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UFN

Na última sexta-feira, 16 de outubro, a Universidade Franciscana (UFN) promoveu a Mostra das Profissões, no Conjunto III da instituição. O evento reuniu cerca de mil participantes, entre estudantes e professores de mais de 20 escolas públicas e privadas de Santa Maria e região.

Ao longo do dia, os visitantes conheceram os estandes dos cursos de graduação e participaram de oficinas, atividades práticas, visitas e dinâmicas organizadas por acadêmicos e professores da UFN. A proposta foi proporcionar aos estudantes uma experiência mais próxima das áreas profissionais em que desejam atuar.

A programação também apresentou as opções de formação disponíveis na UFN para 2027, que incluem mais de 30 cursos presenciais, quatro semipresenciais e um na modalidade de Educação a Distância (EaD).

Durante a cobertura do evento para a Rádio Web UFN, a acadêmica de Jornalismo Luiza Fantinel conversou com a pró-reitora acadêmica, professora Vanilde Bisognin, que destacou a importância da ampliação das modalidades de ensino oferecidas pela instituição. “A instituição oferece três modalidades para a realização dos cursos de graduação: presencial, semipresencial e a distância. Ressaltando que, independentemente da opção que escolher, a qualidade será a mesma. As diferentes modalidades possuem os mesmos materiais, os mesmos professores, o mesmo acolhimento, pois não negligenciamos uma graduação acessível, flexível e de qualidade”, compartilhou a pró-reitora.

Durante a Mostra, os cursos de graduação promoveram diferentes atividades para apresentar aos visitantes suas áreas de atuação. A Enfermagem, por exemplo, realizou demonstrações práticas de punção venosa e curativos, além de apresentar procedimentos de atendimento em ambulância em situações de urgência e emergência. Já o curso de Direito promoveu um júri simulado no salão de júri da UFN. A Odontologia organizou experiências imersivas, com tour guiado, circuito prático e apresentação da clínica, além de um espaço lúdico.

O curso de Jornalismo também abriu as portas de seus espaços de aprendizagem, com visitas aos Laboratório de Audiovisual (Labseis), à Agência Central Sul de Notícias e ao Laboratório de Fotografia e Memória (Labfem).

Além disso, o projeto do curso de Jornalismo Nave de Histórias, esteve presente com sua cápsula em que uma experiência imersiva de audição de histórias gravadas por alunos do curso e por crianças da escola municipal Castro Alves estava disponível.

Maria Eduarda Castro e Nicolas Pacheco são alunos de Jornalismo e atuaram na Rádio Web UFN. Foto: Vinicius Gomes/Labfem

Pela primeira vez, o Labfem montou um mini estúdio fotográfico no hall do prédio 17. O espaço contou com exposição de fotografias produzidas por acadêmicos, câmeras fotográficas, livros sobre a história da fotografia e atividades de captação de imagens.

A professora de Fotografia Laura Fabrício destacou a importância de aproximar o público das práticas desenvolvidas no curso. “Convido o público a conhecer os cursos de Jornalismo e Publicidade e Propaganda, que trabalham diretamente com a disciplina de Fotografia. Mas independentemente do teu curso, tu tens acesso à eletiva de Fotografia Digital. Trazer, pela primeira vez, o estúdio para um espaço de maior circulação de público aproxima ainda mais nosso trabalho na Mostra e destaca a importância dessa disciplina para o Jornalismo”, ressaltou.

O curso de Jornalismo também participa sempre da cobertura do evento. Acadêmicos realizaram a transmissão ao vivo da Mostra das Profissões por meio da Rádio Universitária. A experiência permitiu que os estudantes colocassem em prática conhecimentos relacionados à comunicação com o público e à realização de entrevistas com professores e visitantes.

A programação também contou com a participação de representantes da Escola Estadual Irmão José Otão, que compartilharam a experiência do clube de mídias desenvolvido na instituição. Segundo a professora Dominique, o projeto é dividido em três áreas: redes sociais, programação do site e locução na rádio. “Temos um compromisso com o clube todas as quintas-feiras e, aos poucos, o espaço cresce. Com isso, podemos aproximar os alunos dessas atividades”, contou.

A oportunidade de conhecer diferentes cursos e vivenciar atividades práticas também despertou o interesse dos visitantes por áreas específicas de formação. Dessa forma, a Mostra das Profissões se consolidou como um espaço de aproximação entre a universidade e a comunidade escolar, permitindo que os estudantes conhecessem as possibilidades de graduação oferecidas pela UFN e tivessem um primeiro contato com as experiências que fazem parte da vida acadêmica e profissional.

