










A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).

(Foto: Lucas Uebel / Grêmio)
A temporada de 2026 do Grêmio vem sendo marcada por muitas decepções dentro e fora do campo. A equipe conta com dificuldades na construção de um bom futebol sob o comando do técnico Luís Castro. Após 9 meses de trabalho, o técnico português deixa o comando do time gaúcho, para a chegada do maior ídolo do clube, Renato Portaluppi. A escolha representa uma tentativa do Tricolor de reagir no Campeonato Brasileiro e mudar o cenário vivido pelo time. Conhecido pela forte identificação com o clube, Renato terá pela frente a missão de reorganizar a equipe e recuperar os resultados. O desafio já inicia na quarta feira, 16 de setembro, quando o Botafogo recebe o Grêmio no estádio Nilton Santos, Rio de Janeiro.
Esta será a quinta passagem de Renato como treinador do Grêmio. A primeira ocorreu em 2010, quando o clube também atravessava uma situação complicada. Naquele momento, o Tricolor ocupava a 18ª colocação do Campeonato Brasileiro, dentro da zona de rebaixamento. A estreia foi no dia 12 de agosto, com um empate em 0 a 0 contra o Goiás, no Estádio Olímpico.
Em 2013, o Grêmio ocupava a quinta posição do Brasileirão quando Portaluppi voltou ao comando da equipe. Na reestreia, empatou em 1 a 1 com o Atlético-PR, em Curitiba.
Três anos depois, em 2016, ele retornou ao clube em meio a um período de instabilidade. O clube vinha de uma sequência de sete partidas sem vencer no Campeonato Brasileiro. A estreia foi pela Copa do Brasil, contra o Atlético-PR e, apesar da derrota por 1 a 0, o Tricolor conseguiu avançar após vencer a disputa nos pênaltis por 4 a 3.
Em 2022, Renato voltou ao Grêmio pela quarta vez. O clube disputava a Série B e estava na terceira colocação, na briga pelo acesso. A estreia foi uma vitória por 2 a 1 sobre o Vasco, na Arena.
Agora, em 2026, Renato reencontra o Grêmio em mais um momento de pressão. Se nas passagens anteriores o treinador chegou para outros desafios, desta vez a missão é ajudar o clube a reagir e afastar a equipe da zona de rebaixamento no Campeonato Brasileiro.
A história entre Renato e Grêmio ganha mais um capítulo. Desta vez, com o treinador retornando não apenas como ídolo, mas como uma das principais apostas do clube para tentar mudar o rumo da temporada.

