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Mídia

O futebol não é só para eles

Ser homem no futebol é fácil. Eles são maioria nas arquibancadas, nos bastidores, na imprensa e, principalmente, nas posições de poder. Mas o esporte não é exclusivo para eles.

Alunos da EMEF Castro Alves dão voz a personagens e vivenciam a experiência da contação de histórias na Rádio Web UFN.

Na terça e quarta-feira, 23 e 24 de junho, o projeto de extensão Nave de Histórias, da Universidade Franciscana (UFN), promoveu a gravação de narrativas criadas por estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental (EMEF) Castro Alves. O conteúdo produzido fará parte das atividades desenvolvidas pelo projeto durante a Feira do Livro de Santa Maria.

A Nave de Histórias é uma iniciativa que reúne os cursos de Jornalismo, Desing, Letras e Pedagogia da Universidade Franciscana (UFN). Criado em 2024, o projeto tem como proposta produzir narrativas infantis em áudio, estimulando a imaginação dos ouvintes por meio de experiências e sensações sonoras. Em edições anteriores, foram desenvolvidos podcasts inspirados em obras de literatura infantojuvenil de autores santa-marienses.

Nesta edição, as crianças da escola tiveram a oportunidade de criar histórias, dar voz aos personagens dos contos fictícios e vivenciar a experiência de gravação no laboratório da Rádio Web UFN.

Crianças em dia de gravação, com professoras e monitora.

A professora Neli Mombelli, coordenadora do projeto, destaca que a experiência de gravar as próprias histórias permite aos estudantes dar vida à imaginação e ampliar horizontes. “É muito instigante para eles, porque quem criou a história agora pode dar vida a ela, junto com os colegas que ajudam a interpretar os personagens. Além disso, eles conhecem como funciona todo um processo de produção, o que também é um letramento midiático. A imaginação é o pontapé para qualquer coisa na nossa vida. Para sonhar, a gente precisa imaginar”, destaca ela.

Para a coordenadora pedagógica da escola, Naldivana Bavaresco, a parceria entre escola e universidade é fundamental para ampliar as oportunidades de aprendizagem. Ela ressalta que os projetos de extensão fortalecem essa troca e proporcionam experiências marcantes para os estudantes. “Eles ficaram extremamente motivados. Foi uma experiência que com certeza nunca vão esquecer”.

A monitora do projeto, Luiza Fantinel, destacou o envolvimento e a dedicação das crianças ao longo das atividades. Segundo ela, o entusiasmo dos estudantes foi essencial para o desenvolvimento do trabalho e ficou evidente na evolução durante as oficinas realizadas na escola e a gravação no estúdio. “Eles se disponibilizaram a aprender e treinaram bastante. Foi muito bonito perceber o desenvolvimento deles, desde as oficinas na escola até a gravação no estúdio”, relata Luiza.

O projeto Nave de Histórias segue ampliando seu alcance e estará presente na 53ª Feira do Livro de Santa Maria, de 7 a 22 de agosto de 2026. Os áudios das histórias também poderão ser ouvidos em breve na plataforma Spotify.

Fotos: Nelson Bofill/Labfem e Vinícius Gomes/Labfem

Quando a FIFA anunciou que a Copa do Mundo de 2026 seria disputada em Estados Unidos, México e Canadá, a escolha foi apresentada como um símbolo de integração. A primeira edição com 48 seleções prometia ampliar a diversidade do torneio e aproximar ainda mais diferentes culturas por meio do futebol. Em discursos oficiais, o presidente da entidade, Gianni Infantino, reforçou repetidamente a ideia de que todos seriam bem-vindos. A Copa seria uma celebração global.

Abertura da Copa do Mundo 2026, no estádio Asteka, no México. Créditos: Rodrigo OROPEZA/AFP

No entanto, poucos dias após o início da competição, a realidade parece desafiar essa narrativa.

As manchetes que marcaram a abertura do Mundial não foram apenas sobre gols, estádios lotados ou favoritos ao título. Antes mesmo de a bola rolar, a Copa passou a ser associada a revistas em aeroportos, problemas migratórios, vistos negados, delegações submetidas a procedimentos rigorosos de segurança e profissionais impedidos de entrar no país-sede. Mais do que episódios isolados, esses acontecimentos revelam uma questão maior: até que ponto a FIFA consegue sustentar seu discurso de neutralidade e inclusão quando o torneio está inserido em um contexto político marcado por conflitos, desigualdades e disputas internacionais?