Fotos: Thine Feistauer/Labfem

Alunos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana estão produzindo o curta-metragem Frequência Anômala, na disciplina Produção em Cinema, sob a supervisão da professora Neli Mombelli. A obra conta a história do universitário Lucas exausto pelo trabalho que está editando um podcast. Durante a edição ele começa a escutar sons estranhos e se questiona se são apenas ruídos da gravação ou se ele está alucinando. O curta conta com três diárias e terá duração de aproximadamente 6 minutos e está sendo gravado nas dependências da UFN. A produção envolve todo o semestre, se intensificando no mês de setembro, após o roteiro ser escolhido.

Produção do curta junto com o cinegrafista Alexsandro Pedrollo. Foto: Thine Feistauer/ Labfem

O curta conta com duas pessoas no elenco. Tarso Pimentel, bacharel em Artes Cênicas pela Universidade Federal de Santa Maria, como Lucas e Karina Fontes, estudante de Jornalismo na Universidade Franciscana, como Clara. O diretor e roteirista é o estudante de Jornalismo Gabriel Deõn. A produção conta com os alunos de Jornalismo da UFN: Enzo Martins como assistente de direção, Andressa Rodrigues na direção de arte, Felipe Perosa como assistente de direção de arte, João Henrique Machado na produção, Tales Trindade e Thomás Ortiz como assistente de produção, Thiago Bochi como foto still, Ygor Vasquez como continuista. Na direção de fotografia o cinegrafista Alexsandro Pedrollo.

Elenco e produção do curta no set de gravação. Foto: Thine Feistauer/ Labfem

O diretor Gabriel Deõn contou como surgiu a ideia do curta. “Tudo surgiu de uma matéria que eu escrevi para a agência, onde fiz algumas entrevistas com alunos da instituição e percebemos como os alunos se sentem sobrecarregados, com atividades da faculdade, trabalho, vida pessoal e afins. Com essa ideia me despertou a vontade de escrever meu curta baseado nisso, como os estudantes se sentem sobrecarregados nesse período da vida”. Ele também destacou que o maior desafio foi conseguir unir essa “problemática” com a arte. “Eu nunca tinha escrito algo para o audiovisual, senti muita dificuldade em levar essa ideia para o papel, mas com ajuda dos colegas, conseguimos desenvolver a história e colocamos em prática agora nesses dias de gravação”.

Para interpretar Lucas, Tarso Pimentel buscou inspiração em situações que observa na sociedade. Segundo o ator, o personagem representa a busca pela alta performance, frequentemente associada ao sucesso, mas que pode levar ao esgotamento. “Vi no Lucas um exemplo do que tenho visto na sociedade ultimamente, essa busca pela alta performance vendida como sucesso que leva as pessoas ao esgotamento. Tentei incorporar sentimentos que me remetessem a esse esgotamento e cansaço”, relata.

Tarso Pimentel nos bastidores. Foto: Labfem

Sobre a participação na produção, Tarso destaca o ambiente de trabalho e a relação com a equipe. “Muito legal, a equipe toda é muito divertida e ótima de trabalhar. Apesar das diárias serem longas a gente passa muito tempo dando risada, gosto bastante de trabalhar com as turmas de Jornalismo da UFN”, conta.

Karina Fontes, que interpreta Clara, também destaca como sua formação em Jornalismo contribui para a experiência de atuação. Para ela, as duas áreas, apesar das diferenças, oferecem aprendizados que se complementam. “Por mais que o jornalismo e a atuação sejam completamente opostas eu consigo enxergar benefícios que ajudaram nesses dois lados da minha vida. Sem dúvidas o jornalismo melhorou muito a minha comunicação, que é bastante necessária dentro do set como atriz”, afirma.

Karina Fontes nos bastidores do curta. Foto: Labfem

A estudante também ressalta a experiência de participar da produção ao lado de colegas que conhece há anos e a familiaridade com a disciplina de cinema. “Fazer parte do curta da disciplina de cinema do curso foi uma experiência muito divertida e enriquecedora. Poder estar com colegas que conheço há anos deixou tudo muito mais agradável. E também por eu já ter feito essa disciplina, consigo compreender muito bem como funciona, estando dos dois lados, na frente e atrás das câmeras”, conclui

O curta será lançado na Mostra de Produção Audiovisual que ocorre dia 2 de dezembro, quarta-feira.

