alguns filmes produzidos na disciplina de Cinema. Também atuou como repórter da Agência CentralSul, onde era colunista e teve a oportunidade de produzir sua primeira reportagem com uma personalidade conhecida no país inteiro, o cantor de queernejo, gênero musical emergente no Brasil que traz o sertanejo na perspectiva do público LGBTQIA+; Gabeu, artista indicado ao Grammy Latino com o álbum ‘Agropoc’ (2021) na categoria ‘Melhor álbum de música sertaneja’. Ele também relembra sua participação no Jornal ABRA: “Eu lembro que fiz uma pauta sobre a parada LGBTQIA+ da cidade, que acabou sendo capa do ABRA. Então eu fiquei muito feliz porque eu consegui colocar uma bandeira LGBTQIA+ em um lugar de destaque”.

Um episódio que o marcou durante a graduação foi: “Em um dos últimos vestibulares que participei da cobertura, estava cobrindo pela rádio. Sempre é realizado algumas perguntas para a Reitora Iraní Rupolo. O professor Gilson, que era quem coordenava as atividades da rádio, me deu uma dica sobre qual assunto abordar. Eu formulei então o questionamento e quando o realizei percebi que todos os repórteres ficaram me olhando”. Ele comenta que na hora não entendeu, mas depois percebeu que foi uma pergunta chave que todos queriam fazer naquele momento.

Gravação de matéria para o telejornal Luneta. Foto: Arquivo pessoal

Teve também experiências como estagiário enquanto ainda estava cursando a graduação, entre elas estão seu estágio Agência Guepardo, que ficava localizada na Incubadora da UFN, onde teve a oportunidade de desenvolver um pouco mais de suas habilidades no Photoshop. Da mesma forma integrou a equipe do Diário de Santa Maria, onde atuou como repórter da editoria de política. “Esse tema é algo que eu sempre gostei desde pequeno. Pude vivenciar três meses nesta editoria onde trabalhavam, eu e a Jaqueline Silveira, que era editora na época, auxiliava ela em muitas atividades. Desde notas, sondagem, entrevistas com os candidatos, pois era na época de eleição. Eram mais de cinquenta políticos, entre deputados estaduais e federais da região central. Fui atrás do contato de todas as pessoas e fiz uma listagem para conseguirmos conversar com eles”, relata o jornalista.

Deivid trabalhou em seu Trabalho Final de Graduação (TFG) com a temática ‘Pabllo Vittar: a mídia hegemônica na construção do corpo Queer’, onde ele explicou mais a fundo sobre como compreender a construção do corpo queer e da cultura drag queen bem como as relações de poder que se estabelecem em produtos audiovisuais da mídia hegemônica. Pabllo Vittar surge como objeto de análise, por compreendermos a artista como um corpo queer, devido a sua arte drag queen e a performatividade de gênero, entre outros elementos que perpassam seu corpo. “Eu via que havia abordagens muito erradas de como ela era tratada pela imprensa. Em diversos meios de comunicação era colocada em situações desconfortáveis. Claro que algumas drags têm os seus pronomes já estipulados para serem usados. Mas quando a gente imagina uma está personificada no feminino e então se espera que alguns pronomes sejam usados”, relata o jornalista. 

Após formado em 2018,  ingressou no curso de Especialização de Estudo de Gênero na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), onde seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) teve um tema similar ao de seu TFG, porém sendo desta vez voltado para o Município. ‘As referências culturais e estéticas na cena drag queen de Santa Maria (RS): Uma análise em um contexto de transição geracional’,  foi direcionado para a cidade no intuito de mostrar a cena Drag que teve uma época nas palavras de Deivid efervescente, onde: “Tinha alguns bares no Bairro Rosário que realizavam festas das drag queens, muito pelo fato de estar bombando aqui no Brasil. Então quis dar esse segmento para explorar um pouco mais o que era esta cultura no Município, por isso abordei estas as referências estéticas e culturais”. 