A situação mais emblemática envolve o árbitro somali Omar Abdulkadir Artan. Escolhido pela FIFA para integrar o quadro de arbitragem da Copa, Artan faria história ao se tornar o primeiro árbitro da Somália a participar de um Mundial. Apesar de possuir visto válido e credenciamento oficial, foi impedido de entrar nos Estados Unidos ao desembarcar em Miami. O árbitro relatou ter passado horas sob interrogatório antes de ser deportado. Dias depois, a UEFA anunciou sua escalação para a Supercopa da Europa, um dos principais eventos do calendário continental.

O árbitro somali Omar Abdulkadir Artan, que havia sido escalado para apitar partidas na Copa do Mundo da FIFA de 2026, mas foi impedido de entrar nos Estados Unidos, foi recebido ao chegar ao Aeroporto Internacional Aden Abdulle Osman, em Mogadíscio, Somália, em 10 de junho de 2026. Foto: REUTERS/Feisal Omar

O episódio levanta uma pergunta difícil de ignorar, se Artan era qualificado o suficiente para ser selecionado pela FIFA e, posteriormente pela UEFA, por que não pode entrar no país que sediava a Copa do Mundo? A resposta oficial permanece vaga, mas o caso tornou-se símbolo de um problema mais amplo. A nacionalidade do árbitro pareceu pesar mais do que sua trajetória profissional.

O mesmo sentimento apareceu em outros episódios. A seleção de Senegal foi submetida a uma revista detalhada ainda na pista do aeroporto ao chegar aos Estados Unidos. A delegação do Uzbequistão passou por procedimentos de segurança envolvendo cães farejadores e inspeções rigorosas. Integrantes da seleção iraniana enfrentaram dificuldades relacionadas à emissão de vistos, obrigando a equipe a alterar parte de sua preparação. A jornalista Karine Alves, da Globo, relatou ter sido submetida a uma abordagem constrangedora durante sua entrada no país.

Separadamente, cada situação pode ser explicada como consequência de protocolos migratórios ou medidas de segurança. Juntas, entretanto, elas formam um padrão difícil de ignorar. Os casos mais repercutidos envolvem justamente representantes de países africanos, asiáticos ou nações que mantêm relações políticas tensas com os Estados Unidos.

É nesse ponto que a discussão ultrapassa o esporte.

O historiador Eric Hobsbawm afirmava que poucas atividades conseguem representar tão bem as identidades nacionais quanto o esporte. A Copa do Mundo, em especial, sempre foi mais do que uma competição de futebol. Ela funciona como uma vitrine política, econômica e cultural dos países envolvidos. Os governos sabem disso. A FIFA sabe disso. Os torcedores sabem disso.

Por essa razão, a ideia de que o futebol está completamente separado da política nunca passou de uma ideia conveniente.

A própria história da Copa confirma essa percepção. O Mundial de 1978 foi disputado sob a ditadura militar argentina. A edição de 2018 ocorreu na Rússia em meio a críticas internacionais ao governo de Vladimir Putin. A Copa de 2022 foi marcada pelos debates sobre direitos humanos no Catar. Em todas essas ocasiões, a FIFA insistiu em defender a neutralidade do esporte. No entanto, os acontecimentos recentes mostram que essa neutralidade tem limites bastante definidos.

A comparação com a Rússia ajuda a entender essa contradição.

Após a invasão da Ucrânia, FIFA e UEFA suspenderam rapidamente seleções e clubes russos das competições internacionais. A decisão foi apresentada como uma resposta necessária diante de um conflito militar de grandes proporções. Independentemente da avaliação sobre a medida, ela demonstrou que as entidades esportivas estão dispostas a tomar decisões políticas quando consideram apropriado.

O problema surge quando observamos que esse princípio não parece ser aplicado de maneira uniforme.

Enquanto a Rússia permanece afastada do futebol internacional, os Estados Unidos seguem ocupando o centro do maior evento esportivo do planeta, mesmo estando envolvidos em operações militares recentes e em conflitos diplomáticos que afetam diretamente algumas das seleções participantes do torneio. O caso do Irã é o exemplo mais evidente. A equipe chegou à Copa enfrentando dificuldades burocráticas justamente em um momento de agravamento das tensões entre os dois países.

A questão não é defender que os Estados Unidos sejam excluídos da competição ou propor uma equivalência entre situações históricas diferentes. O ponto central é outro, se a FIFA afirma que determinados comportamentos justificam sanções esportivas, quais são exatamente os critérios utilizados? E por que eles parecem variar de acordo com o peso político e econômico dos envolvidos?