Fotos: Thine Feistauer/LABFEM

Os estudantes de Jornalismo participaram de um bate-papo com a equipe de Assessoria de Comunicação (Assecom) da Universidade Franciscana (UFN) na última semana. O encontro, promovido pelo DAJOR, teve como objetivo apresentar o funcionamento da assessoria, suas principais atividades e as diferentes possibilidades de atuação profissional na área da comunicação

A conversa contou com a participação de Carine Bohnert, diretora-geral da Assecom; Renata Teixeira, responsável pelo marketing digital e pelo site da assessoria; Gabriela de Flores, jornalista científica; e Laura Gomes, jornalista da instituição. Durante o encontro, as profissionais compartilharam aspectos da rotina de trabalho e explicaram como a comunicação institucional se desenvolve no ambiente universitário.

A Assessoria de Comunicação é responsável por mediar e produzir informações sobre a Universidade Franciscana, seus cursos e trabalhos acadêmicos, além de manter o atendimento à comunidade. Entre suas atribuições, também estão o cuidado com a imagem institucional, a identidade da mídia e o desenvolvimento de atividades relacionadas ao jornalismo, à publicidade e ao marketing. O trabalho exige integração entre diferentes áreas da comunicação, buscando aproximar a universidade da comunidade e divulgar as atividades desenvolvidas pela instituição.

A jornalista Renata Teixeira destacou a importância de os profissionais que desejam ingressar na área desenvolverem diferentes habilidades e estarem dispostos a buscar novos conhecimentos. Para ela, o trabalho na assessoria vai além da produção de notícias e envolve diferentes formas de linguagens. “Eu acredito que o jornalista que quer ir para a área da assessoria de comunicação tem que ter sempre em mente essa multivariedade e buscar áreas diferentes. Muitas vezes, a gente vai estar escrevendo a notícia, mas também vai estar fazendo marketing digital, trabalhando com fotografia e vídeo”, explicou Renata.

A jornalista também ressaltou que o assessor de comunicação assume um papel de representatividade da instituição ou do cliente para o qual trabalha. Nesse sentido, considera a disposição para estudar e ampliar os conhecimentos uma característica importante para quem está começando na profissão.

Para as estudantes que participaram do encontro, a conversa também possibilitou conhecer a área de atuação. Luísa Miranda, estudante do 1º semestre de Jornalismo, destacou que o bate-papo apresentou novas perspectivas sobre as possibilidades profissionais dentro do jornalismo. “Deu uma nova visão para a gente, porque é uma nova área dentro da comunicação, dentro do jornalismo, que tem novas ideias, uma outra visão do que a área do jornalismo permite”, relatou Luísa. A estudante também destacou a forma como as profissionais conduziam a conversa, avaliando o encontro como uma experiência positiva e de aproximação com a rotina da assessoria.

Isadora Teixeira, também do 1º semestre de Jornalismo, também avaliou positivamente o encontro e destacou a importância de conhecer as possibilidades de atuação profissional durante e após a graduação. “Eu achei o bate-papo maravilhoso. Nos dá uma visão de como podemos colocar as nossas habilidades em prática durante e após a faculdade, como monitores e profissionais”, afirmou. Para a caloura, o encontro também foi esclarecedor para quem ainda não definiu qual área pretende seguir após a formação. Segundo Isadora, a conversa permitiu compreender melhor como funciona o trabalho de um jornalista em uma assessoria de comunicação.

A atividade permitiu aos estudantes conhecer de forma mais próxima o trabalho desenvolvido pela Assecom e compreender como diferentes áreas da comunicação podem estar integradas à atuação do jornalista. Além de apresentar a rotina profissional das integrantes e da equipe, o encontro reforçou a importância da versatilidade e da busca constante por conhecimento na formação de novos profissionais da área.

Fotos: Thine Feistauer/LABFEM

Quando a Gente Menina Cresce chega ao cinema de Santa Maria na próxima quinta-feira, 24 de setembro, após sucesso no 53º Festival de Cinema de Gramado, na categoria Melhor Longa-Metragem Gaúcho. O longa dirigido pela professora do curso de Jornalismo da UFN Neli Mombelli e produzido pela TV OVO, aborda o cotidiano de Alana Matias, Ana Julia Freitas, Emilly Quevedo, Isadora de Freitas, Taiane da Rosa e Thaila Matias, alunas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Sergio Lopes. A obra relata a transição da infância para a pré-adolescência, marcada principalmente pela primeira menstruação. Além de vencer na categoria Melhor Longa, a produção levou para casa a categoria Júri Popular e recebeu uma Menção Honrosa para as meninas que protagonizaram o filme.

