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Um olhar sensível para a cultura de Santa Maria

A egressa Paola Saldanha iniciou o curso de Jornalismo por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni), em 2015,  na Universidade Franciscana. Ela conta que durante a infância sempre teve diversas influências do jornalismo ao seu

Com capacidade de se conectar com as pessoas e sendo empática, esta é a jornalista formada desde 2018 pela Universidade Franciscana (UFN), Tisa de Oliveira, natural de Tapera. O jornalismo a escolheu logo em seu primeiro emprego. Com uma boa escrita e uma boa interpretação, ela conseguiu se consolidar na profissão, criando até mesmo seu próprio site de notícias.

Tisa terminou a graduação em 2018. Imagem: Arquivo pessoal

Iniciou sua trajetória na carreira, por indicação de seu professor de inglês, na década de 90. “O filho deste professor se formou e abriu um jornal na minha cidade. Como sempre me destaquei nesta questão da leitura e da escrita, eles foram até a minha casa me convidar para integrar a equipe deste novo empreendimento”, explica ela. Seu primeiro trabalho no ambiente foi como secretária, mas em questão de semanas já estava fazendo pequenas pautas. Ela relembra que: “Eu saía para apurar as informações, depois voltava para a redação, escrevia e salvava as matérias no disquete”. Para Tisa, foi aí que começou sua relação com o jornalismo. 

Em 2005, a jornalista mudou-se para Caçapava do Sul, onde esteve durante um período sem trabalhar por conta de estar cuidando de sua filha, que tinha apenas um ano. Mas não conseguiu ficar muito tempo parada, logo foi contratada pelo Jornal Gazeta de Caçapava, pois já tinha experiência na área. Ana Júlia Lacerda, filha de Tisa, ressalta que: “A mãe começou a trabalhar com o jornal em 2010, que é uma das minhas primeiras lembranças dela nessa profissão. Por mais que ela tenha começado a trabalhar até tarde no jornal, descobriu que era aquilo que ela gostava e que era aquilo que ela queria fazer. Ela tem uma capacidade de se conectar com as pessoas, é muito empática e eu acho que isso faz dela uma ótima jornalista, porque se coloca no lugar das pessoas”. Neste mesmo período, incentivada por seu chefe, Tisa iniciou o curso de Letras, no Centro Universitário da Região da Campanha (Urcamp), porém nunca concluiu. 

Ela atuou em jornais de Caçapava do sul. Imagem: Arquivo pessoal

Quando ingressou na UFN, em 2015, ela estava trabalhando no portal de notícias Farrapo. “Eu entrei mais madura. Eu já tinha uma experiência na área da comunicação, a prática, e eu fui em busca da teoria”, comenta a egressa. Por trabalhar durante o dia em Caçapava do Sul, ela acabava viajando todos os dias para Santa Maria, onde à noite estudava na instituição. Ela expõe que: “Eu não tinha como fazer os laboratórios. Isso é uma coisa que eu senti muita falta. Pois era uma forma de ter mais contato com os professores na universidade. O único momento que eu tinha esta oportunidade era à noite. Os laboratórios ofereciam uma área diferente daquela que eu tinha prática, que era o impresso e online. Sempre tive muita curiosidade, muita vontade de fazer, mas infelizmente a minha condição não me permitia participar”.

Tisa analisou em seu trabalho final de graduação (TFG) A construção do capital social do deputado Paulo Pimenta a partir da publicação de lives no Facebook.  Ela explica que, no terceiro semestre da graduação, já sabia qual tema queria desenvolver sua pesquisa. “No meu trajeto de trabalho, de vida profissional e vida universitária, eu fui parar na Câmara de Vereadores. Por isso, escolhi abordar a área política”, destaca a ex-aluna.  O projeto também foi desenvolvido com base nas redes sociais, pois, era um tema que a encantava por ser “uma ferramenta extraordinária, que tem uma força muito grande, desde que seja bem aproveitada”. E complementa: “Isso me intrigava, sim, porque as pessoas públicas, não só os políticos, não utilizavam essas ferramentas para divulgar os seus projetos e as suas ações. Claro que a gente sabe que em outras cidades, assim, capitais, isso já acontecia, mas em cidades pequenas ainda não. Por isso, eu fui estudar essa questão de como o Pimenta constituiu o capital social através das redes sociais dele, que era, e, continua sendo, Facebook e Instagram”.

