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Santa Maria, RS, Brazil

Longe de casa: os desafios de estudantes que deixam suas cidades para estudar em Santa Maria

Santa Maria se consolida como um importante polo universitário no interior do Rio Grande do Sul. Foto: Maria Eduarda de Castro

Santa Maria, conhecida como um dos principais polos universitários do interior do Rio Grande do Sul, recebe, todos os semestres, estudantes de diferentes cidades em busca de uma graduação. Com aproximadamente 35 mil universitários, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, a cidade se tornou referência no ensino superior e atrai jovens que enxergam nela novas oportunidades acadêmicas e profissionais.

Porém, para muitos, a mudança representa mais do que uma nova fase na vida, significa enfrentar a distância da família, adaptar-se a uma rotina diferente e assumir novas responsabilidades. Entre a saudade, desafios inesperados e descobertas, viver longe se transforma em uma experiência fundamental no processo de amadurecimento.

De acordo com o IBGE, Santa Maria possui cerca de 282 mil habitantes, sendo considerada uma das principais cidades universitárias do estado. A presença de instituições como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Franciscana (UFN) e o Instituto Farroupilha (IFFar) fortalecem a identidade de Santa Maria como cidade universitária.

Infográfico sobre o alto número de universitários em relação à população. Material: Gemini

Entre esses estudantes está Giovana Vasconcellos da Silva, de 18 anos, natural de Caçapava do Sul. Há quatro meses morando em Santa Maria, a acadêmica de Direito da UFN conta que a decisão de sair da cidade natal foi motivada pelo ingresso na graduação. Apesar da expectativa positiva com a mudança, a adaptação exigiu enfrentar desafios que vão muito além da rotina acadêmica.

Morando sozinha, Giovana precisou aprender a lidar com responsabilidades domésticas, resolver imprevistos do cotidiano e administrar a própria rotina, algo que antes era compartilhado com a família. Para ela, a saudade e a solidão foram os impactos mais difíceis nesse processo. “Antes sempre tinha alguém em casa me esperando. Agora chego e não tem ninguém”, relata. Além das dificuldades emocionais, a estudante sentiu uma pressão maior em relação ao futuro. A necessidade de conciliar estudos, vida pessoal e a busca por experiências profissionais trouxe outras preocupações e exigiu mais maturidade.

Giovana Vasconcellos mora sozinha e aprendeu a lidar com novas situações. Foto: Maria Eduarda de Castro

A experiência de Nicolli Silva Carvalho, de 18 anos, natural de Alegrete, apresenta pontos em comum, mas com algumas diferenças no processo de adaptação. Há seis meses em Santa Maria, a estudante de Fisioterapia da UFN afirma que a mudança foi motivada pela variedade de oportunidades acadêmicas e profissionais oferecidas pela cidade.

De acordo com Nicolli, a maior dificuldade também foi lidar com a saudade da família, especialmente dos pais e avós. Apesar disso, o processo de adaptação vem sendo mais leve, principalmente por não morar sozinha. “O principal desafio foi a saudade das pessoas da minha antiga cidade. Mas Santa Maria me acolheu muito bem”, conta.

Para ela, a cidade universitária propõe um ambiente convidativo para construir novas amizades, criar vínculos e enxergar possibilidades para o futuro. A experiência, segundo a acadêmica, reforçou a sensação de independência e evolução pessoal.

Para Nicolli, a adaptação em Santa Maria foi marcada pela saudade da família, mas também pela construção de novos vínculos. Foto: Maria Eduarda de Castro

As histórias de Giovana e Nicolli refletem uma realidade vivida por milhares de jovens que deixam suas cidades em busca da formação universitária. Mais do que uma mudança de cidade, essa experiência exige adaptação emocional, responsabilidade e construção de novas redes de apoio. Em Santa Maria, cidade marcada pela presença de acadêmicos de diversas regiões, o processo de sair de casa e enfrentar uma nova rotina de vida se transforma em amadurecimento. Entre desafios e conquistas, a vida universitária longe da família e amigos deixa de ser apenas uma etapa da vida acadêmica e se torna também um processo fundamental de crescimento pessoal e construção de identidade.