(Fotos: Cesar Greco/Palmeiras, Matheus Lima/Vasco, Pedro Souza/Atlético-MG e Lucas Uebel/Grêmio)
Quatro clubes em que torcidas fazem parte dessas alianças estão entre os semifinalistas da Copa do Brasil 2026: Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras e Vasco. Mas, afinal, o que é a União Sinistra e qual é a sua importância para as torcidas organizadas?
A história do futebol ncional é marcada por uma série de rivalidades, clássicos históricos, provocações e disputas dentro e fora de campo. Tudo isso intensifica ainda mais a paixão dos brasileiros pelo futebol. A fim de deixar um pouco de lado essas rivalidades, torcidas organizadas começaram a criar laços com outros grupos, com o objetivo de conectar torcedores de diferentes estados, criar amizades dentro das arquibancadas e compartilhar símbolos, gestos característicos e histórias que marcam gerações.
Apesar de os clubes, em si, não terem relação direta com essas alianças, as torcidas iniciaram esse movimento a partir da década de 1970, em razão do aumento do número de jogos disputados por todo o território brasileiro. À medida que passaram a viajar mais para acompanhar seus times, começaram também a criar vínculos de amizade com grupos de outras cidades. Dessa forma, quando viajavam para assistir a um jogo fora de casa, podiam contar com o apoio da torcida local.
Esse apoio ia muito além das arquibancadas. Quem chegava a outra cidade podia ser recebido pelos grupos locais, acompanhar a partida ao lado deles e ainda receber ajuda com questões relacionadas à viagem. Aos poucos, essas relações deixaram de envolver apenas duas torcidas e passaram a reunir diferentes grupos, formando alianças que se espalharam pelo país.
De acordo com pesquisadores do tema, essas aproximações nem sempre aconteciam apenas por afinidade entre as torcidas. Em muitos casos, elas também eram motivadas pela existência de adversários em comum. É daí que surge a ideia popular de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”.
Ao longo dos anos, essas relações entre torcidas passaram a se estruturar em grandes blocos de alianças, reunindo grupos de diferentes clubes e estados brasileiros. Entre as principais estão a União Punho Cruzado, União Dedo Pro Alto, União Punho Colado, Lado A e Lado B.
Juntas, essas alianças envolvem diversas torcidas organizadas de diferentes regiões do país e ajudam a formar uma ampla rede de relações entre grupos das arquibancadas brasileiras.
Além das torcidas que fazem parte de cada bloco, as alianças também possuem símbolos próprios de identificação. Em muitos casos, os gestos feitos com as mãos são utilizados pelos integrantes para demonstrar a qual grupo ou aliança pertencem.
Outro bloco importante dentro desse sistema de alianças é a União Dedo Pro Alto, que reúne algumas das torcidas mais conhecidas do futebol brasileiro. Entre os grupos associados à aliança estão Mancha Verde (Palmeiras), Força Jovem do Vasco, Galoucura (Atlético-MG), Geral do Grêmio e Torcida Jovem do Botafogo, entre outras.
Dentro desse contexto, também ganhou destaque a chamada “União Sinistra”, nome utilizado por torcedores para identificar a relação histórica entre Mancha Verde, Força Jovem do Vasco, Geral do Grêmio e Galoucura. A aproximação entre os grupos começou ainda na década de 1980 e mantém uma relação de amizade até os dias atuais.
A força dessas alianças também aparece em um momento marcante do futebol brasileiro em 2026. Grêmio, Palmeiras, Vasco e Atlético-MG estão entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Os confrontos definidos são Palmeiras x Vasco e Atlético-MG x Grêmio, colocando clubes ligados a torcidas que fazem parte dessas alianças na reta decisiva da competição.

Santa Maria, conhecida como um dos principais polos universitários do interior do Rio Grande do Sul, recebe, todos os semestres, estudantes de diferentes cidades em busca de uma graduação. Com aproximadamente 35 mil universitários, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2022, a cidade se tornou referência no ensino superior e atrai jovens que enxergam nela novas oportunidades acadêmicas e profissionais.
Porém, para muitos, a mudança representa mais do que uma nova fase na vida, significa enfrentar a distância da família, adaptar-se a uma rotina diferente e assumir novas responsabilidades. Entre a saudade, desafios inesperados e descobertas, viver longe se transforma em uma experiência fundamental no processo de amadurecimento.
De acordo com o IBGE, Santa Maria possui cerca de 282 mil habitantes, sendo considerada uma das principais cidades universitárias do estado. A presença de instituições como a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Universidade Franciscana (UFN) e o Instituto Farroupilha (IFFar) fortalecem a identidade de Santa Maria como cidade universitária.

Entre esses estudantes está Giovana Vasconcellos da Silva, de 18 anos, natural de Caçapava do Sul. Há quatro meses morando em Santa Maria, a acadêmica de Direito da UFN conta que a decisão de sair da cidade natal foi motivada pelo ingresso na graduação. Apesar da expectativa positiva com a mudança, a adaptação exigiu enfrentar desafios que vão muito além da rotina acadêmica.
Morando sozinha, Giovana precisou aprender a lidar com responsabilidades domésticas, resolver imprevistos do cotidiano e administrar a própria rotina, algo que antes era compartilhado com a família. Para ela, a saudade e a solidão foram os impactos mais difíceis nesse processo. “Antes sempre tinha alguém em casa me esperando. Agora chego e não tem ninguém”, relata. Além das dificuldades emocionais, a estudante sentiu uma pressão maior em relação ao futuro. A necessidade de conciliar estudos, vida pessoal e a busca por experiências profissionais trouxe outras preocupações e exigiu mais maturidade.