Ela também recorda que sugeriu algumas pessoas para a orientação de seu TFG,  o escolhido para a acompanhar no desenvolvimento do trabalho foi a sua última opção, no caso o professor Bebeto Badke. “Ele até brincou, que eu não queria ele, mas ele foi maravilhoso. O meu texto ficou muito rico. O Bebeto contribuiu bastante, pois exigiu muito de mim e aí deu tudo certo. Tirei uma nota boa e a apresentação também foi tranquila. Mas porque estava muito certa e confiante de que era aquilo que queria escrever”, argumenta ela. A egressa também relata que não foi cansativo desenvolver o trabalho, a única parte que exigiu um pouco mais foi a leitura, mas: “Foi gratificante, para falar a verdade”.

Tisa já atuou no jornal impresso e online, e na assessoria de comunicação. A jornalista explica que todos os trabalhos que eu já tive me marcaram de alguma forma. “ Eu acho que o jornalismo impresso e online, você produz matérias que exigem mais apuração, que exigem muita pesquisa, conversar com mais pessoas, ouvir fontes técnicas. Quando você consegue colocar isso no papel de uma forma que afete o seu leitor, que quando o leitor vai ler aquilo, ele se enxerga no teu texto, isso é muito gratificante”, destaca a ex-aluna. 

A egressa também relembra uma situação curiosa em que quando ainda trabalhava com jornalismo impresso, o jornalista Euclides Torres, que era professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), lhe entregou um livro de obituários do The New York Times. “Então ele disse assim, você vai ler esse livro para aprender a escrever o obituário. Eu achei aquilo muito engraçado, mas enfim, eu li o livro e comecei a escrever. É extremamente difícil escrever este tipo de texto, porque a família está enterrando a pessoa e tu tem que estar lá questionando. Tinham pessoas que depois vinham e me falavam assim, eu chorei quando li o obituário no jornal. Ou então, outra vez uma pessoa também comentou o seguinte, essa pessoa que morreu nem era tão especial assim, mas o jeito que tu falou sobre ele, a gente sentiu, quem não conheceu com certeza sentiu vontade de conhecer. Então são comentários que te dão satisfação e alegria e tu, ufa, cumpri com o meu papel”, relata Tisa.

  Outra história que a marcou foi quando escreveu uma matéria sobre a Associação do Banco da Amizade (ABA), associação beneficente localizada em Caçapava do Sul e que era administrada por Onilady Pires, Tia Lady. O espaço estava precisando de doações, e quando a matéria saiu no jornal, várias arrecadações chegaram na ABA. “Então, isso é bem bacana, sabe, poder contribuir com a sua comunidade. É uma coisa assim que não tem preço, não tem o que pague isso”, evidencia a jornalista. Para ela são tantas histórias que ela deseja que um dia eu possa escrever um livro sobre os bastidores do jornalismo, pois elas são bem mais interessantes do que aquele pequeno recorte da notícia.

A jornalista também comenta que foi bem complicado administrar a vida durante a universidade, pois era casada e tinha uma filha pré-adolescente na época. Ana Júlia também comenta que: “Quando ela decidiu fazer a faculdade, acho que eu tinha 13 anos. Foi uma mudança para mim, o pai e a mãe. Eu a via pouco. Nos víamos aos finais de semana e no almoço. Foram quatro anos muito doidos, mas acho que trouxe experiências e memórias muito boas, porque eu sempre convivi muito com os colegas de trabalho dela. Tive oportunidades até de ver ela na faculdade e isto foi muito lindo”. Já Tisa expõe que: “Sabe aquele meme, aquelas frases de rede social que a janela de ônibus é o melhor psicólogo. Então, muitas vezes era assim. Geralmente, na volta eu pensava muito, porque na ida eu ia dormindo a viagem toda, morta de canseira. Às vezes, eu acordava já pensando, não vejo a hora de embarcar no ônibus para poder dormir e descansar. Mas, na volta, eu vinha divagando, assim, e a janela do ônibus, aquela paisagem correndo, e eu vinha pensando, meu Deus, o que eu estou fazendo”. Ela teve que iniciar duas vezes o curso, porém quando realmente se comprometeu  consigo mesma terminou a graduação. 