Matéria produzida por Maria Eduarda de Castro na disciplina de Linguagem das Mídias no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Neli Mombelli.

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Santa Maria se consolida como um importante polo universitário no interior do Rio Grande do Sul. Foto: Maria Eduarda de Castro

Santa Maria, conhecida como um dos principais polos universitários do interior do Rio Grande do Sul, recebe, todos os semestres, estudantes de diferentes cidades em busca de uma graduação. Com aproximadamente 35 mil universitários, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, a cidade se tornou referência no ensino superior e atrai jovens que enxergam nela novas oportunidades acadêmicas e profissionais.

Porém, para muitos, a mudança representa mais do que uma nova fase na vida, significa enfrentar a distância da família, adaptar-se a uma rotina diferente e assumir novas responsabilidades. Entre a saudade, desafios inesperados e descobertas, viver longe se transforma em uma experiência fundamental no processo de amadurecimento.

De acordo com o IBGE, Santa Maria possui cerca de 282 mil habitantes, sendo considerada uma das principais cidades universitárias do estado. A presença de instituições como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Franciscana (UFN) e o Instituto Farroupilha (IFFar) fortalecem a identidade de Santa Maria como cidade universitária.

Infográfico sobre o alto número de universitários em relação à população. Material: Gemini

Entre esses estudantes está Giovana Vasconcellos da Silva, de 18 anos, natural de Caçapava do Sul. Há quatro meses morando em Santa Maria, a acadêmica de Direito da UFN conta que a decisão de sair da cidade natal foi motivada pelo ingresso na graduação. Apesar da expectativa positiva com a mudança, a adaptação exigiu enfrentar desafios que vão muito além da rotina acadêmica.

Morando sozinha, Giovana precisou aprender a lidar com responsabilidades domésticas, resolver imprevistos do cotidiano e administrar a própria rotina, algo que antes era compartilhado com a família. Para ela, a saudade e a solidão foram os impactos mais difíceis nesse processo. “Antes sempre tinha alguém em casa me esperando. Agora chego e não tem ninguém”, relata. Além das dificuldades emocionais, a estudante sentiu uma pressão maior em relação ao futuro. A necessidade de conciliar estudos, vida pessoal e a busca por experiências profissionais trouxe outras preocupações e exigiu mais maturidade.

Giovana Vasconcellos mora sozinha e aprendeu a lidar com novas situações. Foto: Maria Eduarda de Castro

A experiência de Nicolli Silva Carvalho, de 18 anos, natural de Alegrete, apresenta pontos em comum, mas com algumas diferenças no processo de adaptação. Há seis meses em Santa Maria, a estudante de Fisioterapia da UFN afirma que a mudança foi motivada pela variedade de oportunidades acadêmicas e profissionais oferecidas pela cidade.

De acordo com Nicolli, a maior dificuldade também foi lidar com a saudade da família, especialmente dos pais e avós. Apesar disso, o processo de adaptação vem sendo mais leve, principalmente por não morar sozinha. “O principal desafio foi a saudade das pessoas da minha antiga cidade. Mas Santa Maria me acolheu muito bem”, conta.

Para ela, a cidade universitária propõe um ambiente convidativo para construir novas amizades, criar vínculos e enxergar possibilidades para o futuro. A experiência, segundo a acadêmica, reforçou a sensação de independência e evolução pessoal.

Para Nicolli, a adaptação em Santa Maria foi marcada pela saudade da família, mas também pela construção de novos vínculos. Foto: Maria Eduarda de Castro

As histórias de Giovana e Nicolli refletem uma realidade vivida por milhares de jovens que deixam suas cidades em busca da formação universitária. Mais do que uma mudança de cidade, essa experiência exige adaptação emocional, responsabilidade e construção de novas redes de apoio. Em Santa Maria, cidade marcada pela presença de acadêmicos de diversas regiões, o processo de sair de casa e enfrentar uma nova rotina de vida se transforma em amadurecimento. Entre desafios e conquistas, a vida universitária longe da família e amigos deixa de ser apenas uma etapa da vida acadêmica e se torna também um processo fundamental de crescimento pessoal e construção de identidade.

Matéria produzida por Maria Eduarda de Castro na disciplina de Linguagem das Mídias no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Neli Mombelli.