Essas perguntas tornam-se ainda mais relevantes quando observamos a relação cada vez mais próxima entre a FIFA e o governo norte-americano. Nos últimos meses, Gianni Infantino intensificou sua presença em eventos oficiais relacionados à Copa ao lado de autoridades dos Estados Unidos. Em dezembro de 2025, Donald Trump recebeu o primeiro FIFA Peace Prize, criado pela entidade para reconhecer iniciativas ligadas à promoção da paz.

Donald Trump recebe de Gianni Infantino o Prêmio da Paz da Fifa. Créditos: REUTERS/Mandel Ngan

O episódio chamou atenção porque ocorreu justamente em um período marcado por guerras, crises diplomáticas e questionamentos sobre a atuação internacional dos próprios Estados Unidos. Mais uma vez, a FIFA demonstrou que sua relação com a política é menos distante do que costuma admitir.

Talvez seja justamente essa a principal lição dos primeiros dias da Copa de 2026.

Eduardo Galeano escreveu, em Futebol ao Sol e à Sombra, que o futebol é capaz de revelar as grandezas e as misérias do mundo que o cerca. A frase ajuda a compreender o que estamos vendo. A Copa não criou as desigualdades, as fronteiras seletivas ou as tensões geopolíticas que marcam o cenário internacional. Mas ela as tornou visíveis.

Enquanto a FIFA promove um discurso de integração global, a experiência de diferentes participantes mostra que nem todos atravessam as mesmas portas. Alguns chegam recebidos por torcedores e festas populares. Outros enfrentam interrogatórios, dificuldades burocráticas e suspeitas antes mesmo de entrar em campo.

A Copa do Mundo continua sendo um dos maiores encontros culturais do planeta. Mas os acontecimentos das últimas semanas demonstram que esse encontro não ocorre em condições iguais para todos. E talvez seja justamente aí que esteja o maior desafio da FIFA.

Mais do que organizar jogos, estádios e transmissões, a entidade precisa responder a uma pergunta que os episódios recentes tornaram inevitável, até que ponto é possível defender uma Copa para todos quando as barreiras que separam os participantes continuam sendo tão diferentes?

Porque, no fim das contas, o problema não está apenas nas fronteiras dos Estados Unidos.

Está nos limites da própria neutralidade que a FIFA insiste em defender.

Foto: XPB Images

No último Grande Prêmio da Fórmula 1, dia 14 de junho, a velocidade e adrenalina tomaram conta da pista de Barcelona-Catalunha, marcando o final de semana com ultrapassagens, disputa entre companheiros de equipe, safety car virtual, e é claro, Lewis Hamilton brilhando no topo novamente. 

O circuito é famoso por ser utilizado para realizar os testes dos carros e motores, justamente por sua estrutura linear comparada a outras pistas. Por isso, os carros mais estáveis do grid costumam ter maior vantagem, fazendo com que esse circuito seja marcado por corridas mais cansativas e com pouca adrenalina. Mas dessa vez não foi assim.  

George Russel, piloto da Mercedes, largou em primeiro lugar, na esperança de manter a posição, seguido por Lewis Hamilton (Ferrari) e Kimi Antonelli (Mercedes). No entanto, durante a corrida, os pits stop, as ultrapassagens e o safety car virtual (acionado por Alonso ter saído da pista) alteraram esta ordem. Hamilton assumiu a liderança, deixando as duas Mercedes para trás.  

Ambos os pilotos, Russel e Antonelli, disputavam incessantemente entre si, lutando pela segunda posição. Faltando apenas duas voltas para encerrar a corrida, Antonelli teve problemas com o carro e precisou abandonar a competição. O pódio ficou constituído por: 

1º – Lewis Hamilton (Ferrari) 

2º – George Russel (Mercedes) 

3º – Lando Norris (McLaren- atual campeão mundial) 

Foto: XPB Images

Quanto ao nosso brasileiro presente no grid, Gabriel Bortoleto, correndo pela Audi, largou em 12º lugar e chegou em 11º, mesmo com pequenos problemas técnicos não precisou abandonar a corrida, e quase conseguiu pontuar.   

Enquanto isso, Lewis Hamilton garantiu sua 106ª vitória na Fórmula 1, após 2 anos sem vencer. O piloto também conquistou sua 7ª vitória no circuito de Barcelona, batendo o recorde de Michael Schumacher, pois ambos estavam empatados com 6 triunfos.  