“Eu acho que, quando a gente ama o que faz, a gente sempre encontra o que fazer. Sempre tem portas te esperando. Como eu amo fazer comunicação, eu acho que eu me dou bem em tudo aquilo que eu me proponho. Tudo que surge na minha vida, eu me realizo. Então, depois que eu me formei, eu fui trabalhar com uma assessoria de comunicação, que é o que eu amo fazer. Foi muito bom essa experiência, esse período”, fala a egressa. 

Atualmente ela não está mais trabalhando nesta área, pois está empreendendo na área do turismo, onde é dona do Sítio Pedra Furada em Caçapava do Sul. “Eu acho que, nessa mudança que teve agora na minha vida, fez com que eu entendesse que tenho que me dedicar às coisas que a gente quer desenvolver. Estou me entregando da mesma forma que eu me entreguei aos meus outros trabalhos. Eu acho que tudo que eu aprendi na faculdade e na vida vão servir agora, nesse momento, que é isso que eu estou vivendo, que é empreender e poder colocar em prática também a questão da comunicação”, comenta. Para ela este é o momento em que pode se dar ao luxo de escolher se quer escrever ou não, por mais que ame muito a escrita. Quando tem este tempo foca em colocar todas as ideias de uma vez no papel. “Eu acho que, como jornalista, eu sou aquela bem clichê, que tem vontade de mudar o mundo e que ainda acredita que a comunicação é uma arma poderosa para que isso aconteça”, completa ela.

Perfil produzido no 1º semestre de 2023, na disciplina de Narrativa Jornalística, sob orientação da professora Sione Gomes.

A egressa Paola Saldanha iniciou o curso de Jornalismo por meio do Programa Universidade para Todos (ProUni), em 2015,  na Universidade Franciscana. Ela conta que durante a infância sempre teve diversas influências do jornalismo ao seu redor. “Quando estava entre meus 10 e 12 anos, apresentava com um amigo o Jornal Muito Importante. Nele, falávamos sobre o que acontecia na rua e entrevistávamos nossos avós”, relata a jornalista. Por conta de seus avós, ela percebeu seu encanto por ouvir, conhecer pessoas e contar suas histórias. “Passava horas ouvindo sobre os causos de meus avós, muitas vezes, repetidos. Ouvia com atenção sempre que narravam suas histórias. Sentia prazer em escutá-las”, complementa. 

Por acreditar que um olhar sensível para o outro e a abordagem de assuntos de interesse humano são importantes pilares na prática do jornalismo como atividade carregada de responsabilidade social, Paola escolheu o tema: Humanização do relato da construção da narrativa jornalística: Uma análise de reportagem de Eliane Brum sobre a Usina Hidrelétrica de Belo Monte para apresentar no seu Trabalho Final de Graduação (TFG). “Sempre admirei as produções que valorizam o humano e suas histórias e, consequentemente, admiro também o trabalho desenvolvido pela jornalista Eliane Brum”, explica a egressa. O processo de pesquisa utilizado por ela foi de imersão no tema e nas produções analisadas. Sete reportagens foram selecionadas para os estudos, em diferentes aspectos. Após meses de leituras, releituras, conversas e escrita, Paola afirma: “O TFG me faz refletir ainda mais sobre nosso papel e responsabilidade”.

A egressa apresentou seu TFG em 2018, e teve como banca os professores Bebeto Badke e Sione Gomes e a jornalista Pâmela Rubin Matge. Foto: Arquivo pessoal.

Durante o curso, a jornalista fez parte da Agência Central Sul (ACS), como repórter, em diferentes editorias entre os anos de 2015 e 2018. Após a conclusão do curso, Paola ainda escreveu durante o ano de 2019, “era uma coluna mensal na ACS sobre as diferentes perspectivas de ser e estar na sociedade”, completa ela. Em 2018, ao lado de Deivid Pazatto, ela apresentou o Janela Audiovisual, programa que foi transmitido na TV Câmara e TV aberta digital. A produção, que reunia diversas produções audiovisuais realizadas no curso de Jornalismo da UFN, teve coordenação da professora Neli Mombelli e foi uma realização do Laboratório de Produção Audiovisual (Laproa).