 Deivid Pazatto e Paola Saldanha na 1ª edição do Prêmio Maria Cult. Foto: Renan Mattos

Ele que a partir da cadeira de jornalismo cultural sentiu interesse sobre esta área do jornalismo, após formado idealizou, juntamente com a também egressa Paola Saldanha, um projeto voltado para o tema, porém com o foco local e independente, sendo este a Maria Cult. “A Maria nasceu para dar voz aos artistas independentes que estavam começando. Seja música, artes visuais, artes cênicas, entre outras áreas. Em janeiro de 2020 comecei a pensar em desenvolver alguma atividade jornalística, pois, já estava a praticamente um ano sem fazer nada. Construí um esboço e lancei a ideia para a Paola. Lembro que durante a faculdade a gente conversava sobre fazer alguma coisa juntos. Então realizamos algumas reuniões e fomos construindo o projeto”, explica Deivid. No dia 20 de janeiro realizamos o lançamento do Maria Cult no Instagram e Facebook, inicialmente era apenas uma agenda cultural, porém agora é um produto de jornalismo independente de Santa Maria. 

Durante sua trajetória também surgiu a oportunidade de trabalhar para o Gay Blog Brasil, maior portal de notícias LGBTQIA+ do país. “Eu lembro que estava mexendo no Linkedin, dia 20 de setembro, dia do gaúcho. Onde então vi uma vaga para esse trabalho remoto, na hora eu enviei meu currículo. No mesmo dia já realizei uma entrevista e no outro já estava trabalhando. Desde 2021 estou trabalhando no Gay Blog BR, por mais que seja um trabalho remoto, já tive a oportunidade de entrevistar muitas personalidades”, comenta ele. Suas matérias também tomaram proporções nacionais chegando até a serem replicadas em sites como UOL e Estadão. O namorado de Deivid, Lucas Yuri, relata que a trajetória dele até aqui é de alguém que: “Sabe onde quer chegar e os espaços que quer ocupar, levando sempre voz, visibilidade e oportunidades para todos os públicos”. 

Perfil produzido no 1º semestre de 2023, na disciplina de Narrativa Jornalística, sob orientação da professora Sione Gomes.

O curso de Design de Moda da Universidade Franciscana (UFN), realizou na noite de segunda-feira (3) a 4ª edição do Underground. O momento reuniu acadêmicos, professores e comunidade em geral, no subsolo do Prédio 15 – Conjunto III da UFN, e teve como tema a ‘(Under) The Dark’ no intuito de mostrar que todos temos um lado encoberto. 

O desfile reuniu 14 criações. Imagem: Luiza Silveira

As atividades foram organizadas por acadêmicos do 4º semestre. Neste ano a exibição do trabalhos trouxe uma inovação, as roupas desfiladas foram desenvolvidas em várias disciplinas ao longo de 2022 e 2023. A ação é organizada pela disciplina de Comunicação e Eventos de Marcas de Moda e ministrado pela professora Caroline Brum. A curadoria das peças desfiladas no Underground foi feita pelos próprios alunos.

A ideia para o tema surgiu da acadêmica Jordana Barbosa, que se baseou no horror e em como podemos encontrar o que está escondido por trás das sombras. Também remete à busca de beleza no aterrorizante, sendo assim considerado um ato disruptivo que exige coragem. Ao total foram desfiladas cerca de 14 criações produzidas pelos estudantes, abordando as mais variadas temáticas do terror.

O look
O design criado por Diênifer foi inspirado na fragilidade. Imagem: Isadora Druzian

Diênifer Petry é uma das alunas de moda que participou do desfile, expondo duas roupas produzidas por ela. A acadêmica ressalta a importância de participar do evento por conta da experiência real que proporciona, tanto em organização técnica, os bastidores e o funcionamento completo do desfile. Já quando se fala em sentimento, a futura designer comenta que: “Poder ver uma criação tua sendo desfilada na passarela é incrível. Uma experiência maravilhosa”.

Nesta edição do desfile as peças produzidas pela acadêmica tiveram como tema o filme ‘O Iluminado’, inlcusive que já havia participado no Fashion Premiere de 2022.  Já a outra representa o ‘Frági’, sendo este um adorno corporal criado na disciplina de  Adornos e Acessórios, ministrado pela professora Salette Marchi. “Os dois looks trazem elementos impactantes. Na criação deles utilizei elementos impactantes para transmitir o poder e a força, junto com a quebra do delicado”, explica Diênifer.