Elenco de Quando a Gente Menina Cresce no Festival de Gramado. Foto: Arquivo Neli Mombelli

O longa está previsto para estrear dia 24 de setembro, no shopping Praça Nova, com duas semanas confirmadas em cartaz. Em outubro, o filme terá circulação em várias cidades do estado, pelo circuito do Panorama Gaúcho da 9ª Mostra Sesc de Cinema. A narrativa será exibida em: Porto Alegre, Canoas, Frederico Westphalen, Gravataí, Lajeado, Pelotas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul, Santa Rosa, Uruguaiana, Venâncio Aires e Viamão.

A escolha de Santa Maria para iniciar a circulação do filme tem um significado especial para a equipe. Segundo a diretora Neli Mombelli, havia o desejo de trazer a produção para a cidade antes de iniciar a circulação em outros municípios. Para dar oportunidade para os estudantes assistirem o longa, a produção conseguiu 750 ingressos destinados a escolas. A iniciativa faz parte de um edital de distribuição de impacto, que prevê levar estudantes ao cinema para assistir ao filme, em vez de levar a obra diretamente para dentro das escolas.

Produção de Quando a Gente Menina Cresce com o prêmio. Foto: Arquivo Neli Mombelli

Mais do que apresentar a experiência da primeira menstruação, a narrativa busca criar um espaço de conversa sobre um assunto que ainda é cercado por tabus. Para Neli, a expectativa é que a produção desperte identificação e memórias no público, especialmente entre quem já passou pela menarca. “Eu acho que o que eu mais espero é essa troca, de como o filme chega pras pessoas e o que ele faz pensar”, afirma a diretora.

Com a estreia em Santa Maria, “Quando a Gente Menina Cresce” inicia uma trajetória que pretende ampliar o diálogo sobre a primeira menstruação e as mudanças vivenciadas durante a passagem da infância para a adolescência. Depois da cidade, o filme segue para outros municípios gaúchos, levando consigo histórias que buscam aproximar o público de um tema ainda cercado por tabus.

Cristhian e Pedro na rádio Universitária durante a gravação do programa. Foto: Reprodução Previsão do Jogo

Na última terça-feira, 15 de setembro, chegou ao fim a primeira etapa do programa Previsão do Jogo. O programa é produzido e apresentado pelos acadêmicos do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, Cristhian Braga e Pedro Ossanes, com supervisão do professor Carlos Alberto Badke. O programa é realizado na rádio da universidade todas as terças-feiras desde o 1º semestre de 2026, às 17h20min, transmitido pelo canal da Rádio UFN no YouTube e conta com uma dinâmica que envolve os ouvintes.

Os acadêmicos debatem sobre futebol não apenas dentro das quatro linhas. O programa também aborda debates polêmicos, une cultura e esporte, traz opiniões sobre os assuntos discutidos, entre outras dinâmicas. Um dos diferenciais do programa é a tabela de palpites, que busca aproximar e entreter o público. Por meio das redes sociais, Cristhian e Pedro divulgam os jogos da rodada do Grêmio e do Inter, além de outras partidas relevantes que estão para acontecer. Os ouvintes enviam seus palpites e no programa seguinte, os apresentadores anunciam os resultados.

A ideia do programa surgiu dentro da própria rotina acadêmica. A dupla já havia vivenciado experiências em outros programas esportivos dentro da faculdade, mas tinha a vontade de criar um programa que tivesse mais a ver com eles.

Cristhian aprofundou os detalhes do planejamento do programa. “Para deixar o programa com um conteúdo um pouco diferente, eu e o Pedro pensamos em criar o Fora das Quatro Linhas, que acontece antes do debate de palpites. Enquanto o debate é focado nos palpites dos jogos, esse quadro aborda assuntos mais extracampo, como arbitragem, sociedade e questões polêmicas relacionadas ao futebol”, destaca.

Durante a conversa, o acadêmico também ressaltou que a interação do público com a tabela de palpites tem sido muito divertida e dinâmica. Cristhian destacou ainda que o sucesso da tabela foi tão grande que, durante a Copa do Mundo, mesmo no período de férias, o público continuou enviando seus palpites.

Além do entretenimento, o programa também traz benefícios para os acadêmicos, auxiliando no desenvolvimento da comunicação, da desenvoltura e da interação com os colegas. Em conversa, Pedro afirmou ter melhorado bastante na prática radiofônica.“Acho que essa experiência foi muito importante para desenvolver minha comunicação e o trabalho em equipe. Foi uma oportunidade de aprender a lidar com diferentes situações e, ao mesmo tempo, construir um portfólio e adquirir experiência prática para o meu currículo e para a entrada no mercado de trabalho. Com certeza, saio dessa experiência mais confiante para, futuramente, trabalhar em um veículo de comunicação”, destaca.

