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Santa Maria, RS, Brazil

Duca Leindecker

Agenda Central Sul

Após uma longa semana de muito trabalho, nada melhor que aproveitar o final de semana. Entre as atrações, shows, eventos culturais e muito filme bom estão na Agenda dessa semana. Venha conferir e prepare-se para se divertir.

Uma Noite Especial com Duca Leindecker

Música e literatura marcaram o Livro Livre de hoje, 30, na Praça Saldanha Marinho. Duca Leindecker, vocalista, guitarrista, escritor e compositor, foi o convidado para um bate-papo descontraído. Sem a presença de um mediador a interação do

Após uma longa semana de muito trabalho, nada melhor que aproveitar o final de semana. Entre as atrações, shows, eventos culturais e muito filme bom estão na Agenda dessa semana. Venha conferir e prepare-se para se divertir.

Sexta-feira

Bidê ou Balde faz show em Santa Maria nesta sexta-feira (Foto: Divulgação)

Nesta sexta-feira (13), ocorre a premiação do 9º Prêmio Universitário de Publicidade. A cerimônia acontece às 20h30min no Auditório da Cesma.

Para quem gosta de rock gaúcho, a opção é o show da banda Bidê ou Balde na Aruna Club. Os ingressos custam R$ 35 (feminino) e R$ 40 (masculino) no site Antecipei.

Sábado

No sábado (14), mais uma edição do Camelô 2.0 começa às 15h no Macondo Lugar. O evento, com entrada gratuita e irá contar com diversas banquinhas de produtos criativos e artesanais.

Contado com diversas bancas de comida e bebida, a terceira edição da Vila Gastronômica será nesse sábado. Embalado por uma boa música, o evento acontece a partir das 12h na Praça dos Bombeiros.

Para encerrar a noite, Duca Leindecker sobe ao palco do Itaimbé Palace Hotel. Um dos grandes nomes da música gaúcha vem a Santa Maria para lançar seu novo DVD, Plano Aberto. A pista custa R$ 40 e pode ser adquirida no site Minha Entrada ou na Athena Livraria. O show tem início às 22h.

Domingo

A 17ª edição do Brique da Vila Belga encerra as atrações do final de semana. Contando com a edição especial Consciência Negra, a programação inicia às 15h na Vila Belga.

Cinema

Prepare as pipocas para conferir as estreias da semana. Drama, animação e comédia estão entre as opções das salas de cinema da cidade.

O Reino Gelado 2

A continuação da animação O Reino Gelado conta a história do troll Orm, que, após lutar contra a Rainha da Neve, precisa combatê-la novamente quando ela lança uma maldição sobre seu espelho, fazendo com que as pessoas enxerguem apenas o pior de si mesmas.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=o7Cr91L_vhs

A Travessia

O longa mostra a história real do equilibrista Philippe Petit (Joseph Gordon-Levitt), famoso por atravessar as Torres Gêmeas com apenas um cabo. O fato, que chamou a atenção do mundo inteiro, aconteceu em 7 de agosto de 1974.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=wqPO0j5iY1Y

Straight Outta Compton: A História do N.W.A.

O filme se passa na Califórnia, na década de 1980. Cinco jovens usam suas experiências pessoais na produção de músicas honestas, rebeldes, diferentes e totalmente contra o sistema. Surge o N.W.A. (Niggaz Wit Attitudes), que dá voz a uma geração e promove a explosão do gangsta rap.

Um Senhor Estagiário

Na comédia, Jules Ostin (Anne Hathaway) é dona de um sucedido site de venda de roupas. Quando sua empresa inicia um projeto de contratar idosos como estagiários, em uma tentativa de colocá-los de volta à ativa, cabe a ela trabalhar com o viúvo Ben Whittaker (Robert De Niro). Aos 70 anos, Ben leva uma vida monótona e vê o estágio como uma oportunidade de se reinventar. Por mais que enfrente o inevitável choque de gerações, logo ele conquista os colegas de trabalho e se aproxima cada vez mais de Jules, que passa a vê-lo como um amigo.

https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=UrhQnUScnVM

 

Duca na praça Saldanha Marinho, durante a Feira do Livro.
Duca Leindecker na praça Saldanha Marinho, durante a Feira do Livro. Foto: Natali Cunha, Lab. Fotografia e Memória

Música e literatura marcaram o Livro Livre de hoje, 30, na Praça Saldanha Marinho. Duca Leindecker, vocalista, guitarrista, escritor e compositor, foi o convidado para um bate-papo descontraído. Sem a presença de um mediador a interação do artista e com público ocorreu de maneira natural.  O líder da Cidadão Quem, banda com 20 anos de estrada, veio à Feira do Livro para conversar sobre suas publicações literárias e responder as perguntas da plateia.

