A Universidade Franciscana de Santa Maria (UFN) realiza de 28 a 30 de outubro o XXX Simpósio de Ensino, Pesquisa e Extensão – SEPE. Com o tema Ciência e Tecnologia: Transbordamentos e Impactos, o evento busca integrar as ações desenvolvidas no ensino, na pesquisa e na extensão em âmbito acadêmico e comunitário, socializando conhecimentos, experiências e ideias entre pesquisadores e estudantes da UFN e de outras instituições. O Simpósio apresenta Trabalho Completo (com registro DOI), Resumo Expandido e Produto Tecnológico, sendo aceito trabalhos em português e inglês.

O SEPE começou na manhã do dia 28 de outubro, às 9h, no Salão de Atos, do prédio 1, do conjunto I, com o painel “Ciência e tecnologia: transbordamentos e impactos”. Os convidados foram os professores Anderson Leonidas Gomes, da Academia Brasileira de Ciências (ABC), e Antônio Gomes, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
A programação segue no dia 29 de outubro às 19h, no Salão de Atos, prédio 1, conjunto I com o painel 2 “Conectando saberes: Ciência, Tecnologia e Soluções. Desafios para Datas Centers no Brasil”. Os convidados são a advogada Cinara Machado – Gerente de Relações Institucionais – Scala Data Centers. “Perspectivas dos ecossistemas de inovação”, com o professor Dr Lissandro Dorneles Dalla Nora – UFN.
E no último dia de SEPE, segue ás 9h no Salão de Atos, prédio 1, conjunto I com o painel 3 “Experiências e desafios de coberturas internacionais” com o Jornalista Rodrigo Lopes, do grupo RBS e “A atual conjuntura das Relações Internacionais e suas múltiplas implicações”, com a professora Dra Tatiana Squeff – UFRGS. Às 13h30 tem o Lançamentos de Produções Científicas e Tecnológicas, às 14h45 Premiação Bolsistas de Iniciação Científica (ICs) e às 16h Fé e Café Magnifica Humanitas, com o Padre Dr Thiago de Moliner Eufrásio, todos no Salão de Atos, prédio 13, conjunto III.

Entre os trabalhos apresentados está o projeto de extensão Nave de Histórias, que busca aproximar a literatura do público infantil por meio da produção de histórias narradas em áudio. Segundo Luiza Fantinel, acadêmica de Jornalismo da UFN e bolsista do projeto, a iniciativa surgiu na disciplina de Áudio para Mídias Digitais e, com o tempo, passou a envolver também os cursos de Design, Letras — Português e Inglês — e Pedagogia.
A partir da participação de estudantes da Escola Castro Alves, foram produzidas 67 histórias, das quais sete foram selecionadas para serem desenvolvidas ao longo do semestre. O trabalho incluiu oficinas de escrita e narração, escolha de áudios, gravações na rádio da UFN e edição das produções. Posteriormente, as histórias foram lançadas em uma sessão de autógrafos durante a Feira do Livro.

Para Luiza, apresentar o projeto no SEPE é uma oportunidade de compartilhar experiências e ampliar o alcance da iniciativa. A acadêmica destaca que o objetivo é incentivar o contato das crianças com a literatura e desenvolver o gosto pela leitura. “É uma troca de experiências que a gente tem. Então, acho que essa é a importância da extensão universitária e da pesquisa, que é incentivar outros a terem os mesmos propósitos”, afirma. A estudante também ressalta que o desenvolvimento do trabalho envolveu um ano de atividades, desde o estudo das possibilidades do projeto até sua aplicação na escola e a elaboração de um artigo para apresentar os resultados da experiência. O projeto tem coordenanção geral da professora Neli Mombelli e supervisão da professora Glaíse Palma.
Outro trabalho apresentado no Simpósio explora a relação entre comunicação digital e política. A acadêmica de Jornalismo Michélli Silveira desenvolveu um perfil no Instagram com o objetivo de contextualizar memes relacionados à política brasileira, utilizando conteúdos publicados na internet como ponto de partida para explicar acontecimentos e temas de interesse público. O projeto reúne quatro publicações produzidas no primeiro semestre de 2026, sobre a prisão de Jair Bolsonaro, o meme do Bolsa Família, o fim da escala de trabalho 6×1 e o meme do Pix. Em cada publicação, os memes introduzem os assuntos, que são contextualizados ao longo dos slides com informações baseadas em notícias já publicadas.

A proposta foi desenvolvida na disciplina de Projeto Experimental em Jornalismo, sob supervisão da professora Glaíse Palma e surgiu da vontade de abordar a política de maneira acessível e criativa, considerando a circulação de informações nas redes sociais. Para Michélli, a falta de contexto pode contribuir para a formação de opiniões sem embasamento, especialmente quando os assuntos envolvem questões políticas. “Eu acredito que abordar estes temas de uma maneira acessível e criativa seja um caminho para a desinformação não ter tanto espaço na vida das pessoas, assim como também acredito que isso estimula o nosso pensamento crítico”, explica.
O desenvolvimento das publicações exige apuração, checagem de informações e elaboração visual. Cada postagem leva, em média, cinco horas para ser produzida, utilizando a plataforma Canva e uma identidade visual inspirada em colagens. Esta é a segunda participação de Michélli no SEPE. A estudante destaca a satisfação de apresentar o trabalho, receber perguntas e perceber o interesse do público pela proposta. Segundo ela, a avaliação recebida durante o evento também ressaltou a importância de tratar a política de forma criativa e acessível.

