
Diretório Acadêmico de Jornalismo promove bate-papo sobre Assessoria de Comunicação
Os estudantes de Jornalismo participaram de um bate-papo com a equipe de Assessoria de Comunicação (Assecom) da Universidade Franciscana (UFN).

Os estudantes de Jornalismo participaram de um bate-papo com a equipe de Assessoria de Comunicação (Assecom) da Universidade Franciscana (UFN).

A resposta para o aumento expressivo de crises respiratórias na cidade está na combinação de três fatores principais apontados por meteorologistas ouvidos pela reportagem.
A Agência CentralSul de Notícias faz parte do Laboratório de Jornalismo Impresso e Online do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN) em Santa Maria/RS (Brasil).

Os estudantes de Jornalismo participaram de um bate-papo com a equipe de Assessoria de Comunicação (Assecom) da Universidade Franciscana (UFN) na última semana. O encontro, promovido pelo DAJOR, teve como objetivo apresentar o funcionamento da assessoria, suas principais atividades e as diferentes possibilidades de atuação profissional na área da comunicação
A conversa contou com a participação de Carine Bohnert, diretora-geral da Assecom; Renata Teixeira, responsável pelo marketing digital e pelo site da assessoria; Gabriela de Flores, jornalista científica; e Laura Gomes, jornalista da instituição. Durante o encontro, as profissionais compartilharam aspectos da rotina de trabalho e explicaram como a comunicação institucional se desenvolve no ambiente universitário.
A Assessoria de Comunicação é responsável por mediar e produzir informações sobre a Universidade Franciscana, seus cursos e trabalhos acadêmicos, além de manter o atendimento à comunidade. Entre suas atribuições, também estão o cuidado com a imagem institucional, a identidade da mídia e o desenvolvimento de atividades relacionadas ao jornalismo, à publicidade e ao marketing. O trabalho exige integração entre diferentes áreas da comunicação, buscando aproximar a universidade da comunidade e divulgar as atividades desenvolvidas pela instituição.
A jornalista Renata Teixeira destacou a importância de os profissionais que desejam ingressar na área desenvolverem diferentes habilidades e estarem dispostos a buscar novos conhecimentos. Para ela, o trabalho na assessoria vai além da produção de notícias e envolve diferentes formas de linguagens. “Eu acredito que o jornalista que quer ir para a área da assessoria de comunicação tem que ter sempre em mente essa multivariedade e buscar áreas diferentes. Muitas vezes, a gente vai estar escrevendo a notícia, mas também vai estar fazendo marketing digital, trabalhando com fotografia e vídeo”, explicou Renata.
A jornalista também ressaltou que o assessor de comunicação assume um papel de representatividade da instituição ou do cliente para o qual trabalha. Nesse sentido, considera a disposição para estudar e ampliar os conhecimentos uma característica importante para quem está começando na profissão.
Para as estudantes que participaram do encontro, a conversa também possibilitou conhecer a área de atuação. Luísa Miranda, estudante do 1º semestre de Jornalismo, destacou que o bate-papo apresentou novas perspectivas sobre as possibilidades profissionais dentro do jornalismo. “Deu uma nova visão para a gente, porque é uma nova área dentro da comunicação, dentro do jornalismo, que tem novas ideias, uma outra visão do que a área do jornalismo permite”, relatou Luísa. A estudante também destacou a forma como as profissionais conduziam a conversa, avaliando o encontro como uma experiência positiva e de aproximação com a rotina da assessoria.
Isadora Teixeira, também do 1º semestre de Jornalismo, também avaliou positivamente o encontro e destacou a importância de conhecer as possibilidades de atuação profissional durante e após a graduação. “Eu achei o bate-papo maravilhoso. Nos dá uma visão de como podemos colocar as nossas habilidades em prática durante e após a faculdade, como monitores e profissionais”, afirmou. Para a caloura, o encontro também foi esclarecedor para quem ainda não definiu qual área pretende seguir após a formação. Segundo Isadora, a conversa permitiu compreender melhor como funciona o trabalho de um jornalista em uma assessoria de comunicação.
A atividade permitiu aos estudantes conhecer de forma mais próxima o trabalho desenvolvido pela Assecom e compreender como diferentes áreas da comunicação podem estar integradas à atuação do jornalista. Além de apresentar a rotina profissional das integrantes e da equipe, o encontro reforçou a importância da versatilidade e da busca constante por conhecimento na formação de novos profissionais da área.


