A experiência de Nicolli Silva Carvalho, de 18 anos, natural de Alegrete, apresenta pontos em comum, mas com algumas diferenças no processo de adaptação. Há seis meses em Santa Maria, a estudante de Fisioterapia da UFN afirma que a mudança foi motivada pela variedade de oportunidades acadêmicas e profissionais oferecidas pela cidade.
De acordo com Nicolli, a maior dificuldade também foi lidar com a saudade da família, especialmente dos pais e avós. Apesar disso, o processo de adaptação vem sendo mais leve, principalmente por não morar sozinha. “O principal desafio foi a saudade das pessoas da minha antiga cidade. Mas Santa Maria me acolheu muito bem”, conta.
Para ela, a cidade universitária propõe um ambiente convidativo para construir novas amizades, criar vínculos e enxergar possibilidades para o futuro. A experiência, segundo a acadêmica, reforçou a sensação de independência e evolução pessoal.

As histórias de Giovana e Nicolli refletem uma realidade vivida por milhares de jovens que deixam suas cidades em busca da formação universitária. Mais do que uma mudança de cidade, essa experiência exige adaptação emocional, responsabilidade e construção de novas redes de apoio. Em Santa Maria, cidade marcada pela presença de acadêmicos de diversas regiões, o processo de sair de casa e enfrentar uma nova rotina de vida se transforma em amadurecimento. Entre desafios e conquistas, a vida universitária longe da família e amigos deixa de ser apenas uma etapa da vida acadêmica e se torna também um processo fundamental de crescimento pessoal e construção de identidade.
Matéria produzida por Maria Eduarda de Castro na disciplina de Linguagem das Mídias no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Neli Mombelli.

Imagem: Site do Fenaj
Os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), indicaram no dia 18 de agosto que a Corte volte a debater sobre a dispensa do diploma de jornalista para exercer a profissão.
Em 2009, o STF decidiu que não era necessário ter diploma de curso superior em Jornalismo para atuar na profissão. Durante o julgamento do Recurso Extraordinário 511.961, o plenário do STF decidiu, por 8 votos a 1, pela não aplicação da exigência prevista no Decreto-Lei 972/1969. O entendimento foi de que a norma não era compatível com a Constituição de 1988, especialmente com as garantias de liberdade de expressão, informação e imprensa.
O ministro Dino reforçou que respeita a decisão, mas afirmou que a não obrigatoriedade do diploma faz com que qualquer pessoa nas redes sociais se passem por “jornalistas”. Na sequência Alexandre de Moraes, concordou com a necessidade de rever essa decisão e defendeu a possibilidade de uma regulamentação da atividade. “Talvez seja realmente o momento de refletirmos, com uma regra de transição para aqueles que já exercem seriamente a profissão, mas, como qualquer outra profissão no Brasil, sobre uma regulamentação”, disse.
As declarações foram realizadas durante o julgamento na Primeira Turma, relacionado ao direito de resposta concedido a uma clínica médica em razão de reportagem veiculada pela TV Globo sobre denúncias de abusos sexuais.
Com os pronunciamentos, a Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), promove nessa quarta-feira, 26 de agosto o Dia D de Diploma. O intuito é de que, nesta data, alunos, professores e jornalistas se manifestem nas mídias sociais exigindo a volta do Diploma, incentivando a importância dos ministros e deputados de reavaliar essa decisão.
O curso de Jornalismo da Universidade Franciscana apoia totalmente a decisão de rever essa exigência. O jornalista e cordenador do curso Iuri Lammel, destacou a relevância da valorização do diploma de Jornalimo. “A exigência do diploma é uma representação da importância da profissão para a sociedade. É uma forma de dizer que o jornalismo é tão importante para a democracia e para a sociedade que o país demanda que a pessoa responsável por este tipo de trabalho tem que estar minimamente preparada por um curso de graduação. Além de valorizar a formação e o tempo que os estudantes investem nos estudos.” afirma o professor.
Alunos que entraram para o curso recentemente se sentem mais motivados com a revisão da obrigatoriedade do diploma. Desde os primeiros semestres da faculdade, professores da UFN destacam a importância de ter responsabilidade ao transmitir informações. A graduanda do segundo semestre de Jornalismo Amanda Ripe reafirmou essa ideia: “Durante a graduação é muito comentado sobre a ética, chegagem, apuração dos fatos, essas são coisas indispensáveis que um diploma traz para um jornalista”.
A possível retomada da exigência do diploma reacende o debate sobre a importância da formação profissional no jornalismo. Para professores e estudantes, a graduação vai além da preparação para o mercado de trabalho: envolve ética, responsabilidade, apuração e compromisso com a informação. Enquanto o STF avalia a possibilidade de rever a decisão de 2009, a discussão reforça a busca pela valorização da profissão e pela qualidade do jornalismo produzido no país.