Ao final das 20 rodadas, estipuladas no início do programa, o vencedor da tabela de palpites foi Nicholas Pacheco, com 12 acertos. Como parte da premiação, ele participou do debate no último programa, comentando sobre a dupla Grenal e os principais acontecimentos da última semana. Além disso, ganhou uma camiseta do Previsão do Jogo como prêmio.

Nicolas, vencedor da primeira tabela de palpites do Previsão (Foto: Maria Eduarda Castro)

A primeira etapa do Previsão do Jogo encerra um ciclo de debates, informação e entretenimento, mas também representa uma experiência prática importante para os acadêmicos. A interação com os ouvintes e as diferentes propostas do programa aproximaram o público do futebol e proporcionaram aos estudantes a oportunidade de vivenciar, na prática, a rotina de um programa esportivo no rádio.

(Fotos: Cesar Greco/Palmeiras, Matheus Lima/Vasco, Pedro Souza/Atlético-MG e Lucas Uebel/Grêmio)

Quatro clubes em que torcidas fazem parte dessas alianças estão entre os semifinalistas da Copa do Brasil 2026: Grêmio, Atlético-MG, Palmeiras e Vasco. Mas, afinal, o que é a União Sinistra e qual é a sua importância para as torcidas organizadas?

A história do futebol ncional é marcada por uma série de rivalidades, clássicos históricos, provocações e disputas dentro e fora de campo. Tudo isso intensifica ainda mais a paixão dos brasileiros pelo futebol. A fim de deixar um pouco de lado essas rivalidades, torcidas organizadas começaram a criar laços com outros grupos, com o objetivo de conectar torcedores de diferentes estados, criar amizades dentro das arquibancadas e compartilhar símbolos, gestos característicos e histórias que marcam gerações.

Apesar de os clubes, em si, não terem relação direta com essas alianças, as torcidas iniciaram esse movimento a partir da década de 1970, em razão do aumento do número de jogos disputados por todo o território brasileiro. À medida que passaram a viajar mais para acompanhar seus times, começaram também a criar vínculos de amizade com grupos de outras cidades. Dessa forma, quando viajavam para assistir a um jogo fora de casa, podiam contar com o apoio da torcida local.

Esse apoio ia muito além das arquibancadas. Quem chegava a outra cidade podia ser recebido pelos grupos locais, acompanhar a partida ao lado deles e ainda receber ajuda com questões relacionadas à viagem. Aos poucos, essas relações deixaram de envolver apenas duas torcidas e passaram a reunir diferentes grupos, formando alianças que se espalharam pelo país.

De acordo com pesquisadores do tema, essas aproximações nem sempre aconteciam apenas por afinidade entre as torcidas. Em muitos casos, elas também eram motivadas pela existência de adversários em comum. É daí que surge a ideia popular de que “o inimigo do meu inimigo é meu amigo”.

Ao longo dos anos, essas relações entre torcidas passaram a se estruturar em grandes blocos de alianças, reunindo grupos de diferentes clubes e estados brasileiros. Entre as principais estão a União Punho Cruzado, União Dedo Pro Alto, União Punho Colado, Lado A e Lado B.

Juntas, essas alianças envolvem diversas torcidas organizadas de diferentes regiões do país e ajudam a formar uma ampla rede de relações entre grupos das arquibancadas brasileiras.

Além das torcidas que fazem parte de cada bloco, as alianças também possuem símbolos próprios de identificação. Em muitos casos, os gestos feitos com as mãos são utilizados pelos integrantes para demonstrar a qual grupo ou aliança pertencem.

Outro bloco importante dentro desse sistema de alianças é a União Dedo Pro Alto, que reúne algumas das torcidas mais conhecidas do futebol brasileiro. Entre os grupos associados à aliança estão Mancha Verde (Palmeiras), Força Jovem do Vasco, Galoucura (Atlético-MG), Geral do Grêmio e Torcida Jovem do Botafogo, entre outras.

Dentro desse contexto, também ganhou destaque a chamada “União Sinistra”, nome utilizado por torcedores para identificar a relação histórica entre Mancha Verde, Força Jovem do Vasco, Geral do Grêmio e Galoucura. A aproximação entre os grupos começou ainda na década de 1980 e mantém uma relação de amizade até os dias atuais.

