Santa Maria, RS (ver mais >>)

Santa Maria, RS, Brazil

Manchete

A visão acadêmica é premiada no Comunica Hits

Na última semana foi realizada a cerimônia do 8º prêmio de Jornalismo, o Comunica Hits. Puderam concorrer no prêmio projetos de alunos do 2º semestre de 2021 e 1º semestre de 2022. A celebração foi realizada

Religião brasileira completa 114 anos de existência

”A umbanda é paz e amor; é um mundo cheio de luz”. Assim diz o hino da umbanda, composto por José Manoel Alves (letra) e Dalmo da Trindade Reis (música), em 1961. A umbanda, religião que

Na última semana foi realizada a cerimônia do 8º prêmio de Jornalismo, o Comunica Hits. Puderam concorrer no prêmio projetos de alunos do 2º semestre de 2021 e 1º semestre de 2022. A celebração foi realizada no hall do prédio 15.

Uma das categorias da premiação foi a de Fotografia, que foi dividida em cinco modalidades: Fotografia em sequência, Fotografia Livre, Fotojornalismo, Fotografia ensaio e Fotografia ilustrativa. Cada modalidade contava com jurados com formação jornalística e experiência na área. No caso da Fotografia, os jurados foram os jornalistas Paulo Pires e Nathália Schneider.

Laura Fabricio e Petrius Dias, vencedor da modalidade Fotojornalismo. Imagem: Luiza Silveira.

Em Fotojornalismo concorreram imagens de fatos ou acontecimentos em que prevaleçam o caráter noticioso e a relação com a atualidade. O pódio da modalidade foi composto por “Torcida: o reforço dentro de quadra” de Pablo Milani como bronze, “Clássico de Formigueiro” de Miguel Cardoso como prata e “(in)visível” de Petrius Dias foi o vencedor do ouro.

Na modalidade Fotografia em sequência puderam concorrer conjuntos de três a seis fotogramas que compusessem uma narrativa. O vencedor da modalidade foi Pablo Milani com “Lance polêmico: tumulto gerado” .

Em Fotografia Livre puderam concorrer imagens de temáticas subjetivas e artísticas e apurado valor estético. A prata ficou com “Chimarrão em Formigueiro”, de Miguel Cardoso. Já o ouro foi para “A engenharia sob outra perspectiva” de Pablo Milani.

Na modalidade Foto Ensaio foram aceitas inscrições de fotografias ilustrativas com proposição temática do autor. Mais uma vez o vencedor do ouro foi Pablo Milani, dessa vez com “Doces artesanais gourmet: uma alternativa deliciosa na páscoa”.

Por último na categoria, em Fotografia ilustrativa concorreram imagens fotográficas representativas em que existe a interferência do repórter fotográfico na composição ou na produção. O vencedor da modalidade foi “Orgulho LGBTQIA+”, de Pablo Milani .

Emanuelle Rosa e Pablo Milani, vencedor de quatro modalidades de Fotografia. Imagem: Luiza Silveira

O grande premiado da noite, Pablo Milani, relata a importância de participar da premiação: “É uma sensação de dever cumprido, especialmente por ser meu último semestre. Em uma jornada desde 2018 até aqui, colocando em prática tudo que aprendi na vida profissional. Como resultado, fui agraciado com quatro prêmios de primeiro lugar em Fotografia, uma categoria em que eu não havia concorrido em edições anteriores.”

”A umbanda é paz e amor; é um mundo cheio de luz”. Assim diz o hino da umbanda, composto por José Manoel Alves (letra) e Dalmo da Trindade Reis (música), em 1961. A umbanda, religião que surgiu no Brasil em 15 de novembro de 1908, completou seus 114 anos ontem.  Com forte influência de outras religiões, ela mistura elementos do candomblé, do espiritismo e do catolicismo.

Com diversas linhas de trabalho, essa religião busca trazer conforto espiritual e material para os necessitados, por meio da incorporação de espíritos de luz em médiuns. Mediunidade é a capacidade que muitas pessoas têm de se comunicar com os desencarnados, seja por meio da visão, da audição, de sonhos ou até mesmo da incorporação. 

A falta de conhecimento sobre a religião faz com que muitas pessoas tenham medo de frequentar os terreiros, ou templos, como são chamados os espaços destinados à prática da umbanda. É importante dizer que na incorporação não acontece de a alma do médium sair do corpo para que outra possa entrar, muito menos de qualquer espírito ”incorporar “. O  que ocorre, depois da preparação e do desenvolvimento do médium, é a ligação entre a alma do médium e do espírito de luz (guia ou entidade). Isso só deve ocorrer com a permissão de um Pai de Santo e de um Diretor Espiritual em algum terreiro que seja preparado.

