7 de abril é o dia dos profissionais que correm atrás da notícia, buscam a verdade, atualizam a população, divulgam bons e maus momentos. Aliás, na maioria da vezes, são os maus momentos que os fazem trabalhar, não que eles os prefiram, é claro. Além de comemorar a data, o dia é de torcer pela aprovação da PEC 206/2012, referente à obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista.
Há quem diga que são sensacionalistas, que não são sinceros, aproveitadores e outras palavras feias. A verdade é que sem esse profissional as pessoas não teriam assunto. Quem não começa uma roda de conversa com frases como: “Tu vistes o que saiu no jornal? Tens acompanhado o caso do menino que… pois é, eu vi no noticiário”. E até mesmo: “Coloca um casaco. Vi no telejornal que vai esfriar depois das três”. “Não pegue aquela rua. Ouvi na rádio que deu acidente ali e o trânsito está parado”.
Os profissionais que constroem a notícia são encarregados de transmitir a rotina, a vida, os interesses e os desinteresses da sociedade. Por esse motivo, todo mundo quer fazer notícia. Mas há de se ter cuidado com isso. A formação acadêmica é indispensável para o jornalista comprometido com a ética e com a verdade. No Dia do Jornalista, a classe defende a liberdade de expressão, busca a pluralidade de opiniões, enfatiza seu compromisso com a democracia e almeja a valorização da profissão.
O jornalista e professor do Centro Universitário Franciscano Maicon Kroth diz que os profissionais éticos têm motivos para comemorar a sua luta diária pela qualidade de informação. “Apesar da desvalorização da profissão pelo empresariado, existem os que seguem firmes e motivados a informar a sociedade. Estes levam em consideração o seu papel de mediadores da realidade”, destaca. O professor tem expectativa de que a PEC do Diploma, como ficou conhecida, seja aprovada para que a profissão seja retomada com mais energia e valorização.
O Congresso Nacional se deparou com várias manifestações que visam à ‘volta do diploma’ dos jornalistas: os 31 sindicatos da categoria, a Federação Nacional de Jornalismo (Fenaj) e vários setores da sociedade apoiaram a causa. Além destes, parlamentares apoiaram a proposta para corrigir o equívoco da instância máxima do Judiciário, o Supremo Tribunal Federal (STF), e reafirmar o direito da categoria de ter a exigência do curso superior de Jornalismo como regra de acesso qualificado à profissão.
A jornalista, professora e coordenadora do curso de Jornalismo do Centro Universitário Franciscano, Sione Gomes, enfatiza a valorização do diploma. “A gente tem hoje uma profusão de informação e cada vez mais se precisa de alguém que organize essas informações de forma a facilitar a compreensão da realidade. Sem dúvidas esse é o papel do jornalista”, declara a professora e enfatiza que o melhor caminho para ter profissionais bem preparados é o universo acadêmico.
O professor Kroth incentiva os jornalistas a continuarem o trabalho em defesa da liberdade de expressão, da qualidade de informação e na luta pela volta do diploma. Da mesma forma, Sione reafirma a constante responsabilidade do curso e enfatiza que a formação acadêmica é fundamental para o jornalista. “Temos que saber o que o curso significa, o que ele é, o que se tem e que formação proporciona”, finaliza a coordenadora.
Que o dia 7 de abril traga aos jornalistas mais um motivo para comemorar. Enquanto isso, resta aos profissionais da notícia, a expectativa da volta da obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão. Valorizemos quem valoriza a ética e a responsabilidade na construção da notícia.
Por Henrique Orlandi e Luisa Neves