A força dessas alianças também aparece em um momento marcante do futebol brasileiro em 2026. Grêmio, Palmeiras, Vasco e Atlético-MG estão entre os quatro semifinalistas da Copa do Brasil. Os confrontos definidos são Palmeiras x Vasco e Atlético-MG x Grêmio, colocando clubes ligados a torcidas que fazem parte dessas alianças na reta decisiva da competição.

A egressa do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN), Vitória Oliveira Lopes, conquistou o primeiro lugar nacional na categoria Podcast da Exposição de Pesquisa Experimental em Comunicação (Expocom) 2026. A premiação ocorreu durante o 49º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), em 1º de setembro, na Universidade Católica de Brasília (UCB). Antes da etapa nacional, o trabalho também havia conquistado o primeiro lugar na etapa regional da competição.

Vitória com o prêmio do Intercom. Foto: Arquivo próprio

Intitulado Re.veste, o podcast foi desenvolvido por Vitória durante a graduação em Jornalismo da UFN. A produção venceu a categoria Podcast da Expocom Sul 2026, realizada em Toledo, no Paraná, e garantiu a classificação para representar a região na etapa nacional.

Na disputa nacional, o Re.veste concorreu com outras cinco produções de universidades federais de diferentes regiões do Brasil. Para Vitória, a qualidade dos trabalhos tornou a conquista ainda mais significativa. “Eu competi com outros cinco trabalhos de faculdades públicas muito boas do Brasil, e acabou que o meu trabalho, entre todos esses, foi reconhecido como o melhor”, relata.

Vitória apresentando o seu trabalho. Foto : Arquivo próprio

O projeto nasceu do interesse da estudante em atuar no laboratório de rádio da UFN, espaço em que ainda não havia desenvolvido atividades. A escolha do tema também partiu de seu interesse por moda sustentável, assunto que já havia abordado em trabalhos acadêmicos. A partir disso, Vitória desenvolveu uma série de podcasts documentais sobre o tema e estabeleceu contatos com professores e integrantes do movimento Fashion Revolution, voltado à promoção de uma moda mais sustentável. A orientação do trabalho foi da professora Neli Mombelli.

A Expocom é um evento acadêmico que reúne produções experimentais desenvolvidas por estudantes de comunicação. Os trabalhos passam por etapas regionais antes de chegar à disputa nacional.

Na etapa final, Vitória foi a única representante de uma instituição particular entre os concorrentes. Para ela, a conquista reforça que a qualidade de um trabalho não depende do tipo de instituição em que ele foi desenvolvido. “O nome da instituição não define a qualidade do trabalho. Com incentivo, dedicação e todo o suporte que a gente recebe, a gente consegue chegar lá também”, afirma.

A experiência também deixou uma mensagem para os estudantes de Jornalismo. Vitória incentiva a participação em congressos e eventos acadêmicos, e reforça a importância de acreditar no próprio trabalho. “Façam mais trabalhos acadêmicos, se inscrevam, participem de congressos, se arrisquem. O ‘não’ tu já tem. Então, por que não tentar?”, aconselha.

Com encontros presenciais e debates, os cineclubes fortalecem a cultura cinematográfica santa-mariense. Foto: Eduarda Amorin

Santa Maria é conhecida como “cidade cultura” e não carrega esse nome em vão. Ao longo dos anos, o município reuniu diferentes espaços voltados à arte e à formação cultural da população. Entre eles, os cineclubes se consolidaram como locais de encontro para quem busca experiências com o cinema fora do circuito comercial. Mais do que exibir filmes, esses espaços promovem debates e contato com produções que dificilmente chegam às salas de cinema do shopping.

Diferentemente dos cinemas tradicionais, os cineclubes têm como objetivo apresentar obras que muitas vezes não encontram espaço no circuito comercial. Segundo os colaboradores do Cineclube Lanterninha Aurélio, Paulo Teixeira e Francine Nunes, a proposta é oferecer acesso a filmes independentes, produções locais, clássicos e obras que não estão disponíveis em cartaz ou nos serviços de streaming. As sessões ocorrem todas as terças-feiras, no auditório da Cesma (Rua Professor Braga, 55) às 19h. Elas são gratuitas e sempre seguidas de debate.

A tradição cineclubista em Santa Maria é antiga. De acordo com Paulo Teixeira, a cidade mantém iniciativas do gênero desde a década de 1950, quando surgiu o Clube de Cinema de Santa Maria, ligado a Edmundo Cardoso, personalidade importante na cultura de santa-mariense responsável por desenvolver o teatro e o cinema da cidade. A forte presença universitária, a circulação de pessoas de diferentes regiões do país e a valorização histórica das atividades culturais contribuíram para que o município desenvolvesse uma relação próxima com o cinema e com os espaços de exibição alternativos. O Lanterninha Aurélio, por exemplo, está na ativa desde 1978 e consta como segundo cineclube mais antigo do Brasil.