Após períodos críticos com o desempenho de sua Ferrari, Lewis nunca havia ficado em primeiro lugar no pódio pela escuderia. Agora, tanto a Ferrari quanto Hamilton estão de volta ao pódio e aos holofotes do esporte, reerguendo a equipe e fazendo história.  

Infelizmente, durante esta corrida, Charles Leclerc, companheiro de equipe do 7 vezes campeão mundial, abandonou o carro nas voltas finais do GP, por um problema técnico na direção e não conseguiu pontuar.  

Mesmo assim, a equipe demonstrou estar forte este ano, se fazendo presente no pódio em 5 das 6 corridas de 2026. Presenciamos mais uma vez Hamilton brilhando, dessa vez com uniforme vermelho e emoção nos olhos. Será que Lewis entra com tudo na disputa por seu oitavo título mundial esse ano? 

Fotos: Foto: XPB Images

Foto: Divulgação

No último final de semana, dias 11 e 12 de abril, o Autódromo Internacional de Santa Cruz do Sul voltou a ser palco de grandes disputas no automobilismo nacional. A cidade recebeu a abertura da temporada da NASCAR Brasil 2026, além das etapas da Copa Truck e Copa Hyundai HB20.  Após um período sem receber grandes competições nacionais, o circuito voltou a ganhar protagonismo ao sediar uma etapa de abertura de campeonato, incluindo ações como visitação aos boxes e o tradicional grid walk (caminhada no grid). 

A estrutura, aliada ao formato técnico da pista, favoreceu corridas dinâmicas e disputas constantes, reforçando o potencial do autódromo para seguir no calendário das principais categorias do automobilismo brasileiro, proporcionando ao público um espetáculo completo dentro e fora das pistas. A NASCAR Brasil abriu sua temporada com três momentos decisivos: a Sprint Race no sábado e duas corridas no domingo. 

Sábado de Sprint Race 

A corrida classificatória definiu o grid para a segunda prova do domingo e já indicou o rumo do campeonato. Os pilotos estavam animados em retornar à pista do Rio Grande do Sul e cheios de expectativa para o início da temporada. É tempo de pensar em estratégia e desempenho. Por isso a Sprint Race contou com disputas intensas principalmente entre os pilotos que se destacaram no final de semana, Vitor Genz, Arthur Gama e Thiago Camilo, resultando na liderança da equipe Full Time. 

O Pódio da Sprint ficou composto por:  

  • 1° lugar: Vitor Genz — Full Time (Ford Mustang #46) 
  • 2° lugar: Arthur Gama — Cavaleiro Sports (Chevrolet Camaro #9) 
  • 3° lugar: Thiago Camilo — Full Time (Ford Mustang #21) 
Foto: Duda Bairros / SiGCom

Domingo de definições

A primeira corrida do domingo foi marcada por uma leve chuva, que causou incidentes e intervenções do Safety Car na pista, o que misturou o grid e abriu espaço para rápidas mudanças na liderança. A largada foi agitada, com toques e rodadas do pelotão intermediário e, mesmo com chuva e arquibancada aberta, o público não desanimou.

O piloto da Full Time, Thiago Camilo, aproveitou os momentos de instabilidade para assumir a liderança e garantir a vitória. 

O pódio ficou constituído por: 

  1. Thiago Camilo — Full Time  
  1. Vitor Genz — Full Time
  1. Nicolas Costa  — AMattheis Vogel. 

A corrida principal foi a mais acirrada do fim de semana, com ritmo intenso do início ao fim. Brigas diretas pela liderança agitaram as arquibancadas, além da alternância constante entre os principais nomes da categoria pelas primeiras posições, entre Vitor Genz e Gabriel Casagrande (Vogel Motorsport). Pela parte da tarde a chuva não voltou e o sol estava ameno, o que ocasionou um clima perfeito para os pilotos e torcedores.  

Casagrande se destacou na fase final da prova, assumindo a ponta e garantindo a vitória na corrida principal do fim de semana. Porém, logo depois foi penalizado por seu carro não atingir o peso mínimo conforme o regulamento técnico da categoria. Com a desclassificação, a vitória ficou com Vitor Genz. 

O pódio geral da corrida contou com: 

  1- Vitor Genz — Full Time  

  2-Nicolas Costa — AMattheis Vogel  

  3- Thiago Camilo — Full Time 

O grid walk de domingo aproximou o público das pistas. Imagem: divulgação.

