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Santa Maria, RS, Brazil

O Grêmio se acostumou a sobreviver

Foto: Leo Piva

O Grêmio vive uma crise há anos e parece que ninguém consegue encontrar uma solução. Depois dos anos de glória, com a conquista da Copa do Brasil em 2016 e da Libertadores em 2017, o clube nunca mais foi o mesmo.

Em 2021, começou o declínio de uma geração tão vitoriosa. Com um elenco problemático e uma série de erros dentro e fora de campo, o Grêmio foi rebaixado pela terceira vez em sua história e, em 2022, precisou disputar a Série B do Campeonato Brasileiro.

No ano seguinte, em 2023 veio o ano da ilusão. O Tricolor terminou o Brasileirão como vice-campeão, impulsionado pelo desempenho de Luís Suárez, um dos melhores centroavantes do futebol mundial. Mas depois disso o que parecia ser o início de uma retomada acabou se transformando em mais uma sequência de frustrações.

Ano após ano o Grêmio parece repetir os mesmos erros. Muda o treinador, chegam novos jogadores, surgem novas promessas, mas os problemas continuam. São dois anos sem disputar a Libertadores, a principal competição de clubes da América do Sul, e uma dificuldade cada vez maior de voltar a ser protagonista no futebol brasileiro. O torcedor acompanha as mudanças, cria expectativas e no fim nada se concretiza.

A temporada de 2026 começou com uma nova direção e a contratação de um técnico estrangeiro. A expectativa era de mudança, de um novo planejamento e de um Grêmio capaz de recuperar a competitividade. Mas não demorou muito para perceber que o caminho seria difícil. A montagem do elenco gerou questionamentos, as dificuldades de comunicação entre os jogadores estrangeiros chamaram a atenção e dentro de campo, o time não conseguia apresentar um futebol convincente. Foram derrotas frustrantes, empates inexplicáveis e poucas vitórias.

A torcida apoiou, teve paciência, mas também cobrou respostas que nunca chegaram. Nove meses depois, faltando apenas 11 jogos para o fim da temporada, a direção decidiu demitir o treinador e apostar em Renato Portaluppi, um dos maiores ídolos da história do clube, na tentativa de encontrar uma solução para uma crise que já vinha de muito antes. Porém, trocar o treinador não significa resolver todos os problemas. Até agora o Grêmio continua apresentando um futebol difícil de assistir.

O que resta ao Grêmio em 2026 é tentar sobreviver a uma temporada que se tornou muito mais difícil do que deveria. Com poucas partidas pela frente, evitar o rebaixamento é a prioridade. Mas a crise envolve planejamento, escolhas e a falta de um futebol que represente a grandeza do clube. Para uma torcida que já viveu tantas glórias é difícil aceitar que neste momento, a principal preocupação seja simplesmente conseguir terminar o ano na primeira divisão.

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Foto: Leo Piva

O Grêmio vive uma crise há anos e parece que ninguém consegue encontrar uma solução. Depois dos anos de glória, com a conquista da Copa do Brasil em 2016 e da Libertadores em 2017, o clube nunca mais foi o mesmo.

Em 2021, começou o declínio de uma geração tão vitoriosa. Com um elenco problemático e uma série de erros dentro e fora de campo, o Grêmio foi rebaixado pela terceira vez em sua história e, em 2022, precisou disputar a Série B do Campeonato Brasileiro.

No ano seguinte, em 2023 veio o ano da ilusão. O Tricolor terminou o Brasileirão como vice-campeão, impulsionado pelo desempenho de Luís Suárez, um dos melhores centroavantes do futebol mundial. Mas depois disso o que parecia ser o início de uma retomada acabou se transformando em mais uma sequência de frustrações.

Ano após ano o Grêmio parece repetir os mesmos erros. Muda o treinador, chegam novos jogadores, surgem novas promessas, mas os problemas continuam. São dois anos sem disputar a Libertadores, a principal competição de clubes da América do Sul, e uma dificuldade cada vez maior de voltar a ser protagonista no futebol brasileiro. O torcedor acompanha as mudanças, cria expectativas e no fim nada se concretiza.

A temporada de 2026 começou com uma nova direção e a contratação de um técnico estrangeiro. A expectativa era de mudança, de um novo planejamento e de um Grêmio capaz de recuperar a competitividade. Mas não demorou muito para perceber que o caminho seria difícil. A montagem do elenco gerou questionamentos, as dificuldades de comunicação entre os jogadores estrangeiros chamaram a atenção e dentro de campo, o time não conseguia apresentar um futebol convincente. Foram derrotas frustrantes, empates inexplicáveis e poucas vitórias.

A torcida apoiou, teve paciência, mas também cobrou respostas que nunca chegaram. Nove meses depois, faltando apenas 11 jogos para o fim da temporada, a direção decidiu demitir o treinador e apostar em Renato Portaluppi, um dos maiores ídolos da história do clube, na tentativa de encontrar uma solução para uma crise que já vinha de muito antes. Porém, trocar o treinador não significa resolver todos os problemas. Até agora o Grêmio continua apresentando um futebol difícil de assistir.

O que resta ao Grêmio em 2026 é tentar sobreviver a uma temporada que se tornou muito mais difícil do que deveria. Com poucas partidas pela frente, evitar o rebaixamento é a prioridade. Mas a crise envolve planejamento, escolhas e a falta de um futebol que represente a grandeza do clube. Para uma torcida que já viveu tantas glórias é difícil aceitar que neste momento, a principal preocupação seja simplesmente conseguir terminar o ano na primeira divisão.