O desfile também contou com o apoio do Laboratório de Audiovisual (LabSeis) e Laboratório de Fotografia e Memória (LabFem), os dois vinculados aos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo. Também participaram o Diretório Acadêmico e coordenação de Design de Moda.

Imagens: Luiza Silveira/ Laboratório de Fotografia e Memória (LabFem)

Hoje o céu ganha mais uma estrela, morreu na noite desta segunda-feira (8) a rainha do rock brasileiro, Rita Lee, uma das maiores cantoras e compositoras da história do Brasil. Desde 2021, Rita vivia em uma luta constante contra o câncer de pulmão. A cantora era um exemplo de determinação e inovação, tanto no meio artístico quanto no pessoal. Uma das frases mais famosas e marcantes dela é: “Meu epitáfio será: Nunca foi um bom exemplo, mas era gente fina”, o que representa muito o seu papel no mundo na moda ao passar das décadas.

A roupa toda de tela, apenas com estrelas feitas de lantejoulas pratas, foi uma das mais icônicas de Rita Lee. Foto: Reprodução.

Ela, que viveu sua vida ao extremo, não podia deixar de expressar sua personalidade expansiva e sem vergonha nenhuma. Na hora de sair de casa não deixava a desejar. Para isso a compositora usava um estilo ousado e maximalista, muitas vezes afrontando a época em que estava inserida. Desde seu marcante cabelo vermelho vivo que sempre contrastavam com suas vestes coloridas, estampadas e com silhuetas volumosas. Mesmo através das décadas, Rita Lee não abandonou esta forma de ser, onde quer que fosse ela ia para causar. 

Ao falar desta grande estrela do rock, não podemos deixar de lado os paradigmas do vestuário feminino que foram rompidos e os estereótipos machistas que, para ela, não tinham espaço em seu cotidiano. Ela que ousou e usou roupas que contavam histórias no decorrer de seus álbuns. Na década de 60 afrontou a sociedade ao se apresentar no Festival Internacional da Canção juntamente com a banda Os Mutantes. Apareceu vestida de noiva para cantar “Caminhante Noturno”, o que gerou protesto dos jurados, e, ao final a artista soltou a frase polêmica de Caetano Veloso “É Proibido Proibir”.

Um raro registro de Rita Lee com o vestido em 1969. Foto: Reprodução.

Algumas roupas icônicas da atriz são replicadas até hoje, principalmente no bloco de Carnaval Ritaleena, que estrou em 2015, com o objetivo de homenagear a artista paulista. Em entrevista ao Estado de São Paulo, no ano 2000, o filho Beto Lee falou sobre a influência do estilo da mãe na hora de subir ao palco: “Ela me ensinou que é um lugar sagrado. Não dá para chegar com a mesma roupa que você usa no dia-a-dia. Ela sabe montar um visual como ninguém.”

Para quem acha que estilo é coisa de jovem, a artista expressou sua personalidade até os últimos dias, deixando a sua essência transparecer e conquistar os corações dos brasileiros. A rainha do rock foi um exemplo de liberdade e atitude para as mulheres, não apenas na moda como na vida. VIVA RITA LEE!!!

A novela exibida no horário nobre da Rede Globo, Travessia, está dando destaque a pautas pouco conhecidas pelo público, entre elas a deepfake. Termo da língua inglesa que significa deep (profundo) e fake (falso). A tecnologia usa uma forma de machine learning que é um ramo da inteligência artificial (IA) e da ciência da computação que usa dados e algoritmos para imitar a maneira como os humanos aprendem. 