A divisão Challenge da NASCAR Brasil teve participação ativa no grid, com disputas internas relevantes ao longo das corridas. O destaque da etapa foi Witold Ramasauskas, da equipe Team RCque garantiu a liderança geral com desempenho consistente ao longo das corridas. O pódio da etapa foi completo por Alfredinho Ibiapina, pela Full Time Sports, e Dudu Castroneves, da Pole Motorsport. Ao longo do fim de semana, Ibiapina chegou a se destacar na pista, mas acabou perdendo posições após punição, evidenciando o papel fundamental das decisões dos comissários na definição final dos resultados.

Copa Truck e Super Truck Pro também movimentaram o fim de semana

A Copa Truck também integrou o cronograma do fim de semana, com duas corridas no domingo e forte presença de público. As provas, realizadas no domingo, foram marcadas pelo equilíbrio entre as classes Pro e Elite, com caminhões lado a lado em diversos momentos e disputas físicas ao longo de todo o pelotão. 

Na categoria principal, a Super Truck Pro, o formato com duas corridas na etapa resultou em vencedores diferentes. Beto Monteiro, da equipe R9 Competições, venceu uma das provas, após se destacar em meio a disputas intensas nas primeiras posições, mantendo ritmo consistente e aproveitando as oportunidades ao longo da corrida. Já André Marques, da equipe AM Motorsport, garantiu a vitória na outra corrida do dia, em uma prova marcada por trocas de posição e pressão constante entre os líderes. 

As corridas da Pro foram caracterizadas por disputas físicas, com aproximações frequentes e tentativas de ultrapassagem em pontos estratégicos do circuito, exigindo controle dos pilotos para evitar contatos mais fortes, característica da categoria.

Na categoria Elite, o destaque foi Diogo Moscato, da Scuderia Chiarelli, que conquistou a vitória após uma corrida consistente e bem administrada. O piloto se manteve entre os primeiros colocados desde o início e assumiu a liderança em momento decisivo, segurando a pressão dos adversários nas voltas finais. 

O pódio da Elite foi completo por adversários diretos que protagonizaram disputas ao longo da prova, com trocas de posição e aproximações constantes, evidenciando o equilíbrio da categoria. Assim como na NASCAR, o fim de semana da Copa Truck foi marcado por corridas movimentadas, poucos momentos de respiro e um alto nível de competitividade entre os pilotos. 

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Veículo de Hugo Cibien competindo nas pistas pela equipe Vanucci Racing. Foto: Vanderley Soares

Já a Copa Hyundai HB20 completou a programação com duas corridas marcadas por intervenções do safety car. No sábado, com grid invertido, a Corrida 1 teve mudanças na liderança após incidentes e óleo na pista, o que encurtou a prova e definiu a vitória geral de Lucas Bornemann, seguido por Victor Guerin e André Bragantini Jr. No domingo, diante de um grid cheio, Bernardo Cardoso venceu na PRO após ultrapassagem decisiva, enquanto Bê Tambasco liderou na Elite. As corridas mantiveram alto nível de competitividade entre as categorias ao longo do fim de semana.

Com isso, a expectativa do público é que no próximo ano possamos receber novamente em nossas pistas do Sul a NASCAR Brasil, contando também com a Copa Truck e Copa Hyundai HB20.

Mariele Flôres é a entrevistada do episódio que vai ao ar no dia 31 de março. Imagem: Enzo Martins.

O programa De Papo Com, do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana (UFN), está de volta com episódios inéditos. Um programa sobre jornalismo e jornalistas, que vai ao ar nesta terça-feira, 31 de março, às 19h, na UFN TV, canal 15 da Net e  no YouTube do LabSeis. A convidada da vez é Marielle Flôres, representante da Pastoral da UFN. Ela ingressou na faculdade em 2004 e, ao longo da sua carreira, se especializou em assessoria de comunicação. 

            Durante o programa, Marielle fala sobre sua trajetória profissional, os desafios e aprendizados da maternidade e sua forte atuação nas áreas de relações institucionais e gerenciamento de crise. O episódio faz parte de uma nova temporada gravada por alunos da disciplina de Jornalismo Audiovisual do 5º semestre do curso de Jornalismo. A condução da entrevista é feita por Náthaly Penna, com produção de Andressa Rodrigues.