Hoje Paola é co-idealizadora da Maria Cult, projeto de jornalismo cultural e agenda de Santa Maria, que busca fortalecer e valorizar a criação independente, diversa, acessível e popular da cidade. A jornalista conta que a iniciativa para o projeto partiu de Deivid Pazatto, seu amigo e colega de faculdade. “Nós conversávamos, ainda no período de curso, sobre a escassez de espaços para artistas e produções locais. Logo após a formatura, iniciamos o planejamento do projeto. Apresentamos a Maria Cult em janeiro de 2020, com a proposta de um veículo independente de produção de conteúdo cultural de Santa Maria. Nascida na cidade cultura, marcada por diferentes histórias e costumes, nós visamos à coletividade e à resistência, com protagonismo de múltiplas vozes e manifestações “, explica.

Paola em produção para o curso de jornalismo da UFN. Foto: Deivid Pazzato.

Paola começou a trocar ideias sobre a Maria Cult com seu amigo Gabriel Tondolo após se conhecerem de uma maneira um tanto quanto inusitada. “Parece uma história clichê, mas eu estava em uma cafeteria de Santa Maria, tomando um expresso e acidentalmente tropecei e derrubei uma porção de café no colo da Paola. No mesmo instante, eu comecei a juntar guardanapos para limpar ela enquanto pedia desculpas. Acabei por sentar ao lado dela e começamos a conversar. Depois desse evento, a gente trocou contato e começamos a conversar diariamente. Conforme foi passando o tempo, ela começou a compartilhar detalhes da Maria Cult e eu fui acompanhando cada vez mais o projeto e participando como um ‘palpiteiro’, dando minha opinião sobre algumas decisões da Maria”, conta Tondolo. Após esse acontecimento, já se passaram quatro anos que ele acompanha o crescimento do projeto e a trajetória da egressa como jornalista. “Todos os perrengues que ela tem passado em conciliar a vida pessoal e profissional com o projeto, rodando Santa Maria em busca de patrocinadores e parcerias. É surpreendente ver o quanto o projeto entrega e saber que é feito por duas pessoas. A primeira edição do prêmio Maria Cult resume tudo o que falei, uma premiação de tal patamar, reunindo o melhor da cultura e sendo organizada em menos de um ano pela Paola e o Deivid. Isso é um marco na carreira jornalística de ambos, com tão pouco, fazer um evento que entregou tanto e mexeu com toda Santa Maria”, concluiu, orgulhosamente, o amigo.

Apaixonada pela cultura, ela relata que hoje entende que já se inclinava para este nicho, “ao pensá-la como conjunto de comportamentos, tradições, arte, religião, moda, entre outras expressões de um grupo”. “Sempre busquei abordar diferentes perspectivas e olhares em produções plurais”, completa ela. A jornalista ainda destaca que: “Ser ouvinte carrega grande importância e responsabilidade, pois ao compartilhar suas memórias, experiências íntimas, as pessoas demonstram o quanto se sentem à vontade e seguras em partilhar parte de suas vidas”. 

Perfil produzido no 1º semestre de 2023, na disciplina de Narrativa Jornalística, sob orientação da professora Sione Gomes.

Natural de Sant’Ana do Livramento, Alam Carrion ingressou no curso de Jornalismo na Universidade Franciscana em 2017. Desde sempre fascinado pela comunicação, Carrion conta que seus planos iniciais não eram esses, mas o encantamento pelo curso fez com que o concluísse e seguisse na profissão. “Inicialmente eu queria Publicidade e Propaganda. Acreditava me identificar mais. Porém as opções eram diurnas e eu precisava trabalhar. Como eu sempre gostei de comunicação, em especial o jornalismo esportivo, escolhi o Jornalismo e não me arrependo da escolha”, explica o jornalista. Hoje ele afirma que gosta de sua profissão, “principalmente ajudar o pessoal aqui na rádio, na produção dos programas, como o Titular da Rede”, completa ele, que é técnico do laboratório dos cursos de comunicação na UFN.

O jornalista participa das transmissões ao vivo da Rádio Web UFN. Foto: Arquivo pessoal.

Dentro do curso de Jornalismo, o primeiro laboratório que Carrion teve contato foi o LaProa, laboratório de produção audiovisual, atualmente chamado LabSeis. Após o contato com o audiovisual, ele se questiona: “Acho que eu sou muito mais do áudio do que do visual, não?”, e, assim, iniciou seu trabalho na Rádio Web UFN, durante um ano como estudante e depois como contratado. Desde então, todas as experiências com laboratórios do curso foram na rádio. 