Sessão de Preto Velho aberta ao público no Centro de Umbanda Caboclo Tupiriciguá e Pai Benedito de Aruanda.

Muitas vezes, a umbanda é confundida com outras religiões como o candomblé. Entre suas diferenças, está a origem. O Candomblé é uma religião afro-brasileira, originária da África, trazida pelos povos escravizados e sofreu algumas alterações ao chegar no Brasil. Enquanto isso, a Umbanda é uma religião brasileira, que começou no Rio de Janeiro. Dentre outras diferenças das religiões, o Candomblé trabalha com pontos (cantigas) em iorubá (língua nígero-congolesa), e nas incorporações os médiuns ficam inconscientes e incorporam o próprio orixá. Já na Umbanda, os pontos cantados são em português e não há incorporação de orixás, pois acredita-se que nenhum ser humano poderia receber a energia divina deles, então, quem incorpora são espíritos de luz que vibram na força de um dos orixás.

A umbanda trabalha com diversas linhas e as mais conhecidas são os caboclos (espíritos de índios), os pretos-velhos (espíritos de negros que foram escravizados) e os exus (espíritos que buscam a redenção de seus erros por meio da caridade). O principal lema da religião é o amor e a caridade, por isso, em casas de Lei*, não são feitos de forma alguma trabalho para prejudicar alguém. Acredita-se que o livre-arbítrio deve ser respeitado e o universo irá devolver as energias que você emana.

Os passes podem ser coletivos e individuais.

Segundo Ronaldo Dias Gonçalves, de 61 anos, dirigente do Centro de Umbanda Caboclo Tupiriciguá e Pai Benedito de Aruanda, e Pai de Santo há mais de 40 anos, a umbanda representa os caminhos da evolução moral e espiritual, por meio da pregação da fé, do amor, da humildade e da caridade. Com a mistura de ritos e dos orixás do candomblé, sincretizados com os santos católicos e com a ideia de reencarnação do espiritismo, surge a umbanda.

Pai Ronaldo incorporado do Pai Benedito de Aruanda.

O começo da Umbanda

Em meados de 1907, o jovem Zélio Fernandino de Moraes, de 16 anos, começou a apresentar comportamentos estranhos, como mudar a personalidade e a voz. Ele foi levado ao médico e não foi identificada nenhuma doença. O médico recomendou que ele procurasse um padre, mas a família resolveu buscar ajuda em um centro espírita. Muitas vezes espíritos ancestrais de índios e negros escravizados tentavam se manifestar nas mesas, mas eram ‘’mandados embora’’ por serem considerados maus ou ignorantes, devido ao preconceito contra esses povos na época.  Em 15 de novembro de 1908, em uma sessão mediúnica na Federação Espírita de Niterói, se manifesta, no médium Zélio, o Caboclo das 7 Encruzilhadas, espírito de um indígena que determinou a criação da umbanda, para que todos os espíritos, sejam encarnados ou desencarnados, brancos ou pretos, pudessem buscar a evolução espiritual. 

O Caboclo colocou algumas premissas: assegurou que todas as entidades seriam ouvidas, orientou que os umbandistas deveriam aprender com os espíritos que soubessem mais e ensinar aos que soubessem menos, instruiu que não deveriam virar as costas para ninguém e nem dizer não, pois esta era a vontade do Pai Celestial e preconizou que o verdadeiro umbandista viveria para a umbanda, e não da umbanda. Além disso, o Caboclo vinha para criar uma nova religião, fundamentada no Evangelho de Jesus, e que teria Cristo como seu maior mentor.

Vela, arruda e água são alguns dos elementos utilizados para o trabalho.

Imagens: Camilla Motta

*casas de Lei são as que trabalham com entidades apenas para a prosperidade, por meio da caridade, sem fazer trabalhos para prejudicar outrem. Além disso, elas devem ser legalizadas nos órgãos competentes, o que garante a seriedade do trabalho prestado.

Cada curso de graduação tem uma cor e símbolo que os representa. Eles servem para dar uma identidade ao curso e aos alunos. Nos cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda da Universidade Franciscana não é diferente. Por isso, a Equipe da Agência CentralSul resolveu pesquisar sobre as simbologias dos cursos de comunicação do UFN.