Em 2025, foram 16 programas que trouxeram nomes como Lizie Antonello, Mauricio Rebellato, Ticiana Fontana e Claudemir Pereira. Você pode ver esses e outros episódios do De Papo Com no YouTube do LabSeis e acompanhar cortes das entrevistas no  Instagram do programa e no Instagram do LabSeis. Por lá, você confere em primeira mão os próximos convidados e temas das futuras edições. 

De Papo Com é uma produção laboratorial do Curso de Jornalismo da UFN, produzido na cadeira de Jornalismo Audiovisual sob a supervisão e direção geral da professora Neli Mombelli, apresentado pelos alunos Náthaly Penna, Luiza Fantinel, Gabriel Deõn, Felipe Perosa e Emilly Pillar, com produção de  Rian Lacerda, Andressa Rodrigues, Laura Pedroso, Enzo Martins e Miguel Cardoso,  acadêmicos do 5º semestre; Alexsandro Pedrollo na direção de fotografia e Marcio Santos na operação de câmera; Jonathan de Souza no switcher e finalização; e Emanuelle Rosa na identidade visual.

A 12ª Mostra Integrada de Produções Audiovisuais (Mipa) deste ano está diferente. A edição será realizada no Cineclube Lanterninha Aurélio com o lançamento dos curtas-metragens O que fica no silêncio e Desligar. Os filmes foram produzidos na disciplina de Produção em Cinema do curso de Jornalismo da Universidade Franciscana, com orientação da professora Neli Mombelli, e serão projetados pela primeira vez em uma tela grande, digna de cinema!

Elenco em cena em Desligar. Foto: Laura Pedroso

A sessão inicia às 19h, na terça-feira, dia 09/12, com entrada franca. E como é da forma de ser do cineclubismo, os lançamentos terão a presença dos alunos que produziram com exibição seguida de debate. A Mipa é promovida pelo LabSeis do Jornalismo, Laboratório de Produção Audiovisual, e integra o ciclo “Experimentos”, do Cineclube Lanterninha Aurélio. A sessão marca a última deste ano, e será no auditório da Cesma, na Rua Professor Braga, 55.

Confira a sinopse dos filmes:

O que não é dito pode ser o mais importante. Foto: Yorhan Rodrigues

O que fica no silêncio 

Durante encontros casuais entre duas amigas, pequenos detalhes começam a revelar que algo na vida de Márcia está fora do lugar. O que surge como conversa banal, se transforma em indícios de uma realidade que ela tenta esconder.

Um café, duas amigas e a passagem das estações são o eixo da narrativa do curta-metragem O que fica no silêncio. A história aborda temas sensíveis, e ainda considerados tabus na sociedade, como a violência contra a mulher e o feminicídio. O elenco conta com alunas do Teatro Por Que Não?, de Santa Maria. Gabriela Lagemann interpreta a protagonista Márcia, e Carla Cuoco dá vida à amiga e confidente Bianca. Já Viviane Nunes e Maria Eduarda interpretam Gabi e Luana, respectivamente. A equipe técnica é formada por Karina Fontes na direção e roteiro, Michélli Silveira como assistente de direção, Manoela Lemes e Yorhan Rodrigues na direção de arte, além de Rian Lacerda e Nicolas Morales na direção de produção.

Cartaz do filme Desligar.

Desligar aborda como o uso excessivo de tecnologia pode gerar distanciamento dentro de casa. Na trama, uma família vive junta, mas desconectada emocionalmente, até que um blecaute inesperado força todos a se reencontrarem sem telas, distrações ou ruídos digitais.

Luiza Maicá Gervasio tem sua primeira experiência de roteiro e direção. Foto: Laura Pedroso

O elenco conta com Silvana de Oliveira (Ângela), Marcelo Souza (Gabriel), Sofia Bastos (Rafa) e Rian Lacerda (Léo). Para Silvana, Marcelo e Victor Rian, esta é a primeira experiência na ficção audiovisual. Rian participou do documentário Quando a Gente Menina Cresce, que levou o Kikito de melhor filme gaúcho e de júri popular no Festival de Gramado. A direção é de Luíza Maicá, com Aryane Machado na assistência de direção; Luiza Fantinel e Laura Pedroso na direção de arte; e Isaac Brum e Miguel Cardoso na direção de produção.

Texto: Neli Mombelli

Futuros jornalistas recebem conselhos que auxiliam na sua formação. Imagem: Enzo martins/LABFEM

Na última semana, o curso de Jornalismo da Universidade Franciscana promoveu uma palestra online com a fonoaudióloga Cristina Diehl, especialista em voz e mentora de comunicação do grupo RBS. A atividade foi organizada pelo Diretório Acadêmico de Jornalismo (DAJOR) e encerra uma série de encontros mensais que busca aproximar os acadêmicos do mercado de trabalho.