A frequentadora Natália Kober, de 24 anos, conheceu os cineclubes após se mudar de Ijuí para cursar Letras em Santa Maria. O que mais a atrai é a oportunidade de assistir a filmes independentes e compartilhar a experiência com outras pessoas. Para Natália, os debates realizados após as sessões criam um sentimento de comunidade cada vez mais raro em uma rotina marcada pelas telas. Ela afirma que participar dos cineclubes também mudou sua visão sobre o fazer cinematográfico, mostrando que “não é preciso ser um Tarantino para fazer cinema”.

Para que os cineclubes continuem existindo, Francine acredita que também é necessário recuperar o hábito de se reunir presencialmente. Mais do que uma sala de exibição, ela define o cineclube como um espaço de congregação, afeto, conversa e encontro. Caso essas iniciativas desaparecessem, Santa Maria perderia não apenas o acesso a filmes ausentes das salas comerciais, mas também a possibilidade de se surpreender com obras desconhecidas. Em uma rotina cada vez mais mediada pelas telas individuais, a permanência dos cineclubes depende justamente daquilo que eles oferecem de mais particular: a experiência de sair de casa, assistir coletivamente e continuar conversando quando as luzes se acendem.

Mesmo enfrentando desafios como a concorrência das plataformas digitais e a diminuição do público presencial, os cineclubes continuam desempenhando um papel importante na cidade. Além do Lanterninha Aurélio, Santa Maria conta com iniciativas como o Cineclube da Boca, um projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que realiza sessões de produções locais todas às quartas-feiras no auditório do Prédio 67 do campus em Camobi, e o Clube de Cinema de Santa Maria, realizado na Casa de Memória Edmundo Cardoso. As sessões são divulgadas através do grupo de WhatsApp.

Matéria produzida por Eduarda Amorin na disciplina de Linguagem das Mídias no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Neli Mombelli.

Imagem: Pixabay

Você já ouviu falar em ecoansiedade? O termo surgiu nos estudos científicos no começo dos anos 2010 e, segundo a Associação Americana de Psicologia (APA), se refere ao medo crônico da destruição ambiental. Com o aumento dos desastres climáticos extremos no estado do Rio Grande do Sul, novas discussões estão ocorrendo sobre o impacto na saúde mental. 

A preocupação com crises climáticas não está isolada, a exemplo disto a ONU (Organização das Nações Unidas) destaca em seu Plano de Desenvolvimento Sustentável: Agenda 2030 um conjunto de 17 objetivos com 169 metas. Essas metas são parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) a serem atingidos até o ano de 2030 de forma global. Entre estes objetivos está o ODS número 3, que visa assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades. 

Pesquisas recentes demonstram que em casos de desastres climáticos de longo porte, como enchentes e incêndios florestais, há impactos na saúde mental. Em entrevista ao G1, a psicóloga Jaqueline Assis destaca que se o clima e o território não forem considerados nas discussões sobre território não há como garantir uma qualidade de vida aos moradores. 

Carina Boeck, professora de bioquímica da Universidade Franciscana (UFN), destaca que a ecoansiedade está relacionada a crises climáticas e ecológicas. Segundo a professora, a ecoansiedade é caracterizada por sintomas negativos em razão do clima, do meio ambiente e de pensamentos repetitivos associados ao medo do futuro de forma direta. Conforme as pesquisas indicam, estes fenômenos se tornam mais comuns entre os jovens adultos, caracterizados pelo início da carreira profissional, por exemplo. “As preocupações com as mudanças climáticas devem ser motivo de atenção caso gerem pânico. Os medos são importantes para nós e nos colocam para nos preparar para algo. Mas, há descontroles quando existe o excesso.”, destaca a professora. 

Partes do Infográfico postado pelo G1 em 2025 quando as enchentes no Rio Grande do Sul completaram um ano. Fonte: G1 RS

Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul viveu uma das maiores catástrofes naturais da sua história. As enchentes foram causadas por diversos fatores, como chuva abundante, falta de tratamento dos esgotos e falta de área permeável para absorver a água. Para Carina, em casos como este observa-se alguns impactos psicológicos. “Nós conseguimos enxergar que durante o período destas catástrofes as pessoas mais atingidas pelas chuvas foram, naturalmente, as que tiveram mais problemas de saúde mental. Em casos de agricultores que perderam suas plantações e famílias que perderam suas casas, pode haver o transtorno pós-traumático, que vai além da ecoansiedade.” Segundo a professora é necessário entender a individualidade de cada um, seus sentimentos e as experiências de vida. 