Fotos: Thine Feistauer/LABFEM

Quando trocou o Paraná pelo Rio Grande do Sul, Admilson Lorbiete, 34 anos, percebeu rapidamente que o novo endereço exigiria mais do seu sistema imunológico. Acostumado a conviver com condições alérgicas, ele notou uma piora no próprio quadro clínico logo após se estabelecer em Santa Maria. A experiência do morador ilustra uma realidade atestada pela ciência e vivenciada por quem enfrenta o inverno na Região Central. A resposta para o aumento expressivo de crises respiratórias na cidade está na combinação de três fatores principais apontados por meteorologistas ouvidos pela reportagem.
Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e pesquisas da Faculdade de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a junção de uma atmosfera com mais de 80% de umidade, oscilações térmicas bruscas e o fenômeno da inversão térmica ditado pelo relevo local atua como um facilitador para vírus e alergias. Esse cenário pode impedir a rápida adaptação do organismo e reter poluentes próximos ao solo, refletindo diretamente na rotina diária da população.
O impacto é sentido no corpo por quem chega de fora. “Eu sempre tive rinite e alguns problemas respiratórios, mas sinto que depois que eu vim morar para cá eles aumentaram. Comecei a ter mais crise de rinite do que o comum, comecei a ter sinusite e a sofrer bastante com essa questão. Eu acredito que um pouco do fator que agravou isso é devido ao clima, que é bem severo aqui”, relata Admilson.
Daniel Caetano, meteorologista, explica que as doenças respiratórias possuem forte ligação com a umidade, sendo desencadeadas tanto em cenários de ar muito seco quanto naqueles de ar excessivamente úmido. Conforme o profissional, o inverno em Santa Maria traz uma atmosfera mais úmida do que em outras regiões do Estado devido a uma cobertura persistente de nuvens. O resultado, pontua o especialista, é que o corpo não consegue se adaptar de forma rápida a esse excesso de umidade somado ao frio constante, respondendo com crises respiratórias.
De acordo com Rose Freitas, professora e doutora da UFPel, as condições atmosféricas preparam o terreno no organismo. “Ele pode favorecer a circulação de vírus ou agravar sintomas em indivíduos mais suscetíveis, como crianças, idosos e pessoas com asma e rinite”, esclarece a especialista.
Fator pode ser geográfico
Além dos altos índices registrados pelos pluviômetros, a topografia de Santa Maria age como um elemento determinante na saúde pública local. Conforme a pesquisadora da UFPel, a cidade está localizada em uma área de transição entre a Depressão Central, que é a parte mais baixa e plana do Estado, e o Rebordo do Planalto, que forma a região serrana.
Segundo Rose, essa espécie de “degrau” natural afeta a circulação dos ventos e facilita a formação de microclimas e das chamadas inversões térmicas. Durante esse fenômeno, o ar frio e pesado desce e atua como uma tampa sobre a cidade, prendendo os poluentes e os vírus muito perto do chão. De acordo com a professora, estudos já associam a ocorrência desse bloqueio atmosférico, aliado à queda das temperaturas, ao aumento das internações hospitalares no município, afetando os santa-marienses que ainda não se acostumaram ao clima.
Para quem convive com o problema desde a infância, as meias-estações e as mudanças rápidas nos termômetros são os principais obstáculos diários. Maria Eduarda de Vargas dos Santos, 21 anos, estudante, explica que a variação térmica afeta a sua imunidade e desencadeia crises inevitáveis. “Sinto que acabo me atacando muito mais quando tem essas alterações de temperatura muito grandes, por exemplo, quando uma hora do nada está 27 graus e outra hora está 10 graus. É certeza que eu vou ficar atacada de rinite, da asma e também com gripe”, relata Maria Eduarda.
O reflexo dessas oscilações também é sentido em espaços de convivência prolongada. Jhonath Bertusso Castro, 31 anos, funcionário de escola, mudou-se de Ourinhos (SP) há um ano e observa o impacto do clima na saúde dos alunos. “Acho que é bem propenso a doenças. Eu vejo isso nas crianças quando tem essas oscilações. Teve um surto de influenza no início do inverno que pegou bastante gente, inclusive eu. Por oscilar muito de temperatura e ser muito úmido, tem um favorecimento de doenças gripais e respiratórias”, avalia Jhonath.
Diante de um ambiente favorável ao adoecimento, a população busca saídas na precaução. Viviane Nunes Rodrigues, 25 anos, estudante, conta que as características do inverno impõem um estado de alerta contínuo. “Santa Maria tem mudanças bruscas de temperatura durante todo o ano, e o inverno sempre é muito rigoroso. Como aqui faz muito frio, todo mundo fica sempre na iminência de ficar gripado, e a gente vive com essa preocupação constante”, finaliza Viviane.
Reportagem produzida na disciplina Jornalismo Especializado, pelos acadêmicos Rian Lacerda e Karina Fontes, no 1º semestre de 2026, sob coordenação da professora Glaíse Bohrer Palma.