Na novela o personagem faz vídeos chamadas usando o recurso tecnológico com a vítima. Imagem: Divulgação/TV Globo

Chamada de tecnologia de aprendizado profundo (deep learning technology), ela compreende a aparência do seu rosto e, em seguida, usa essa informação para transpor um rosto deepfake para o seu, tornando-se uma máscara manipulável. No enredo, Karina (Danielle Olímpia) é uma jovem que tem as redes sociais como seu meio preferido de comunicação. Porém, é neste mesmo ambiente que ela é enganada por um pedófilo que finge ser uma modelo e influencer na Internet. O personagem utiliza um aplicativo similar ao DeepFaceLive para mudar sua aparência, modificando em tempo real áudio e vídeo, para se aproximar de Karina e conseguir fotos íntimas em um chat via webcam.

O uso da deepfake já pode ser observado fora da televisão como no caso que ganhou destaque em 2020 onde houve vazamento de ‘nudes’ falsos de mais de 100 mil mulheres. Em relatório, a empresa Sensity explicou que alguns dos alvos “pareciam menores de idade” e a tecnologia usada era do tipo deepfake bot. Na mídia internacional há vídeos falsos de personalidades públicas que tiveram seus rostos estampados nesse novo tipo de montagem, como os ex-presidentes americanos Barack Obama e Donald Trump. No Brasil, vídeos de políticos como o atual presidente Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro também circulam nas redes.

Segundo o site Tehctudo há maneiras de identificar se aquela gravação ou vídeo chamada é real ou falsa. Uma delas é prestar atenção aos detalhes do rosto da pessoa para tentar identificar inconsistências na textura da pele (na bochecha ou nariz) ou nos olhos. Isso porque é possível que haja falhas tanto nas piscadas quanto nos movimentos da boca durante a fala. Outro aspecto a se prestar atenção é a movimentação de quem  está do outro lado da tela, pois, se o usuário se movimentar muito rápido ou sair do enquadramento é possível que a tecnologia falhe. 

Caso você saiba de algum caso de deepfake, para denunciar basta ligar para o disque 100 ou online, por meio deste endereço. Qualquer abuso infantil, sexual e qualquer outra violação aos Direitos Humanos pode ser denunciado 24h por dia nestes meios.

O curso de Design de Moda da Universidade Franciscana (UFN) realizou na quarta-feira (08) uma homenagem ao Dia das Mulheres. Painéis interativos com um varal de relatos foram expostos no pátio do conjunto III. A ação foi organizada pelo diretório acadêmico de Moda juntamente com a Teciteca.

A exposição foi realizada no pátio do conjunto III da UFN. Imagem: Vitória Oliveira

Frases como “Pela maior parte da história, ‘anônimo’ foi uma mulher” da escritora, ensaísta e editora britânica Virginia Woolf ganharam destaque nos murais. Quem passou pelo local também pode deixar o seu recado pois foram disponibilizados marcadores de páginas e canetas coloridas para que as frases que fossem escritas pudessem ser coladas no mural.

Diênifer Petry, vice-presidente do diretório academico do curso de Moda, explica que “trouxemos também um varal de relatos reais de violências, assim como conscientização sobre quais são os tipos de violência vividos pelas mulheres, como identificar e como denunciar. E por fim, mas muito importante, um painel com frases e dizeres de empoderamento, de mulheres para mulheres. As mensagens foram muito bem acolhidas por todas que passaram pelo pátio e esperamos que não só nesse dia, mas que todos os dias lembrem das palavras lidas”. Para ela, a importância da ação é trazer o questionamento acerca de como a moda interage com as mulheres individualmente e coletivamente.

Mesmo tendo sido criado no ano 1917, o dia 8 de março só foi oficializado em 1975, mais de 60 anos após sua criação, em uma assembleia da Organização das Nações Unidas (ONU). Essa data é marcada pela celebração da luta pelos direitos das mulheres, sendo um marco essencial para o reconhecimento e fortalecimento do feminismo e, portanto, da luta por uma sociedade mais justa e igualitária.

Tem como objetivo conscientizar sobre as diversas formas de violências vividas pelas mulheres, o projeto seguirá sendo exposto no prédio 15 do conjunto III da UFN,  em frente à Teciteca.

Imagens: Vitória Oliveira

Na manhã desta quarta-feira, 14, foi realizada a solenidade de posse da reitoria da Universidade Franciscana.