Pontualmente as 19 horas, Duca saudou os presentes de forma inusitada, pedindo pra todo mundo gritar junto com ele. “Agora que estabelecemos a comunicação, podemos começar”. Quem esperava uma palestra sobre a carreira do músico, se surpreendeu.

Duca conduziu uma conversa sobre as diferentes formas de se fazer arte e a complicada fase da escolha profissional. Já no início, o artista abriu espaço para perguntas e conduziu toda a conversa com essa dinâmica. Nas respostas, emitia suas opiniões sobre o cenário atual da música, o papel da vocação e da persistência, seus métodos de inspiração,e tudo o mais que a plateia quisesse saber.

Sempre muito centrado e crítico, mas sem perder o bom humor, o artista se mostrou naturalmente confortável no palco – local onde passou grande parte dos seus quase 30 anos de carreira. No final, atendendo ao pedido de uma fã que estava na plateia, o músico pegou um violão emprestado e deu uma palhinha da sua consagrada carreira.  Assim como começou, o público terminou interagindo com Duca. Dessa vez, porém, não gritando, mas transformando a Feira do Livro em uma só voz, ao som de sucessos como Um Dia Especial e Girassóis.

A equipe da Agência Central Sul conversou com o músico sobre a indústria fonográfica no Brasil:

Equipe da ACS com Duca Leindecker. Foto: Natali Cunha. Lab. Fotografia e Memória.
Equipe da ACS com Duca Leindecker. Foto: Natali Cunha. Lab. Fotografia e Memória.

ACS – Qual a importância de eventos, como a Feira do Livro, que fomentam a cultura?

Duca  – “Tem toda a importância, as coisas só acontecem dentro de seus ambientes de discussão. A gente só percebe as coisas que estão acontecendo. E aqui está acontecendo, está acontecendo o nosso papo, depois vou conversar com o público. E vamos falar sobre livros, muitos vão conhecer títulos e vão entrar em contato com a literatura, com a arte. Isso é fundamental”.

ACS – Como você percebe o incentivo à cultura em nosso país?

Duca L.- “Eu sou muito crítico em relação à forma como se da o incentivo a cultura no Brasil. As leis que existem são muito assistencialistas. Elas não exigem que o que for feito seja realmente bom. Elas só fazem por fazer, em um país que não faz nada bem. E quando vamos fazer um show, o público quer que tu toques de graça e a tua família diz que ser músico não é profissão. A revolução para o incentivo à cultura tem que partir de casa, tem que partir de uma realização cultural da sociedade de valorizar a arte. Não só uma lei que vai pagar para o cara fazer um filme. Eu nunca tive nenhum tipo de incentivo. Faço show, as pessoas pagam o ingresso e eu ganho meu dinheiro. Isso tem que acontecer com mais pessoas”

ACS – O  que você nos diz sobre o retorno da Cidadão Quem?

Duca L.- “O Cidadão Quem é uma banda que teve a sua historia, nos seus sete discos, e voltou para comemorar isso, para atender as pessoas que queriam nos ver e para atender nós mesmos, que queríamos revivê-lo. Mas o Cidadão Quem não é um projeto de conteúdo novo. Não tem como ser uma banda nova, e nem queremos que seja. A gente tá celebrando isso, tocando as músicas de todos os discos e um single novo. Quando tu vai pra um show do Cidadão Quem, as pessoas não deixam tu não tocar Pinhal, tu não tocar Dia Especial, o Fim de Tudo, Os Segundos, Música Inédita, entendeu? É um repertório que fica engessado. Se a gente for fazer um show só de música inédita, as pessoas não querem ver. E nem a gente quer fazer. Agora, num trabalho solo, aí sim, acho que comporta isso. Como  nos meus trabalhos solo e  o trabalho do Luciano na banda Mani Mani.”

Por  Gustavo Pedroso, Karine Kinzel, Joana Gunther e Silvana Righi, estudantes de jornalismo.