Quem faz Jornalismo sonha grande. No dia 11 de agosto os acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Francisacana (UFN), realizaram uma viagem a Porto Alegre para conhecer de perto diferentes veículos de comunicação e espaços culturais. A experiência reuniu aprendizado e novas perspectivas para o futuro profissional.
Nos estúdios da RBS TV os universitários conheceram os bastidores dos principais programas de televisão do estado e acompanham a preparação de um piloto com o repórter Bruno Marsilli. O momento funcionou como um teste para uma possível participação do jornalista no programa Globo Esporte, permitindo que a equipe avaliasse sua performace diante de situações inesperadas que podem acontecer durante a programação. A visita também contou com a presença da apresentadora Alice Bastos Neves, que conversou com os acadêmicos e compartilhou uma breve fala da sua trajetória profissional.
Em seguida, o grupo seguiu para a GZH Digital, onde conheceu a estrutura das redações da Gaúcha e da Atlântida. Durante o tour, os estudantes puderam observar como funciona a produção de conteúdo e conhecer um ambiente em que diferentes formatos de comunicação convivem no mesmo espaço. A visita também teve um momento de descontração com os participantes do programa Bola nas Costas.

Além das redações, os acadêmicos também conheceram um pouco mais da cultura do Rio Grande do Sul. A visita ao Mercado Público fez parte do tour, assim como a passagem pelo Farol Santander, pelo Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) e pelo Espaço de Cultura Mário Quintana.
Para finalizar a programação, os universitários participaram de uma visita técnica e de uma aula de produção de conteúdo na Agência de Conteúdo e Assessoria Padrinho, conduzida pelo jornalista André Roca. Durante o encontro, além de André, os jornalistas Gabriela Perufo, egressa do curso de Jornalismo da UFN, e Ken Kerr Dahcew apresentaram a atuação da agência e compartilharam com os acadêmicos os processos envolvidos na produção de conteúdo.
Para finalizar a programação, os universitários participaram de uma visita técnica e de uma aula de produção de conteúdo na Agência de Conteúdo e Assessoria Padrinho, conduzida pelo jornalista André Roca. Durante o encontro, os jornalistas Gabriela Perufo, egressa do curso de Jornalismo da UFN, e Ken Kerr Dahcew apresentaram a atuação da agência e compartilharam com os acadêmicos os processos de pranejamento e produção.
A viagem foi mais do que conhecer diferentes espaços da comunicação, foi uma oportunidade de entender melhor como é o dia a dia de quem trabalha na área. Em cada lugar, os acadêmicos puderam conhecer um pouco da rotina dos profissionais, ouvir suas experiências e enxergar diferentes caminhos dentro do Jornalismo. Estar nesses ambientes e conversar com quem já atua no mercado aproxima da prática. No fim, a viagem deixou aprendizados, novas referências e a certeza de que cada experiência ao longo da faculdade também faz parte da construção do futuro profissional.