Durante a conversa, Cristina abordou a voz como um dos principais instrumentos do jornalista, ressaltando que a maneira de falar influencia diretamente na credibilidade, clareza e conexão com o público. A palestrante apresentou exemplos práticos por meio de vídeos e conduziu exercícios voltados à melhora da oratória, trabalhando aspectos como respiração, projeção vocal, dicção e ritmo da fala.

Entre as orientações repassadas, a fonoaudióloga destacou a importância do aquecimento vocal antes de gravações, o cuidado com a hidratação e a atenção a hábitos que podem comprometer a saúde da voz. Segundo ela, o preparo vocal deve fazer parte da rotina de quem utiliza a comunicação como ferramenta de trabalho.

Para os estudantes, a experiência trouxe uma nova perspectiva sobre a profissão. A acadêmica Vitória Oliveira destacou a relevância do encontro para a formação prática. “Trazer essa pessoa para conversar sobre como se comunicar melhor é muito importante, porque no curso nós aprendemos como fazer uma notícia e como nos portar perante a câmera, mas não focamos na voz”, relatou.

A iniciativa do DAJOR reforça o compromisso em ampliar a formação dos acadêmicos além da teoria, evidenciando a importância de habilidades que vão além da escrita, como a consciência vocal e corporal, fundamentais no exercício do jornalismo contemporâneo.

O resultado do vestibular será divulgado dia 1º de dezembro. Imagem: Vitória Maicá/ Labfem

Na última segunda- feira, 24 de novembro, a Universidade Franciscana realizou o Vestibular de Verão 2026, que atraiu mais de 1200 candidatos. A prova ocorreu de forma presencial e contou com a participação de estudantes de Santa Maria e região.

Na edição deste ano a UFN ampliou as ofertas de cursos de graduação, com a adição de três novas opções para os futuros universitários: Teologia, Inteligência Artificial e Ciência de Dados e Comunicação Digital, áreas que se alinham às demandas do mercado e aos desafios do cenário contemporâneo.

A Reitora da Universidade Franciscana, Iraní Rupolo, destacou que o curso Jornalismo é um ótimo exemplo de recepção dentro do vestibular “As pessoas que chegam, sejam pais, alunos ou professores de cursinhos percebem que o Jornalismo da Universidade Franciscana está numa prática efetiva e que existem laboratórios reais.” Sobre os novos cursos, a professora comentou que “Começar um novo curso é importante, mas isso não significa deixar de valorizar o que já existe. Precisamos criar a complementaridade da Comunicação Digital. Além disso, nós todos nas profissões que exercemos hoje, já fazemos uso da Inteligência Artificial, então é importante que saibamos usar e quem cursa saberá produzir a inteligência artificial. Então, a inteligência humana será colocada acima, pois somos nós que criamos a artificial, são modos do ser humano.”

Reitora realiza coletiva de imprensa e reforça o comprometimento da Universidade com a formação profissional. Imagem: Vitória Maica/ Labfem

Para os concorrentes do curso de Medicina, além da redação, que teve como tema: o impacto da falta de professores na qualidade da educação e no desenvolvimento social, os vestibulandos também responderam a 50 questões de múltipla escolha, com o tempo de 4 horas de prova.

Já para os candidatos aos outros cursos, a prova consistiu em apenas uma redação, cujo tema também refletiu as questões sociais contemporâneas. A reflexão proposta aos futuros acadêmicos foi: “De que maneira os influenciadores digitais podem contribuir para a elaboração de pautas sociais relevantes na contemporaneidade? Como sua atenção pode tanto ampliar o alcance de debates importantes para a sociedade brasileira, quanto reforçar discursos superficiais ou polarizados?”.

Alunos realizam a prova de Medicina. Imagem: Enzo Martins/ Labfem

O dia do vestibular também foi marcado pela presença de pais, amigos, familiares e professores de cursinhos pré-vestibulares, que acompanharam os estudantes desde o início da tarde. Maria Cleunice, mãe do vestibulando de medicina, Luiz Antônio, conta que ele tem se preparado há 4 anos para a prova “Em julho ele veio fazer o vestibular de inverno na UFN e ficou de suplente, agora estamos esperando o resultado. Eu acredito na capacidade do meu filho e, aparentemente, está tranquilo.”