Reitora Iraní Rupolo e a Diretora-presidente da Sociedade Caritativa e Literária São Francisco de Assis, Inês Alves. Imagem: Luiza Silveira

A Diretora-presidente da Sociedade Caritativa e Literária São Francisco de Assis (SCALIFRA-ZN), Inês Alves Lourenço, reconduziu os cargos à Reitora Iraní Rupolo e à Vice-reitora Solange Binotto Fagan. Na cerimônia também foram reconduzidos a Pró-reitora Acadêmica, Vanilde Bisognin, a Pró-reitora de Administração e Finanças, Inacir Pederiva, e o Pró-reitor de Pós-graduação e Pesquisa, Marcos Alexandre Alves. O mandato tem uma duração de quatro anos, até dezembro de 2026.

Professora Iraní está em seu 7º mandato, ela assumiu o cargo pela primeira vez em 1998, quando a UFN ainda se chamava Faculdade Franciscana. A reitora deu ênfase em seu discurso na forma como a educação superior vem sendo tratada: “As políticas de educação superior possibilitaram uma grande concorrência nas Universidades com situações de duvidosa competência. Entendemos que a educação não deve ser tratada  com improvisação ou com  organizações que se limitam a interesses políticos e econômicos . Para reverter essa realidade faz-se necessário um projeto de país, que considere prioritariamente a educação e a ciência como fundamentais à vida e ao desenvolvimento nacional”. Ela ainda comentou que “Enquanto Universidade, propomos desenvolver com os jovens um projeto de vida, que dê significado a formação pessoal e profissional, dando sentido a sua existência. Nessa direção, os propósitos que compartilhamos com os demais gestores na Universidade Franciscana para este novo ciclo compreendem alguns projetos institucionais”.

Reitora Iraní Rupolo em seu discurso. Imagem: Luiza Silveira

Na próxima sexta-feira, 16,  às 9h, será realizada a posse dos nove Diretores Administrativos e os 40 Coordenadores e seus adjuntos dos cursos de Graduação e Pós-graduação. As solenidades serão realizadas no Salão de Atos, Conjunto I da UFN.

Galeria de fotos posse da reitoria (imagens: Luiza Silveira)

Ocorre amanhã, 14, a  9ª Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (Mipa), produzida pelo Laboratório de Produção Audiovisual dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana (UFN). Durante o mês de dezembro está sendo realizada uma campanha de arrecadação de alimentos para doar ao Banco de Alimentos de Santa Maria. A ação dura até amanhã, dia da Mostra, no Hall do Prédio 14 do Conjunto III .

“Você tem fome de quê?” é nome da campanha deste ano. Imagem: Divulgação

O tema do evento deste ano é “Você tem fome de quê?”. O ‘lema’ deste ano que vem ao encontro da necessidade de alimentar a alma e o corpo. Conforme a Organização das Nações Unidas, o Brasil voltou ao Mapa da Fome em 2022. São cerca de 33,1 milhões de brasileiros que não têm a garantia da próxima refeição

Durante a noite será realizado o lançamento de duas obras produzidas pelos acadêmicos da UFN: o curta metragem “Sono R.E.M”, da disciplina de Cinema II do curso de Jornalismo, e o primeiro episódio da websérie de ficção ‘A Última Noite’, cujo roteiro foi produzido na disciplina de Redação para Áudio e Audiovisual, a produção realizada em Produção Audiovisual II, com campanha de divulgação executada na disciplina de Experiência de Marca, todas do curso de Publicidade e Propaganda.

A mostra contará com cinco categorias, sendo elas: Ficção, Documentário, Vídeo Experimental, Videoclipe e Animação. A 9ª Mipa será realizada às 20h, no pátio do prédio 14 do Conjunto III da UFN, com sessão aberta ao público em geral.

Nos dias 6 e 7 de dezembro foram apresentados os Trabalhos Finais de Graduação dos acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana. As pesquisas são analisadas por professores do curso e convidados que compõem a banca avaliativa.