Fotos: Thine Feistauer/ Labfem

Imagem: Ducker Grêmio
Se pararmos para refletir sobre o futebol atual do Grêmio, é impossível não perceber a falta de consistência, de identidade e até mesmo de raça dentro de campo. O clube que há poucos anos conquistava a América hoje vive uma realididade completamente diferente. Mas afinal, quando tudo começou?
Depois de 15 anos sem conquistar um título de expressão, o Grêmio voltou a elite em 2016, quando venceu a Copa do Brasil pela 5ª vez. Sob o comando do técnico Renato Portaluppi a conquista marcou o início de uma das fases mais vitoriosas da história do tricolor. Em 2017, o ápice do time gaúcho foi a conquista do tricampeonato da Libertadores da América, com um futebol que chamava atenção pela organização, intensidade e identidade. Era uma equipe que jogava junto, sabia o que fazia dentro de campo e passava confiança ao torcedor.
No ano seguinte, tudo indicava que o clube brigaria novamente por títulos expressivos. O Grêmio chegou à semifinal da Libertadores e venceu o River Plate por 1 a 0 no Monumental de Núñez, em Buenos Aires. A classificação épica parecia encaminhada. Mas a partida de volta na Arena mudou completamente a história. O tricolor começou ganhando, mas sofreu a virada nos minutos finais. O pênalti cometido por Bressan, após a revisão do VAR, eliminou o Grêmio e colocou o adversário na final da competição. Até hoje, muitos torcedores lembram daquela partida como um dos jogos mais dolorosos da história do clube e, por isso, talvez ali tenha começado a mudança.
Nos anos seguintes, o Grêmio ainda chegou longe em algumas competições mas já não apresentava o mesmo futebol envolvente dos anos anteriores. A equipe perdeu jogadores, perdeu força e a identidade construída entre 2016 e 2017 começou, aos poucos, a desaparecer.
Depois de uma sequência de más decisões, trocas de treinadores e um desempenho muito abaixo do esperado, o Grêmio foi rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro pela terceira vez. Para um clube que poucos anos antes era campeão da América, era difícil imaginar uma queda em um período de tempo tão curto.
Após conquistar o acesso em 2022, o Grêmio presenteou sua torcida na temporada seguinte com a chegada de Luis Suárez. O uruguaio foi o grande destaque de 2023 e recolocou o clube entre os protagonistas do futebol brasileiro. Apesar da boa campanha, o clube não conquistou nenhum título.
Nas últimas temporadas a instabilidade voltou a fazer parte da rotina da equipe. Talvez seja impossível apontar um único jogo ou uma única temporada como o início da queda. O que se percebe é que, ao longo dos últimos anos, o Grêmio foi perdendo a identidade. Hoje o clube vive um momento de instabilidade, marcado por mudanças constantes, resultados abaixo das expectativas e um cenário de incertezas. A eliminação na Copa Sul-Americana apenas reforçou a crise da equipe.
Mas agora, mais do que conquistar novos títulos, o maior desafio do Grêmio parece ser reencontar sua identidade e reconstruir um projeto capaz de recolocar o clube entre os protagonistas do futebol brasileiro.

Alunos da EMEF Castro Alves dão voz a personagens e vivenciam a experiência da contação de histórias na Rádio Web UFN.
Na terça e quarta-feira, 23 e 24 de junho, o projeto de extensão Nave de Histórias, da Universidade Franciscana (UFN), promoveu a gravação de narrativas criadas por estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Castro Alves. O conteúdo produzido fará parte das atividades desenvolvidas pelo projeto durante a Feira do Livro de Santa Maria.
A Nave de Histórias é uma iniciativa que reúne os cursos de Jornalismo, Desing, Letras e Pedagogia da Universidade Franciscana (UFN). Criado em 2024, o projeto tem como proposta produzir narrativas infantis em áudio, estimulando a imaginação dos ouvintes por meio de experiências e sensações sonoras. Em edições anteriores, foram desenvolvidos podcasts inspirados em obras de literatura infantojuvenil de autores santa-marienses.
Nesta edição, as crianças da escola tiveram a oportunidade de criar histórias, dar voz aos personagens dos contos fictícios e vivenciar a experiência de gravação no laboratório da Rádio Web UFN.