Símbolo utilizado por outras instituições para o curso de jornalismo

Jornalismo

Em várias universidades, o símbolo utilizado para o Jornalismo é a folha de papel, a pena e o termo ”lex”, que significa ”lei”. Na Universidade Franciscana, a professora Sione Gomes, coordenadora do curso de Jornalismo, explica: ”O curso nunca usou esses símbolos clássicos. Desde nosso surgimento, em 2003, temos o curso irmão PP junto conosco. Assim, desde o primeiro momento, tivemos identidade visual própria, criada por eles. A primeira era mais abstrata, lembrava o J de Jornalismo, já com as cores branco, laranja e a palavra em preto. Na época dos 10 anos dos cursos, adotamos uma identidade conjunta, associando as identidades de Jornal e de PP. Depois, foi criada a raposinha. A Raposa sugere sagacidade, astúcia, aquela esperteza boa para perceber as coisas, identificar o que precisa ser noticiado. Foi uma escolha, dentro dessa ideia de parceria com o curso de PP.” Quanto às cores, ela conta que foi embasado na psicologia das cores, onde o laranja está associado ao marketing.

Símbolo utilizado pela UFN para o curso de jornalismo

Publicidade e Propaganda

A coordenadora do curso de Publicidade e Propaganda da UFN, professora Graziela Knoll, contou que o símbolo utilizado pelo curso é o Galo: ” O símbolo do galo é utilizado há bastante tempo nos cursos de Publicidade e Propaganda como referência ao fato de que o galo anuncia o novo dia. É aquele que comunica a novidade. Já o laranja é uma cor característica da comunicação, pois é uma cor quente e solar, que tem como significados energia, movimento e transformação. É a cor das folhas quando caem, então é bastante associado à transformação e tem relação com a comunicação. O roxo, usado pela atlética do curso é uma cor ligada à criatividade.”

Símbolo do curso de Publicidade e Propaganda da UFN.

Colaborou: Yasmin Zavareze

Inter SM jogou pela primeira vez no estádio Presidente Vargas com o uso da máscara totalmente liberado ao público. O time jogou contra o Pelotas, o estádio que tem uma lotação maxima de 6.600 pessoas reuniu aproximadamente 1700, não possuindo limitações quanto ao número de torcedores dentro do estádio.

Imagem: Renata Medina

De acordo com a assessora do clube, Renata Medina, durante o período da partida notava-se poucas pessoas ainda utilizando a proteção.

O torcedor Patrício Dias não fez uso da máscara em nenhum momento. “Os demais torcedores também não estavam usando. Em todo o setor das sociais eu vi apenas um homem, já idoso, com o equipamento de proteção”, completa ele.

Patrício Dias no estádio assistindo o jogo do Inter SM. Imagem: Patrício Dias

Esse foi o primeiro jogo que Patrício participou depois de dois anos de pandemia, para ele “Foi como um retorno à normalidade de antes da covid”, concluiu.

Nas arquibancadas o clima era tanto de festa, quanto frustrante o time santamariense ficou apenas no empate com o pelotas mesmo tendo um à mais em campo desde os 19 min do primeiro tempo. O jogo só abriu o placar os 35 min do segundo tempo quando Balbino fez um gol para o Inter SM mas o empate não demorou a chegar logo no reinício da partida Jarro fez um para o Pelotas, ele que também foi um dos nomes do jogo, avançou em uma jogada individual, driblou o goleiro alvirrubro tirando os zagueiros de cena.

O resultado do jogo foi um empate de 1 a 1, mas nas arquibancadas foi uma vitória para a despedida das máscaras.

FICHA TÉCNICA

Inter-SM: Lúcio; Luvas Evangelista (Balbino), Negretti (Théo), Boré e Rafinha (Salib); Thiago Costa, Tony Júnior, Everton Sena, Yuri Souza (Vinicius) e Saldanha (Gabriel); Henrique Bahia
Técnico: Leocir Dall’Astra

Pelotas: Cetin; Raphinha (Murilo), Cambuci, Léo Kanu, Vavá (Maicon); Igor Silva, João Vitor (Itaqui), Jardel e Eliomar (Sapeka); Otávio e Caíque (Jarro)
Técnico: Antônio Pícoli

Arbitragem: Vinícius Oliano, auxiliado por Douglas Vidarte e Dakimalo Gomes

Gols: Balbino (I) e Jarro (P)

Local: Estádio Presidente Vargas

Colaboração: Luiza Silveira