Familiares estiveram presentes durante a tarde de vestibular. Imagem: Vitória Maica/Labfem

O Diretor do cursinho preparatório Jader Escobar diz que “Espero que nossos alunos possam realizar os sonhos deles. Sabemos que os que escolhem a UFN realmente querem essa universidade, e fazer parte dessa faculdade.” Renata Sarzi, professora de língua portuguesa e redação também comentou sobre as expectativas anteriores à prova: “As questões que a UFN costuma cobrar dos alunos, elas contemplam a gramática e interpretação e são devidamente formuladas. Já os temas das redações sempre são muito atuais, e sabemos que é uma prova muito atenta ao que está acontecendo e cobra isso do aluno.”

O curso de Jornalismo também marcou presença no vestibular com a distribuição do jornal impresso Abra, que chega à sua 32ª edição e é produzido na disciplina de Produção da Notícia, ministrada pela professora Neli Mombelli. O material ofereceu informação e entretenimento aos familiares que aguardavam os candidatos no pátio da UFN.

Jornal Abra foi entregue pelos próprios universitários que participaram da produção. Imagem: Vitória Maica/ Labfem
Imagem: Enzo Martins/ Labfem
Imagem: Vitória Maica/ Labfem

Ser homem no futebol é fácil. Eles são maioria nas arquibancadas, nos bastidores, na imprensa e, principalmente, nas posições de poder. Mas o esporte não é exclusivo para eles.

A declaração machista de Ramón Díaz em coletiva gera um debate sobre preconceito e desvalorização do futebol feminino no Brasil. Imagem: Reprodução/Globo Esporte

Recentemente, uma fala machista vinda de uma figura de liderança dentro do Sport Club Internacional escancarou uma realidade que muitos insistem em ignorar: o futebol brasileiro ainda é um ambiente profundamente desigual e resistente à presença feminina. E o mais doloroso é ver esse tipo de postura partindo de um clube que trabalha com um time feminino potente.

O problema não é pontual. Ele reflete uma cultura que atravessa décadas e se mostra tanto na forma como jogadoras são tratadas, nas oportunidades oferecidas dentro das redações esportivas ou nas falas em que tentam nos colocar “no nosso lugar”. 

A fala recente de Ramón Díaz não é um caso isolado. Durante sua passagem pelo Vasco da Gama, em 2024, o técnico já havia se envolvido em uma polêmica semelhante ao questionar a presença de uma mulher no comando do VAR, afirmando que “me parece complicado que no VAR quem tenha que decidir seja uma mulher”. 

Agora, no Internacional, ele volta a reproduzir o mesmo tipo de discurso machista ao dizer que “o futebol é para homens, não para meninas”. As duas declarações, separadas por pouco mais de um ano, reforçam que o problema não está apenas nas palavras, mas na mentalidade enraizada em grande parte do meio esportivo, um ambiente que ainda insiste em tratar a presença feminina como exceção.

E não, não se trata de “criar crise”. O próprio clube já se encarrega disso, enquanto luta contra o segundo rebaixamento. O que está em debate é algo muito mais essencial: o direito das mulheres de pertencerem a esse espaço, seja como torcedoras, jornalistas, atletas ou dirigentes.

Quando o técnico de um clube do tamanho do Internacional reproduz discursos machistas, ele não fala só por si, ele reafirma estruturas de poder que afastam e silenciam mulheres há gerações. O Inter, que carrega em sua história o lema de “Clube do Povo”, precisa entender que o povo também é feminino.

O futebol é paixão, é cultura, é identidade. Mas enquanto continuar sendo um território hostil para as mulheres, seguirá sendo também um espelho das desigualdades que ainda marcam a nossa sociedade. E o maior erro é fingir que isso é normal.

A luta das mulheres por espaço no futebol não é recente, mas cada novo episódio de machismo expõe o quanto temos que avançar. Mesmo com o crescimento das competições femininas, da presença de jornalistas mulheres nas coberturas e das torcidas organizadas por elas, existe resistência em reconhecer o papel feminino como essencial ao esporte.

Ramón Díaz não mancha apenas a própria imagem, mas também a do clube que representa. Quando um técnico assume um cargo de liderança, ele se torna uma voz institucional, e suas palavras refletem diretamente nos valores e na reputação da equipe. A fala de Díaz retrocede séculos de exclusão, tempo esse que já proibiu mulheres de jogar, de narrar, de apitar e até de torcer livremente. Mas o futebol como espaço de paixão e representatividade, não pode ser palco para retrocessos.