Crianças em dia de gravação, com professoras e monitora.
A professora Neli Mombelli, coordenadora do projeto, destaca que a experiência de gravar as próprias histórias permite aos estudantes dar vida à imaginação e ampliar horizontes. “É muito instigante para eles, porque quem criou a história agora pode dar vida a ela, junto com os colegas que ajudam a interpretar os personagens. Além disso, eles conhecem como funciona todo um processo de produção, o que também é um letramento midiático. A imaginação é o pontapé para qualquer coisa na nossa vida. Para sonhar, a gente precisa imaginar”, destaca ela.
Para a coordenadora pedagógica da escola, Naldivana Bavaresco, a parceria entre escola e universidade é fundamental para ampliar as oportunidades de aprendizagem. Ela ressalta que os projetos de extensão fortalecem essa troca e proporcionam experiências marcantes para os estudantes. “Eles ficaram extremamente motivados. Foi uma experiência que com certeza nunca vão esquecer”.
A monitora do projeto, Luiza Fantinel, destacou o envolvimento e a dedicação das crianças ao longo das atividades. Segundo ela, o entusiasmo dos estudantes foi essencial para o desenvolvimento do trabalho e ficou evidente na evolução durante as oficinas realizadas na escola e a gravação no estúdio. “Eles se disponibilizaram a aprender e treinaram bastante. Foi muito bonito perceber o desenvolvimento deles, desde as oficinas na escola até a gravação no estúdio”, relata Luiza.
O projeto Nave de Histórias segue ampliando seu alcance e estará presente na 53ª Feira do Livro de Santa Maria, de 7 a 22 de agosto de 2026. Os áudios das histórias também poderão ser ouvidos em breve na plataforma Spotify.












Fotos: Nelson Bofill/Labfem e Vinícius Gomes/Labfem

Estudantes realizam o Vestibular de Inverno 2026 da UFN. Foto: Thine Feistauer/Labfem
O Vestibular de Inverno 2026 da Universidade Franciscana (UFN) foi realizado no dia 22 de Junho, segunda-feira. Cerca de 800 candidatos participaram desta edição do processo seletivo para disputar vagas na instituição. As provas dos 30 cursos foram realizadas no Conjunto III.
Os canditados começaram a chegar ao local das provas por volta do meio-dia, acompanhados por pais, familiares, amigos e professores de cursinhos pré-vestibulares. Além de estudantes residentes de Santa Maria, o Vestibular reuniu participantes de diversas cidades do Rio Grande do Sul. Nesta edição, os cursos com maior procura foram Medicina, Direito, Psicologia, Fisioterapia, Odontologia e Biomedicina.
Entre os candidatos que chegaram cedo para a prova estava Eduardo Taffarel, de São Luiz Gonzaga, que concorre a uma vaga no curso de Medicina. Morando em Santa Maria há três anos para se dedicar exclusivamente aos estudos, ele demonstrou confiança antes do início da avaliação. “O preparo do curso pré-vestibular foi muito eficiente e me deu tranquilidade para resolver as questões. Estou confiante e tranquilo, e acho que eu e os demais alunos vamos fazer uma boa prova hoje”, afirmou.

Canditados aguardam abertura das salas de aula. Foto: Thine Feistauer/Labfem
As provas para todos os cursos tiveram início às 13h30. A prova para Medicina contou com 50 questões de múltipla escolha, além de uma redação em que os candidatos deveriam responder aos questionamentos: “Quais são os principais desafios para a efetivação do direito à moradia no Brasil? E quais medidas podem ser adotadas para garantir condições dignas de habitação à população?”.
Para os candidatos dos outros cursos, foi proposta uma redação sobre o tema “Qual é o papel da sociedade, do Estado e dos indivíduos na promoção do respeito e da proteção animal? E de que forma pode ser solucionada a questão das redes digitais de crueldade contra animais no Brasil?”.
Durante a realização das provas do Vestibular de Inverno 2026, a Universidade promoveu a tradicional coletiva de imprensa com a reitora, Irmã Iraní Rupolo, vice-reitora e pró-reitores, proporcionando um espaço para esclarecimentos sobre o processo seletivo e apresentação das perspectivas para o próximo semestre acadêmico.
No encontro, foi destacada a importância do vestibular como porta de entrada para novos estudantes e o compromisso institucional com a qualidade do ensino. A Reitora ressaltou os princípios que orientam a Universidade e seu papel na formação de futuros profissionais comprometidos: “Queremos que todos os bons estudantes, em qualquer curso, possam estar aqui na Universidade Franciscana, que é uma Universidade que prima por valores, por bom ensino, qualidade de trabalho e boa formação em todas as profissões.”, afirmou.