Gabriela Flores e sua banca avaliadora. Imagem: Luiza Silveira

Gabriela Flores, acadêmica de jornalismo, foi orientada pela professora Simone Gomes, e  sendo avaliada pelo professor Carlos Alberto Badke e pela jornalista Carina Bohnert. O tema escolhido pela acadêmica foi “A personagem Rita Skeeter e como fãs percebem o jornalismo e o jornalista na saga Harry Potter”. Gabriela escolheu o tema pois, “sempre gostei do universo de Harry Potter e porque a personagem jornalista da saga me chamava atenção pelas suas atitudes em relação às notícias. Quando comecei o curso entendi que os procedimentos que ela tinha além de não serem corretos eram cometidos por vários profissionais na vida real. Dessa forma quis trazer esse questionamento para mais fãs da saga”.

“Esse tema faz com que os profissionais reflitam como são retratados na ficção e como o público os enxerga a partir disso. Eu tentei trazer uma reflexão como um aviso de como certas atitudes podem influenciar de uma maneira negativa”, explica ela. A graduanda compartilha  um sentimento de dever cumprido, além disso uma gratidão de apresentar sobre uma temática que ela dominou e conseguiu trazer para o âmbito jornalístico. “Fiquei muito feliz pelos resultados e também por apresentar por uma banca que sempre me acolheu e também ter meus pais me assistindo”. Gabriela conta que seu foco agora é descansar um pouco, “mas acredito que meu futuro já está escrito e tem algum lugar maravilhoso me esperando. Sempre fui muito persistente e corro atrás dos meus objetivos, então vou trabalhar duro independente de onde eu esteja”.

Laura Gomes e sua banca. Imagem: arquivo pessoal

A acadêmica Laura Gomes escolheu como tema  “Novas práticas, velhos padrões: o Jornalismo independente do Nexo diante do newsmaking”. Laura conta que sempre teve interesse pelo Jornalismo ambiental e, ao longo do curso, buscou fazer trabalhos para se aprofundar e conhecer mais a área. “Então, a escolha do tema do TFG foi uma consequência disso. Já o meu objeto de estudo, o Nexo Jornal, comecei a acompanhar antes de entrar no curso e sempre achei muito interessante o modelo de jornalismo independente desenvolvido pelo veículo. Assim, busquei integrar uma área e um veículo que gostava quando escolhi meu tema de TFG”, explica ela. 

Para a aluna, o tema é relevante pois amplia as discussões em torno do jornalismo ambiental, uma área que vem crescendo tanto na academia quanto no mercado de trabalho porque trata de problemáticas que merecem atenção no debate público e demandam ações/políticas urgentes. “Por isso, é uma área que merece destaque na imprensa. Além disso, meu TFG também traz uma discussão sobre jornalismo independente, um conceito que ainda está em construção, mas que já oferece caminhos para pensarmos outras formas de jornalismo que estão além daquelas práticas consideradas tradicionais ou clássicas”. Laura expressa sua felicidade com os resultados do seu TFG e com as considerações da banca. “Terminar o curso com este retorno foi extremamente positivo, pois é um reconhecimento de todo trabalho construído, não apenas durante o TFG, mas ao longo de todo o curso”, ressalta a formanda. Ela está aberta para novas oportunidades e pretende investir em áreas do seu interesse, como o Jornalismo ambiental, por exemplo: “Sempre gostei muito do trabalho nas redações, então, espero seguir com esta atuação”.

Wellerson abordou o tema “Um olhar para o jornalismo cultural a partir do site Cancioneiro Gaúcho”. Imagem: Luiza Silveira

Wellerson Leal também apresentou seu TFG , onde abordou o tema “Um olhar para o jornalismo cultural a partir do site Cancioneiro Gaúcho”.  Este site foi um produto feito pelo próprio estudante durante a graduação, onde utilizou do jornalismo cultural para fazer sua análise.  “Fiz uma análise de um produto que eu criei ao longo de diversas disciplinas, que foi sendo atualizado ao longo do tempo. Isso o torna um trabalho 99% autoral meu.”, afirma ele. O acadêmico ressalta que ficou com medo e nervoso, mas o sentimento é o melhor possível depois de aprovado.  Suas expectativas para o futuro na profissão são boas, já com possibilidades de trabalho em vista.

Reitora, Iraní Rupolo. Imagem: Luiza Silveira