Para ele, a  instantaneidade do rádio é um traço marcante. O egresso também conta que o interesse pelo jornalismo radiofônico veio de sua criação. Desde criança, ele sempre ouvia transmissões de futebol e coberturas pela rádio.  “Conheço todos os jornalistas da Rádio Gaúcha, que é a que eu sempre acompanhei. Sei as narrações de gols que ficaram na minha memória. Lembro das vozes de basicamente todos os jornalistas”, conta Carrion.

Carrion participou da Semana de Live: 3 passos para ser um católico melhor em 2023, produzindo conteúdos gratuitos para o Instagram junto com quatro catequistas. Foto: Arquivo pessoal.

Em 2020, o egresso apresentou o tema Segredos revelados: como a mídia tratou a Imagem do Papa Pio XII após o anúncio da abertura dos arquivos do Vaticano como Trabalho Final de Graduação (TFG). Encantado por história desde sempre, ele relata que a temática foi escolhida por meio do anúncio do Papa Francisco para a abertura do arquivo do Vaticano a respeito do tempo de exercício do Papa Pio XII. “Conheço muito a biografia de Pio XII e me interessei em como a mídia ia cobrir, como a mídia ia tratar a imagem dele”, explica Carrion. Em seu TFG, ele buscou contrapor as narrativas jornalísticas, tentando mostrar que a apuração da notícia deve trabalhar os dois lados da história. “Peguei uma matéria e a detalhei, parte por parte, mostrando que o jornalista estava muito mais tendencioso do que propriamente praticando o jornalismo de maneira não imparcial, mas para que a reportagem não pendesse para o lado mais neutro e isento o possível. Quis trabalhar muito a questão da diferença daquilo que é imparcialidade, o que é quase impossível”, completa ele. 

Atualmente, além de trabalhar na Rádio Web UFN, ele ainda trabalha como produtor de conteúdo no Instagram. Carrion conta que começou no Facebook. “Quando eu era mais jovem, em 2012, criei um fã clube para uma banda católica que gostava muito. Em 2013, transformei o fã clube em uma página chamada Um Jovem Católico e foi assim comecei a trabalhar com a plataforma. Eu publicava frases de músicas e frases católicas, porém eu ainda não entendia nada sobre igreja católica”, relata ele. Após receber críticas de pessoas que não compartilhavam de seus mesmos ideais, o jornalista conta que começou a estudar mais o assunto e acabou se apaixonando pela igreja. Quando começou a estudar mais o funcionamento das mídias sociais, Carrion percebeu que se trocasse de plataforma seu trabalho alcançaria mais o público jovem. “Em 2018, abri uma página no Instagram e comecei a publicar caixinhas de perguntas, que me fizeram estudar mais, porque recebia perguntas sobre assuntos que ainda não sabia”, explica ele. Em 2019, Carrion decidiu deixar de lado o nome Um Jovem Católico e começou a se identificar com seu próprio nome nas redes sociais.

Em 2023, Alam Carrion palestrou o tema: Os desafios da evangelização na internet na ExpoCatólica, em São Paulo. Foto: Arquivo pessoal.

Nos dias atuais, o perfil oficial no instagram de Alam Carrion possui cerca de 319 mil seguidores. ”Hoje, minha conta é a que mais cresce no nicho católico e, com isso, aumenta a responsabilidade de saber que eu estou lidando com a fé de milhares de pessoas. Sempre coloco a  responsabilidade do jornalismo naquilo que eu faço. Ou seja, nenhum conteúdo meu, antes de ser postado, deixa de passar por algum critério de checagem. Então eu verifico se está conforme aquilo que a igreja ensina, se está conforme o catecismo da igreja. Dificilmente emito opiniões e, quando emito opiniões, eu procuro embasá-las naquilo que a igreja ensina”, explica o egresso.

Sua esposa, Ticyane Carrion, relata que ele sempre quis fazer a diferença na vida das pessoas e que seu trabalho no Instagram foi uma forma de ensinar e ajudar as pessoas. “A gente encontra poucas pessoas assim. Sempre que o Alam  estuda e aprende algo, ele já está transformando a informação para que possa ensinar de forma descomplicada”, conta Ticyane.

  • Perfil produzido no 1º semestre de 2023, na disciplina de Narrativa Jornalística, sob orientação da professora Sione Gomes.