Coletiva de imprensa com a reitora, Irmã Iraní Rupolo, vice-reitora e pró-reitores. Foto: Vinicius Gomes/LabFem
Após o fim das provas, a candidata Beatriz Morales comentou sobre o tema da redação. Segundo ela, o assunto dialogava com acontecimentos recentes. “O tema foi sobre os maus-tratos aos animais e os impactos das redes sociais nesses casos. Achei interessante por ser algo recente, mas a segunda pergunta foi um pouco confusa, principalmente na parte que discutia se as redes sociais ajudam ou atrapalham”, avaliou a candidata.
Gabarito
O gabarito definitivo será divulgado no dia 24 de Junho e o resultado dos classificados em todos os cursos será disponibilizado para consulta presencial em 29 de junho às 15h no hall do prédio 15, do Conjunto III e 16h publicada no site da UFN. Neste mesmo dia, também poderá ser consultado o desempenho individual.
Matrícula
Os candidatos aprovados no curso de Medicina devem realizar a matrícula presencialmente nos dias 30 de junho e 1º de julho, das 8h às 17h30, na Central de Atendimento da Universidade Franciscana, localizada na Rua dos Andradas, 1614.
Para os aprovados nos demais cursos, a matrícula poderá ser feita de forma digital, por meio do portal do aluno (Minha UFN), entre os dias 30 de junho e 3 de julho, das 8h às 17h30, ou presencialmente na Central de Atendimento da universidade, no mesmo período, das 8h30 às 19h. Excepcionalmente no dia 3 de julho, o atendimento presencial será realizado das 8h30 às 13h.
Já os candidatos suplentes poderão ser convocados para a chamada oral, marcada para o dia 6 de julho, às 14h, no Salão de Atos do Conjunto I da Universidade, na Rua dos Andradas, 1614.






Fotos: Thine Feistauer/Labfem e Nelson Bofill/Labfem.