De todo modo, cabe a todos ter o autocuidado assim como cuidar do meio ambiente. Atividades práticas podem ser aplicadas no dia a dia, como fazer a separação correta dos resíduos domésticos e consumo de produtos sustentáveis, ajudando a não poluir mais o meio ambiente, e também atenção consigo próprio com atitudes como manter-se hidratado, ter  uma boa alimentação, duração e qualidade adequadas de sono e atividades físicas de formas regulares. 

Reportagem produzida na disciplina de Jornalismo Especializado no 1º semestre de 2026 do curso de Jornalismo, sob supervisão da professora Glaíse Bohrer Palma.

Na tarde da última terça (25), a Universidade Franciscana realizou a Aula Inaugural do 2º semestre com a presença do professor Ronaldo Mota no Salão de Atos do Conjunto 1 da Universidade. Com o tema: Práticas Didáticas Metacognitivas na era das Inteligências Artificiais, o momento proporcionou aos alunos, professores e funcionários novos conceitos dos métodos de atenção praticados durante os últimos anos, com a Inteligência Artificial sendo hoje parte auxiliar da educação. 

Na abertura do evento, a Pró-Reitora Acadêmica, Vanilde Bisognin, ressaltou que a UFN continua com o compromisso da promoção do conhecimento, com a pesquisa conectada à extensão e com a formação de pessoas capazes de transformar a realidade em que estão inseridas. Em sua fala, ela frisou o papel de cada professor, funcionário e técnico-administrativo como partes da instituição, assim como os estudantes. “Aos alunos e alunas, para vocês que existimos, sejam vocês calouros que estão iniciando a sua trajetória ou veteranos que estão dando continuidade a uma caminhada já iniciada, este lugar é de vocês”, aponta Vanilde.  

Pró-Reitora Acadêmica, Vanilde Bsigonin, abordou o papel dos professores na construção da Universidade Franciscana. Imagem: Laura Gomes/ASSECOM 


Novas tecnologias modificam o método, mas não a essência de ensinar. Foi com esta reflexão que o professor doutor em Física que hoje atua na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e integra a Cátedra de Inteligência Artificial, Ronaldo Mota, abordou o uso de novas inteligências artificiais, como o ChatGPT, o Claude e o Gemini, na educação em sala de aula. 

O professor apontou que, enquanto partes de uma sociedade, é preciso olhar para o passado com consciência e viver o presente com persistência diante dos novos desafios enfrentados. Na visão de Mota, o papel das instituições de ensino sofreu novas mudanças nos últimos anos devido às transformações tecnológicas. Hoje em dia a educação passou a valorizar, na sala de aula, os processos cognitivos que desenvolvem habilidades, permitindo que os alunos se tornem profissionais competentes, criativos, bem-sucedidos, satisfeitos e capazes de atuar em sociedade. 

Professor Ronaldo Mota destaca o papel das novas inteligências artificiais na educação. Foto: ASSECOM/UFN

“Essa transformação coloca em questão o próprio papel tradicional da escola. Se transmitir informações já não é suficiente, e se máquinas conseguem processar e armazenar grandes volumes de conhecimento com enorme velocidade, torna-se necessário repensar o que ensinar, como ensinar e quais competências devem ser desenvolvidas nos estudantes, destaca o professor.”

Para a professora do Curso de Publicidade e Propaganda, Ariadni Loose, a palestra do Dr. Ronaldo Mota auxilia na construção do pensar entre alunos e professores diante da presença constante da inteligência artificial que é uma realidade presente em sala. Mais do que tentar impedir ou controlar o uso dessas tecnologias, na visão de Ariadni, é necessário criar situações de aprendizagem que tornem o estudante um ser pensante desenvolvendo autonomia, pensamento crítico e a capacidade de tomar decisões conscientes quanto ao uso da IA. “Este debate reforça uma visão de ensino que considero fundamental quando o professor deixa de ser apenas aquele que transmite conteúdos, e passa a atuar como um mediador e provocador”, analisa a professora.

Palestra reuniu professores, alunos e funcionários da UFN no Conjunto I. Foto: ASSECOM/UFN

Por fim, Loose destaca que o diferencial da formação universitária não pode estar somente na capacidade de reprodução de informações, mas sim em formular boas perguntas, interpretar contextos, fazer escolhas, argumentar, criar e avaliar de maneira crítica.