Imagem: divulgação.
A disciplina de Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promove, entre os dias 17 e 26 de junho uma mostra de curtas-metragens com produções brasileiras e locais, com supervisão da professora Neli Mombelli. A iniciativa busca oferecer à comunidade acadêmica um momento de pausa e reflexão em meio à rotina intensa de fim de semestre.
As sessões ocorrem na sala 108 do prédio 16 e são organizadas pelos alunos da disciplina, que também apresentarão os filmes ao público. Depois de cada exibição, haverá um breve bate-papo para compartilhar reflexões e discutir os temas abordados pelas obras, que tratam de questões como identidade, memória, infância, diversidade, cultura e transformações sociais.
A iniciativa também marca as comemorações do Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 19 de junho. A participação é aberta à comunidade acadêmica, com emissão de duas horas de ACC para cada sessão assistida.
Confira a programação:
17/06 – Quarta-feira – Das 17h30 às 18h15
Os tiranos, de Marcos Marguilês
Brasil, 1951, 7’, animação.
As misérias perpetradas por três tiranos que chegam à cidade de Beauvais, no tempo das lutas religiosas na França e o consequente medo dos habitantes da vila, contados através do quadro do pintor francês Antoine Caron (1520-1598). Primeiro filme produzido pelo MASP, um documentário em table-top realizado por professores e alunos do Seminário de Cinema, um dos primeiros cursos de cinema do país.
Esporas, de Marcos Oliveira.
Brasil, 2021, 9’, videodança
É um trabalho de videodança que aborda a manutenção das masculinidades no contexto da cultura tradicional gaúcha.
Das 20h às 20h30.
Um vestido para ver a mamãe, de Karen Suzane
Brasil, 2020, 13’, ficção
Narra a jornada de Márcia que, aos nove anos, enfrenta a ausência de sua mãe durante uma infecção viral que atinge sua família em 1972. O filme, um drama com toques surrealistas, explora a força e a fé de sua mãe, além da resistência feminina. Márcia lida com as responsabilidades domésticas e o cuidado dos irmãos. A história aborda temas como infância, saudade e desigualdade de gênero, culminando em uma reviravolta que traz um raio de felicidade à protagonista.
24/06 Quarta-feira – Das 17h30 às 18h
Eu queria ser um monstro, de Marcelo Fabri Marão.
Brasil, 2009, 8’, animação
A transformação do ponto de vista de um garoto, que sonha em ser um monstro para enfrentar uma rotina diária.
A diferença entre mongóis e mongoloides, Jonatas Rupert (2021)
Brasil, 2021, 4’, animação
Alguns humanos nascem com um conjunto de características variáveis, que eles chamam de síndrome de Down. Um disco voador, dinossauros e cegonhas nos ajudam a tentar entender o que é e qual a diferença entre tê-lo ou não.
26/06 Sexta-feira – Das 17h30 às 18h15
Nova Santa Marta: cidade de lona, de Paulo Tavares
Brasil, 2021, 34’, documentário
Bruno Martins, 30 anos, a partir de um achado na estante de casa, procura organizar e conhecer as histórias e as memórias do Bairro Nova Santa Marta, a maior ocupação urbana organizada da América Latina.

A Agência Nacional de Cinema (Ancine) atualizou as regras da Cota de Tela, após envolvimento polêmico da rede de cinemas Cinemark. Segundo informações divulgadas pela Folha de São Paulo, a empresa teria utilizado sessões do filme infantil “Zuzubalândia”, lançado em 2024, em horários de baixa procura para cumprir a exigência de cota obrigatória. A situação gerou críticas nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a efetividade da política pública de incentivo ao audiovisual brasileiro.
Após a repercussão, a Ancine publicou a nova Instrução Normativa n° 175, que atualiza a regulamentação da política para 2026. Em vez de só contabilizar o número de sessões com filmes nacionais, sessões de longas brasileiros exibidas a partir das 17h, em qualquer dia da semana, passam a receber um acréscimo de 0,10 na contagem da cota. Na prática, isso significa que uma sessão em horário de maior público, como à noite, passa a valer mais para o cumprimento da obrigação legal do que sessões programadas em horários de menor movimento, como pela manhã ou no início da tarde.
A norma também cria um incentivo para que os filmes permaneçam mais tempo em cartaz. Quando um longa brasileiro continua sendo exibido entre a segunda e a quinta semanas cinematográficas no mesmo complexo, ele recebe um acréscimo adicional de 0,025 na contagem da cota, desde que as sessões também ocorram a partir das 17h. Caso o filme saia de cartaz e retorne posteriormente, a contagem é reiniciada.
Outra mudança amplia o bônus para obras premiadas. Além de Melhor Filme, passam a ser consideradas premiações como Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor e Melhor Roteiro em festivais reconhecidos pela Ancine. Nessas condições, as sessões a partir das 17h também recebem acréscimo no cálculo da cota.
Dados registrados pela agência apontam desafios para incentivar o público a ver filmes nacionais. Em 2024 e 2025, o cinema brasileiro ficou com 15,7% das sessões, mas só 10,1% e 9,9% do público, respectivamente. Em 2026, até agora, o número recuou para 6,5%. “O cumprimento formal da obrigação de programação não tem sido suficiente para converter presença em cartaz em resultado efetivo de público e bilheteria”, lamenta a Ancine, ao justificar a necessidade da atualização.
Com as novas medidas, a Ancine busca não apenas ampliar a quantidade de exibições de filmes nacionais, mas também garantir maior visibilidade e acesso do público às produções brasileiras nas salas de cinema.